sexta-feira, 8 de maio de 2026

Liberdade de expressão

 








"Por ser alguém livre, posso ser preso." 













Esta é uma frase ambígua com tendência capciosa, porém a ideia inicial nasceu no aniversário de 90 anos do Dalai Lama que tem trazido à tona com mais força a sucessão que tem ocupado não apenas os Zen Budistas quanto a China, com suas interferências mesquinhas desde os anos 50 ao Tibet e a luta do líder espiritual; aludindo que muitos adeptos ao Zen Budismo não podem, desde então, expressar seu livre pensar a esse respeito na China, embora, afora esse aspecto aqui relatado, é certo que a maioria das nações, mesmo as tida como democrática, não lidam bem com um pensamento livre, mesmo que, lúcido.












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Parafraseando GB Shaw

 












“Existem cinco categorias de mentiras: a mentira simples, a previsão do tempo, as estatísticas, a mentira diplomática e a declaração oficial."

George Bernard Shaw





*










A - Qual é a mentira verdadeiramente trabalhada?

B - A mentira oficial.





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“Gaiola horrível”

 










"E os homens muitas vezes se veem incapazes de fazer qualquer coisa, prisioneiros de uma gaiola horrível, horrível, terrivelmente horrível."

"Nem sempre conseguimos reconhecer o que nos aprisiona, o que nos empareda vivos, o que parece nos enterrar, e ainda assim sentimos não sei que grades, que muros. Será tudo fantasia, imaginação? Acho que não, e então nos perguntamos: 'Meu Deus, será que isso vai durar muito, será que vai durar para sempre, será que vai durar para sempre?'"

 









Vincent Van Gogh, em uma de suas muitas carta ao seu irmão Theo

Cuesmes, julho de 1880









Poucos entendem com lucidez essas palavras duras de Van Gogh, e muitos que sabem de quem se trata o inigualável artista, dirão; “mas é apenas um louco falando”.



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Bagismo – John Lennon

 












Se o dito popular está correto, cabe a todos nós a culpa do lamentável estado posto; é certo também que finalmente devemos assumir que somos semelhantes em hipocrisia, então, recorrendo ao movimento de John Lennon nos anos 60, emprestemos







sua ideia e proponho que usemos um saco na cabeça, só assim não sentiremos vergonha um do outro, a vergonha de ser humano de termos feito o que fizemos com o planeta e com os humildes e vulneráveis...
















Diz a lenda que os corruptos oficiais eram, antes, membros comuns dentro de uma população corrupta que foi alçado por seus iguais corruptos, a algum poder.















Bagism foi uma performance e conceito criado por John Lennon e Yoko Ono como parte de sua campanha pela paz no final dos anos 60. Consistia em usar sacos cobrindo todo o corpo para satirizar preconceitos e estereótipos, permitindo que as pessoas se comunicassem sem julgamentos baseados em aparências. 











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Auto súplica

 










...busco ainda, com essa meditação, vencer todas as forças negativas que insistem em me afastar desse momento e de todos os momentos de reflexão consciente que agregam força à minha alma, ao meu espírito.

...vencer a impaciência e o pensamento veloz que ataca minhas boas intenções.








...auxilia-me na minha luta para descobrir e liberar as forças internas ainda adormecidas sob os mantos da imaturidade, do ignorar e do desconhecimento.

...ajuda-me a entender o próximo e a respeitá-lo nas suas certezas e afasta de mim a crítica que tão rápido desce a língua e que na maioria das vezes não consigo mantê-la recolhida.







...faça com que eu entenda o ataque externo mais como um desequilíbrio do agente e que sirva como um aviso a mim mesmo; para reconhecer as diferenças e acalmar meu ânimo sem revidar, mesmo em pensamento.






...auxilia-me a ser imparcial; onde, ao observar as manifestações terceiras, faça com que as assista inerte e sem julgamentos, e então veja todas as representações como uma necessidade externa a mim desconhecida, e a aceitar que minha observação é míope para o muito de um entorno prenhe de alinhamentos inegociáveis, e, que, portanto, obviamente, não é possível enxergar sob a ótica e as perspectivas que sondam o universo dos mistérios.







...por favor, que alguém acalme o meu cérebro a respeito da crítica desnecessária, mesmo a humorada; afinal, pouco sei das tramas universais e hoje entendo que, muito das minhas manifestações mentais, são hábitos impertinentes e em desacordo com a minha Vontade Real e meu coração que busca antes, ações compassivas.

...que meus olhos e minha língua não traiam o que sente meu coração.






...que, de alguma sorte, encontre uma forma de reprogramar meu cérebro, eliminando costumes que ainda hoje me envergonham logo após praticados.

...que mesmo meu DNA sofra as influências das minhas vontades regeneradas e possa ser então uma matriz saudável para as próximas gerações.

...

...











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sábado, 2 de maio de 2026

Lições de Ortega y Gasset

 







 

A filosofia de José Ortega y Gasset frequentemente alude a falta de humildade do pseudo intelectual alertando que, quando o indivíduo diz que sabe muito é porque leu pouco ou o pouco que leu decretou como suficiente, afinal, somente quem realmente sabe, sabe que nunca sabe o suficiente já dizia o pensador.










De outra feita, o dito; cada um no seu quadrado, quando não é respeitado, coloca o autor do engano, o mal informado, em saia justa, e a contestação nem sempre lhe é apresentada. Pois ela, invariavelmente ocorre, entre pessoas de mesmo grau de conhecimento e/ou desconhecimento, ainda que todos envolvidos com suas diversas porções diplomáticas.










A bendita vaidade vive a pregar peças — as vezes penso que os sentimentos tem personalidade própria. Repetidamente assistimos calados, gafes, deslizes e situações vexatórias de pessoas diplomadas que insistem em opinar, com determinada veemência, sobre assuntos fora de suas atribuições, apenas porque entendem que ao ser formado em determinadas cátedras, isso por si lhes avaliza como experts em todos os ramos que envolvem seu lastro popular — muitas vezes se esquecendo que não está só entre os seus. E, socialmente, nada se pode fazer, afinal a cortesia não permite correções públicas, até porque é um desrespeito corrigir alguém que não gosta, não quer, ou não aceita opiniões a não ser deles mesmos — principalmente onde a vaidade supera o desentendimento.






Pessoas diplomadas em engenharia, cultura, didática, psicologia, sociologia e afins, portanto, cátedras as quais dominam: normalmente sabem muito pouco da vida e das coisas que regem a vida, e essa realidade é bastante normal aos indivíduos que se dedicam com afinco a suas funções, porém, quando não tomam o cuidado devido podem se envolver em assuntos diversos sem o ponderamento ou filtros necessário ao argumentar, enfáticos, porém, com propriedade parcial, por acreditar que se entendem no dever de ter uma opinião sobre tudo, quando na verdade muito desconhecem fora de seu métier.


Homenagem a Ortega y Gasset











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sábado, 25 de abril de 2026

Alguns poucos amigos

 









 

“Regatear por interesse se tornou aceitável e quase obrigatório ante a sociedade doentia e desnorteada, porém como é terrível chorar à amizade de pessoas com quem imaginamos nos identificar.”

 

 









Quem não pertence ao teu mundo, dificilmente o entenderá.

Não importa quanto você tente...

Aprendemos essa realidade tarde demais... somente depois de perder muitas pessoas legais...

...alguns nem depois.

Talvez se deva a isso, o fato de alguns de nós chegarmos ao final da vida...

...com poucos amigos verdadeiros.

 

 


Ao assistir filmes como, “Ensinando a viver”;2007 e Ensina-me a viver;1971, assim como tantos outros, é fácil entender quantos amigos legais deixamos de fazer por falta de paciência e suficiente entendimento ao não se encaixarem no que entendemos ser egoisticamente obrigatório em uma amizade.

 





 *

 









“Quem te deixou ir...

Esses eram os seres mais estúpidos do universo.

Quer dizer, eles eram tão burros...

Eles nem conseguiam ver o que estava bem na frente deles.

Como eles não conseguiam ver o quão extraordinário você é...

o quão grande é o seu coração?

Eu nem sou tão inteligente assim, e consigo ver.

É tão óbvio. Quer dizer, você é a criança mais fácil

do mundo de se amar.

Bem, para mim, você é.

Sabe o que eu acho?

Acho que você também me ama.

Como se você estivesse cheio de amor.

Acho que está só esperando para explodir de você.

Dennis, você é meu filho.

Você é meu lar, para sempre.

E eu nunca, jamais, jamais...

nunca, jamais...

nunca, jamais, jamais...

te deixarei.”

 

“Ensinando a viver”;2007








 



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segunda-feira, 20 de abril de 2026

Entre o deslize e o equilíbrio

 








 

Ribeirões obscuros descem as montanhas

Límpidos e impetuosos

Deslizam felizes até tocar o vale

Onde serpenteiam por entre os vilarejos e suas alegrias

O troar longínquo das quedas sessam

Se entregando em paz

Nos braços do grande destino.


Homenagem à

Krishnamurti

 



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Do Amor Incondicional dos Seres Espirituais.

 










 



A soberba e a vaidade negam Deus — ainda que em negação, muitos O mercantilizam ao Dele se valerem.

 














Entender-se maior do que é faz com que o indivíduo negue Deus. Esses, em algum momento aceitarão a denominação “Deus” com a sacralidade devida, mas enquanto o ego suplantar a fé, não. O Seu Significado; a Sua Essência. Ao homem de pouca fé, é equivocadamente natural quando o terceiro a ele se submete — quer se trate de um igual em carne ou um ente espiritualmente superior —; uma vez que o segundo, em sua sabedoria, não procura convencer e não se utiliza da nomenclatura sagrada para com o dominador — mais por entender o orbe que envolve todo aquele que ignora — enquanto equivocado; porque nosso personagem sobrevive àquilo que entende como seu coexistir exclusivo e devido, ente os seus escolhidos. Destarte, em algum ponto qualquer, um episódio que lhe foge ao alcance o atinja, ou mesmo sua bolha privada; o situando na sua vanglória ilusória. Conscientizando-o minimamente do papel falso e feio a que veio se prestando, somente assim: após entender a necessidade e as evidência de que não somos mero acaso da evolução científica. Então sim; é possível que pare de negar não apenas Deus, mas o Amor Incondicional dos Seres Espirituais que até então, por respeito, o deixaram a mercê de si próprio.

(Inspirado em Lc, 16; 19/31)



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