Existencialidades infinitas – Da autodestruição, ainda, como único legado.
Vídeo game da existência – Nossa existência se dá em fases “vencidas”; Egípcios, Gregos, Romanos, Maias, Astecas e tantos outros, sucumbiram. Também, nós, raça após raça o conseguiremos; por não entender, ou melhor, não decifrarmos ainda o que nos faz realmente fortes, devido a uma lógica absurda genericamente assumida de falta de irmandade que se opõem ao próximo e procura atantes sobrepujar o outro. De posse dessa realidade, fatalmente o que temos é a máxima do imperialismo egóico como valor intrínseco a eclipsar sempre que possível quem quer que seja que possa vir a dificultar nossos interesses; por motivos aleatórios ou insignes, até porque, tudo aqui não passa de uma fantástica experiência.
Uma era após outra, mais armados do que jamais fomos, psicológico e tecnicamente falando, mesmo o planeta tendo evoluído proporcionalmente. Imersos em ciclos quase ou tão necessário quanto obrigatório de aprendizado, e, como contam os registros, os níveis atingidos não são páreos para os alinhamentos funestos que o homem pode tramar; afinal, até onde durante todas essas eras o poderio bélico suplanta ou foi aprimorado se sobrepondo ao nível molecular egocêntrico de nós homens atores igualmente trabalhados em equivalência? Bastante, porém, não o suficiente.
Nosso egoísmo, envolvidos em energias de somatização individualista, avança em uma correspondência muito superior à nossa evolução.
Somos, a cada retorno, mais senhores de nós mesmos; mais sensíveis e com canais perceptivos mais apurados, e essa é uma realidade. Porém preferimos relegar à inércia e consequentemente ao esquecimento: que há gerações, concomitante a evolução natural aprimorada, nascemos mais inseguros, depressivos, descontrolados e não cientes de mínimas informações que deveriam nos levar ao autoconhecimento e consequentemente a suplantarmos este círculo vicioso do Projeto Maya.
Ainda que a evolução paulatinamente aconteça, apenas aqueles que apreendem que somos meros jogadores materiais em um imenso vídeo game do existir se mantêm alinhados ao Propósito Maior. Cientes, aceitam e agem de acordo com o fato de que morrer é um colapso físico natural, assim como a continuação do existir e que, o agir por impulso mantêm alguns a enfrentar o que pode durar um Kalpa, até finalmente encontrar alguma luz a iluminar suas almas para realidades voltadas ao altruísmo e que, dentro desse universo de tempo/espaço, posições diferentes dessa realidade, afora o grupo citado, os demais tendem a não se sensibilizar para um viés ajustado à Verdadeira Realidade da necessidade de o jogo ser jogado, ou de porque o jogo é jogado.
* XP — Pontos de Experiência (Experience Points). Unidade de medida do progresso do gamer.
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