Quando uma má ação industriada consegue extrapolar o poder de contenção das mentes perversas que a originaram: uma mentira a muito mantida, uma narrativa pretensamente auxiliadora; um longo processo envolvendo grupos respeitáveis ou não. Sua magnitude convence prontamente à simples menção.
Tornado
grande o histórico, cujo nome precede sustentando por si só todo o enredo,
ninguém quer acreditar ou mesmo admitir a realidade não descoberta até então.
Atingidos
estágio avançados, a crença humana cisma ao se descobrir incapaz de observar a
verdade por trás das manifestações escolhidas e tem preferido “olhar para o
outro lado” a escrutinar enredos que até então sustentaram suas tomadas de
ação.
...e isto
tanto para o conforto quanto para o infortúnio.
Paradoxalmente,
é possível transportar estas alusões às técnicas particulares de sobrevivência
social, afinal é assim também que tratamos o nosso processo de criação e o
sempre importante Particular Processo Sagrado Divino.
Ao lermos o livro do Dale carnegie, Como fazer amigos e influenciar pessoas, não é fácil compreender, assimilar e assumir que “EU SOU O CARA”, no entanto é isso mesmo. Não sei quantos leram este que, considerado há muito um best seller e ainda, a despeito da crítica, é um dos livros mais importantes não apenas no mundo da literatura; diante desse magnífico universo movimentado por um único exemplar, quantos ao final dele entenderam o propósito principal assegurando-se de que: “EU SOU O CARA”!
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O ser humano não acredita; não sabe crer, muito menos desenvolver de maneira eficiente a mecânica da crença. Não é possível assumir-se sem ufanismos; mantendo os pés no chão. É praticamente impossível fazer com que entre na maioria de nossas mentes: que uma única ação, (des-medida) tomada contra as Leis do Universo provoque qualquer reação além do pífio entorno conhecido; afinal, a tendência social orquestra assumidamente que o homem se desvie das “Leis Naturais que Afirmam a Vida”. Assim o homem comum se afasta das leis do equilíbrio, não acreditando mais que por si só possa realmente alterar alguma coisa. O processo do Todo é imensamente grande para que cada um de nós entenda esta máxima grifada em clássicos e poderosos compêndios e assumida por personagens icônicas encontradas ao longo de toda uma vida.
É basicamente esta realidade que nos
afasta de continuamos desacreditando do Processo Divino.
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