Ainda
e por quanto tempo deveremos retornar à máxima da candeia*!
Há
quanto tempo à humanidade recorre – em vão; sob pretextos - a esta máxima que, simples
como o existir é tornada sua aplicação também um fardo. Fardo apenas nas mãos
daqueles que insistem em não seguir o fluxo comum á vida.
Viemos assistindo por milhares de anos aqueles
que sabem, ainda que desmentidos ou tomados por visionários esclerosados pelo
grupo cuja força reside apenas na animalidade promulgar exatamente o que
contraria o dito na escrita daqueles que, por mais fundamentada que fosse,
acaba sempre por desmoronar diante da sandice que parece revigora-se proporcional
e inversamente.
Independe
do tempo então; ainda no agora que dista em muito, leis que não estão nem mesmo
em pergaminho registradas e ainda que seja como sempre foi e será, insiste o
ser primitivo - em não conectar-se ao conhecimento que liberta -, considerar
convenientemente, sentimentos e ações primevas que para sempre com ele
caminharão porém que para sempre também podem ser abafados por um pensar
renovado e decodificado observando que a luz se não subjaz totalmente o feito
que ainda envergonha, clareia para a novidade da superação que liberta.
Poderíamos
dizer que isto basta, porém não o vem fazendo a milhares de anos, e assim será,
mesmo que costurado em outros momentos que não aqui, que nem mesmo serão
medidos pelo tempo, fato é que continuaremos assistindo a vigarice de insanos
medrosos acreditando-se certos em manter candeeiros sob a mesa.
*Naquele tempo, disse Jesus à
multidão:
“Põe-se, porventura, a candeia
debaixo do alqueire ou debaixo da cama?
Não é para ser colocada no candeeiro?
Não é para ser colocada no candeeiro?
Porque não há nada escondido que não
venha a descobrir-se,
nem há nada oculto que não venha à luz.”
nem há nada oculto que não venha à luz.”
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