Em seu tempo — As dificuldades, as quais cotidianamente lamentamos, têm realmente seu valor aferido em grau de importância, ou as atenções são infinitamente inferiores àquelas as quais não nos damos conta por nem se imaginar que deveriam? Poderíamos afirmar que atualmente uma ou outra são parcamente aventadas; no entanto estamos tão arrolados e absortos às perceptíveis, nem sempre suficientemente importantes, que não é possível erguer a cabeça e captar o que nos aguarda.
Ok, vamos lá — Qual é o tamanho da audácia ou possuo em algum lugar escondida, coragem suficiente para levantar e arregimentar uma gama de possíveis adversidades que competem somente a cada um de nós enfrentar quando por hora nem mesmo são apontadas?
Enquanto seguimos diuturnamente abstraídos
lamentando os cotidianos perrengues mesquinhos, nos impomos a um dique
indelével e particular que impede que uma avalanche de ocupações realmente
sérias, em algum tempo espaço de inexorabilidade provável, se traduza perceptível
aos míopes e obsoletos radares humanos. Novidade alguma aqui, esta é uma
situação recorrente a nossa espécie, onde esse não ataque imediato e mesmo
urgente em alguns casos às ocorrências advindas de prognósticos que em lapsos
de lucidez nos atacam, apenas aumentam o tamanho da bola de neve.
Se essa explicação faz sentido, por que existem tantos compêndios,
bibliotecas inteiras abarrotadas de material sobre o que nos trouxe ao universo atual, e por
que sempre foi tão difícil o conviver humano? Estes seres sagrados,
proeminentes, honestos e reais, registraram seus pensamentos somente para alguns
poucos!?! A resposta é não; foram generosos como a natureza. E o que devemos nos perguntar é: por que sempre
desistimos de tentar entender o que existe dentro de tanta informação que não
desperta minha vontade de observar mais detidamente até que possa responder
estas questões?
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