A filosofia barata promove tão somente a crítica fracionada enfadonha e o ceticismo engajado, partidário e sempre abjeto. A verdadeira filosofia é imparcial e busca através de alguma revelação baseada em correspondências sólidas ainda que escassa, mover o homem à busca rara e contínua.
A ciência que, ainda que cara prima o valor comercial de suas descobertas é uma ciência que pode ser corrompida ou objeto de. Como trazer à tona a ciência digna de pesquisas seletas e sérias sem as vontades de alardes de teses laureadas e prêmios que invariavelmente revelam a ânsia de figurar seus autores junto a nomes outros que também não souberam separar a grandiosidade dos trabalhos, executando-os, voltados tão somente ao esforço em si — muito por conta de personalidade insegura e vaidade? Como trazer a ciência para seu campo exclusivo uma vez que o mecenato ou investimentos sempre necessários chegam aos laboratórios, embrulhados em retornos comerciais urgentes?
“Repetem-nos na escola: 'A vaidade é o prato dos parvos'. Mas os sábios também condescendem em comer dele muitas vezes.”
Jonathan Swift
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