As comemorações efusivas ao final da guerra são autênticas? Devem existir? Se sim; não as quero.
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As comemorações efusivas ao final da guerra são autênticas? Devem existir? Se sim; não as quero.
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Nada se cria tudo se copia
O
que busco em minhas meditações?
Manter-me
indiferente às coisas que não posso controlar...
...no
entanto jamais deixar que a busca por soluções seja calcada na passividade.
Resignação para aceitar o que não pode ser mudado...
E sabedoria para distinguir uma coisa da outra.
São Francisco de Assis
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Estar
ao lado de poderosos, afora as conquistas ordinárias, não te farão um; talvez,
no máximo, alguém temporariamente protegido, mas essa proteção, já se
perguntou: ela interessa apenas porque trata-se você de um fraco? Porque se sentes confortável ou é conveniente? Qualquer uma das opções não é uma opção válida,
que agrada ao que procura se encontrar. Válido é buscar exclusivamente a não
necessidade do externo.
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“Se
você ignora, ignore”
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Em O gato por dentro, de William Burroughs
Penso que
William Burroughs ao final de sua descrição (a parte aqui transcrita) previu
uma atenção mínima, diria até singela, de espécies de gatos a esperar por
aqueles que, ainda envoltos a toda uma grosseira casca de ignorância, ousaram
desrespeitar a vida de um único desses amáveis bichanos. Entre as tantas e
angustiantes eternidades deste tipo infeliz, com certeza uma, cobrará a
importância dada ao maltrata-los, destarte se encontrará em algum inferno
preparado apenas para estes humanos pobres diabos onde gatos ainda mais
hediondos que os descritos por Burroughs o visitarão dia após dia.
Homenagem a William Burroughs
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A
preocupação com o dinheiro desvia-nos das ocupações com aqueles que estão
preocupados em como arranjar algum para sobreviver.
Ao
nos ocuparmos com a obtenção de mais e mais recursos ficamos cegos para a
necessidade daqueles que nada possuem.
Isso
quando não passam ou massacram aqueles todos que estão entre eles e o que
entendem deve ser conquistado.
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A
vida é uma janela. Aqui, sua vida é uma janela do tamanho, ou melhor, com a
possibilidade de experienciar largo espectro de ocorrências durante o período
de duas ou mais gerações; o que é o bastante ou mais que suficiente.
No
decorrer desse período eventos podem simplesmente acontecer, serem descobertos
ou avivados sob os auspícios da vontade – quando habilidades serão acordadas -,
e daí provocar conjunções... ou não, ao preferir passar com as cortinas
cerradas.
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O cordelista é o filósofo da vida e o
único genuinamente brasileiro.
Feira do Couro em Santa Rosa de Lima - Homenagem aos
vaqueiros do Sertão da Bahia, aos Cordelistas e a todo o homem sertanejo que
vive a simplicidade como seu maior bem.
"Cordeslizando"
Em sua matutice agrega ao couro duro
A arte ancestral adquirida do divino
Fala simples e rápido encantando o que
passa
Sentado em seu banquinho arrodeando a praça
Parecendo nada entender salta do claro
ao escuro
Faz rimas ingênuas lembrando um menino
Quem passa e não entende olha e acha
graça
Não se avexando jamais mesmo esse ele
traça
Na casa simples desprovida de cerca e
muro
Desprevenido há muito que largou o
ensino
Mas nem por isso se embaraça
E dentro da memória as palavras
ele caça
A arribaçã na caatinga se apresenta
num sussurro
Ele a ouve e de improviso logo ajeita
mais um hino
Juntando duas ou três rimas outro
verso ele traça
Cordelista que se preze sabe que nada
o ameaça
Quem o vê com presteza reconhece que é puro
Pois é da sua pureza que nasce o seu
tino
Seguro das palavras rima bode com
cachaça
Cordelista nossa joia este verso te
abraça
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Santos, não, somos humanos.
Considerados
párias da humanidade.
Como
qualificar a humanidade de vocês?
Quem
são os santos da história?
Os
“bandidos” inocentes ou os carrascos assassinos?
Somos
mais uma amostra do que está ocorrendo.
O
mundo ativo suplantou nossa existência.
Ninguém
mais precisa de nós, mas nós ainda estamos aqui.
Em
súplica dizemos o óbvio...
...somos
mais do que um incômodo cancro social.
Ou
seria, estamos muito além?
Meu corpo está quente e inerte. Sinto o sangue escorrendo. Não sei mais se estou vivo. Foram horas torturantes. Espero que tenha acabado. Imagino ser melhor não estar vivo. O que vier é melhor do que agora. Obrigações e necessidades nos afunilaram para esse vale. A hedionda “Valla de Melilla”. Meu triste histórico do passado permaneceu consciente até a escuridão total. Resisti por mais de três horas. Aterrorizado de medo ouço apenas passos agressivos e gemidos tétricos. Não consigo abrir os olhos mas percebo vultos e sombras rondando meu corpo. Sou apenas mais um na vasta lista de vítimas que todo dia sucumbem tentando entrar em outro país. Neste. Agora. Ao meu lado jazem 36 irmãos de jornada. O número não é oficial, porém é o que as autoridades permitiram aos jornais. Aos poucos tudo vai ficando em silêncio. Já não sinto o corpo quente. Será que o sangue parou de escorrer?
O massacre de Melilla - Dezenas de migrantes da África subsaariana foram massacradas em um evento absurdo perpetrado pela gendarmaria de Marrocos com o apoio da Guarda Civil espanhola quando centenas de pessoas tentaram cruzar a fronteira com a Espanha na manhã do dia 24 de junho de 2022 na divisa da fronteira de Melilla.
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