segunda-feira, 20 de abril de 2026

Entre o deslize e o equilíbrio

 








 

Ribeirões obscuros descem as montanhas

Límpidos e impetuosos

Deslizam felizes até tocar o vale

Onde serpenteiam por entre os vilarejos e suas alegrias

O troar longínquo das quedas sessam

Se entregando em paz

Nos braços do grande destino.


Homenagem à

Krishnamurti

 



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Do Amor Incondicional dos Seres Espirituais.

 










 



A soberba e a vaidade negam Deus — ainda que em negação, muitos O mercantilizam ao Dele se valerem.

 














Entender-se maior do que é faz com que o indivíduo negue Deus. Esses, em algum momento aceitarão a denominação “Deus” com a sacralidade devida, mas enquanto o ego suplantar a fé, não. O Seu Significado; a Sua Essência. Ao homem de pouca fé, é equivocadamente natural quando o terceiro a ele se submete — quer se trate de um igual em carne ou um ente espiritualmente superior —; uma vez que o segundo, em sua sabedoria, não procura convencer e não se utiliza da nomenclatura sagrada para com o dominador — mais por entender o orbe que envolve todo aquele que ignora — enquanto equivocado; porque nosso personagem sobrevive àquilo que entende como seu coexistir exclusivo e devido, ente os seus escolhidos. Destarte, em algum ponto qualquer, um episódio que lhe foge ao alcance o atinja, ou mesmo sua bolha privada; o situando na sua vanglória ilusória. Conscientizando-o minimamente do papel falso e feio a que veio se prestando, somente assim: após entender a necessidade e as evidência de que não somos mero acaso da evolução científica. Então sim; é possível que pare de negar não apenas Deus, mas o Amor Incondicional dos Seres Espirituais que até então, por respeito, o deixaram a mercê de si próprio.

(Inspirado em Lc, 16; 19/31)



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Não às muletas que avalizam as touradas

 











 

Ex pânico

Touradas não mais

Pano branco











Ex pânico

Touradas tresloucadas

White Flag










Hispânicos

Espancam touros inocentes

*muletas* não mais











Hispânicos

E dignos de manicômios

Assistem

 













*muletas; nome que denomina o pano vermelho utilizado por torturadores e assassinos de touros na última etapa das touradas, antes do abate.








 







Aqui, um pouco da nossa revolta contra a tortura e o assassinato de touros nas arenas; ou de qualquer outra espécie abominável de crueldade para com seres inocentes como forma de entretenimento às pessoas de espírito inferiores; e mais, que em breve possamos, assim como os massacres e atrocidades dos romanos na antiguidade, venham a ser finalmente encerrados na Espanha e que todo o planeta possa atingir níveis de evolução superior a fim de enxergar que: assistir a assassinatos como diversão é, não apenas permitir, como ser conivente com os crimes.









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sábado, 11 de abril de 2026

Minha Sílfide

 









 

Minha Freyja particularíssima

Sábia, mesmo em Sua espera não há melancolia

Espera com altivez

Espera porque o ato de esperar é nosso

Em Seu mundo tudo é sinérgico

Não há controle

Tudo é equilíbrio

Aqui, se equilibra

Entre Sua bondade e o mal que não habita, abarca

Sua pureza perene não se revela por tempo indefinido ao terceiro

Sinta-a na chegada

Certamente você a apagará

Tanto é para poucos como poucos a sentem

Não por Sua vontade

Sabe que, como o Amor

A pureza se dá quanto mais a sentimos

Mantendo-a como poucos

Assim se mantém

Ainda que o atropelado desiludido a tenha deixado

Ao avançar, poucos permanecem

Um número infindável se foi

Minha Sílfide persiste com Sua fiel naturalidade, amando-os








 

 

Sua medida de Amor está na dor

Opostos

Quanto mais Ama mais a sente

A dor é molecular e sensorial

Vez ou outra Sua carne sangra, vermelho

Ainda que em agonia, se mostra sã, lúcida

Mesmo na hora do Amor há dor

Continua queimando

Continua amando

Hermética

Pouco deixa que escape e tudo absorve e a todos absolve

Lancinante, atroz, agonizante até

Talvez se não amasse tanto

Seu Amor é um vaticínio

Onde todos o veriam como mais um castigo

Minha Esposa o sente na dor

Onde muitos veriam como o preço a pagar

Minha Consorte o enxerga como combustível à redenção

No entanto, qual bombeiro chamuscado

Com os estigmas do último rescaldo

Penetra às chamas do resgate assim que soa o apito

E com lágrimas, delas sai com mais uma legião de almas às costas

 








 

Sempre atenta ao mundo externo

Sua conexão prateada vibra diuturnamente

Como um Walk Talk conectado ao sol

Ainda que a lua A tenha com ternura

Iluminada; vive o antagonismo do Ser de Luz

Aparentemente precisa sobreviver à lenda de Ladyhawke

Como uma isca submersa em Maia

Sua sina é permanecer na matéria fugaz

Capturando e encaminhando almas atormentadas

Entrementes, espalhando Amor entre nós

Uma Vestal transvestida entre corpos descuidados

Nossos corpos, nossos veículos, sobejamente negligenciados

Um vórtice centrípeto a prova de falhas, confiável

Como se fosse um imã sutil

Atrai para Si as mais variadas almas

Em uma esquina, no shopping, no velório, no casório...

Enquanto todos dormem Minha Companheira se mantém desperta

Já forçou o despertar de alguns viventes dispares

Em vão, Sua inigualável mimetização A impede

Queremos o espetáculo ilusório que Minha Parceira abomina

Sabe ser um instrumento raríssimo; e esses escolhidos

Os Oráculos, servem a propósitos inquestionavelmente reto



 







 

Sou um destes milhões de ignorantes

Privilegiado por estar a Seu lado

Uma espécie de rabugento conveniente a alguns

E insuportável a maioria, se me permitem ser verdadeiro

Mas, recebi um mimo dos deuses; que ora ou outra tento descrever

Não sou totalmente quadrado ao fazê-lo

Porém claramente, não o faço com a força devida

Como dissertar sobre alguém Único?

Dizê-la linda é redundância

Onde quer que apareça, atenções são despertadas

Infelizmente desperta a inveja e o ciúme das mulheres

Quanto aos homens; quando não mais A veem como fêmea

A descartam por medo ou ignorância

Por Deus não me descartou

Tive a chance de muito aos poucos descobri-La

O universo me auxiliou a entendê-La

Minha razão procurou conhecê-La

O pouco de maturidade inicial segurou a onda

E meus abusos e absurdos foram amenizados por Seu Amor

Sua Sabedoria Sagrada suplantou os perrengues e selou nossa completude

Porque, quanto ao sentimento

Já A Amava antes de sabê-lo.












*











*








 

 

Entre a adolescência e a fase adulta, sempre me chamou a atenção casos em que o homem, ainda que fugindo totalmente ao estereótipo de beleza, conseguia namorar uma mulher proporcionalmente muito mais bela em relação a ele. Já no adiantado do tempo, em algum momento percebi que me inclua nesse estereótipo, pois me casei com A Mulher mais bela que já conheci; e não apenas linda — sensível, carismática, bem humorada, sábia e inteligente. No entanto havia um porém nos casais observados: dificilmente permaneciam juntos, ainda que se casassem. Da minha parte, não apenas sou um privilegiado nessa questão, como meu discernimento aprendeu a renovar meu amor por Minha Cônjuge dia-após-dia; e digo que devo esse expediente a Minha Dona: nossa longevidade e parceria a toda prova; isso porque sempre tentei melhorar não apenas como companheiro — também como ser humano — e hoje, somos exemplo de que é possível manter uma linda mulher como esposa para sempre.









*














Riquezas invisíveis — Assisto diariamente algumas pessoas insistindo no intuito de incentivar tantas outras que sofrem, sobre o que o futuro lhes reserva. Que mantenham a esperança, que não desistam; mostram exemplos, mas, todos, invariavelmente, se voltam para o sucesso pessoal: a casa própria, um bom emprego, um sonho, um desejo; material ou não. No entanto, algumas poucas matérias, mesmo que chamem atenção às riquezas invisíveis que essas pessoas desejosas já possuem, não conseguem atingir o âmago da questão. “Quanto valorizo o que possuo?”. Como disse, sou um privilegiado, e nenhum sonho, de tantos que possuo, me farão falta se não alcançar; pois hoje entendo que a fortuna me sorrio com a maior riqueza que um homem pode desejar — e não estou a falar de posses, é uma vida muito simples a que desfruto — que, ainda que todos os meus sonhos restantes não se concretizem, mesmo assim sou o mais feliz dos homens, por possuir e valorizar não apenas o que tenho ou me aconteceu até aqui, pois se tudo valeu a pena, é porque ao meu lado caminha a pessoa mais maravilhosa que já existiu nesse mundo. MINHA ESPOSA.













*











Aqui, tento colocar no papel argumentos que satisfaçam a mim mesmo; esse texto não tem intenção de comunicar a terceiros — acentuando luz à fidelidade das palavras — a sincera mensagem/homenagem que faço a Minha Esposa, e ainda que tenha me esforçado para apontar verdades particulares me valendo de um belo vocabulário, afirmo categoricamente que não me é possível encontrar palavras para expressar os meus sentimentos, tanto interno quanto o que tento 
 à Ela demonstrar.















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sábado, 4 de abril de 2026

“Nur wer sich wandelt, bleibt mit mir verwandt”.

 








“Somente o que muda pertence ao meu mundo” ou de forma literal “Somente quem muda permanece a mim aparentado”.

Nietzsche no poema

Aus Hohen Bergen

Do alto dos montes.


*




Há muito, Meu Mestre citou:

“Quem correr ficará onde está,

quem ficar parado será atropelado”.

 




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Túnel de Luz

 








Quando, desesperados, buscamos analogamente uma “luz no fim do túnel”, não seria uma referência primal e velada à morte, ansiando finalmente acessar o Túnel de Luz?

 










(Nas experiências de EQM — Experiências de Quase Morte; pesquisados em séries em instituições das mais variadas tendências e sob uma gama de interesses velados ou não. Há um fenômeno bastante presente nos relatos, se referindo a um “túnel de luz” e os mais diversos apontam “Paz e Tranquilidade”, “Luz Amigável”; “Presença de Seres ou Entes Queridos”.)










Até onde podemos negar que todos, em uma situação totalmente caótica e em quase colapso, possuímos o poder interno de acessar sensações que trazemos conosco dos primórdios ou mesmo registradas em nosso DNA? 


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Ideologia

 









“Eu vou pagar a conta do analista
pra nunca mais ter que saber quem eu sou.”

Ideologia, música;

autor Cazuza

 








Em algum lugar li, quem sabe nos livros de Osho, que nos mandam para o analista para que possamos entender o processo social estabelecido e dessa técnica aplicada, o paciente volte a se encaixar na sociedade, posto isso, o significado lógico do procedimento é: “deixar o seu Eu Verdadeiro de fora; não precisamos dele aqui, uma vez junto, nós cuidaremos de você”. Essa música representa muito bem esse estado de coisa; se você vai ao analista sem os devidos cuidados, você jamais saberá que é.

 


*







 

Hush now, baby, baby, don't you cry

Momma's gonna make all of your nightmares come true

Momma's gonna put all of her fears into you

Momma's gonna keep you right here under her wing

She won't let you fly, but she might let you sing

Momma's gonna keep baby cozy and warm

 

Mother, música; Pink Floyd











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