Não me lembro se Maquiavel buliu com material parecido, o li há décadas, porém essa observação remeteu meu pensamento aos seus.
Caso vislumbre uma possível quebra do seu negócio, ou em situação ainda pior, se pegue desprevenido; não apenas busque deixar sua ex-esposa bem, faça com que a maioria importante ao seu redor também o fique. Quebrar sozinho tem ao menos duas vantagens em meio a todas as desvantagens. Obviamente o primeiro é o aprendizado, e o segundo, aponta se havia alguém cuja força vinha do coração; e ao pagar, drenando o resto dos recursos aos mercenários, dá certa paz ao desgraçado diante do aparente caos e pesadelos intermináveis. Se livrar da aporrinhação deles — à pessoa de brio, quanto maior a distância de um calculista melhor —, liberta o desafortunado de focos de problemas recorrentes menores, dada as visitas inconvenientes caso não ressarça suas vontades monetárias; frente ao que vieres a dispender com o imbróglio como um todo.
Uma vez culpado, assim declare-se; isso é dignidade — Quebre totalmente aos olhos terceiros, não se incomode com reservas, haverá muito menos a resolver se observarem que, apesar do susto inconveniente, ficaram em melhor situação que a do endividado. Mostre-se forte internamente se à vista de todos és um perdedor.
Digno é assumir que perdeu, porém, ao manter a vaidade, perde-se brio e o sossego.
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