sábado, 14 de março de 2026

Má observação

 











A sociedade é uma compilação empírica, então caberia a pergunta; o que leva alguns de nós a copiar o que, em momento futuro, pode nos envergonhar, uma vez que sabemos que os maus exemplos não foram convertidos em resultados benéficos no passado?












É certo que ao final, somos e vivemos em meio as mais variadas cópias, bem trabalhadas, estudadas, buriladas, e mesmo as antissociais, que se rebelam sob vontades alheias ou sem a precisão devida; e até aceitáveis quando ingênuas, ou não ataquem as regras comum de convivência, ou às leis. 














No nosso universo molecular é prática comum copiar e melhorar modelos vivenciados em nossas representações, ou seja, tudo o que é experienciado; e muito também a partir do que assistimos nos outros: o que fez sucesso, foi saudável, trouxe benefícios e paz, por exemplo; é observado como digno de ser copiado e retransmitido gerações após gerações. Porém, uma fração atenta da população busca, insistentemente, desvendar o que leva alguns de nós a copiar, a imitar, a seguir exemplos do que para muitos, ainda que não acometidos de patologias visíveis e facilmente diagnosticáveis, optam por passos mal dados, escolhas ruins, cópias feias, cópias do que, a julgar por uma série de nós: trata-se de um contrassenso ou inclinações abomináveis. Mesmo essa observação pode ser entendida como uma incógnita universal que, provavelmente, apenas uma ação original, dê início a alguma mecânica capaz de remediar com alguma eficiência esse flagelo que, indistintamente, atinge a todos.









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