sexta-feira, 30 de julho de 2010
Lacan III

Em tempos que assistimos atrocidades que fariam inveja ao mais inclassificável dos inquisidores é muito bom ler algumas palavras em defesa do Amor Verdadeiro.
Li em alguma revista qualquer, - tão qualquer que estranhei ambos, tanto a escrita quanto a escritora; finda a leitura, tive mais uma vez provada a máxima do não julgamento precipitado - a escritora e psicanalista Betty Milan fazer referência ao inexpugnável pensador e também psicanalista Francês Jacques-Marie Émile Lacan.
Agradeci-a prontamente via e-mail, não apenas por suas palavras cheias de energia e verdades, quanto a lembrança de citar não apenas Lacan, porém suas palavras sobre um assunto que a cada dia mais o temos confundido com sentimentos totalmente dispares de seu Verdadeiro Conteúdo.
Parabéns Sra. Betty Milan, e como diz o Bhonachinho: “Vamos prolongar a existência do sentimento.”
Li em alguma revista qualquer, - tão qualquer que estranhei ambos, tanto a escrita quanto a escritora; finda a leitura, tive mais uma vez provada a máxima do não julgamento precipitado - a escritora e psicanalista Betty Milan fazer referência ao inexpugnável pensador e também psicanalista Francês Jacques-Marie Émile Lacan.
Agradeci-a prontamente via e-mail, não apenas por suas palavras cheias de energia e verdades, quanto a lembrança de citar não apenas Lacan, porém suas palavras sobre um assunto que a cada dia mais o temos confundido com sentimentos totalmente dispares de seu Verdadeiro Conteúdo.
Parabéns Sra. Betty Milan, e como diz o Bhonachinho: “Vamos prolongar a existência do sentimento.”
Serie di "Lacan" è un omaggio alla mia principessa eterna.
Minha Demonhinha
079.b cqé
terça-feira, 27 de julho de 2010
Da Pré ocupação
Nosso cérebro não passa de um supercomputador particular, manuseado por mãos inábeis. Enquanto não conseguirmos dominar seu uso, continuaremos procurando em vão onde estão localizados os arquivos realmente necessários em meio a infindáveis pastas contaminadas ou que há muito já deveriam ter sido deletadas para a lixeira.
-0-
Sofro deste mal de uma forma bastante peculiar e por isso entendo-a diferentemente.
A seguir uma pequena fração deste martírio.
Falo de uma situação que para algumas pessoas é corriqueira, onde quase sempre acabam se enterrando; e está relacionada ao fato do: estar sempre a analisar tudo com muito critério. E mais, geralmente, e infelizmente, observando apenas o lado perverso do humano, quando imagina sempre que a maldade que observou do próximo (em determinada questão assentada) não necessariamente contra ele próprio, classifica este opositor no escaninho dos oportunistas eternos.
Assim, mesmo que não passe de mais um engenho fértil ou doentio; não se convencem que ela possa - porque na maioria das vezes as imaginam verdadeiras; ou passível de conclusão – ter realmente nascido, se formado, apenas em suas próprias mentes, e que então, aquele malfeitor da vez, conseqüentemente irá usar isto, naturalmente; contra ele que pensou todo este imbróglio.
No mais das vezes nada acontece, mas, por outro lado, o fato de ter buscado se defender, cercando-se de ataques imaginários, criado inúmeras situações; precavendo-se do desastre, mesmo que ele não tenha se consumado; a energia despendida, foi enorme, quase como se tivesse ocorrido. Isso quando o outro não se encaixa no acima descrito “humano perverso”, e se utiliza, “pescando” na preocupação deste; instrumentos que jamais haveria de imaginar, ou seja: de forma gratuita, pode então, mais uma vez o espertalhão beneficiar-se, se fazendo mais forte ao encontrar as ferramentas adequadas para aproveitar-se da situação.
Tenho assim comigo, reafirmando, que em alguns casos isto ainda não havia passado na mente do ainda desatento oportunista, porém, devido à insistência no assunto por parte do preocupado; o excesso de zelo; ou devido algumas questões, de alguma forma indiscreta, levantadas, acabam que, quando aquele pensa, mesmo que pouco, percebe a manobra, e finda por atingir exatamente onde previu todo o tempo o pobre cuidadoso descuidado, e, embora saia “lesado” exatamente no ponto onde havia pensado, nem imagina que o autor principal desta perda, ou que a dificuldade em si, foi causada exatamente por nosso raro, mas presente contumaz.
É aí então que temos o paradoxo maravilhoso, onde o cercar-se demais; a preocupação exagerada acaba escancarando uma porta para a entrada do sem vergonha.
Em suma, este é um caso muito interessante onde a vítima sofre algum tipo de perda aplicada pelo oponente, sem que este a tenha arquitetado, este, apenas foi despertado para ela devido à forma insistente de defesa de alguém que naquele momento estava tentando se defender de ataques imaginados.
075.b cqe
domingo, 11 de julho de 2010
Felicidade desequilibrada irrita

Não raro quando a felicidade bate a porta de alguém desequilibrado, afinal a felicidade pode dar-se a qualquer um, então, geralmente, mesmo não sabendo por que, vemos pessoas sendo agraciadas com lampejos que vão de horas a dias de graça. É muito fácil perceber que quando estes se encontram com seus pares pelo caminho, e tentam, desavisadamente, compartilhar o momento com àqueles, - em sua esmagadora maioria, estranhos a este humor - mesmo que alguns, isto é impossível (este compartilhar); e talvez, quem sabe, ou, principalmente, porque jamais venham a conhecê-lo, – causa estranheza a muitos também, porque, assim como ele (o estado de graça) se dá para uns, a bendita felicidade se nega veementemente a outros – a recepção não é bem vinda principalmente quando muito contrária ao humor encontrado, ou quando o histórico do camarada não ajuda, por tratar-se de um impertinente. Parecendo que os amolantes, quando é o caso, não são merecedores de graça alguma - é do humano competidor egocêntrico, não aceitar para os outros o bem; não ver com bons olhos; graças, a outros que não a eles próprios. Recalcitram assim, mesmo quando escondidas entre adulações visivelmente sinceras, recusas ao externo quadro de regozijo, pois existem órgãos internos, humores invisíveis, segundo alguns poucos que conhecem, que insistem em manifestar-se contrariamente ao saltado a boca.
Fato é que estado de graça não é para todos, mesmo que não entendamos o processo de escolha dos merecedores, nós humanos parecemos sempre entender melhor da providência que ela própria, embora o que acaba, sempre, por acontecer (prevalecer) é o desejo dela mesmo.
E portanto, na verdade, temos a repetição do comportamento humano, onde mais uma vez o contemplado do dia não consegue, novamente, contagiar o amigo da vez. Na realidade: é raro conseguirmos convencer os outros de que devem ser felizes conosco.
Fato é que estado de graça não é para todos, mesmo que não entendamos o processo de escolha dos merecedores, nós humanos parecemos sempre entender melhor da providência que ela própria, embora o que acaba, sempre, por acontecer (prevalecer) é o desejo dela mesmo.
E portanto, na verdade, temos a repetição do comportamento humano, onde mais uma vez o contemplado do dia não consegue, novamente, contagiar o amigo da vez. Na realidade: é raro conseguirmos convencer os outros de que devem ser felizes conosco.
O que acontece é o contrário.
Quando um infeliz feliz encontra alguém totalmente infeliz, não raro o segundo, infelizmente, acaba por vencer o primeiro.
“Vamos prorrogar a existência do sentimento”
Bhonachinho
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sábado, 10 de julho de 2010
Hora de Acordar
"Se juntos, em algum ponto, todos nos comprometemos a seguir em uma determinada direção, e, em algum momento, percebemos que estamos tendo poucos resultados positivos; nada mais óbvio que voltar atrás e redescobrir o Verdadeiro Caminho."
Conversa!
As Distorções da Não Ação
O Livro
073.b cqe
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Certezas,
deep i,
Lançar a lança,
o nefelibata,
Überphylos
domingo, 27 de junho de 2010
Não; a esperança, sim; ao Querer
domingo, 20 de junho de 2010
Perceber; sentir conscientemente.

A maioria dos especialistas tem, realmente, algum tipo de percepção voltada para suas especialidades, mas esta é nada perto do que realmente existe, de o porquê a ação estudada é digna de uma observação mais apurada.
Nem de perto vou abrir questão aqui sobre as forças ocultas, os “quereres” ocultos que, de alguma forma, suportam um vingar diferenciado por parte de alguns.
Por outro lado, ou melhor, do outro lado a massa comum desprovida de uma percepção minimamente apurada, pula e se extasia “alugada” com as anotações – nem sempre verdadeiras, diga-se de passagem - dos especialistas sobre seus observados.
Veja então a importância desta classe que orbita um pouco acima de seus iguais em percepção, para os artistas e afins que precisam ter, ou vivem a ilusão da necessidade de que seu diferencial seja visto; renda-lhe dinheiro, ou mesmo apenas, no pior das vezes; para que sejam eles admirados. Raros são aqueles que buscam divulgar seu trabalho apenas porque sabem que este fará bem a outros indivíduos.
Tenho comigo que não sou especialista, muito menos pertenço à massa comum, e é então por isso que agora a pouco, aos assistir um dos grupos de música mais sensíveis que existe, – Pet Shop Boys – imaginei uma frase, porém não conseguiria, por não ser um gênio, dizer em apenas meia dúzia de palavras a minha vontade, por isso então precisei escrever este texto.
Mesmo assim citarei a frase, mais como registro meu, entendendo eu mais tarde – talvez com vergonha ainda - a razão de espichar algo que poderia ter sido dito em uma frase sucinta.
“Mais que sentir eu percebo o Belo.”
Mais que escrever o texto acima, gostaria de explicar o que é perceber o Belo, mas é claro que não conseguiria fazê-lo. Apenas darei um exemplo tentando ilustrar assim, o porquê da dificuldade.
Não sou drogado, e nunca o fiz, no máximo, algumas bebedeiras sem sentido que resultaram apenas em dores de cabeça e mal estar, motivo que me fez quase zerar a vontade de beber, porém digo que já ouvi vários relatos de drogados perdidos, tentando em vão a ilusão daquela “única vez”. Tentar explicar o meu “perceber”, seria a mesma coisa que tentarmos imaginar como foi a melhor das “únicas vezes” que apenas o então felizardo – que agora já não passa de um infeliz angustiado - sentiu.
Isto posto, finalmente, afirmo que não é possível, porém digo com muita certeza: Há muito mais que apenas admirar o que é bom pegando carona em especialistas; a pergunta que fica é. . . como?
Nem de perto vou abrir questão aqui sobre as forças ocultas, os “quereres” ocultos que, de alguma forma, suportam um vingar diferenciado por parte de alguns.
Por outro lado, ou melhor, do outro lado a massa comum desprovida de uma percepção minimamente apurada, pula e se extasia “alugada” com as anotações – nem sempre verdadeiras, diga-se de passagem - dos especialistas sobre seus observados.
Veja então a importância desta classe que orbita um pouco acima de seus iguais em percepção, para os artistas e afins que precisam ter, ou vivem a ilusão da necessidade de que seu diferencial seja visto; renda-lhe dinheiro, ou mesmo apenas, no pior das vezes; para que sejam eles admirados. Raros são aqueles que buscam divulgar seu trabalho apenas porque sabem que este fará bem a outros indivíduos.
Tenho comigo que não sou especialista, muito menos pertenço à massa comum, e é então por isso que agora a pouco, aos assistir um dos grupos de música mais sensíveis que existe, – Pet Shop Boys – imaginei uma frase, porém não conseguiria, por não ser um gênio, dizer em apenas meia dúzia de palavras a minha vontade, por isso então precisei escrever este texto.
Mesmo assim citarei a frase, mais como registro meu, entendendo eu mais tarde – talvez com vergonha ainda - a razão de espichar algo que poderia ter sido dito em uma frase sucinta.
“Mais que sentir eu percebo o Belo.”
Mais que escrever o texto acima, gostaria de explicar o que é perceber o Belo, mas é claro que não conseguiria fazê-lo. Apenas darei um exemplo tentando ilustrar assim, o porquê da dificuldade.
Não sou drogado, e nunca o fiz, no máximo, algumas bebedeiras sem sentido que resultaram apenas em dores de cabeça e mal estar, motivo que me fez quase zerar a vontade de beber, porém digo que já ouvi vários relatos de drogados perdidos, tentando em vão a ilusão daquela “única vez”. Tentar explicar o meu “perceber”, seria a mesma coisa que tentarmos imaginar como foi a melhor das “únicas vezes” que apenas o então felizardo – que agora já não passa de um infeliz angustiado - sentiu.
Isto posto, finalmente, afirmo que não é possível, porém digo com muita certeza: Há muito mais que apenas admirar o que é bom pegando carona em especialistas; a pergunta que fica é. . . como?
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Transvaloração dos Valores*

Acordei pensando em tudo o que venho lendo nos últimos dias em duas revistas de filosofia.
Todos os artigos, indistintamente, acabam colocando, pontuando, ou com nuances, da necessidade que temos hoje de aceitar que os valores precisam ser revistos, ou como é impossível aplicá-los na íntegra, como não poderia ser diferente, dado as mudanças inevitáveis à que estamos sendo apresentados nos últimos cento e cinqüenta anos.
Não tenho dúvida alguma sobre a adaptação dos valores, quero deixar claro, quando estão em jogo negociatas entre pessoas que visam um bem comum que não os Valores Reais, os aspectos primordiais, os princípios de Honra, Amor, Justiça e principalmente o Sagrado, com suas Leis Imutáveis; por ser este “imutável”, cunhado em planos inimaginavelmente superiores ao nosso.
Tentarei então registrar as palavras por mim pensadas quando pela manhã, quando meus olhos ainda nem mesmo abertos estavam, mas minha mente já atenta concatenava a idéia de como hoje todos estão de alguma maneira tentando burlar os princípios que tanto deveriam embelezar o existir.
O princípio da minha idéia, a questão principal a que me deparei ao acordar é a de finalmente “cair a ficha”, admitir que é primordial, é necessário, admitir, concordar que na sociedade atual precisamos enjambrar, adaptar, seccionar, qualificar, esquartejar os valores.
Isto posto, passo a minha questão particular, de um chato rabugento que foi obrigado a admitir que precisa rever conceitos. Volto a frisar que o que está sendo discutido aqui é apenas a maldita sobrevivência. Sei que isto é impossível de ser qualificado, mas é disso que se trata esta.
A questão:
Que tribunal, que qualificação terão os juízes, (ou deverão ter) incumbidos de avaliar estes mortais ignorantes que foram de uma hora para outra autorizados a cometer pequenos delitos, arrancando nacos de valores ou esfacelando-os totalmente em função de mudanças ou adaptações muitas vezes sem sentido ou porque uma pequena e miserável casta veio se perpetuando como senhorios do vale, insistindo em políticas por eles inventadas, quando estes pequenos transeuntes não conseguiram nem mesmo vislumbrar devido a vida desgraçada a que estavam submetidos o significado do valor em si?
Ou seja; em que grau o delito poderá ser praticado? Como saberão estes que não estão indo além das necessidades de existência ou mesmo; como uma mente facínora que já não consegue mais controlar impulsos, continuam adentrando a porta de tesouros que eram apenas para serem, num primeiro momento, atacados como, ou para uma subsistência momentânea?
*Esta é a minha idéia de Transvaloração dos Valores
Todos os artigos, indistintamente, acabam colocando, pontuando, ou com nuances, da necessidade que temos hoje de aceitar que os valores precisam ser revistos, ou como é impossível aplicá-los na íntegra, como não poderia ser diferente, dado as mudanças inevitáveis à que estamos sendo apresentados nos últimos cento e cinqüenta anos.
Não tenho dúvida alguma sobre a adaptação dos valores, quero deixar claro, quando estão em jogo negociatas entre pessoas que visam um bem comum que não os Valores Reais, os aspectos primordiais, os princípios de Honra, Amor, Justiça e principalmente o Sagrado, com suas Leis Imutáveis; por ser este “imutável”, cunhado em planos inimaginavelmente superiores ao nosso.
Tentarei então registrar as palavras por mim pensadas quando pela manhã, quando meus olhos ainda nem mesmo abertos estavam, mas minha mente já atenta concatenava a idéia de como hoje todos estão de alguma maneira tentando burlar os princípios que tanto deveriam embelezar o existir.
O princípio da minha idéia, a questão principal a que me deparei ao acordar é a de finalmente “cair a ficha”, admitir que é primordial, é necessário, admitir, concordar que na sociedade atual precisamos enjambrar, adaptar, seccionar, qualificar, esquartejar os valores.
Isto posto, passo a minha questão particular, de um chato rabugento que foi obrigado a admitir que precisa rever conceitos. Volto a frisar que o que está sendo discutido aqui é apenas a maldita sobrevivência. Sei que isto é impossível de ser qualificado, mas é disso que se trata esta.
A questão:
Que tribunal, que qualificação terão os juízes, (ou deverão ter) incumbidos de avaliar estes mortais ignorantes que foram de uma hora para outra autorizados a cometer pequenos delitos, arrancando nacos de valores ou esfacelando-os totalmente em função de mudanças ou adaptações muitas vezes sem sentido ou porque uma pequena e miserável casta veio se perpetuando como senhorios do vale, insistindo em políticas por eles inventadas, quando estes pequenos transeuntes não conseguiram nem mesmo vislumbrar devido a vida desgraçada a que estavam submetidos o significado do valor em si?
Ou seja; em que grau o delito poderá ser praticado? Como saberão estes que não estão indo além das necessidades de existência ou mesmo; como uma mente facínora que já não consegue mais controlar impulsos, continuam adentrando a porta de tesouros que eram apenas para serem, num primeiro momento, atacados como, ou para uma subsistência momentânea?
*Esta é a minha idéia de Transvaloração dos Valores
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domingo, 13 de junho de 2010
O Mestre e o discípulo

O Verdadeiro Mestre ensina tudo ao discípulo escolhido,
mas ao partir,
os aprendizes dividem-se em dois grupos distintos,
aquele que sempre acha que o mestre não disse tudo,
e aquele que finalmente sabe,
que o mestre pode ser superado;
mas, ao Sábio,
mesmo tendo-os distinguindo desde o princípio,
compraz somente o segundo grupo,
independente de os ter considerado iguais até então.
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mas ao partir,
os aprendizes dividem-se em dois grupos distintos,
aquele que sempre acha que o mestre não disse tudo,
e aquele que finalmente sabe,
que o mestre pode ser superado;
mas, ao Sábio,
mesmo tendo-os distinguindo desde o princípio,
compraz somente o segundo grupo,
independente de os ter considerado iguais até então.
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Antenado
Retroceder ou avançar?

Qual a questão mais interessante: O velho como parâmetro útil ao evoluir? Um guia? Ou como uma barreira incômoda; um alvo a ser atacado dando continuidade a uma evolução que visivelmente sofre de uma paralisia patológica?
Já há alguns anos, venho me questionando sobre o meu ponto de partida, a minha base filosófica. Se alguém resolvesse me observar; observar o meu ponto de vista, os meus interesses, qual seria o ponto principal a ser levantado, o ponto digno de estudo e com base suficiente para ser levado a sério. Já existirá alguma observação minha, em meio a milhares de palavras registradas, e a este turbilhão de pensar que jamais cessa que possa ser acatado como um pensar lúcido, firme e meu; ou serei eu apenas mais um subproduto do analisado, não sobrando, ou sobrando muito pouco que valha a penas ser debatido?
Não quero a análise, o debate puro e simples. Este, volúvel, que quando se apresenta em qualquer roda onde estejam reunidos seres com uma consciência minimamente superior a média humana não requer força alguma para vingar. Penso que qualquer pleito não vale. Uma hora terão que ser esgotados os debates vãos, ou pelo menos, me vejo em um ponto onde estes já não mais associam questões de cunho evolutivo. O debate, as questões meramente circulares e não aspirais; não mais me interessam.
Chegamos a uma conclusão? Não.
Em verdade acredito que jamais chegarei. Primeiro porque não tenho paciência para isto, segundo, quando encontro um ponto não o anoto, porque entendo meu desenvolver como um costurar idéias pinçadas, imaginando que este aglutinar, quando bem intencionado e ainda superior em base, e firme em um propósito sensato, embora pareça simples; possui força e caráter suficiente para concretizar idéias advindas de um pensar lúcido.
Por outro lado, é muito; extremamente difícil para um ser que acredita ser este plano, uma placenta geradora de confusão, uma placenta laboratório, uma placenta de expiações, uma placenta terminal, no sentido de que aqui não é um fim e sim, que aqui nascemos com o fim de evoluir e não mais retornar; encontrar uma ideia fechada sem que esta não esteja ligada a essência, tenha o essencial como direção, único norte válido para uma passagem que preste.
Penso então que, se estamos aqui de passagem, muita informação, muito conhecimento, ou melhor, nem toda a informação, nem todo o conhecimento são importantes para todo mundo, porém entender isto, chegar ao ponto de saber discernir como lidar com isso, não é nada fácil, porque o processo todo a que estamos envolvidos ou nos diz o contrário, ou não permite que a maioria pense em desistir de alguns padrões que; ou fazem mais bem ao processo que a si mesmo ou mesmo porque se agirmos diferente do proposto pelo processo, estaremos correndo um sério risco de sermos excluídos do processo.
Não é minha intenção enumerar aqui, então, as conclusões as quais cheguei sobre o meu pensar, porque este nem é o ponto desta, apenas tem a ver com.
Cheguei a esta escrita após ler a revista “Conhecimento Prático Filosofia”, onde, em um artigo bastante interessante o Sr. Luis Eduardo Matta, coloca, traz a tona, toda esta comunicação social de sites de relacionamentos e afins, onde qualquer um coloca o que quer sem respeitar, ou até entendendo que quando se está defendendo uma opinião, e tem certeza do que se está falando, ou pelo que está brigando, mesmo que sem um mínimo de propriedade de causa, o indivíduo, muitas vezes anônimo, rasga o verbo de qualquer maneira.
Estas palavras são minhas, não copiei do Sr. Luis. Este foi bastante comedido e educado, diria até um “anormal”, com o perdão da palavra, se levar em conta a média do que é encontrado nas salas de bate papos ou fóruns da rede, que acaba, não raro, contaminando a escrita destes que se expõem ao comentar o assunto ou, no mínimo, mexendo com os humores destes, o que não foi o caso do autor citado.
Muito esclarecedor; este senhor, se vontade tivesse, poderia administrar um curso para internautas iniciantes, - com os veteranos mal criados pouco se pode fazer - a aprenderem a se comunicar na rede, e melhorar a média, não apenas do falar.
Continuando a leitura da revista, me deparei com o ponto onde acabaria por escrever o que estão lendo os senhores agora. Com o título: “Descartes Errou: Saiba por quê”, a Sra. Elizabeth Luft, comenta, principalmente, as opiniões do Escritor português António R. Damásio; o erro de Descartes.
Quero antes de tudo pedir de Coração e de Alma, desculpas ao Sr. René Descartes por trazer a tona estas palavras, por deixar registrado mais uma vez o nome deste livro.
Tenho convicções que não me perdoam por fazer isto, porém tenho a vontade enorme de expor o que agora entendo como necessidade, então, mesmo que não justifique, o que me resta é pedir desculpar ao Sr. Descartes por assim agir, ou provocar mais uma vez o retorno a este assunto.
Por outro lado espero que a idéia do Sr. António tenha sido apenas de levantar polêmica, muito embora muitos, assim como eu, hão de não perdoá-lo.
Ao comentar com a Minha Sempre Bem Amada o assunto; foi direta: “Pra quê?”
Por quê; de que adianta saber se Descartes estava certo ou errado? Ou no mínimo, qual a idéia de; ao editar um livro, frisar escrachadamente a palavra “erro”, associada a um dos maiores pensadores de todos os tempos?
Tudo é muito mais que isto, porém então, durante a leitura das anotações da Sra. Elizabeth, volto ao artigo do Sr. Luis fazendo uma analogia sobre a necessidade ou o que quer que seja que nos leva a expor nossas idéias. E concluo que: assim como os pobres de espírito e de poder financeiro, se utilizam de um meio barato para defender as barbaridades que pensam, utilizando-se da Internet no caso aqui, os intelectuais pobres de espírito, porém, donos de trocados, ou de uma rede de conhecimento suficiente de recursos, mesmo que, ignorante de conhecimento, utilizam-se de livros.
Volto ao meu ponto inicial. Existem aqueles que buscam aventar um determinado assunto apenas para gerar o debate, o debate circular, o debate que retrocede, e é devido a estes que podemos entender este como um Plano Placenta, e que, na “Net vida”, sempre teremos o poder de escolher entre o contínuo processo de mastigar o antigo por falta de conhecimento, – ruminar o velho mostrando nossa incapacidade para o avanço - ou por medo do novo; ou então, buscar de uma vez por todas utilizar o antigo como um degrau para acessar a próxima das infinitas placentas que estão nos esperando.
Já há alguns anos, venho me questionando sobre o meu ponto de partida, a minha base filosófica. Se alguém resolvesse me observar; observar o meu ponto de vista, os meus interesses, qual seria o ponto principal a ser levantado, o ponto digno de estudo e com base suficiente para ser levado a sério. Já existirá alguma observação minha, em meio a milhares de palavras registradas, e a este turbilhão de pensar que jamais cessa que possa ser acatado como um pensar lúcido, firme e meu; ou serei eu apenas mais um subproduto do analisado, não sobrando, ou sobrando muito pouco que valha a penas ser debatido?
Não quero a análise, o debate puro e simples. Este, volúvel, que quando se apresenta em qualquer roda onde estejam reunidos seres com uma consciência minimamente superior a média humana não requer força alguma para vingar. Penso que qualquer pleito não vale. Uma hora terão que ser esgotados os debates vãos, ou pelo menos, me vejo em um ponto onde estes já não mais associam questões de cunho evolutivo. O debate, as questões meramente circulares e não aspirais; não mais me interessam.
Chegamos a uma conclusão? Não.
Em verdade acredito que jamais chegarei. Primeiro porque não tenho paciência para isto, segundo, quando encontro um ponto não o anoto, porque entendo meu desenvolver como um costurar idéias pinçadas, imaginando que este aglutinar, quando bem intencionado e ainda superior em base, e firme em um propósito sensato, embora pareça simples; possui força e caráter suficiente para concretizar idéias advindas de um pensar lúcido.
Por outro lado, é muito; extremamente difícil para um ser que acredita ser este plano, uma placenta geradora de confusão, uma placenta laboratório, uma placenta de expiações, uma placenta terminal, no sentido de que aqui não é um fim e sim, que aqui nascemos com o fim de evoluir e não mais retornar; encontrar uma ideia fechada sem que esta não esteja ligada a essência, tenha o essencial como direção, único norte válido para uma passagem que preste.
Penso então que, se estamos aqui de passagem, muita informação, muito conhecimento, ou melhor, nem toda a informação, nem todo o conhecimento são importantes para todo mundo, porém entender isto, chegar ao ponto de saber discernir como lidar com isso, não é nada fácil, porque o processo todo a que estamos envolvidos ou nos diz o contrário, ou não permite que a maioria pense em desistir de alguns padrões que; ou fazem mais bem ao processo que a si mesmo ou mesmo porque se agirmos diferente do proposto pelo processo, estaremos correndo um sério risco de sermos excluídos do processo.
Não é minha intenção enumerar aqui, então, as conclusões as quais cheguei sobre o meu pensar, porque este nem é o ponto desta, apenas tem a ver com.
Cheguei a esta escrita após ler a revista “Conhecimento Prático Filosofia”, onde, em um artigo bastante interessante o Sr. Luis Eduardo Matta, coloca, traz a tona, toda esta comunicação social de sites de relacionamentos e afins, onde qualquer um coloca o que quer sem respeitar, ou até entendendo que quando se está defendendo uma opinião, e tem certeza do que se está falando, ou pelo que está brigando, mesmo que sem um mínimo de propriedade de causa, o indivíduo, muitas vezes anônimo, rasga o verbo de qualquer maneira.
Estas palavras são minhas, não copiei do Sr. Luis. Este foi bastante comedido e educado, diria até um “anormal”, com o perdão da palavra, se levar em conta a média do que é encontrado nas salas de bate papos ou fóruns da rede, que acaba, não raro, contaminando a escrita destes que se expõem ao comentar o assunto ou, no mínimo, mexendo com os humores destes, o que não foi o caso do autor citado.
Muito esclarecedor; este senhor, se vontade tivesse, poderia administrar um curso para internautas iniciantes, - com os veteranos mal criados pouco se pode fazer - a aprenderem a se comunicar na rede, e melhorar a média, não apenas do falar.
Continuando a leitura da revista, me deparei com o ponto onde acabaria por escrever o que estão lendo os senhores agora. Com o título: “Descartes Errou: Saiba por quê”, a Sra. Elizabeth Luft, comenta, principalmente, as opiniões do Escritor português António R. Damásio; o erro de Descartes.
Quero antes de tudo pedir de Coração e de Alma, desculpas ao Sr. René Descartes por trazer a tona estas palavras, por deixar registrado mais uma vez o nome deste livro.
Tenho convicções que não me perdoam por fazer isto, porém tenho a vontade enorme de expor o que agora entendo como necessidade, então, mesmo que não justifique, o que me resta é pedir desculpar ao Sr. Descartes por assim agir, ou provocar mais uma vez o retorno a este assunto.
Por outro lado espero que a idéia do Sr. António tenha sido apenas de levantar polêmica, muito embora muitos, assim como eu, hão de não perdoá-lo.
Ao comentar com a Minha Sempre Bem Amada o assunto; foi direta: “Pra quê?”
Por quê; de que adianta saber se Descartes estava certo ou errado? Ou no mínimo, qual a idéia de; ao editar um livro, frisar escrachadamente a palavra “erro”, associada a um dos maiores pensadores de todos os tempos?
Tudo é muito mais que isto, porém então, durante a leitura das anotações da Sra. Elizabeth, volto ao artigo do Sr. Luis fazendo uma analogia sobre a necessidade ou o que quer que seja que nos leva a expor nossas idéias. E concluo que: assim como os pobres de espírito e de poder financeiro, se utilizam de um meio barato para defender as barbaridades que pensam, utilizando-se da Internet no caso aqui, os intelectuais pobres de espírito, porém, donos de trocados, ou de uma rede de conhecimento suficiente de recursos, mesmo que, ignorante de conhecimento, utilizam-se de livros.
Volto ao meu ponto inicial. Existem aqueles que buscam aventar um determinado assunto apenas para gerar o debate, o debate circular, o debate que retrocede, e é devido a estes que podemos entender este como um Plano Placenta, e que, na “Net vida”, sempre teremos o poder de escolher entre o contínuo processo de mastigar o antigo por falta de conhecimento, – ruminar o velho mostrando nossa incapacidade para o avanço - ou por medo do novo; ou então, buscar de uma vez por todas utilizar o antigo como um degrau para acessar a próxima das infinitas placentas que estão nos esperando.
064.b cqe
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Cheio do Jogo II

E se existir um depois?
Digamos que seja eu muito rico; dono de muitas posses; garantido pelo meu orgulho de que o que possuo é meu de direito e que todo esse papo de fiel depositário é conversa fiada; o que farei se após a passagem, alguém realmente consciente me convencer de que estive enganado, de que “minha” riqueza não rendeu sabedoria suficiente, e na minha ignorância desperdicei uma ótima oportunidade de aprender a ser menos perdulário, ou a maneira correta de auxiliar a Providência por se tratar eu, de um de seus membros mais ilustres, afinal possuía o que à grande maioria lhe falta, a bonança.
O que fazer para reparar a chance desperdiçada?
Será que não é justamente devido a este fato que assistimos a alguns sofrimentos que apenas o tempo revelará as respostas?
063.b cqe
Digamos que seja eu muito rico; dono de muitas posses; garantido pelo meu orgulho de que o que possuo é meu de direito e que todo esse papo de fiel depositário é conversa fiada; o que farei se após a passagem, alguém realmente consciente me convencer de que estive enganado, de que “minha” riqueza não rendeu sabedoria suficiente, e na minha ignorância desperdicei uma ótima oportunidade de aprender a ser menos perdulário, ou a maneira correta de auxiliar a Providência por se tratar eu, de um de seus membros mais ilustres, afinal possuía o que à grande maioria lhe falta, a bonança.
O que fazer para reparar a chance desperdiçada?
Será que não é justamente devido a este fato que assistimos a alguns sofrimentos que apenas o tempo revelará as respostas?
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Questões!?!

Minha Bem Amada, com aquela carinha de anjo só dela, porém sempre viva para as boas provocações, assinalou mais uma de suas pérolas interessantes:
“Por que; ‘luta do bem contra o mal’?”
Questionou; e continuou
“Afinal, se se trata do bem, por que esta questionável palavra “contra”, é utilizada de forma tão irretorquível?”
Referia-se, é claro, a tão propalada compaixão, e a eterna liberdade pregada pelos eruditos disseminadores das velhas escritas, atacando por outro lado o medo destes que nada sabem realmente; muito menos, onde reside a gene desta contenda.
Como sempre, nestas horas, assumi o meu eterno papel de submisso quando diante de alguém superior, engoli meu orgulho, e resmunguei alguns grunhidos inaudíveis.
“Por que; ‘luta do bem contra o mal’?”
Questionou; e continuou
“Afinal, se se trata do bem, por que esta questionável palavra “contra”, é utilizada de forma tão irretorquível?”
Referia-se, é claro, a tão propalada compaixão, e a eterna liberdade pregada pelos eruditos disseminadores das velhas escritas, atacando por outro lado o medo destes que nada sabem realmente; muito menos, onde reside a gene desta contenda.
Como sempre, nestas horas, assumi o meu eterno papel de submisso quando diante de alguém superior, engoli meu orgulho, e resmunguei alguns grunhidos inaudíveis.
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sábado, 29 de maio de 2010
Lembrando o que não deveríamos esquecer

Temos tão poucos ícones hoje
que realmente valem a pena,
que resolvi relembrar de algo sutil
que resolvi relembrar de algo sutil
que este, que foi um dos homens
mais brilhantes que já existiu entre nós,
citou.
"Há homens que lutam um dia. E são bons.
Há homens que lutam muitos dias. E são melhores.
Há homens que lutam anos. E são excelentes.
Mas há homens que lutam toda a vida.
E estes são indispensáveis."
Há homens que lutam muitos dias. E são melhores.
Há homens que lutam anos. E são excelentes.
Mas há homens que lutam toda a vida.
E estes são indispensáveis."
Charles Chaplin
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domingo, 23 de maio de 2010
A essência é simples
como se é preciso
ser extremamente complexo
para mostrar
a essencialidade do simples.
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Papéis
Comunicação atual
"16. Idéias; "Em tempos de novas tecnologias que encurtam os espaços da comunicação entre as pessoas, os valores de convívio social perdem espaço para a verborragia, a provocação barata e, até mesmo, para a truculência."
Chamada na página de índices da Revista Conhecimento Prático Filosofia. pg. 16 - No. 16.
Chamada na página de índices da Revista Conhecimento Prático Filosofia. pg. 16 - No. 16.
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quinta-feira, 6 de maio de 2010
A força da fragilidade
Não importa em que grau está situado nossa ciência sobre isso.
O que importa é a ação.
Uma consciência inteligente
Uma consciência voltada para o bem.
Uma consciência voltada para a evolução
enfim
A consciência amorosa;
jamais deixa passar uma única oportunidade de fazer o bem.
Está escrito
De onde menos se espera mais se obterá.
Mesmo aquele que pouco tem, muito pode dar.
Só é feliz realmente aquele que pratica o exercício da doação.
O instrumento do fraco consciente é a paciência resignada.
A força daquele que parece nada possuir reside na sua
convicção serena e perene de dever com as Leis Superiores.
“Era preciso que nos voltássemos para o simples”
Leocádio José Correia
Da Série; vamos prorrogar a existência dos sentimentos
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sábado, 1 de maio de 2010
Das raras faltas físicas tão sentidas
e quando tá de noite olho pra lua.
Retalho do rascunho "Ela é o Meu Sol"
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Silente
“Deixe, abra um caderno, ponha diante dele uma folha em branco e espere.”
A poesia nunca, jamais esteve presa, ela apenas precisava da chave.
A chave que não liberta.
Privada não estava; sim estava... ausente.
Ausente para aqueles que não a entendiam.
Nem toda a chave liberta.
Quem entende-se preso; o está.
Quem entende-se livre; mesmo em masmorras ri da triste sina do carcereiro carrasco.
A prisão do liberto.
Silêncio, lágrimas e gritos.
A liberdade faz parte da poesia.
Sinos dobrarão e a harmonia perfeita atravessará não apenas surdas distâncias.
Ondas propagarão tempos e planos.
Até que se entenda o não-tempo.
Até que não mais precisemos entender.
Até que apenas sintamos.
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domingo, 25 de abril de 2010
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