Em seu tempo — As dificuldades, as quais cotidianamente lamentamos, têm realmente seu valor aferido em grau de importância, ou são infinitamente inferiores àquelas as quais não nos damos conta por nem se imaginar que deveriam? Poderíamos afirmar que atualmente uma ou outra são parcamente aventadas; no entanto estamos tão arrolados e absortos às perceptíveis, nem sempre suficientemente importantes, que não é possível erguer a cabeça e captar o que nos aguarda.
Metástase silenciosa — Enquanto seguimos diuturnamente abstraídos
lamentando os cotidianos perrengues mesquinhos, nos impomos a um dique
indelével e particular que impede que uma avalanche de ocupações realmente
sérias, em algum tempo espaço de inexorabilidade provável, se traduza perceptível
aos míopes e obsoletos radares humanos. Novidade alguma aqui, esta é uma
situação recorrente a nossa espécie, onde esse não ataque imediato e mesmo
urgente em alguns casos às ocorrências advindas de prognósticos que em lapsos
de lucidez nos atacam, apenas aumentam o tamanho da bola de neve.
Quando menos se espera percebe-se que a metástase está instalada sem que nem ao menos nos déssemos conta por nem sequer imaginarmos que suas existências que insistiam, fugidias em insignificantes lapsos de tempo, feito insights estivessem a nos dizer algo a ser levado realmente em consideração. Embora estivesse camuflada sob nossos orgulho e mesquinhez como uma superbactéria que não é detectada entre uma gama de pretextos mais negados que desconhecidos, algo, mínimo, sempre é pincelado, porém descartado. Existem inúmeras chaves e gatilhos a nos permitir dar vazão a esses ataques relâmpagos de juízo. Como prova vamos nos ater apenas no âmbito da literatura; onde lembramos de alguns poucos nomes a serem observados como exemplos práticos, historiadores estudados e nascidos especialmente para jogar luz sobre a escuridão de cada indivíduo; sumidades como o Yuval, Hannah Arendt, Chomsky, Byung-Chul Han, Simone de Beauvoir, Edgar Morin, Ludwig Wittgenstein, entre centenas de outros; precoces em observações visionárias e percepções holísticas, a nos apresentar cartilhas; invalidadas por serem prematuras à grande maioria das populações, pois de pouco adiantam seus alertas, afinal estamos tão arrolados às perceptíveis que não é possível notar importância ao que nos aguarda, se afinal claramente o que sempre fizemos foi o que pareceu ser o certo dentro do entendimento de cada um.
Se essa explicação faz sentido, por que existem tantos compêndios,
bibliotecas inteiras de material sobre o que nos trouxe ao universo atual e por
que sempre foi tão difícil a convivência humana; estes seres sagrados,
proeminentes, honestos e reais registraram seus pensamentos somente para alguns
poucos? A resposta é não. E o que devemos nos perguntar é; por que sempre
desistimos de tentar entender o que existe dentro de tanta informação que não
desperta minha vontade de observar mais detidamente até que possa responder
essa questão?
034.ad cqe


















































