sábado, 18 de julho de 2026

Do nicho escolhido e da fidelidade tendenciosa

 











Suportar o estado de ser diferente é a luta para a individuação necessária àquele que busca entender melhor o processo vida. À medida que o conhecimento avança, avança também a percepção de que não são todos que realmente o querem por perto, mesmo em se tratando de indivíduo correto — muito por isso. Do desconhecer externo, recai sobre si o indelével estigma de não ser confiável o bastante ao não compactuar com alguns princípios do grupo; mesmo sendo o indivíduo mais confiável entre todos, justamente ao se manter firme sobre não se submeter a alguns padrões dos então, companheiros que o isolam. 














Não ser confiável às proposições pessoais mesquinhas exclui todo irmão que pensa a sociedade sob o alvitre da harmonização sadia. A maioria das pessoas que não têm capacidade para perceber a seriedade de propósitos cosmopolitas de seus iguais, assumem, por ignorar, opiniões generalizadas, enredados no que chamamos de Custo do Pertencimento, sob a guisa de perspectivas míopes limitadas à razão individual tosca, desta feita, julgam egoisticamente as intenções de todo aquele com algum discernimento mais ajuizado. Ao respeitar-se e se opor às proposições do grupo maior, nosso personagem é gradativamente afastado, ou antes, se afasta.








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O sonho das possibilidades

 












Saudáveis e ajuizadas, as expectativas podem sim alimentar o sonho das possibilidades, porém, sempre com doses de comedimento e ponderação.

Se aferrar em expectativas sem bases concretas pode resultar em provável perda de tempo que antecede o resultado, e transformar o momento da negativa em outro prolongado hiato entre atividades e possíveis reavaliações tardias, agora, sob o provável peso da contestação.














“Perder” tempo planejando é economizá-lo com retrabalhos. Sempre é bom lembrar que ao aspirar física ou subjetivamente uma vontade, todo o processo de conquista deve antes revisitar o estado posto da vontade; isto é, de pouco adianta buscar a afeição de alguém se nosso histórico precisa ser ocultado ou mesmo algumas de nossas intenções, assim como almejar uma profissão sem observar todas as implicações que antecedem a conquista. Para cada opção aventada, antes, é necessário algum estruturar razoável. O avanço atabalhoado é certo que mina toda boa expectativa. 















Boas escolas e doutrinas aferem que o tempo não existe ou que tudo está certo como está. E está. No entanto, tão prudente quanto importante é ponderar essa realidade. Toda opção é carregada de nuances objetivas e subjetivas, afinal, somos serres terrenos, e existem oportunidades diárias em que é bastante importante reavaliar qual é a melhor premissa aplicável ao projeto... claro, sem fazer desse expediente uma obsessão... e daí, com toda a tranquilidade da ideia bem trabalhada, (se) entregar ao universo.










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Da filosofia Neo Cientificista Meta Filosofista

 












A filosofia barata promove tão somente a crítica fracionada enfadonha e o ceticismo engajado, partidário e sempre abjeto. A verdadeira filosofia é imparcial e busca através de alguma revelação baseada em correspondências sólidas ainda que escassa, mover o homem à busca rara e contínua.

















A ciência que, ainda que cara prima o valor comercial de suas descobertas é uma ciência que pode ser corrompida ou objeto de. Como trazer à tona a ciência digna de pesquisas seletas e sérias sem as vontades de alardes de teses laureadas e prêmios que invariavelmente revelam a ânsia de figurar seus autores junto a nomes outros que também não souberam separar a grandiosidade dos trabalhos, executando-os, voltados tão somente ao esforço em si — muito por conta de personalidade insegura e vaidade? Como trazer a ciência para seu campo exclusivo uma vez que o mecenato ou investimentos sempre necessários chegam aos laboratórios, embrulhados em retornos comerciais urgentes?  






“Repetem-nos na escola: 'A vaidade é o prato dos parvos'. Mas os sábios também condescendem em comer dele muitas vezes.”

Jonathan Swift















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sábado, 11 de julho de 2026

Nostalgia

 











Ao ser menos um nostálgico ressentido e mais um consciente aberto ao processo maior do universo, em algum momento é certo que essa sagacidade nos brindará com o entendimento e a importância de uma considerável fração, na medida do possível, sobre: como esse indecifrável mecanismo atua nas ocorrências e representações que a tantos parece alheio. O que indubitavelmente leva cada indivíduo lúcido a compreender as mais diversas passagens, sempre, de duas formas; a positiva e a prazerosa. Temos o inverso na nostalgia ressentida, que acaba por ofuscar as boas lembranças e consequentemente extingue toda a positividade destas e das obrigações capitais que se apresentam, as subvertendo subjetivamente ao amealhar o volume de experiências inegáveis e indistintas vividas e sempre positivas, em preceito menor, trivializando, portanto, toda a gama de eventos que nos alcançam durante a jornada.













Deitar-se sobre o fato de que a vida não é uma dádiva escorado na inercia de que toda experiência deve ser observada sob o viés de problema é desfigurar todo o histórico nela agregado e em conjunto, desperdiçar a maior das oportunidades de elevar o espírito a algum nível distinto. 












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Só quem não sabe, sabe

 











Quero saídas que incitem caminhos diversos; outros. Quero perguntas cujas respostas não vêm prontas. Não quero professores. Quero ser incerteza. Quão melhor é a não-certeza? A convicção sela, arremata, acomoda, iguala. A dúvida nos lança além; nos remete à mágica do incompreensível jogando aquele que ousa no misterioso desconhecido.















À medida que avançam as buscas, as dúvidas superam em quantidade e complexidade qualquer coleção de inserções que insinuam acertos; como também aflora a percepção de que o caderno de anotações ficou pequeno para o acúmulo de ambas e uma única chave ocasional, explode um universo a engatilhar outras tantas.

                                                                                             














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Jonathan Swift






 


“Como é possível esperar que a humanidade ouça conselhos, se nem sequer ouve as advertências.”

“A maioria das pessoas são como os alfinetes: as suas cabeças não são o mais importante.”

“Queres perder um inimigo? Adula-o.”

“Quando um verdadeiro gênio se mostra ao mundo reconhece-se logo da seguinte maneira: todos os idiotas se juntam e conspiram contra ele.”

“Um sábio nunca está menos só do que quando está só.”

“A felicidade é o privilégio de andar bem enganado.”

“Nenhum homem sábio quis alguma vez ser jovem.”

“As palavras certas no seu lugar certo: esta é a verdadeira definição de estilo.”

“Deixarmo-nos dominar pela cólera, equivale a sofrermos como justos o castigo reservado ao pecador.”

“Repetem-nos na escola: 'A vaidade é o prato dos parvos'. Mas os sábios também condescendem em comer dele muitas vezes.”


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sábado, 4 de julho de 2026

Prompt

 












Almeno per il momento, la nostra evoluzione poggia su due correnti diametralmente opposte: il razionalismo — una forza liberatrice radicata nel regno delle idee e delle sensazioni — e l'empirismo, che si concentra sulla natura probatoria dell'esperienza e sull'accumulo di conoscenze confermate da ricerche meticolose e sottoposte a un esame rigoroso. Che si adotti una prospettiva razionale o empirica, è la comunità scientifica a dettare le regole; in gran parte a causa di questo presupposto, abbiamo compiuto scarsi progressi nell'ambito dell'extranaturale, nonostante scuole di grande prestigio studino con rigore e competenza ciò che è insondabile, validando il proprio operato attraverso ricerche oneste e approfondite. Esaminando tali studi seri, si trova ben poco — se non nulla — di paragonabile alle esperienze sbandierate da gruppi, sette, organizzazioni e confraternite presso i molti individui che rischiano di seguirli ciecamente. Naturalmente, il regno inesplorato che pochi hanno il privilegio di conoscere è vasto; tuttavia, poiché opera silenziosamente — senza clamore né tentativi di persuasione — molti di coloro che non lo conoscono lo liquidano come indegno di credito. Sorge quindi una domanda: come distinguere tra empirismo e razionalismo quando esistono gruppi che sviluppano conoscenze non ortodosse con la massima diligenza — conoscenze che il grande pubblico rifiuta con orrore o persegue in segreto? Occorre considerare almeno un fattore in questa situazione: la scienza — intesa come l'intero ordine sociale costituito — ha assunto l'autorità esclusiva di decidere chi debba o meno finire sotto i riflettori.













Non molto tempo fa, molti di noi – me compreso – hanno dovuto imparare il significato di un nuovo termine: "prompt". Per usare un'analogia semplice, significa "domanda" – sebbene sia più corretto definirlo come un'affermazione o un'istruzione – utilizzato nello specifico per formulare un quesito rivolto all'attuale fenomeno del momento: l'Intelligenza Artificiale. Di recente, ho lavorato a un prompt incentrato sulla difficoltà che la maggior parte delle persone – inizialmente ignare del concetto – incontra nel formulare una domanda che tenga conto dei limiti dei dati utilizzati dal sistema. Quando si interroga l'IA, è necessario considerare tali vincoli e curare ogni dettaglio; trascurare questo aspetto può portare a risposte prive della necessaria accuratezza fattuale, risultando così incomplete o compromesse. Naturalmente, ciò non soddisfa appieno la curiosità di chi pone la domanda e, cosa ancora più grave, può generare una diagnosi errata o estremamente carente. Dopotutto, "conversare" con un'IA è ben diverso dal dialogare con un esperto tecnico o con una persona intelligente e competente in svariati ambiti del sapere umano. Quando gli esseri umani intrattengono una conversazione seria, colgono una serie di variabili in evoluzione: il tono della voce, l'urgenza, il contesto, il linguaggio del corpo, le eventuali preconcetti alla base della domanda, l'identità degli interlocutori e gli interessi di entrambe le parti. Nel formulare una domanda per l'Intelligenza Artificiale, molti di questi elementi devono essere esplicitati, poiché il sistema non è in grado di cogliere ciò che non è stato scritto o formulato.












Nel formulare il prompt, il mio intento era quello di richiamare le idee che avevo appena annotato in relazione alla nostra realtà quotidiana; in particolare, volevo riflettere su quanto la nostra ricerca di senso, di esistenza, di divenire e di connessione con il cosmo dipenda da certezze derivate dalle nostre conoscenze. Se permane un senso di insoddisfazione — perché i percorsi intrapresi non ci hanno condotto a ciò che cercavamo — in che misura tale fallimento deriva dal "rumore" nella nostra comunicazione? Si pensi a un esempio semplice, valido per chiunque — a prescindere dal trovarsi o meno in una condizione di grave necessità, dato che siamo tutti costantemente esposti a tragedie e avversità: come possiamo interpellare il cielo, invocare conforto o percepire che l'universo (o qualcun altro) stia cospirando contro di noi? Dopotutto, ben poco sappiamo — o nulla affatto — quando osserviamo misteri insondabili e indimostrati attraverso prospettive profondamente fallaci; una condizione aggravata dal fatto che in tanti viviamo in stati di polarizzazione, gravitando attorno a fazioni contrapposte e definite da fedi, convinzioni e visioni del mondo tra loro inconciliabili.












In breve, tracciando un'analogia tra il nostro modo imperfetto e inadeguato di porre domande alle IA e la nostra incapacità di pretendere risposte dall'universo riguardo alla nostra stessa esistenza: come possiamo opporci a ciò che ci accade quando tutta la nostra conoscenza deve essere vagliata scientificamente, o quando, quando ci addentriamo nell'inspiegabile, non riusciamo a ottenere nemmeno le risposte più elementari?












La risposta dell'IA alla domanda – che, naturalmente, può essere affetta dagli stessi difetti qui menzionati – è stata presentata in dati statistici; con mia soddisfazione (sebbene non sia certo motivo di orgoglio), la variazione tra una diagnosi e l'altra era del quaranta percento. Ciò implica che una domanda priva di informazioni sufficienti può rivelarsi controproducente, portando a un verdetto di persistente disagio, confusione o addirittura a un peggioramento della situazione sulla base del consiglio dell'IA, semplicemente perché la domanda non è stata formulata con la coerenza necessaria a coprire tutti gli aspetti richiesti per una diagnosi che supporti la migliore linea d'azione.












Impreparati — Ciò che cerchiamo di affrontare in questo esercizio suggerisce che la sfida più grande per sopravvivere su questo pianeta con minori difficoltà non risiede nell'abbandonarsi a se stessi, né nell'inveire contro angeli, santi, la Divina Provvidenza — o Dio, se si preferisce — bensì nel superare l'impasse posta dalle inevitabili barriere tra il noto e l'ignoto.












Come possiamo mettere in discussione l'universo, l'occulto o ciò che il nostro giudizio rifiuta, quando non ne sappiamo quasi nulla? Gran parte di ciò che apprendiamo ci spinge verso azioni o convinzioni che dipingono l'ignoto come pericoloso, qualcosa da temere. Si pensi, ad esempio, ai ragni o ai serpenti: sono innocui se rispettati — un fatto alla portata di tutti. Eppure, la nostra scarsa propensione ad apprendere e mettere in pratica gli insegnamenti dei libri fa sì che, al loro cospetto, reagiamo invariabilmente con paura, ipervigilanza o persino con il desiderio di sterminarli. In realtà, basta cambiare percorso, lasciarli passare o allontanarli con cautela per evitare qualsiasi danno; anzi, se trattati bene, potrebbero persino convivere con noi. Naturalmente, ciò non significa che dovremmo tenere in casa uccelli, ragni, serpenti o altri simili "piccoli amici" esotici; essi appartengono al loro habitat naturale e dovremmo batterci con ogni mezzo per debellare il traffico di queste creature.















La situazione è sostanzialmente analoga quando si interrogano la vita o l'intelligenza artificiale. Nell'elaborare i riscontri che riceviamo, ci imbattiamo sia nel familiare che nell'estraneo; troviamo la ragione — sensibile o meno — e la scienza che traccia percorsi suffragati da prove, le quali possono essere solide oppure frutto di intenzioni malevole. Che si tratti di vie distinte o viziate, tutti i sentieri conducono a risposte, come afferma il poeta. L'ambito stesso dell'IA è ben più insidioso dell'occulto ormai consolidato; tuttavia, per svelarne i meccanismi, occorre innanzitutto sapere come — e chi — interrogare.









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