sábado, 1 de agosto de 2026

Entre a submissão e a escravidão

 































"As pessoas se acostumam com tudo. Quanto menos você pensa sobre sua opressão, mais a sua tolerância aumenta. Depois de um tempo, as pessoas acham que a opressão é normal. Mas para se tornar livre, você deve estar profundamente ciente de que é um escravo."

Assata Shakur














*












"A melhor maneira de evitar que um prisioneiro escape é garantir que ele nunca saiba que está na prisão".


Fiódor Dostoiévski










*














(...) Então, gradativamente vamos abandonando nossos desejos. Combinado a uma espécie de acostumar-se com a situação. Mas não é porque a gente não mais deseja, nós simplesmente desistimos. Como; se o próprio modelo incentiva o avanço? Sim, é justo e justamente por; pois a concentração deles se volta à mecanismos que anulam ou impossibilitam os nossos; minando vontades e definhando paixões em detrimento às suas ambições próprias e sempre calculistas, portanto, de alguma forma paulatina, nós abandonamos entusiasmos particulares saudáveis para suprir apetites externos.















Uma vez cônscio — A atenção ao entorno e a submissão consciente sobre o estado sócio/político vigente somado a ações inteligentemente planejadas podem trazer ao nosso existir terreno alguma harmonia, impossível ao indivíduo integralizado ao estado posto; e a condição sine qua non para que essa virada de chave se dê, é assumir que precisa vencer o orgulho combativo. Condição já provada e totalmente possibilitada às pessoas desprovidas de ciências sociais densas que se descobriram obrigadas e não cordatas com a existência passiva a que foram expostas e daí, cientes, direcionaram suas vidas a algum entendimento maior sobre todo o processo existir.











047.ad cqe