sábado, 26 de setembro de 2026

Amor Proclamado

 











Jesus foi proclamado salvador não porque sua vinda iria redimir a todos conforme a opinião maior sobre ele, até porque à época não havia esse entendimento, ele apenas apontou o caminho da salvação através do Amor Verdadeiro, com atitudes de sabedoria e respeito que pautavam seu comportamento, cabe a cada um de nós entender sobre o Amor por Ele Exaltado.















Ao longo dos séculos, uma vez proclamado salvador, podemos afirmar hoje que o significado maior do ícone Jesus foi aclamar o Amor, e aquele que não confundir o mito com A Palavra, encontrará o caminho.















Passados dois milênios, há décadas finalmente adquirimos conhecimentos mais que suficientes para separar seus exemplos de tantas vontades particulares que alimentam a ânsia de cada um; quando fartamente é demonstrado que o aluvião monstruoso da ganância, filha da hipocrisia e mesquinhez, passam ao largo de qualquer vontade venturosa.













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Pessoas como princípios











Acreditamos haver um nicho exíguo de pessoas que tem como precipício a autovalorização séria e honesta que, ao perceber que indivíduos estranhos a essa máxima continuam insistindo em permanecer ao lado, irmãos interesseiros e sem vontade; colegas por mera obrigação social, religiosa ou convenientemente interesseira sem valorizar a vida e a amizade; portanto entendemos tão normal como importante, que estas façam algo que em outros tempos tomariam como impossível. Desenvolva um escudo — uma mecânica — para não escorregar ou se livrar o mais depressa possível de ilusões vendidas. Cremos também, que o universo conspire a favor destes personagens íntegros e, portanto, na impossibilidade total de que estes iludidos consigam manter, qualquer que seja o estado mentiroso, por tempo superior a ação de despejo, o expurgo aconteça por si só — alguns acanhados dependem tão somente desse expediente para se livrar das úlceras parasitárias.












Denominamos esse último grupo restrito de homens honestos, como complacentes, e imaginamos que as respostas aos seus pedidos virão do universo que conspira com eles, pois, não é possível encontrar tipos que são denominados como vampiros emocionais ou alheios ao significado da vida e também, ardilosos em manter o engodo por muito tempo e se livrar do infortúnio sem ajuda exterior; portanto, se os céus não enviam a resposta; tardiamente estes retos, mas infelizes, entendem que finalmente a hora oportuna de se desvencilhar dos encostos ainda visíveis se apresentou.











A amizade se dá com pessoas de mesma índole, e essa, é condizente com os níveis diversos que cada um entende como normal e aceitável.











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A escrita como régua

 
















O original que se mostra espetacular carrega em si a ânsia da expectativa.









Nossa maior dificuldade é construir pensamentos puros através desse emaranhando sem a pretensão de agradar ou despertar atenções, e mais, suportar o vaticínio de um universo de pessoas que adejam por todos estes vórtices sem a devida consciência sobre o que significa a vida além das paredes.
 









"A liberdade é a fonte da qual fluem todos os significados e valores. É a condição original de toda justificação da existência. O homem que busca justificar sua vida deve desejar a própria liberdade de forma absoluta e acima de tudo. Querer ser moral e querer ser livre são uma e a mesma decisão."

Simone de Beauvoir












Escrever age como um espelho interno revelando ao autor sua capacidade para ser livre. Como toda arte, escrever é um dos mais eficazes exercícios de libertação. Ao pormenorizar no papel uma consideração, invariavelmente o autor volúvel pensa em possíveis leitores. Alguns em especial, determinado grupo ou todos, e então, o fazemos ou não — afinal a gama de levianos é massivamente dominante e eliminar a expectativa é para os raros. Deixamos a ideia original ou ajustamos o enunciado: prevendo ou julgando entender como se comportará a opinião alheia; no entanto, quanto mais próximo do original mantemos a virgindade do esboço, maior é nossa liberdade.












Aqui a dificuldade; para muitos escritores, uma muralha intransponível: escrever para si mesmo. Para tanto, é urgente vencer os maiores obstáculos, que começam com o estado sócio/político universal e, ao apontar as ocorrências e divagações: igualmente se desvencilhar do poderoso empirismo, da cultura, do racionalismo barato, das vontades compradas e tradições de toda ordem. Construir pensamentos puros através desse emaranhando sem a pretensão de agradar ou despertar atenções, e mais, suportar o vaticínio do universo humano que perambula por todos estes vórtices sem a devida consciência sobre o que significa a vida além das paredes.












Nada de novo, nesse mundo de informações, pode realmente se apresentar como original. Se autoproclamar inaugural ou ainda pior, se debruçar sobre a pecha terceira de que se é, é assumir-se um engodo prepotente. Não é mais possível haver originalidade na escrita. Tudo é mais do mesmo, truísmos à revelia, versões da genialidade que ainda nem mesmo foram desenterradas. É possível que tenhamos alguns insights maravilhosos, mas não é do autor. Somos a continuação da pena. Somos instrumentos que manuseiam as penas. E qual é o estado propício para escrever para si mesmo? Somente para nós? Aqui esse estado inexiste; um comportamento de contrição destituído de paixões; e o homem de escrita — e somente ele — que conseguir esse milagre, pode se considerar original, pois ele atingiu o âmago da própria originalidade.









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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Esqueça que andastes dormindo













“(...) Existe, sim, um ponto em que permanecer deixa de ser descanso e vira abandono de si... Quando você reconhece esse ponto, a resposta não é se insultar por ter demorado e sim escolher diferente a partir daqui.”

 obeah










Ao acordar para o fato de que perdeu muito tempo não perca tempo se lastimando; regozije-se, faça diferente, perceba e viva a felicidade de ter finalmente acordado.









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Não se conforme

 













Habitamos um Plano Estação cuja dificuldade de aceitar ou mesmo entender que chegou-se a um ponto qualquer de suficiência, material ou espiritualmente falando, é totalmente no sense.














Nos parece, por agora, que todos chegaremos — sob o domínio de alguma sobriedade até então desconhecida — a determinado ponto estático, minimamente possível de compreensão sobre o que entendemos ser; a vida; o existir; a jornada; ou simplesmente a própria impotência sobre tudo — o jogo ou o processo como um todo. Após o debater-se; a raiva; o orgulho engolido, negado ou disfarçado; os passos da próxima fase poderão também advir de metodologias distintas, obviamente — com o advento de parte da consciência reestabelecida, cansada ou inquieta: aceitar e se entregar, desanimar de vez, se dedicar definitivamente a uma tarefa e esquecer muito da importância e de que um dia foi parte da luta; independentemente se a considerou sob estes termos. Muitos de nós, sob inúmeras circunstâncias, não entendemos o avanço do tempo.














De todas as escolhas possíveis a partir de pontos tão nevrálgicos quanto desconsideradamente importantes; uma série delas precisam vir somadas a maiores cargas de atenção. Claramente são essas que possuem significados importantes e distintos, detentoras de soluções caras e, portanto, inegavelmente, de maior relevância. Encontrar um meio termo entre elas todas e a ânsia, quase domada, ou obrigatoriamente afogada, ao assumir de que não há realmente um fim, tudo se trata de infindáveis etapas.


















Em algum momento, todos recobraremos o juízo; e quando isso se dá, não é possível descansar na lenda de que dominaremos as inevitáveis agruras; apenas significa que elas virão com maiores graus de dificuldades síncronos à conquista de equilibrares honrosos, e talvez essa busca se dê para todo o sempre enquanto paulatinamente seguimos atingindo níveis, hoje inimaginavelmente superiores, de consciência.












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Falência, apenas financeira

 













Não me lembro se Maquiavel buliu com material parecido, o li há décadas, porém essa observação remeteu meu pensamento aos seus.















Caso vislumbre uma possível quebra do seu negócio, ou em situação ainda pior, se pegue desprevenido; não apenas busque deixar sua ex-esposa bem, faça com que a maioria importante ao seu redor também o fique. Quebrar sozinho tem ao menos duas vantagens em meio a todas as desvantagens. Obviamente o primeiro é o aprendizado, e o segundo, aponta se havia alguém cuja força vinha do coração; e ao pagar, drenando o resto dos recursos aos mercenários, dá certa paz ao desgraçado diante do aparente caos e pesadelos intermináveis. Se livrar da aporrinhação deles — à pessoa de brio, quanto maior a distância de um calculista melhor —, liberta o desafortunado de focos de problemas recorrentes menores, dada as visitas inconvenientes caso não ressarça suas vontades monetárias; frente ao que vieres a dispender com o imbróglio como um todo.














Uma vez culpado, assim declare-se; isso é dignidade — Quebre totalmente aos olhos terceiros, não se incomode com reservas, haverá muito menos a resolver se observarem que, apesar do susto inconveniente, ficaram em melhor situação que a do endividado. Mostre-se forte internamente se à vista de todos és um perdedor.

Digno é assumir que perdeu, porém, ao manter a vaidade, perde-se brio e o sossego.










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Bens caros proprietários baratos

 















Definitivamente os bens materiais não definem a pessoa, afinal, quantos os possuem por vaidade, falta de juízo ou megalomania; muitos adquiridos sob tremendo esforço apenas para que pensem que se tem mais valor por conta do bem que possui.





















Qual situação é mais desconcertante; possuir por motivos sociais ou adorar quem possui sem saber o real motivo.







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