sábado, 20 de junho de 2026

Ainda sobre o véu

 







































































































Em seu tempo — As dificuldades, as quais cotidianamente lamentamos, têm realmente seu valor aferido em grau de importância, ou são infinitamente inferiores àquelas as quais não nos damos conta por nem se imaginar que deveriam? Poderíamos afirmar que atualmente uma ou outra são parcamente aventadas; no entanto estamos tão arrolados e absortos às perceptíveis, nem sempre suficientemente importantes, que não é possível erguer a cabeça e captar o que nos aguarda.













Ok, vamos lá — Qual é o tamanho da audácia ou possuo em algum lugar escondida, coragem suficiente para levantar e arregimentar uma gama de possíveis adversidades que competem somente a cada um de nós enfrentar quando por hora nem mesmo são apontadas?














Metástase silenciosa — Enquanto seguimos diuturnamente abstraídos lamentando os cotidianos perrengues mesquinhos, nos impomos a um dique indelével e particular que impede que uma avalanche de ocupações realmente sérias, em algum tempo espaço de inexorabilidade provável, se traduza perceptível aos míopes e obsoletos radares humanos. Novidade alguma aqui, esta é uma situação recorrente a nossa espécie, onde esse não ataque imediato e mesmo urgente em alguns casos às ocorrências advindas de prognósticos que em lapsos de lucidez nos atacam, apenas aumentam o tamanho da bola de neve.













Quando menos se espera percebe-se que a metástase está instalada sem que nem ao menos nos déssemos conta por nem sequer imaginarmos que suas existências que insistiam, fugidias em insignificantes lapsos de tempo, feito insights estivessem a nos dizer algo a ser levado realmente em consideração. Embora estivesse camuflada sob nossos orgulho e mesquinhez como uma superbactéria que não é detectada entre uma gama de pretextos mais negados que desconhecidos, algo, mínimo, sempre é pincelado, porém descartado. Existem inúmeras chaves e gatilhos a nos permitir dar vazão a esses ataques relâmpagos de juízo. Como prova vamos nos ater apenas no âmbito da literatura; onde lembramos de alguns poucos nomes a serem observados como exemplos práticos, historiadores estudados e nascidos especialmente para jogar luz sobre a escuridão de cada indivíduo; sumidades como o Yuval, Hannah Arendt, Chomsky, Byung-Chul Han, Simone de Beauvoir, Edgar Morin, Ludwig Wittgenstein, entre centenas de outros; precoces em observações visionárias e percepções holísticas, a nos apresentar cartilhas; invalidadas por serem prematuras à grande maioria das populações, pois de pouco adiantam seus alertas, afinal estamos tão arrolados às perceptíveis que não é possível notar importância ao que nos aguarda, se afinal claramente o que sempre fizemos foi o que pareceu ser o certo dentro do entendimento de cada um.













Se essa explicação faz sentido, por que existem tantos compêndios, bibliotecas inteiras de material sobre o que nos trouxe ao universo atual e por que sempre foi tão difícil a convivência humana; estes seres sagrados, proeminentes, honestos e reais registraram seus pensamentos somente para alguns poucos? A resposta é não. E o que devemos nos perguntar é; por que sempre desistimos de tentar entender o que existe dentro de tanta informação que não desperta minha vontade de observar mais detidamente até que possa responder essa questão?





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Contrato pessoal

 









Tenhas um compromisso comercial com teu contratante, diz o mestre, e, em se tratando você, de pessoa íntegra, como deves ser, cumpra-o conforme o combinado, menos por conta do valor venal, e ainda menos por conta dos interesses indeléveis ou necessidades obrigatórias na maioria das combinações; mais pela honra em cumprir acordos — não por orgulho, e sim baseado em dignos princípios —; mas afora esse expediente, procuras sempre observar e lapidar o que contratastes consigo, o primeiro em importância; mantendo-se atento também em como procedes para realizar na prática o contrato pessoal que é e sempre será o mais importante!














Quando da referência à contratos, acrescentou o ancião, sempre é bom lembrar que todo e qualquer acerto, combinado, acordo, que fazemos com uma ou um grupo de pessoas, há sempre um compromisso com regras e cláusulas objetivas ou veladas, as quais os dois lados concordam. Por isso é essencial antever os caminhos que esse pacto poderá percorrer, reveses e movimentos aleatórios, afinal, repito, em se tratando você de pessoa digna, há uma série de princípios inegociáveis que deverão ser observados antes de qualquer acerto; que não venha a pôr em risco tanto o contrato quanto nossos sagrados princípios.

 










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A quem damos acolhida?

 







Trabalho para que o furtivo e inconveniente mau pensamento que me assalta não ultrapasse o lapso de tempo a superar a pronta e imediata conscientização de que jamais deve ser alimentado.


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sábado, 13 de junho de 2026

Cosplayers

 











E se ao universo não passarmos de uma espécie de cosplayers? Onde apenas estamos o que parecemos ser, porém não somos exatamente o que está refletido no espelho!?!










E se são verdadeiros os experimentos científicos de que somos uma dinâmica celular de energias de frequências e vibrações de ondas combinadas, irmãos da poeira das estrelas, fisicamente falando?












E ainda que pareça normal nos apresentar enfeitados com todo o tipo de adereços; esse espectro vivo e possuidor de uma alma não condiz mais com a verdade do que uma criança vestida e imitando seu super herói. E se, apurando nossa consciência, fosse mais interessante entender que somos em maior parte uma representação máxima possível ao estado geográfico universal presente?















Compreender isso não significa abrir mão de emoções, desejos e vontades e então negar a química entre os corpos ou todas as ilusões e daí rejeitar o que até aqui representamos, afinal essas constatações são pertinentes e possibilitadas graças aos estados sutis permissíveis, intercaláveis e intercambiáveis ao processo geracional do plano ou mesmo do plano intangível a nossa compreensão, mesmo as mais esclarecidas.















O universo tem seus gatilhos e meandros justamente para que nós não acreditemos em algumas certezas, mesmo que a ciência as esclareça. De certa forma o desserviço que os poderes espalham por todo o planeta sobre a mimetização da verdade é uma forma de não alarmar seus cidadãos sobre a dormência em que coexistimos. Não há como aproveitar uma fruta antes de sua completa maturidade, assim como a borboleta que por motivos alheios tem sua metamorfose antecipada sofre a deformidade da ação prematura, também o ser humano tem o momento propício para o despertar para sua verdadeira essência.












Assimilar esse grau de percepção e se manter centrado é finalmente se atentar para novas aberturas que gradativamente despertem percepções a nivelar o grau de domínio a níveis mais sutis onde, cada indivíduo paulatinamente se eleva às castas de entendimento superior que entendem suas circunstâncias em estado humano como um aprendizado possível e irreparável, apenas permitido sob as frequências na atmosfera desse ínfimo, no entanto importante planeta, em todo o universo... conhecido ou não.

 









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Pontas soltas

 











Era importante que os pais aprendessem e então repassassem para os filhos que, assim como em qualquer empreendimento, em qualquer movimentação pré e pós projeto, é necessário observar e amarrar o máximo de pontas soltas, investigando traços e peculiaridades a exaustão para se obter resultados realmente confiáveis. Assim também é no projeto vida; coexistir com um mínimo de excelência é se ater a esse detalhe desde muito cedo. 














A ânsia, a pressa, a impaciência, ainda que sejam difíceis de serem aplacadas diante de projetos, mesmo os mais corriqueiros, deveriam ser acometidas de um mínimo de escrutínio. Ainda que a impossibilidade irrompa sob o manto da inquietação, era preciso construir um senso inflexível ao ponto de retomar os planos e estudar todos os pontos nevrálgicos do planejamento em curso.














Somos todos adeptos ao conceito grego da hybris; porém como os excessos que eram cometidos a afrontar os deuses se voltavam contra aqueles donos de confiança excessiva, aqui é a falta de ciência que pune o imprudente, ao atropelar boas ideias que se tornam incidentes ou algo maior o condenando ou condenando uma série de outros, destruindo muitas vezes anos de significantes trabalhos.













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“Palomino”

 










Ficar injuriado com alguém que pejorativamente assim nos denomina não muda a história de quem somos.

— Eu não deixo passar nada, ela disse.

— Eu respondo ao pé da letra, diz outro.

— Não vou esquecer nunca os ataques dela, responde um terceiro.

Como é difícil ponderar sobre a nossa realidade. Entre a crítica e o criticado existe um abismo tão intransponível quanto o desconhecimento de ambos. Aprendemos antes a ação do revide, quando o mais acertado seria entender o porquê dá prática. 










Nossos, orgulho, insegurança, vergonha e vitimização aparecem com tal poder de domínio sobre nós sempre que somos contrariados, criticados, ou nos chamam atenção. Antes resistimos a todo custo diante de ações contrárias as nossas vontades, muitas vezes mesquinhas. Aceitar tudo passivamente também não é a melhor solução. No entanto seria mais inteligente o exercício da autocrítica; por que isso aconteceu ou sempre acontece comigo? Sou o provocador destas ações que me contrariam? Possuo discernimento suficiente para entender e aceitar minha parcela de culpa, ou ainda, juízo suficiente para entender que a agressão física ou verbal como revide nunca é uma opção?












A máxima popular do achincalhe pessoal entendido sob o ponto de vista de alguém inteligente em que não há o revide é uma lição a ser aprendida na escola secundária. “Se a pessoa me agrediu com razão, devo aceitar e continuar meu caminho, se ela está errada, também devo proceder como no caso anterior; afinal, no seu juízo e sem motivos ela não está me julgando corretamente , portanto, em não estando certa em relação a mim e indevidamente me desrespeitar, por que devo dar satisfações; minha atitude única é seguir adiante.”












Mais salomônica impossível. Se é verdade, devo aceitar os impropérios, afinal sou um pária, se se trata de uma inverdade; por que vou me dar ao desfrute de provar a alguém que obviamente não merece?










Ao ser questionado porque não retrucava seus algozes que viviam lhe infernizando a vida na Polis; Sócrates respondeu: “por que deveria eu revidar o coice a um burro?”.












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