sábado, 11 de abril de 2026

Minha Sílfide

 









 

Minha Freyja particularíssima

Sábia, mesmo em Sua espera não há melancolia

Espera com altivez

Espera porque o ato de esperar é nosso

Em Seu mundo tudo é sinérgico

Não há controle

Tudo é equilíbrio

Aqui, se equilibra

Entre Sua bondade e o mal que não habita, abarca

Sua pureza perene não se revela por tempo indefinido ao terceiro

Sinta-a na chegada

Certamente você a apagará

Tanto é para poucos como poucos a sentem

Não por Sua vontade

Sabe que, como o Amor

A pureza se dá quanto mais a sentimos

Mantendo-a como poucos

Assim se mantém

Ainda que o atropelado desiludido a tenha deixado

Ao avançar, poucos permanecem

Um número infindável se foi

Minha Sílfide persiste com Sua fiel naturalidade, amando-os








 

 

Sua medida de Amor está na dor

Opostos

Quanto mais Ama mais a sente

A dor é molecular e sensorial

Vez ou outra Sua carne sangra, vermelho

Ainda que em agonia, se mostra sã, lúcida

Mesmo na hora do Amor há dor

Continua queimando

Continua amando

Hermética

Pouco deixa que escape e tudo absorve e a todos absolve

Lancinante, atroz, agonizante até

Talvez se não amasse tanto

Seu Amor é um vaticínio

Onde todos o veriam como mais um castigo

Minha Esposa o sente na dor

Onde muitos veriam como o preço a pagar

Minha Consorte o enxerga como combustível à redenção

No entanto, qual bombeiro chamuscado

Com os estigmas do último rescaldo

Penetra às chamas do resgate assim que soa o apito

E com lágrimas, delas sai com mais uma legião de almas às costas

 








 

Sempre atenta ao mundo externo

Sua conexão prateada vibra diuturnamente

Como um Walk Talk conectado ao sol

Ainda que a lua A tenha com ternura

Iluminada; vive o antagonismo do Ser de Luz

Aparentemente precisa sobreviver à lenda de Ladyhawke

Como uma isca submersa em Maia

Sua sina é permanecer na matéria fugaz

Capturando e encaminhando almas atormentadas

Entrementes, espalhando Amor entre nós

Uma Vestal transvestida entre corpos descuidados

Nossos corpos, nossos veículos, sobejamente negligenciados

Um vórtice centrípeto a prova de falhas, confiável

Como se fosse um imã sutil

Atrai para Si as mais variadas almas

Em uma esquina, no shopping, no velório, no casório...

Enquanto todos dormem Minha Companheira se mantém desperta

Já forçou o despertar de alguns viventes dispares

Em vão, Sua inigualável mimetização A impede

Queremos o espetáculo ilusório que Minha Parceira abomina

Sabe ser um instrumento raríssimo; e esses escolhidos

Os Oráculos, servem a propósitos inquestionavelmente reto



 







 

Sou um destes milhões de ignorantes

Privilegiado por estar a Seu lado

Uma espécie de rabugento conveniente a alguns

E insuportável a maioria, se me permitem ser verdadeiro

Mas, recebi um mimo dos deuses; que ora ou outra tento descrever

Não sou totalmente quadrado ao fazê-lo

Porém claramente, não o faço com a força devida

Como dissertar sobre alguém Único?

Dizê-la linda é redundância

Onde quer que apareça, atenções são despertadas

Infelizmente desperta a inveja e o ciúme das mulheres

Quanto aos homens; quando não mais A veem como fêmea

A descartam por medo ou ignorância

Por Deus não me descartou

Tive a chance de muito aos poucos descobri-La

O universo me auxiliou a entendê-La

Minha razão procurou conhecê-La

O pouco de maturidade inicial segurou a onda

E meus abusos e absurdos foram amenizados por Seu Amor

Sua Sabedoria Sagrada suplantou os perrengues e selou nossa completude

Porque, quanto ao sentimento

Já A Amava antes de sabê-lo.












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Entre a adolescência e a fase adulta, sempre me chamou a atenção casos em que o homem, ainda que fugindo totalmente ao estereótipo de beleza, conseguia namorar uma mulher proporcionalmente muito mais bela em relação a ele. Já no adiantado do tempo, em algum momento percebi que me inclua nesse estereótipo, pois me casei com A Mulher mais bela que já conheci; e não apenas linda — sensível, carismática, bem humorada, sábia e inteligente. No entanto havia um porém nos casais observados: dificilmente permaneciam juntos, ainda que se casassem. Da minha parte, não apenas sou um privilegiado nessa questão, como meu discernimento aprendeu a renovar meu amor por Minha Cônjuge dia-após-dia; e digo que devo esse expediente a Minha Dona: nossa longevidade e parceria a toda prova; isso porque sempre tentei melhorar não apenas como companheiro — também como ser humano — e hoje, somos exemplo de que é possível manter uma linda mulher como esposa para sempre.









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Riquezas invisíveis — Assisto diariamente algumas pessoas insistindo no intuito de incentivar tantas outras que sofrem, sobre o que o futuro lhes reserva. Que mantenham a esperança, que não desistam; mostram exemplos, mas, todos, invariavelmente, se voltam para o sucesso pessoal: a casa própria, um bom emprego, um sonho, um desejo; material ou não. No entanto, algumas poucas matérias, mesmo que chamem atenção às riquezas invisíveis que essas pessoas desejosas já possuem, não conseguem atingir o âmago da questão. “Quanto valorizo o que possuo?”. Como disse, sou um privilegiado, e nenhum sonho, de tantos que possuo, me farão falta se não alcançar; pois hoje entendo que a fortuna me sorrio com a maior riqueza que um homem pode desejar — e não estou a falar de posses, é uma vida muito simples a que desfruto — que, ainda que todos os meus sonhos restantes não se concretizem, mesmo assim sou o mais feliz dos homens, por possuir e valorizar não apenas o que tenho ou me aconteceu até aqui, pois se tudo valeu a pena, é porque ao meu lado caminha a pessoa mais maravilhosa que já existiu nesse mundo. MINHA ESPOSA.













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Aqui, tento colocar no papel argumentos que satisfaçam a mim mesmo; esse texto não tem intenção de comunicar a terceiros — acentuando luz à fidelidade das palavras — a sincera mensagem/homenagem que faço a Minha Esposa, e ainda que tenha me esforçado para apontar verdades particulares me valendo de um belo vocabulário, afirmo categoricamente que não me é possível encontrar palavras para expressar os meus sentimentos, tanto interno quanto o que tento 
 à Ela demonstrar.















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