sábado, 14 de março de 2026

Sob os princípios do Pai

 








 



“Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e me segue.”

Mt. 16:24

 

 












Ler o que foi dito exige esforço e conhecimento, e essa passagem, entre uma infinidade delas, a que todo cristão praticante repetidamente se depara ao longo da escolha fiel, fruto de sermões aferrados, congraçando cada uma delas com finais mais ou menos parecidos e claramente, como não poderia ser diferente, dado o viés radical das instituições que o trazem como veredito único a intenção mais comum,­ e até única a ela aceitável, que faz referência a renúncia de todos os bens materiais, e mesmo ligações familiares — quando desafetos à doutrina —­ ­ entre outras que não comunguem da mesma interpretação; quando isso nem de perto é o mais importante. Muitíssimo mais acertado seria considerar as palavras apontadas, ressignificando o “renunciar a si mesmo”, observando a abdicação do pensar comum, questionando o saber estabelecido e, em um ato corajoso: abandonar o que entendias como certo até então; e em meio a essa benéfica revolta, livrar-se dos pensamentos contrários ao Amor e a Compaixão e, daí continuar a saga dos percalços da vida, carregando a cruz individual cabível a cada um, ou seja: inicialmente, seguir com os afazeres cotidiano com ainda mais presteza, porém o fazer, sob os princípios do Pai.













Posto isso; uma vez que nos voltemos à simbologia filosófica presente na intenção didática da sentença, podemos elevar essa colocação ao nível das buscas, do pesquisar, do autoconhecimento, ultrapassando o denominador comum dado, e se aventurar no desconhecido — o que não é dito, o que não foi dito; sobretudo a respeito dos mistérios que envolvem toda a Mitologia Crística.

















Ao invés do “me segue” ser entendido no sentido de cegamente caminhar como um devoto, fiel ao que ensinam as escolas comum do cristianismo, como uma ovelha do rebanho e então se sentir mais um escolhido como tantos milhões assim se entendem; o que podemos concluir sobre seguir uma linha de raciocínio do que o Mestre nos ensinou e então penetrar no insondável, no desconhecido, através dessa linha tênue e vilipendiada há séculos, e se pretender também alguém que poderá, em algum momento, agir com as propriedades avassaladoras nele assistidas?











"Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço; e fará obras maiores do que estas, porque eu vou para o Pai." (João 14:12)










O que Realmente Ele quis provocar em nós com essas palavras simples e que sempre passaram despercebidas? Ouçam quem tem ouvidos para ouvir.

 







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