domingo, 15 de novembro de 2009

Você já parou para pensar? II



"O verdadeiro método, quando se tem homens sob as nossas ordens, consiste em utilizar o avaro e o tolo, o sábio e o corajoso, e em dar a cada um a responsabilidade adequada" Sun Tzu

China Antiga 500 AC

E mesmo assim os “líderes” insistem em nomear cupinchas baseado em interesses pessoais não imaginando, mais tarde, o porque sua equipe não esta respondendo por falta de comprometimento.


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Você já parou para pensar? III






"Com o bom sou bom, mas mesmo com quem não é bom sou bom pois boa é a virtude"

 
Lao Tze
China Antiga
500 AC


Algo ridiculamente velho, porém ameno – de propósito - e que ainda não foi assimilado se levarmos em conta a falta de cortesia que vemos nas ruas e principalmente o desrespeito de uma forma em geral. Nunca a regra de levar vantagem esteve tão em voga.


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Você já parou para pensar? IV



"Aprender sem pensar é esforço vão; pensar sem nada aprender é nocivo" 

 Confúcio, China Antiga 500 AC
 

 Juro que encontrei esta frase depois de escrever o texto acima.
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domingo, 8 de novembro de 2009

Há algo ainda em jogo?


Quando criança;
leva-se uma vantagem sobre a velhice
Ainda que o pequeno
viva uma pureza depauperada
O velho
por mais que posses possua;
é ignorado
Com o pirralho ao contrário,
alguns ainda serão acautelados
No trato diário
entende-se
que, inversamente ao primeiro
este ainda vive
E todo aquele que vive
tem algo para apostar.

O moribundo agastado
- um estorvo -
já não mais vive,
arrasta-se
Depende quase que totalmente
da compaixão alheia
Criar dependência então
é sair do jogo,
é assistir a partida
E só se interessam por você
como torcedor
se pagar ingressos
Galanteios fúteis e
comportamento submisso ajudam,
mas não bastam
E escasseiam-se a olhos vistos
aqueles simpáticos
a esta aposta

O tempo
criação humana
com a falta de compaixão deste
vence
Porém
é cômodo não tocarmos neste assunto
O novo dirá:
não pretendendo tirar algum do velho
O velho diz: não;
é conveniente massagear o sentimento pago
Sabe ele que não basta pagar, mas
a hipocrisia tornou-se o amalgama da relação
E é o medo de sentir-se alheio
que mantém a ilusão do apostador

Insistem alguns poucos
que tem a coragem de se chegar
Sabedores que são da postura
firme e decidida que possuo
Fingindo-se de desentendidos
antes de discordar
indagam
E, iludidos
que a guarda esteja baixada
me tomam por um dos seus
E inquirem atacando
buscando confundir nossas personalidades
Pouco me movo
e antes do silêncio total peço:
“O que tens para apostar?”

Somente na verdadeira metafísica
encontraremos uma resposta
Pensar com clareza
assusta num primeiro momento
Se tiveres coragem
nos momentos restantes
terá apenas o ocaso
Assusta sim;
os fracos
que imaginam existir um fim
Àqueles possuidores de força
romperão a barreira da solidão
Então o jogo vira
porque será você
a não ter em quem mais apostar

Como um poeta
misturo o existir
Julgo mortos então
aqueles que me julgam assim também
Sem saber
e por convenção
faço de conta que os considero
Sei que sem saber
é assim que agem também para comigo
Porém ao contrário
estes sofrem em duplicidade
Com meu silêncio
não mudarão a forma burra de apostar

Considero-os então
como mortos vivos
Vivos,
porém em outra dimensão
Ao partirmos poderemos
visitar ou não quem quiser
Não vou a ninguém
Quem não considera
não merece consideração
Há muito descobri
que não há apenas uma forma
de aposta


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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Dos Segredos que Não Podem Ser Revelados II


Entremeio ao que não parece ser e digo,
muito a contra gosto,
que bendigo o que já muito cedo me foi dito.

Não espero, como sempre, respostas do Nada,
Ele,
como a amante ardilosa,
só me olha quando pergunto,
então nem mais pergunto;
espero.

Também como com ela sei que terei tudo se souber dominar a ânsia.

A paciência,
igualmente,
há muito foi aprendida,
ela corre nas profundezas,
longe das corredeiras ingênuas que querem ser fotografadas e domadas.

Quem não se dobra mais,
orbita ou muito abaixo,
ou muito acima do que está aberto e exposto para uma deflora.

Sempre será agarrado aquele que negocia.

Em verdade vos digo que estes são como o símbolo mágico da cobra engolindo o próprio rabo.

Pode-se orbitar o mesmo lodo e continuara impune?

Não busco respostas para minhas perguntas,
respostas são um fim para quem o quer encontrar,
mesmo sendo uma derivação para outra pergunta,
caímos no símbolo citado,
e então corremos o risco de desvendar mistérios.

Nunca desvende um mistério se não estiver pronto,
no mínimo,
para um maior,
talvez um que te ponha ainda mais em perigo.

Este é o paradoxo do medo:
se ficas, ficas,
se vais podes retroceder ainda mais.

Não mexer-se pode ser um segredo?

Não sussurro segredos.
Segredo é só para um,
sempre o segundo terá que morrer.



http://www.youtube.com/watch?v=49iPh6VS_kY

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O Advento dos Alheios



Ao ler na última “Superinteressante” (271.NOV/2009), o artigo; Os Novos Pensadores; termino por entender que os pensamentos atuais precisam ser seccionados, não podemos mais pensar o todo, tudo se transformou em “mega”, e então cada qual dá uma idéia sobre o que sabe e todos formam, individualmente, a sua colcha de retalhos, uma colagem onde no salve-se-quem-puder, cabe – resta - exclusivamente a nós, chegarmos ao final desta vida tendo passado por este plano – placenta – melhores ou ainda piores do que chegamos.

-0-

Tenho observado a alienação de uma porção de indivíduos que, ao mesmo tempo em que são anunciados como inteligentes e vencedores, é fácil, ao permanecer com eles por alguns momentos, que passar vendido por assuntos diversos, importantes, porém que num primeiro momento parecem nada lhes dizer respeito, onde não raro são totalmente negligenciados, ou colocados ao largo como sem importância, ou ainda por desconhecimento, entende que nada lhes acrescerá saber mais sobre o princípio delas; este comportamento omisso acaba por torná-los reféns em potencial, - de um processo que por si só é extremamente antropofágico, ou seja, não precisa, em hipótese alguma, da cooperação da vítima para ser conduzida ao cadafalso - amarrados a situações sem sentido que, se tratassem eles de indivíduos mais práticos, situações absurdamente insignificantes jamais os poriam abaixo.

Até agora estava com uma briga ferrenha comigo mesmo, injuriado até, em como podem ser inteligentes, ou “vencedores”; quando pouco fazem, ou nada fazem, para se interessar por assuntos que intrinsecamente estão relacionado com o seu futuro, e não digo só o futuro palpável, embora pareçam nunca irão cruzar seus caminhos.

Não digo que cheguei a uma conclusão final, porém é bem provável que uma porcentagem muito grande de acerto na minha análise será atingida, e como sempre, isso de muito pouco tem serventia, não apenas pelo fato de estar eu isolado do mundo em análise, também porque, como será demonstrado, – novamente – pouquíssimos, - principalmente destes - admitirão minha certeza.

Minha conclusão é fundamentada na tão propalada velocidade de acontecimentos – descobertas – que não apenas vem dando-se no mundo conhecido e extremamente pesquisador, - “Planeta Laboratório”, embora estejamos tremendamente atrasados com relação ao que realmente deva ser encontrado – somado a impossibilidade de simples mortais desacordados dos sentidos perceberem; assimilarem, o que deve ou não ser importante para eles.

Ou seja, estes, devido à no mínimo sua entrega cômoda ao estritamente essencial a sua acanhada sobrevivência que inclui um tipo limitado, porém suficiente de desejos realizados, enfronham-se apenas no que lhe diz respeito, embora com isso, não percebam que a coisa toda está se agigantando de tal maneira, não percebendo, que ficar apenas no seu mundo, não somente os torna alienados - exilados - para a sua sobrevivência no grupo exterior, como, possivelmente, aranhará a sua no grupo maior posteriormente – estou sendo ameno ao usar “possivelmente”.

É claro que minha pretensão seria satisfeita se conseguisse aqui, atingir um nicho de pessoas que busca vencer neste e no plano superior, pois mesmo estes, que orbitam onde tenho buscado referências, também estão encontrando dificuldades de adaptação para sobreviver, para se manterem acordadas, defendendo seus espíritos, suas almas de serem atingidas pelo fascinante ranço viscoso da matéria.

O fato é que se trata apenas de uma análise particular, despretensiosa, mais um exercício de escrita; não me é possível então atingir estes, - que poderiam entender um pouco mais meus sinais - porém minha intenção é ainda mais abafada quando penso no grupo maior que me inspirou a esta, e, se subtrair os primeiros; aqueles que acreditam num depois, e ficar apenas com o grupo que busca vencer aqui; apartando todos os outros no escaninho com a inscrição: “loser”; estarei definitivamente só.

E como se faz isto hoje? É preciso viver como aquela pequena aranha que anda sobre a água, sobre a correnteza; é preciso sobreviver na superfície, não é mais possível aprofundar-se muito em algo e esquecer todo o resto se quiser passar protegido, confortável, em segurança. É necessário que façamos um governo próprio, único, nosso, pessoal e que saibamos administrar isso como indivíduo inteligente e também único, não é possível viver como um nerd bitolado; até é possível, mas este aproveitará muito pouco de tudo o que aqui está disposto para ser desfrutado.

Sobreviverão eles? Sim, claro, e bem, muito bem por sinal. Porém a cada dia que passa se distanciam ainda mais, não só da essência do existir, como não lhes será possível entender alguns padrões que estão se formando, primordiais para tornar a estada aqui mais amena, prazerosa, confortável, e o mais importante: mais simples.

Simplicidade; praticidade é o ponto. Alguém já disse que é preciso técnica para se chegar à prática, porém estes dois não se entendem quando cada qual defende o seu lado, e é disso que estou falando, é preciso que isto seja entendido para então a comunhão dos padrões acontecer.

Diz o Mestre: “Você não faz nada e tudo acontece; você não para e tudo fica como está”. Como entender então o acima posto. Não entender também é um caminho. É, mas também é preciso entender isto.


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sábado, 31 de outubro de 2009

Opiniões pouco comum


"Se não fosse por ela, Ele podia tá aí k bandinha dele"


Minha sogra soltou esta na hora do almoço, após ver na TV as fotos de uma exposição sobre rock em Nova York, onde a última a ser mostrada, era de ninguém menos que o nosso bom e velho John olhando com a cara sínica a mirar idiotas.
 
Ela então, mais uma que comunga com alguns da opinião de que a morte de John Lennon se deve a própria Yoko, não se conteve e registrou seu protesto.

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Muito com pouco


"São muitas as vidas mas a vida é uma só"

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Lembrando a maior poeta que já existiu


Na hora do meio-dia eu estava trabalhando.

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Estilos que tentam convencer na escrita hoje





Devemos tratar como estilo também aquilo que tentam convencer-nos tratar-se do seu estilo?

Há estilos que tentam, - ou pelo menos seus autores tentam passá-lo como algum tipo de estilo próprio - mas não passam de um atentado à escrita.

Alguns bons escritores e grande parte dos medíocres; faz uso de um estilo de escrita onde o final diverge para um tipo de embaralhar de pensamento, de ideias; ligações íntimas; suas, que apenas seu autor ou aqueles muito próximos a ele entendem o significado dos sinais postos.

Lançar mão deste recurso não é de todo ruim muito menos errado, porém não quero eu ficar impressionado todo tempo contentando-me em aceitar que ali exista algo, muito menos o fazer iludido; ou imaginando que contém tal escrita algum significado especial.

A escrita merece respeito e mesmo os estilos precisam ser moderados para que não caiam na vala comum dos “gastadores de tinta”.


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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Perceber o que jamais deveria se esquecido


Entre melancólico e triste conta o último acontecimento. Em alguns momentos, - estranho na primeira vez - ele chora, diz ser muito difícil conter o sentimento que se faz forte; pede desculpas. Homem é estranho, pede desculpas por cada coisa e esquece-se de fazê-lo em outras tão mais importantes.

Conta que mãe quase morrera - há poucos dias - com menos de cinqüenta anos.

Entre ambulâncias, funcionários públicos que não sabemos onde são coletados, muita propina para furar filas, e mais uma quantia que não se sabe de onde arranjamos numa hora dessas para remédios, a mãe agora, com alguns enxertos nas veias, tentará voltar a pressão ainda anormal, porém aceitável, mas jamais poderá voltar a pressão até então vivida.

Não falo nada, o que dizer nesta hora, sempre fiz o papel de falso quando tentei amenizar coisas que entendo, todos passaremos hoje ou amanhã. É e pronto. Estamos vivos e portanto sujeitos.
Apenas lembro ter passado por algo parecido aos dezoito, quando meu pai não avisou, simplesmente algo deu errado e ele me deixou com um sentimento eterno de que algo que não fiz, ou deixei de fazer o seguirá para sempre na eternidade.

Meu personagem está agora com mais de trinta, e mesmo assim a carga é difícil.
Não sofremos o sofrimento do outro, algumas vezes fazemos pelo incomodo que passamos e pode até continuar, depende muito das seqüelas etc. Não é o caso deste que agora a mim choroso desabafa; ele finalmente sentiu na alma, despertou para o fato de que alguém que está ao seu lado é amado por ele; é alguém que sempre fez parte de sua vida porém jamais foi realmente notado como parte da sua existência.

Não é fácil entender esta parte para aquele que não sabe o que isto significa. Somos humanos e no mais das vezes precisamos vivenciar a dor para valorizar o que nunca esteve desagregado de muito valor.

-0-

Tudo se resume em prestar atenção; alguém já disse isto.

Não prestamos atenção, embora queiramos que todos prestem atenção em nós; porém a verdade é que, realmente, não prestamos atenção no outro.
E então, quando em um momento qualquer este alguém nos surpreende, faz algo que não esperamos, seja para o bem ou para o mal, ou até mesmo nos deixa; sem mais nem menos; por alguns instantes então, alguns de nós pensa, por um breve instante, no que significava a sua presença, e no mais das vezes, pensamos também, que não fomos justos o suficientes durante a sua estada ao nosso lado.
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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Vivendo de modo simples


Um pequeno jardim, figos, queijo e, com isso, três ou quarto bons amigos – essa foi a opulência de Epicuro.


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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Mentiras e Tolices



Esta, disse-me um amigo, dado ao amor e a poesia:

- O que posso fazer;
ela encontrou alguém que mentia melhor
que eu, e resolveu partir.


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sábado, 24 de outubro de 2009

Como já disse Dalai Lama . . .


Ficou esperando uma boa oportunidade para gastar seu dinheiro, passou por cinco enfartes e conseguiu se safar economizando sempre; pelo menos toda esta economia possibilitou que lhe fosse construído, um belo jazigo, onde jaz seu corpo em decomposição, talvez se decomponha ele, equilibrando o tempo, enquanto seus herdeiros estão a consumir com uma parte substancial de sua poupança.

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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Sacadas que não geram lucro


. . . Ela disse então:

- Existem pessoas
que são tão pobres
que a única coisa
que possuem é
dinheiro.


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sábado, 17 de outubro de 2009

Para aqueles que são difíceis de ser decifrados




Dia destes encontrei um desses colegas fechados, que pouco se abrem; buscando fotos de terror, destas assustadoras, no computador.

Surpreso, - quem é que entende a natureza humana - mas de pronto, falei que aquele também era para mim um hobby, e disse que buscaria alguma para postar no Blog marcando este gosto em comum.

Porém me deparei com algo extremamente difícil; não poderia simplesmente postar uma foto sem mais nem menos e colocar o seu apelido em baixo: “cachorrão”.
Mas como; se estou a me referir a um cara bastante reservado, pelo menos para comigo, afinal não fazemos parte do mesmo círculo de amizades, e, por outro lado, sei que não gosta da politicagem besta normal a todo ambiente de trabalho, muito menos é dado à bajulação barata?

Sem querer usar isto como desculpa, vou ficar apenas na foto, espero que cumpra esta o seu papel, porém digo que este campo aqui é democrático, então aceito sugestões para mudanças, como também de tempos em tempos mudarei a foto, afinal encontrei dezenas delas, assim postarei outras com o mesmo motivo neste espaço.

Abraços xará, e bom fim de semana.

Ps.: Uma frase; para selar ainda mais minha falta de criatividade.

“Deixe o seu adversário falar. Depois, deixe-o falar um pouco mais.”


Do pequeno livro MANDICAS
Aleksandar Mandic


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Natureza corajosa II


Existe muito mais coragem na paciência que na impetuosidade.

No mais das vezes, o que reina por trás da impetuosidade é o medo; o temor.

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Natureza corajosa


Optar por uma natureza corajosa mostra a verdadeira força que difere o fraco do forte.

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Barganha


Só os coitados têm pena.

A pena deles é uma forma de trazer a pena, também, para cima de suas causas perdidas.

Aquele que não sabe, sem saber, sabe barganhar.


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domingo, 11 de outubro de 2009

Do significado de tudo

A morte é maior que a vida.
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sábado, 10 de outubro de 2009

13 anos sem Renato Russo



Montei este vídeo tentando passar um pouco do mundo adolescente da época em que vivia as vicissitudes; sofrimentos de uma vida conturbada, porém bem ilustrada com as letras - temas - que pareciam ser feitas exclusivamente para aquele momento:

http://www.youtube.com/watch?v=Our6nRyrG_U
É claro que isto não se comprovou, as músicas do Legião Urbana, como não poderia deixar de ser, continuarão para sempre atual na vida de todos, independente de serem ou não fãs do Rock'n Roll, como ele gostava de denominar seu estilo.

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terça-feira, 29 de setembro de 2009

In the bus

40 passageiros
a caminho
do trabalho,
1
quer ler
39
continuar
dormindo,
porém;
como
não aderir
ao apelo
maior,
com tantas
cortinas?

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Respeito aos livros


Alguns, poucos, livros, não os li por respeito. Cheio de falhas, eu, entendo que eles, perfeitos, sentir-se-iam envergonhados por serem observados de esguelha por alguém pouco respeitável, ao serem flagrados em minhas mãos.

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domingo, 27 de setembro de 2009

Criatividade que leva a criar


Tendo ou não criatividade, inspiração, conhecimento e é claro, tempo, todo aquele que escreve está a observar os acontecimentos a sua volta; sempre pronto para, a partir de então, ao ser fisgado por qualquer isca que deflagre sua vontade; inflamar-se com a qualidade que imagina melhor lhe compete, lançando-se como que impulsionado a juntar sinais conhecidos por um determinado grupo ao qual pertence, - às vezes mesmo não tendo certeza de que todos o entenderão – tentando clarificar no papel seu pensar, ao expor análises e idéias.

Há pouco, ao entrar no site “Portal Literal”, http://www.portalliteral.com.br/participe linquei-me a outro; “Maizunocaos”, http://portalliteral.terra.com.br/artigos/um-eterno-nao-ser-2 onde li, na íntegra, um artigo assinado por Hangner Correia. Estava a explorar novos sites, com algum assunto interessante para leitura quando me interessou a forma escrita do artigo, “Um eterno não-ser”?

Mesmo que o texto tenha sido construído tendo como mote a arte, - não tenho nada a ver com ela, um motivo a mais para elogiá-lo - uma frase em especial, aleatória – para mim não para o texto - citada, creditada ao Prof. Steven Connor, fazendo referência ao fato de que o alvo principal dos filósofos atualmente baseia-se unicamente na crítica, despertou-me a atenção sobremaneira.


Não conheço nem o Sr. Hangner Correia muito menos sei alguma coisa sobre o Sr. Steven Connor, porém minha mente agitou-se com a observação do professor. Gostei do que entendi como uma sacada não apenas interessante como bastante pertinente ao nosso século – principalmente porque estamos vivendo uma era escassa de bons analistas humanos.


Analisando e avaliando rapidamente, de o porquê os filósofos hoje assim o agem, partindo do pressuposto que o Sr. Steven Connor esteja totalmente certo; um único quadro, após o exame, se apresentou fazendo muito sentido.


Temos um histórico para ser avaliado de no mínimo dez mil anos de estudos, pesquisas e acontecimentos, porém tudo, que realmente vale a pena, - em se tratando de Valores Humanos - nos foi legado mesmo, já nos primeiros cinco, muito embora tenhamos ainda hoje alguns lampejos em um ser aqui e outro ali que podem alinhavar algo novo com o já possuído; posto isso, é perfeitamente normal que os filósofos, ou aqueles que realmente se preocupam com uma evolução decente, critiquem, pois estamos de posse de uma cartilha perfeita, e continuamos inventando novas formas de errar; com a idéia de que somos melhores que aqueles que a ditaram; será que isto tem a ver com o nosso orgulho característico, faz parte do jogo, ou é só interesse mesmo?


Tentamos todas as formas de governar, todas as ações políticas e sociais foram experimentadas, todos os castigos, claustros ou maneiras de incutir o medo buscando alternativas de ajuste social não se mostraram nada eficientes para melhorar nossa condição de ser – só obtiveram sucesso no efeito manada. E, fazendo uso de uma expressão extraída do próprio artigo lido; todas as medidas até então se mostraram no mínimo ineficientes, ou foram apenas paliativas, e o “pensamento da nossa sociedade vigente” não está nem um pouco coeso com àquelas redigidas nos primórdios, até mesmo a custa de muito sangue.


Aquele que conhece sabe: de alguma maneira alguns vivem bem melhor agora, isto é fato, mas a questão principal é e sempre será; e todos?




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domingo, 20 de setembro de 2009

É, e pronto


Nenhuma lágrima possui a mesma quantidade de sal
Como tu queres então que sinta eu, o mesmo amor
A matemática perfeita me inspira à exatidão
Meu sentimento é então exato, a intensidade não
Mas não te precipites em galopantes leituras
O atropelar te conduzirá ao erro
Ao contrário da lágrima, aparentemente uniforme
Meu sentir é disforme e elástico
Ele só conhece o expandir-se
E exato como a chave que abre
Mostra-se intenso somente diante de ti

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sábado, 19 de setembro de 2009

Nada para a posteridade


Um significativo representante do nosso país, falou, ou fala ainda, - não o acompanho com interesse – que busca homenagens enquanto vivo.

Longe de ser ele um afeto da metafísica, - está muito mais voltado para o palpável - porém é acertado o seu desejo; por motivos outros ele atingiu a essência do depois.

Varias doutrinas insistem para que não acumulemos além do necessário na Terra, e é bem verdade que buscar reconhecimento em lugares que ele não tem valor algum é o mesmo que comprar uma taça na loja de troféus e mandar imprimir o nosso nome ao lado da palavra “campeão”.

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O melhor a fazer é ignorar

Veio visitar-me esta semana, meu amigo Carlos, estudante e entusiasta de Física. Reclamou-me, - enfronhado em tentar também entender alguns mistérios - daqueles que, diferente dele; não buscam alguns porquês que deveriam constar da cachola de todo mundo, “não o fazem”, diz, “e ainda me criticam, taxando-me de estranho por me interessar por assuntos que, erradamente entendem, só deveria pertencer a classe dos gênios”. Perguntei então como estavam as observações das estrelas e seus vizinhos – depois que montou seu próprio telescópio não havíamos mais conversado – respondeu então que “quando tenho tempo o tempo não ajuda” Obrigado Carlos, por sua visita, e siga em frente; estamos torcendo para que o verão não tarde e os céus se abram para você.
Abraços
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