sábado, 21 de fevereiro de 2026

Dever de casa

 









Como observador do comportamento humano; um pouco cansado, diga-se de passagem; há décadas detecto e perscruto praticamente tudo que meu apurado alcance periférico detecta; me detendo no que chama a atenção; o que vem, tão natural quanto paulatinamente, muito por conta do truísmo enfadonho das ações terceiras, perdendo a graça. Há algum tempo, tento deter esse ímpeto — ao menos no que se refere à crítica especulativa ou mesmo destrutiva; ao fim é interessante alguma evolução pessoal; o voltar-se para dentro e assumir com humildade o mea culpa. Essa percepção ocorreu, antes de me dar conta da profusão de material físico e empírico a minha disposição; portanto, suficiente para continuar escrevendo ocaso adentro — embora o comportar humano nos surpreenda a cada nova esquina. E este insight se deu como sempre, aleatório; aqui, durante uma das minhas esporádicas caminhadas na orla, onde então apontei que: “Não perceber o externo, abandonando-o”, tal Peter Kien em Auto-de-fé, “e mesmo não me fazer notar, são tanto minhas maiores dificuldades quanto um imprescindível dever de casa final.”







092.ac cqe