sábado, 28 de fevereiro de 2026

Minimize suas revoltas

 








 

Revoltas inócuas — Existem dois pontos essenciais na trajetória do homem que busca. E a desejada só é possível caso ele vença a armadilha do poço sem fundo — 1insistir; a primeira escolha; mais fácil e mais comum e também, perigosíssima — ou 2desistir o quase impossível caminho da continuidade onde após a rebentação do incomodar-se inútil, é atingido o ponto de retorno impossível; voltado a uma quase reclusão. A rebeldia não cessa mesmo aí, e, inadvertidamente, mantendo resquícios da fase anterior, insiste na revolta contra o que descobriu da vida e a sua total incapacidade de ação. Possivelmente, por algum espaço de tempo, pode que desça a ação extrema de empunhar bandeiras contra os sistemas, ao compreender e ponderar sobre o absurdo da fé cega de todos contra todos, amplamente aceitável nas correntes denominadas de: status quo, Mainstream e Establishment.










Aqui engana-se ao imaginar que nosso autor está seguro. Ao perceber o disparate pode esquecer ou se desviar de qualquer proposta mais nobre, no afã, no ímpeto de se entender capaz de fazer a diferença, e a revolta pode inclusive aumentar; e nosso personagem volta a corre o risco de retornar ao poço, onde, sem ajuda externa não conseguirá retomar o despertar apurado que fará com que enxergue a insanidade dessa luta, e assim recuperar o tão negligenciado ponto sem volta, como acima apontado; quando finalmente entende que a luta das populações é inglória.











Atingido esse ponto, e vencida a solução quase involuntária de abandonar-se a vícios ou revoltas internas sem encontrar uma saída honrosa para si, sim, porque tudo gira em torno de nós mesmos; Correntes, sistemas, instituições e tudo o mais que regem este plano são ilusões externas a confrontar-nos com nós mesmos, e enquanto esse ponto não é atingido, é absolutamente normal a revolta interna ao indivíduo propenso às buscas e a evoluir como ser humano e, invariavelmente, essa inquietação se dá contra tudo e contra todos, porém há uma saída, se não, definitivamente, para esse turbilhão de rebeldia — que invariavelmente se estender por anos —; em algum lugar, quieto e incólume, existe um lume e, entre as buscas incansáveis, ele se mostra: tênue, bruxuleante, quase imperceptível; porém é percebido justamente nesse despertar, um insight a nos acordar sobre a ilusão — sempre importante, essencial, no entanto que deve ser dominada — apontando a realidade que realmente conta e o que finalmente se passa a entender como tal; que tudo deve desembocar na evolução pessoal, então sim, nosso personagem perceberá que ainda aqui pode atingir momentos de calmaria e paz.









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