sábado, 29 de outubro de 2011

"É muito simples" II



No filme “O Show de Truman”, o apresentador de TV, Mike Michaelson, entrevista Christof, o criador do programa “O Show de Truman”.


Michaelson
- Christof, quero perguntar...
- Por que acha que Truman nunca chegou perto de descobrir
a natureza real do seu mundo até agora?


Christof
- Aceitamos a realidade do mundo que nos é mostrada.
- É muito simples.


-0-


Como gostava de se referir Millôr

"Desce o pano."

wake up, wake up

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Cativeiro auto imposto


Fato é que a maioria de nós vive em um cativeiro auto imposto, e mesmo sabendo que não passamos de prisioneiros de nossas escolhas, jamais paramos verdadeiramente para pensar nisso, - não é conveniente por demandar uma série de mudanças – e quando o fazemos e ficamos por algum tempo deprimido, logo nos vem um amigo, irmão, pai, filhos, cônjuge, padre, sócio, amante, nos aconselhar de que somos abençoados e que todos eles estão maravilhados com a nossa presença e que todos também invejam a vida fantástica que temos à mão; relaxemos, pois; e cantemos.

Da série: e-mails a serem deletados mesmo antes do seu final.

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Seria possível negligenciar minimamente a história!





... Misturou-se tudo, nada hoje pode ser realmente alinhavado, concatenado, e, se em algumas representações históricas eruditas, consideradas acertadamente como sagradas, mesmo que seus textos tenham sido tocados por homens, quem sabe, em busca de acordar alguns outros para o Verdadeiro Sentido da Vida, porém, tenham também, embora bem intencionados, deixado impresso nestes (agora) velhos manuscritos, sinais que aludiam a significados outros que não apenas aqueles tidos como revelações extremamente necessárias, mais por ignorar o que viria depois; que rumo alguns destes sinais tomariam; por ignorar que sua ignorância continuaria perpetuando-se por milhares de anos em seus descendentes, muito mais forte ainda que suas intenções, por melhor que tenham sido, de colocar força nas idéias e relatos a serem eternizados, e mais, se algumas destas vontades não vingaram positivamente, dando clara mostra de que fazer parte de um grupo de escolhidos não significa desvendar o que se esconde, ou do que é capaz o ser humano quando oculto, envolto pelo véu do desconhecimento, não temos outra opção a não ser assumir que sempre acreditamos e continuamos considerando todo o tipo diverso de interpretação externa sem que um único pensar particular inteligente pudesse nos mostrar ou fizesse com que imaginássemos exatamente onde afinal darão estas crenças ou nosso pensar escusado.

Por exemplo, aqueles que nos primórdios, vamos colocar assim, registraram visões ou assistiram preleções de seres agora nominados de Enviados, Mensageiros, Messias ou Avatares, e, inadvertidamente então, usaram a expressão “matar” em seus registros posteriores; hoje, seguidores de homens que muito pouco ou nada possuem com relação ao Verdadeiro Sentido da Vida, usam estes símbolos, esta simbologia extremamente forte como um aval para que seus irmãos de grupo, para que sua irmandade, seus seguidores compreendam-se absolvidos, ou até, entendam  estar sendo abençoados durante o ato de tirar a vida daquele que foi arbitrariamente sentenciado inimigo, porém que, se utilizassem por um único instante a razão, ou refletissem minimamente, talvez entendessem, chegando finalmente a única conclusão possível de que este não o é, ou mesmo, jamais fora seu inimigo. O ato de matar por si só é extremamente condenável, o que dizer então quando o assassinato atinge aquele que não passa de um inocente ignorante que pouco ou nada sabe também da existência.

Como conviver então em meio a isto!

Como fazer com que milhares de anos de cultura sejam ou comece a ser finalmente e conscientemente negligenciada, ou no mínimo revisitada e reinterpretada agora, com inteligência, mostrando que, ou ao menos, a fim de mostrar que: comandar impérios; sejam eles familiares, comerciais, do estado ou do mundo, aqui, baseado nas leis por nós erradamente interpretadas, não passa de afundar ainda mais não somente sua própria existência, mas a de todos aqueles que o temem ou que o tem inadvertidamente em veneração.




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Em tempos de egos aflorados



À medida que evoluímos, evolui também nossa estupidez.

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domingo, 23 de outubro de 2011

Mesmice


Quando foi a última vez que você fez uma coisa pela primeira vez?

Contribuição



. . .um “dedinho” do Bhonachinho

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Haverá um dia ainda os enviados que comandarão um povo?





É certo que o mundo hoje é um lugar muito melhor de se viver, como é certo também, que a ciência tem muito a ver com isso. Que suas descobertas somaram-se como uma cadeia de moléculas e praticamente todos os segredos mais importantes para o desenvolvimento do povo, obscuros há dois, três séculos, por exemplo, para os melhores cientistas, não mais existem; de certa forma foram todos esquadrinhados.



Muitos outros apareceram; isto é verdade, motivando ainda mais o já aguçado querer dos bons profissionais, porém algo ainda está pior do que antes, mesmo que o povo continue a ignorar o beco sem saída em que vive, a despeito de toda a melhora anunciada e comprovada, as paredes não foram alargadas na mesma proporção em que pessoas foram ali se afunilando, e o que assistimos é uma distorção ainda maior e digo, pior, da existência humana, porque há duzentos anos o que tínhamos era um contingente totalmente ignorante e agora esta ignorância tem conhecimento e algum tipo de estudo, porém o que lhes foi ministrado, não passou de algumas gotas contadas; apenas para que este conhecimento atingisse um ponto suficiente de necessidade de existir, consumindo e girando o mundo daqueles que mantém o bloqueio a finos ajustes.



Para o futuro; resta saber até onde as forças que nos primórdios comandavam ou emanavam o poder entenderão como possível ou benéfico todo este estado de coisas e continuarão apenas a observar o que está aqui a se dar.



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sábado, 15 de outubro de 2011

Prazeres limitados


Partindo do princípio que em algumas situações a vida não passa de um lapso, é possível afirmar que diante da impossibilidade de viver uma vida abastada, de prazeres e sensações únicas proporcionadas àqueles detentores de posses e comendas, vale muito mais; tira-se muito mais o suprassumo de tais regalos, ou pelo menos de alguns, apenas imaginando como é a vida e como vivem estes que foram premiados com a tão sonhada celebridade, com o tão ambicionado toque de midas, com o tão sonhado prazer de figurar como um destaque, e, por sua vez, como seria viver um momento apenas com suas posses e poder tomar um café em Paris em uma manhã ensolarada, ou um sorvete em Milão, ou ainda um passeio ao final de tarde em Palma de Mallorca.

Imaginar, quando se sabe o valor do prazer e se é capaz de construí-lo, mesmo que seja de modo empírico, devido a algum tipo de experiência, e não simplesmente pelo ato gratuito da inveja de não estar a fazê-lo, embora muito o deseje; em alguns casos raros então, a experiência das sensações vividas apenas em mente, imaginando como seria vivê-las em lugar daqueles abastados, é mais rica do que o próprio ato em si, se levado em conta, também, alguns dos autores beneficiados.

Da série: Outras formas de acomodar-se na pobreza.

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Engambelar - Da eterna arte de reinventar interpretações


(Vou esquecer por um momento, - valendo-me de uma escusa temporária - da ausência aparente daqueles que defendem realmente o conjunto de Leis Verdadeiras a que todos estamos submetidos.)



É certo que existe uma diversidade de mentes muito superior ao que o sociólogo mais estudioso possa supor; é então, ou por conta disso, que tantas seitas e religiões se proliferam entre nós ou seria por seus mandamentos não atenderem, ou não corresponderem a força das disposições defendidas!?!



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domingo, 9 de outubro de 2011

Explicando-se


(Explicando-se sem que a confusão se desfaça.)

A arte de explicar sem desfazer confusão alguma.

É possível que façamos uma alusão no caso em que: assim como não escolher é uma escolha, explicar que não é dado a explicar-se é uma forma de explicação.

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Quando buscamos convencer a outrem de alguma situação que está a acometer-nos negativamente, no mais das vezes caímos em descrédito ainda maior.
A única solução existente para a questão é a boa e velha paciência. Esperar até que alguém descente, por si só, entenda o porquê do mal entendido, ao compreender de quem realmente se trata, do caráter do até então, amoral, e sair em sua defesa; esta é a única explicação válida e eficaz em semelhantes casos.

(Inspirado nas explicações do velho Liev sobre sua excomunhão)

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Air Supply


Nossa convivência extremamente voltada para o social faz com que desde cedo criemos uma dependência do meio externo, esse estado de dependência varia de uma pessoa para outra logicamente, bem como dos humores de cada um, quanto mais estes humores nos tornam arredios mais restringimos nosso círculo social, existe também uma situação de dependência pura que envolve outra série de situações particulares e singulares a cada individuo, desde problemas físicos e psíquicos a paixões ou mesmo preguiça; ou ainda, situações onde devido ao fato da baixa auto estima por exemplo, necessita-se de algum confortar alheio regular ou mesmo uma cota diária, ou também regular de elogio, caracterizando assim que se está sendo aprovado, bem quisto, querido, ou coisa que o valha.

Do meu lado enfrento uma situação quase única no que diz respeito à dependência, onde comparo-me àqueles espécimes com respiração pulmonar, porém que desenvolveram a habilidade, ou adaptação, como preferir, de viver um período bastante longo, se comparado ao nosso, sem respirar, como é o caso das baleias, golfinhos e tartarugas por exemplo, embora ainda dependam de um suplemento extra de ar, uma lufada de ar da atmosfera que não do seu habitat natural para sobreviver; de forma análoga assim também acontece comigo. Dependo totalmente de um ser que há muito escolhi para sobreviver ao lado, sobrevivo se Ela vive, porque é somente Ela que pode suprir-me com seu estar presente e manter-me ativo. Longe de ser um acontecimento mecânico, é, porém, tão importante quanto o exemplo anexo, é um estado consciente de dependência, tão consciente quanto este momento em que construo, finalizo e arremato este pensar.

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Air supply II



O que todo o homem procura é um porto seguro, um mestre, ou alguém que lhe é muito superior para que dê vazão aos seus quereres e paixões, suas ânsias; alguém que o suporte e o apóie, que o console no momento em que ele parece ser o único contra o mundo, porém, aí daquele que aporta este porto, sua vida jamais será a mesma, e só o digo porque há mais de uma década que minha âncora insiste em servir de morada à mariscos submersos.

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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Esteve aqui, agora É. . . no Todo


"O homem ativo...
... seu mandamento lhe diz que aquele que foi outrora capaz de ampliar o conceito de “homem” e de realizar esse conceito com maior beleza deveria existir eternamente para ser eternamente capaz da mesma coisa."

F. W. Neitzsche

Da Utilidade e do Inconveniente da História para a Vida
Editora Escala
Col. Grandes Obras do Pensamento Universal - 88
p32

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A síntese destas palavras vale para todo aquele foi por nós escolhido digno de figurar neste marcador


sábado, 1 de outubro de 2011

Por entre os umbrais da Terra



Disse-me com naturalidade, como se fosse fácil entendê-lo.

- O não pensar aqui; aqui me condenou.

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Peccatum aeternum



Pecado Perpétuo




Quantas serpentes podem ter sido sentenciadas a morte por verdadeiros assassinos apenas pelo fato de que incautos acreditaram nas estórias que lhes contaram, considerando-as assim responsáveis maléficas, por levarem a mulher a pecar.

Quem poderia ser o maior pecador:

A serpente...

... aquele que mata um ser indefeso de sangue frio que dificilmente ataca o homem sem que seja provocado...

... ou aquele que criou a estória?




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- Senhor, disse Dona Raposa, naquele tempo que Deus expulsou Adão do Paraíso, Ele amaldiçoou a Serpente que havia aconselhado Eva a comer do fruto que Havia proibido a Adão. E daquele tempo até hoje todas as serpentes são horríveis de se ver, são venenosas, e através da serpente vieram todos os males que existem no mundo. Por isso, um sábio homem fez expulsar uma serpente do conselho do rei, serpente que o rei muito amava.




O Leão pediu à Dona Raposa que contasse esse exemplo.




- Senhor, disse dona Raposa, um rei tinha ouvido falar de um santo homem que tinha grande sabedoria, e mandou procurá-lo. Aquele Sato homem veio ao rei, e o rei pediu que ficasse e o aconselhasse a governar seu reino, repreendendo-o caso visse algum vício nele também percebido pelas gentes. O santo homem esteve com o rei com a intenção de aconselhá-lo a fazer boas obras e a esquivá-lo do mal.

Um dia aconteceu de o rei ter seu Conselho reunido para discutir um grande feito que havia acontecido em seu reino, Próximo daquele rei estava uma grande serpente, com a qual o rei se aconselhava mais fortemente que todos os outros. Quando viu a serpente, aquele santo homem perguntou ao rei o que significava ser rei nesse mundo, e o rei disse: “- O rei está estabelecido nesse mundo para significar Deus, isto é, o rei deve ter justiça na terra e governar o povo que Deus lhe deu para comandar.” “- Senhor”, disse o sábio, “qual besta foi mais contrária a Deus quando Ele criou o mundo?” O rei disse que foi a serpente. “-Senhor”, disse o sábio, “de acordo com essa resposta, vós deveis matar a serpente, pois cometeis grande pecado ao tê-la em vossa corte. Porque se vós representais a imagem de Deus enquanto sóis rei, deveis odiar tudo o que Deus odeia, quanto mais aquilo que ele odeia mais fortemente.”




Após as palavras do santo homem, o rei matou a serpente sem que ela pudesse se auxiliar com sua arte ou astúcia.



Retirado do livro: Lúlio, Livro das Bestas, p,57 Escala-SP


Que possa nos perdoar todo aquele que por ventura assim como nós quase não vê motivo louvável para representar uma vez mais esta horrível estória (nota nossa)

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Nos escaninhos da mente



O que não é escrito

Julga

Àquele que pensa

Ainda mais sem sentido

Daquelas linhas

Não decifradas.

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sábado, 17 de setembro de 2011

Elã


       Temos que a pessoa não pode agir por impulso nas questões mais importantes da vida; porém o que fazer se uma questão que parece ter importância alguma, torna-se extremamente importante após uma tomada de ação precipitada quando a essa não foi dada a atenção devida?

       Ter-se-á sensatez suficiente agora, ou tornar-se-á aos impulsos caprichosos e sentimentos falhos da ação primeira?

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Algo superior


Ernest Hemingway não suportava os repórteres que repetiam questões, perguntas, ou aquele que arguia no intuito de suscitar explicações, como também quando insistiam que comentasse sobre seus livros; entendo que de alguma maneira os escritores medíocres devem ter lá uma pá de orgulho mesmo não conseguindo emplacar suas escritas, afinal não precisam se incomodar em ficar dando explicações sobre o que tinham (ou não) em mente ao escrever a estória, e muitas vezes, enterrarem-se ainda mais.

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domingo, 11 de setembro de 2011

11.9.11


Aqui jaz a tristeza

A passagem violenta geralmente é indolor, porém no princípio inverso é a que causa mais dor aos entes queridos que choram essa morte.

Mas a violência cobra o preço dessa passagem, e a dor não sentida é geralmente proporcionalmente inversa ao espírito – segundo algumas escrituras sagradas- que “acorda” totalmente destroçado e perdido no plano seguinte.
Sempre que o capitalismo é atacado o maior atingido é o ser humano

Nossa homenagem ao sentimento mútuo de pesar com relação ao 09/11.

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O questionar interno


O questionar é algo externo, porém existe o pensamento interno, o questionar interno. Ele funciona como nosso guia máximo de domínio sobre o mundo, é com este guia que levantamos bandeiras verdadeiras e lutamos contra tudo o que nos oprime ou castra, é com este guia que conseguimos sensatez suficiente para sairmos ou aturarmos em alguma situação incômoda momentânea ou mesmo duradoura, afinal é com este guia que mantemos o discernimento e o equilíbrio, pois entendemos, quando o dominamos com incansáveis exercícios, que para tudo há solução, menos se cairmos no entorpecimento prazeroso que insiste em nos desviar de resolvermos, de atendermos primeiramente, as responsabilidades da vida.

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sábado, 3 de setembro de 2011

Disparates a parte


Alguém disse que a filosofia questiona, mas a ciência avança.

Existem no mínimo dois pontos a ser considerado aqui, primeiro que a ciência não é capaz de questionar como o faz a filosofia, mesmo por que sob um olhar laico, - compatível, provavelmente, com o ponto em si que originou este - são antagônicas, e então temos o segundo onde seu avançar moroso (da ciência) não se dá devido apenas aos tropeços, normal à pesquisa, soma-se a isso o ceticismo e o limite que é proporcional ao questionar do cientista.

“A filosofia indaga; a ciência avança.”
Ruiz

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Serenidade; caminho natural

Ao contrário do que se pensa, ou do querer humano; ao atingirmos a plenitude da alma o estado alcançado é o da serenidade.

Quando no homem comum o desenvolver-se leva ao agitar-se a inquietação ao não acomodar-se, mesmo que este tenha energia suficiente ainda que vestido de ancião, o ser voltado para a espiritualidade procura o aquietar-se.

Isto posto, por que não procurar este estado também fazendo uso do instrumento razão enquanto este ainda se faz útil?

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Felicidade; aprecie com moderação


 
Vejo o colega ao lado esboçar uma reação alegre ao contemplar o horizonte ao longe, nada ele fala; eu penso.

Não é a primeira vez que me manifesto com certa ponderação também á felicidade. Penso aqui, o hoje, mas vislumbro o eterno, isso me faz comedido.

Ainda criança me foi apresentada a fábula da cigarra e da formiga, de muito cedo então aprendi sobre a precaução embora entenda como certa e justa toda a comemoração após conquistas trabalhadas e finalmente alcançadas.

Porém, como disse, estamos a falar deste plano, e a felicidade não se estende além de uma estação de trem ao longo da viagem, não é conveniente depositar neste lapso de tempo toda a atenção descuidando-se da continuidade.

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domingo, 28 de agosto de 2011

A soberba como apêndice


Contrariamente ao que dita as Escritas Sagradas, aquele que por ventura estuda deixa invariavelmente que a soberba o apanhe.



É muitíssimo maior o número daqueles que, ao se julgarem superior em estudos, aos tidos iguais humanos em gênero, porém inferior em aprendizado, assim se vê; comprovando ainda mais ser esta segunda afirmação a maior das demagogias da nossa miserável existência.



Tanto aprenderam, porém a lição mais importante, essa lhes passa ao largo, somente quando equalizada a igualdade de sabedoria é que teremos verdadeiramente aprendido.


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Em tempos de chuva ou não



Se teus guarda-chuvas
são motivos de roubo ou perda,
ao adquirir o próximo,
tenha isso em mente.


Eis aí o sentido da existência.

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Plenitude da Alma


Será que eu assustaria alguém em sua busca, contando o quanto é difícil atingir sensibilidade suficiente para vislumbrar apenas a entrada da plenitude da alma.

Será que ao contradizer-me no mesmo instante, faria com que a outra metade, aquela que mesmo entendendo ser difícil a caminhada, mesmo tendo continuando a busca a esta mesma plenitude, a este vislumbre, agora pudesse então desistir; entendendo em mim um louco não digno de crédito por brincar com algo tão sério e importante, ao comentar em tom também sério sobre a facilidade, a simplicidade de atingirmos finalmente, sensibilidade suficiente para entender: o quanto nos debatemos a toa, até atingirmos a entrada da plenitude da alma?


Paradoxal, ambíguo, incerto, matreiro, duvidoso, e que invariavelmente é seccionado por um dos nossos humores momentâneos, onde então voltaremos àquele ponto uma duas ou cem vidas mais tarde, assim é a busca.

Então todos os ascetas afins questionam: por que isso? De onde vem isso? É interessante que mesmo as perguntas não cabem, é tudo tão estranhamente irracional para o nosso plano para a nossa forma de pensamento que o melhor, o certo seria o silêncio, é por isso que em algumas doutrinas o silêncio é quase sagrado. Somos crianças, o buscador é puro como uma criança e então ele questiona.


Alguns questionam por curiosidade, mas estes têm um questionar curto, estes são os primeiros que farão silêncio; mais porque serão silenciados. Mas este não é o silêncio que o buscador deve procurar. Este aquietar-se é um desviar. Quando perdemos o interesse resolvemos não questionar mais, e então duas coisas, com certeza, podem ter acontecido: ou voltou-se ao comodismo anterior ou encontramos outras curiosidades ou entretenimentos que suscitaram novas questões, e por que não: mais interessantes ao momento vivido.

Então aqueles que continuam; que ainda não se deram por vencido mesmo não compreendendo o absurdo do que estão assistindo, estes por vários motivos mantém a curiosidade. (mas na verdade o motivo principal é que ele já possui a semente do pensar de que há algo ali; há algo mais)

São, realmente, de difícil compreensão os caminhos que levam ao eterno; fazer o caminho de volta; é tudo tão sem sentido, não existe prova, não existe teste, não existe grau, e tudo isso por quê? Porque não há competição.

Todos, cedo ou tarde, serão despertados, não existem os primeiros, não existirão os últimos. Existe você desperto que ainda não o foi, e não é fulano ou cicrano que fará isso por você, não é uma instituição, não é uma seita. De alguma forma o próprio comodismo não é condenável.

Não é alguém ou alguma doutrina do ocidente, ou mesmo do oriente; é você, tudo esta em você. Chegará um determinado tempo que a inércia provocará um enfado tão grande e tão sem sentido que toda a razão do mundo não conseguirá vencer este estado, é aí então que você, já não tendo poder algum, pois todos os poderes já lhe foram dado, e é somente quando fomos muito poderosos que descobrimos que nunca possuímos poder algum, é aí então, este é o derradeiro momento que simplesmente você se joga, dando-se por vencido, ou meramente por falta de opção, você se fartou, você está farto, e então você se joga naquele velho e sem sentido absurdo, paradoxal e ambíguo, de voltar-se para o eterno.

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domingo, 21 de agosto de 2011

Mais uma da série sem palavras - MIX


Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Prá ir com a família
No Jardim Zoológico
Dar pipoca aos macacos...

Ah!
Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro
Jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco...

Raul Seixas


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Acorde com estes acordes

Eu quero é mais
Eu quero muito mais que isso tudo que está aí
Você precisa lutar por mais

O que há aqui inserido...
É inexplicável o sentido destes versos.
Se você não captar simplesmente o sentido. . .
Fica realmente difícil.

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sábado, 20 de agosto de 2011

A utopia da igualdade


Se a busca é pela igualdade, o porquê da competição?

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Como vencer, como eliminar nossa velha e nata insegurança frente à comparação?

Sou simpático a sociologia, porém meu conhecimento sobre o desenvolvimento humano - embora pense que assistimos a situações que mesmo expressar-se utilizando “desenvolvimento” é tão inadequado quanto “evolução” - é limitado por vários motivos, mas imagino que isso não desabona minhas colocações que estão diretamente voltadas ou niveladas para esta faixa de conhecimento logicamente.


Desta feita, não me é possível precisar onde nasceu a competição. Há estudos que remontam já a idade da pedra, ao ler a teoria da evolução entende-se que mesmo entre seres tidos por nós como inanimados ou desprovidos de células que indiquem vontade própria, encontrará sinais que, para especialistas no assunto são tidos como pontos positivos em direção a competição interna.

Na história da humanidade temos demonstrações claras, e belamente ilustradas através das artes, monumentos, salões, palácios e cidades que foram notadamente erigidos; minuciosamente engenhados pensando única e exclusivamente na competição. Um homem ou um grupo deles buscando vincular seu nome ao colosso da vez que, inegavelmente, seria perpetuado através dos séculos.


Por outro lado, também positivo, temos que é através da competição, conseguida dentro de uma equipe, motivação suficiente, - uma vez inflada - para que os trabalhos subam a um nível de destaque, e em alguns casos, atinja mesmo a excelência.


No entanto, dessa pincelada extremamente rápida e exígua idéia, dado o volume de informações que busco prender a elas, temos ou vislumbramos a beleza material do feito, a evolução (aqui sim) invejável dos técnicos e principalmente a possibilidade inegável do material humano executor dos projetos.


Uso a expressão “material humano” de propósito; minhas buscas dizem respeito à essência, e afora a um solitário Van Gogh, por exemplo, todos os outros monumentos necessitam de duas ou mais cabeças, de quatro ou mais mãos para que sejam transformados em realidade, e aí então, não temos apenas uma pessoa em essência e conseqüentemente: a competição.

Na sua essência, é certo, que um apenas pensou a idéia, temos, ao contemplar a obra, esta idéia essencial prima, mas aonde mais cabeças pensaram, é certo que houve competição, e na mesma proporção de certeza, é possível julgar que esta não foi harmônica.


Poderíamos duvidar então que da idéia primeira, da idéia essencial prima que inegavelmente permanecerá para sempre vinculada a alma da arte exposta, ou esquecer que, somada a essa esteve presente durante toda a sua construção o gene da competição?

É certo, é uma lei quase natural e extensamente documentada: toda e qualquer idéia ao ser executada, ao ser posta em prática onde dois ou mais homens estiveram envolvidos, mesmo que veladamente, houve disputa.


Este aqui é o meu ponto. Tenho estudado o comportamento das pessoas há algumas décadas e nuances destes encontros não me passaram despercebido, é como se tivesse desenvolvido um sentido extra de leitura, de percepção onde tenho a noção exata das comparações ali existentes.

Na maioria das vezes entendo estas relações, após algum tempo de convivência, e a ilustro com a história do louco fingido, onde brincamos que, ao ter contato com uma nota de cem dólares ou algo de valor dentro do seu dia a dia ele nada faria no sentido de destruir este material.

Mas a questão não é esta, minha curiosidade reside na competição pura e simples, e na sua totalidade, burra; vou me repetir: disse pura e simples; sem propósito, sem ao menos uma pequena avaliação da real necessidade de seu por que.

Relatei a competição positiva, se é que pode assim ser. Era preciso entrar na mente de cada um destes e entender qual era o propósito ou a necessidade em jogo.

Esqueçamos isso, voltemos para o texto, e para a impossibilidade ou o porquê da impossibilidade de vencê-la.

Conseguiremos, haverá um tempo em que eliminaremos as comparações e trataremos as competições como uma luta, um ponto verdadeiramente positivo. Meu questionar diz respeito a uma competição passiva, consciente e coletiva, onde, por exemplo, buscaríamos construir a cidade dos sonhos, jamais imaginada, apenas com uma idéia coletiva, nata, pura de prazer, de satisfação em estarmos todos juntos na empreitada, de contentamento em estar pondo o conhecimento individual em prol do coletivo.

É possível que isto seja possível?

Nossa realidade, porém, é bem outra, e não é preciso ser sociólogo estudado para constatar. Não passamos de animais ainda lutando por um pedaço de carne, e a igualdade tantas vezes pregada não passa, não vai além ou não ultrapassa o muro do querer insano de nós humanos, tão propalado, entendido e utilizado negativamente; talvez esta igualdade que aí tremula, não passe da maior de todas as demagogias.

Ainda esta semana um amigo bem me lembrou o louco Nietzsche: “O único cristão morreu na cruz”, e isso pode também valer para todos os outros Avatares que temos notícia.

É impossível que uma boa idéia seja Verdadeiramente disseminada enquanto não a entendermos ou entendermos as expressões “comparação” e “competição”, tanto quanto a intrincada utopia anexada às idéias daqueles que buscaram eliminá-las.