sábado, 9 de setembro de 2017
Força confinada
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Como é que se diz eu te Amo?,
Drako; Tardo,
PATH,
Sob os Ciprestes,
telmaH
Enquanto isso; Ah! A ciência...
“Essa ciência moderna que, sendo
propriamente uma filosofia da efetividade, pelo visto acredita somente em si
própria, pelo visto possui a coragem de ser ela mesma, a vontade de ser ela
mesma, e se saiu bastante bem até agora sem Deus e sem além e sem virtudes
negadoras. No entanto, com tal alarido e tagarelice de agitadores não se
consegue nada comigo: esses corneteiros da efetividade são maus musicistas,
suas vozes, bastante audivelmente, não vêm da profundeza, neles não fala o
abismo da consciência científica – pois hoje a consciência científica é um
abismo – a palavra ‘ciência’, nessas bocarras de corneteiros, é simplesmente
uma indisciplina, um abuso, uma senvergonhice. Precisamente o contrário do que
é afirmado aqui é verdade: a ciência não tem hoje simplesmente nenhuma crença
em si, sem falar de um ideal sobre si.”
Nietzsche
079.n cqe
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Viva os "especialistas"
sábado, 2 de setembro de 2017
Dos caminhos que negligencias

Sob a
sombra do tão somente discurso mendaz de “cortar na própria carne”.
Oportunidades
outras - De que forma poderia ser avaliada hoje a proposição celebre de Kant,
de que “o caminho crítico seria o único
ainda aberto”, se observado que a oportunidade foi negligenciada; analisando
sob o ponto de vista já provado em todas as áreas onde a desatenção, a omissão,
resultada do trato amador abre o campo para uma série de outros – no caso
“caminhos, possivelmente, ainda mais críticos”!?!
Enquanto temos recordes
populacionais automaticamente pululam novos caminhos.
Em tempos de pais de novelas sempre
cabe o sábio aforismo de que levamos nossos filhos ao dentista para o bem deles
e não para maltratá-los.
A “bruxa” do conhecimento
E então o
convite caiu no meu colo
Como são as
melhores coisas da vida
Displicente,
por acaso, inesperadas
Ah! As
conjunções e alinhamentos
Jamais me
imaginaria diante dela
Seria real;
“ela é real!?!”
Aqui, onde
nutro tão pouca esperança na cultura?
Que
surpresa
Não, que
ótima surpresa!
Mas seria
mesmo ela!?!
A Viviane
Mosé do Fantástico; a filósofa?
Vou
conferir; vai que é!
É um nome
diferente, não pode haver duas
E não há
Única
Pura
Visceral
Pulsante
Enérgica...
"A senhora é
uma bruxa?"
Sim
Bruxa
Sábia
Filósofa
Singular
Alguém que
conhece
“Sei do que
estou falando!”
Nada comedida
Potencializa
Poetiza
Põem e tira
Precisa
“Vontade de
poder” em um mundo onde não há o que fazer
Mas não
interessa.
Não a ela
“E daí” que
o mundo não tenha jeito!
“Dê seu
jeito”
Não é isso
que importa
O que
importa é a comunicação, é o dar o recado, é o comunicar o que todos sabem e
ninguém quer mesmo saber, mais do mesmo que não resolverá nada, mas...
“E daí!”
Por isso
vou permanecer na minha zona de conforto?
No meu
mundinho!
Buscando
culpados!
Sim e não,
você pode fazer o que quiser, mas pode optar por dar seu recado
Se envolver
Desopilar
Ajudar
Cooperar
Meditar
agitando e se curar adoecendo
Tudo é
válido só não vale não estar
“Se curar
poetando”
Ela está e
ela é
Puxa a
orelha sem cobrar nada
Cutuca sem
ser percebida
Irretocável
É intocável
Sem frases
de efeito
Sem bordão
Sem
trejeitos
Simples
Ouve e
aceita xingamentos não por merecê-los, mas por entender o mundo ainda mais
doente que ela
E recebe
com simplicidade o pedido de perdão
Manda
abraçar e poetiza sobre o “amor desgastado”
Mas ainda
aí é apenas uma licença poética, um puxão de orelhas
Ela é só
Amor
E é com
tranquilidade que pontua a morte
Alguém que
é sem querer sê-lo
Logo agora;
aqui
Neste
universo onde se não se é medalhão e precisa aprontar uma presepada por dia
para ser curtido, para ser seguido, para ser adorado
Para
receber “uma estela”, um coração, ou um “bom dia”
Uma
filósofa brasileira, pura, do povo
Diz o que
precisa ser dito
Sem querer
chamar a atenção; desperta
Sem dizer
palavrão; prende
Sem fazer
piadas; faz rir
Sem querer
ser; é
A síntese
“Fala
muito”
Mas gostaria de ficar ali por mais algumas horas
Mas gostaria de ficar ali por mais algumas horas
Envolvido
em seu jogo de palavras
Ela prova
ser fácil
Consciente
ela
Consciente
eu
Entendo
sobre como é difícil estar ali
Como é
difícil posicionar-se contra sem ser notada
Ou “má”
interpretada
Diante da
nova realidade humana do saber comum
Como
tornar-se voz audível em um universo barulhento!
Mas ela não
falou de Amor...!
Não ali
Ainda que o
Amor estivesse presente em todos os seus gestos
E eu sei
por que!
Não
Viviane, o Amor não está “desgastado”
É o amor
que está desgastado
O amor
minúsculo, comercial
O Amor
maiúsculo não cabia ali,
Faltou
tempo
Imagine
Para o Amor
Portanto
Ele não entra mais em qualquer lugar
Ele requer
tempo, dizem
Mentira
O amor hoje
é um caractere, um emoji, um coração
Não mais um
sentimento
Não porque
ele deixou de existir
Mas porque
ele age como você ao receber xingamentos
Sabe que é
a patologia “psicótica” do instante que assim requer
E assim
como você estará sempre lá para entender e atender a todos
Assim é o
Amor que também não desiste nunca
Não
consegui fazer minha pergunta
Anoto-a
então agora
Falamos dos
professores, dos pais, da cultura e da educação
Sobre os
pais abraçarem os filhos
Sobre
chorar e perdoar mesmo sem por que
Em nome do
bem maior: o resgatar
Sobre a
criança “querer a presença e não o presente”
Sobre as
diferenças entre a boa escola pública
E a paga,
remediada
Antes que o
professor seja um produto do meio
Detestando
o sistema e se dando a obrigação
Se
conscientize e aprenda qual é sua missão
Determinar
vidas e mudar mentes
Ele é a
direção
O canal
Essa é a
minha questão
E só há uma
forma de aplicar isso
Com a
devida correção
Entregar-se
ao que se presta
Aqui,
agora; esquecendo-se da paga
Mas com
Amor no coração
Então, ali,
Lembrei-me
da Cora Coralina
Do Suassuna
Mas dedico
esta escrita
Ao maior
poeta nordestino
Patativa do
Assaré
Que ensinou
como um menino
Puro como
você Viviane
Ainda que
menos letrado
A não dobrar-se
ao personagem
Dizer tão
somente sim ao tino
É o que se é
poetando
E a quem
estou encantado
Mas e o
Nietzsche onde fica?
Esquecemos
do coitado!
Jamais
Reservei o
final
Para esse
querido amado
Nós dois o
admiramos muito
Acredite
Ele
está do nosso lado
Após assistir a palestra da Viviane Mosé:
“A poética do Repente”.
(as
expressões entre aspas foram retiradas da própria palestra)
073.n cqe
sábado, 26 de agosto de 2017
Ruim com; pior sem...
...ainda
que o resultado venha se mostrando um desastre.
-
Nietzsche; talvez Paulo previra que a Arte; a essência da Beleza Grega não
vingaria entre as gerações vindouras dos homens de má vontade, ou; quais será
foram, no momento da queda, os segredos do Cristo para com ele!?! Provavelmente
ele fora de alguma forma alertado sem que tenha sido pontuado – não podemos
aventar a incerteza desta ciência. Onde, ainda que profanando conscientemente
templos e tempos míticos, sabia que o cristianismo, mesmo que não passasse como
sua vontade aguerrida de apóstolo máximo do cristianismo; e aí há
que se dar um voto de confiança – observado sob o seu ponto de vista -, afinal
é factível avaliar sob o ângulo de seus excepcionais esforços onde é fato entrever
que a humanidade poderia ser menos ordinária com ele observando
que: o que seria dos gregos e do resto do mundo se o cristianismo não
amenizasse minimamente o que veio a acontecer com o homem – onde ele se mostra
ainda pior do que sua observação mais adjetiva?
Ok, um
adendo; vamos considerar a inquisição um ponto fora da curva e os abusos do
clero em geral uma intervenção humana; uma infiltração do homem abjeto
realmente profanando, ou se utilizando de uma ferramenta magnífica para seu bem
comum; isso é próprio nosso – a natureza rasa, material, ainda no comando. Não
podemos nos furtar a isso, a vileza humana se vale das mais inusitadas máscaras
para esconder suas vontades mais desprezíveis.
Talvez
agora você conseguisse aceitar que o homem deu provas suficientes de que poderia
ser ainda mais indolente sem eles por não ter previsto que a
vontade que pregastes cada um de nós possuirmos é muitíssimo mais
difícil de acessar nas condições em que nos encontramos – o caos vigente mostra
que sua vontade tornou-se utópica; ou estou me precipitando e tão somente
rumamos ao finalmente pregado colapso; o niilismo que fará com que a má erva
arda.
Para
corroborar esta análise recordemos que Goethe já afirmava: “Agradeço a Deus por
não ser jovem em um mundo inteiramente liquidado”, no entanto, não se pode
subestimar o homem sobre sua vontade de revolver-se em seu próprio meio,
afinal, diferente do pregado por Goethe, o mundo conseguiu arrastar-se até
agora sob aspectos ao próprio, a ele e mesmo a você; inimagináveis.
O símbolo
ainda mais preciso da humanidade decadente; um rico e superlativado resumo de
suas previsões. Parte do que seria e é a humanidade se satisfazendo com o
arrebanhamento encontrando-se no ser mediano e aninhando-se nesse aceitar
barato entendido como suficiente e fazendo daí uma execrável zona de conforto;
não é o que temos para hoje?
Talvez o
cristianismo desfigurado não tenha sido o único causador do quadro exposto, ele
pode ter sido mais uma importante ferramenta para suportar o homem sobre o
planeta amenizando o que estaria por vir, ainda que seja difícil entender todo
esse estado de coisas por conta de deturpações a toda prova; ou porque
permanecemos contidos em uma espécie de vórtice da Torre de Babel, mesmo que
tudo possa parecer indesculpável e não te convenças a mudar em nada suas
irretocáveis observações.
072.n cqe
Filosofia adimensional
O
verdadeiro filósofo não pulsa com seu tempo — e talvez com tempo algum. Não coaduna
com conterraniedade alguma. E ainda que pontue o Espírito do Tempo (Zeitgeist), é
uma espécie de inimigo de seu tempo. Tendo a pensar que o filósofo maior, ao
apontar seus grifos, luta também contra o pensamento da sociedade futura — por prevê-la
no que vê; ao acertadamente espelhá-la no seu agora. Ele não apenas é extemporâneo
ou póstumo, dono de alguma espécie de filosofia com validade, ele é atemporal, não
condicionado a planos... inalcançável ao propósito Terra.
071.n cqe
Empoderamento
A palavra
da vez é empoderamento; mas primeiro não deveríamos lutar contra o empoderamento da
instituição que prima tão somente o corporativo, para assim, finalmente,
construir o empoderamento do homem e então fazer algo somado, inclusivo,
abrangente, a ponto de nos orgulhar verdadeiramente?
Porém, é
tarde demais, o velho Marx já “deu a letra”, e se à época não foi possível; agora,
se bem observado, sabemos onde e quando esta expressão, por mais força que
possua é absurdamente subutilizada.
070.n cqe
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sub specie spinozae,
Vai q é
Segue-se que...
Ou
temos autoridade e impomos ou temos razão e convencemos, então segue-se que...
Ao
investigar nosso agora através das ultimas ações a que nos entregamos, convém
que o fato de se ter autoridade, automaticamente discorre para o impor-se;
quando somente quanto a posse dos ângulos da razão, e apenas aí: há o convencer
que se é o imperador da continuidade verdadeira.
069.n
cqe
domingo, 20 de agosto de 2017
Cora Coralina - Aninha e suas pedras
Hoje, 20 de Agosto; aniversário de Cora
Coralina
Aninha e suas pedras
Não te deixes destruir…
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e
faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de
vir.
Esta fonte é para uso de todos os
sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.
Cora Coralina
068.n cqe
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sábado, 19 de agosto de 2017
Nada estranho
Análoga e fisiologicamente falando,
se pudéssemos fazer uma pilhéria com alguns estranhos seres que chegaram aos
nossos tempos e refletir sobre o desinteresse humano com o pensar reto e acertado, poderia
muito bem elucubrar aforismos e aventar citações normais ao estado plástico techno-eletrônicizado
lançando mão do pensamento abstrato onde tudo cabe; incrementando às descerebradas
barbáries verborrágicas em meio ao novo mundo virtualizado de vídeo, fakes e ações virulentas coisas outras inúteis, que nada acrescem.
*
Distamos do
“é” de Parmênides ainda mais por não
compreender que o “não é”, é ainda
mais no nosso agora.
Inacreditavelmente hoje, soa mais
estranho aos estranhos homens dominantes o pensamento de Parmênides.
No entanto precisamos aceitar que é
como é.
“O ser é e o não ser não é”
Parmênides
067.n cqe
Aprender
“Como
separar a dor, do aprendizado? Antes da atenção à dor era preciso que
entendêssemos a necessidade implícita da lição proposta.”
Irmã Marina Fidélis
*
Ante
a todo desconforto; na dor, na expiação, antes de tudo; é comum sucumbirmos.
Deixarmo-nos paralisar, ficarmos desacorçoados e automaticamente nos
entregarmos à auto compaixão, à desordem, às súplicas ou mesmo às choradeiras e
até nos revoltamos contra Deus e o mundo, onde no destempero é mais fácil
julgar que todos são culpados, enquanto uma e talvez a mais importante lição
passe ao largo no flagrante dos acontecimentos: o que devemos aprender com o
momento!?!

A
sábia lição da passividade positiva nos ensina que o ser que aprendeu a
controlar suas emoções ainda que sinta toda a dor da injustiça ou do tempo a
equilibrar a balança que a todos chega com a conta; em situações inesperadas e
em muitas delas parecendo fora de hora e mais indigesta e injusta que o preparo
devido; onde a sabedoria aconselha que não há nada a fazer a não ser aceitar, pondera -
o reconhecimento contrito do sábio. Não é questão de frieza. Não é descaso e
jamais será displicência; é o mais puro e simples entendimento da lição em
curso.
Da Série; vamos prorrogar a existência dos sentimentos
066.n
cqe
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Drako; Tardo,
Em busca dos seis,
Homenagem,
PATH
Otimizando a vida
80
anos é tempo suficiente. Até um quarto de século, por pior que possamos ser;
podemos gastar quase todo este precioso tempo com entretenimentos e distrações.
Caso sobrevivamos a este arriscado período, ainda que pareçamos corretos. Daí até os cinquenta não é possível que não acordemos para algo maior que a
conjunção com a materialidade, e então teremos um tempo suficiente para nos
entender com o passado e os ajustes necessários a nossa próxima caminhada, e
então partir. E em não sendo assim, não devíamos entender como necessário aqui
permanecer além da meia idade, nos parece um desperdício.
Claro,
isso tudo cabe mais aos nascidos nos trópicos e aos hedonistas ao avesso, aos
quais parece mais aceitável o desperdiçar da vida; o viver folgado, entendendo-se
dono da situação.
065.n
cqe
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