Ao confrontar notas de toda ordem; poderíamos afirmar que há uma conexão entre os defensores da liberdade de expressão e os sexistas? Os primeiros defendem que tudo é permitido no que se refere a informações que primam o bem comum, até enfrentarem uma situação onde percebem que possuem telhado de vidro. O segundo grupo determina que tudo em relação com a moral deve seguir regras inegociáveis, até que eles próprios enfrentam alguma situação que os comprometam, ou coisa que o valha, aliás, nossas, ética e moral são voláteis como mastros a balançar sob qualquer rajada de vento, pendendo-o à necessidade de ajustes que nos mantenha na posição que mais convém.
Não é fácil fincar pé em certezas sem um escrutínio digno de bom trabalho de pesquisa em uma sociedade, onde as verdades são garantidas por órgãos contaminados e comprovadamente interesseiros.
Em geral, mesquinhez, covardia, egoísmo, ignorância e proselitismo, escorados à sombra do augúrio de olhar míope, moldam redutos, estados e conglomerados sob veias do coronelismo, do poderio ou da corrente cultural ignota estabelecida. Atualmente não podemos apostar contra o fato de que os beneficiados sobrevivem sobre uma fina camada de insegurança — física, psicológica ou nem mesmo notada —, onde, com certeza se trata de um abismo que, se detectado é negligenciado, e que mantém a todos agregados à justificativas muito longe de valores que daí, inexoravelmente, afastam o íntegro.
063.ad cqe (12.9.63 # 63)







