sábado, 8 de outubro de 2016
sábado, 1 de outubro de 2016
Infantilidade adulta
Todo o universo a ser explorado hoje demanda valores
exorbitantes, quando o principal deles, o que nos levará a transcender, dar o
salto sobre esse que engatinhamos com arranhões impenetráveis: se faria a
custos irrisórios em contra partida a seus benefícios exponencialmente mais
positivo e abrangente ao todo humano.
*
Ainda que
comparativamente, destaquem pequenos retornos, as mais dispendiosas odisseias
partidas ao encontro de promissores devaneios, demonstram entre outras insânias
que, após retirar-se o egoísmo das buscas: o montante gasto representa,
inicialmente, sua terrível falta de valor altruísta, e/ou dá provas que o mito dinheiro
não possui valor algum.
*
Dos avanços
irrisórios – de quando o homem desiste, independentemente da suplantação do
desconhecimento sobre uma prepotente teima disparatada, e seu germe explorador torna
a impeli-lo a outra ainda pior. Há aqueles que isto apreciam: como a vontade
inevitável e intrínseca a nós quando determinados. Mas a questão posta por um
grupo mais razoável questiona o quanto de teimosia infantil, orgulho
desarrazoado e aglutinação narcisista de vários grupos concentricamente culminados
garantem que este estado de insistência absurda se ponha novamente em curso.
097.L cqe
Self(ie) – "braggiest"
Até onde
filmes e documentários fatalistas como Margin Call e “Os rapazes mais espertos
da sala” etc. são pontualmente permitidos tão somente como uma demonstração de
poder da destruição dos capitães dessa nau louca, fazendo uma alusão aos textos
de Edgar Alan Poe onde o personagem auto denuncia o crime perfeito tão somente
para que lhe imputem os créditos do “mal” feito, ainda que tenha que pagar a
pena; diferentemente destes nossos personagens que nada sofrerão ainda que
escancarem nas telas do mundo seus covardes massacres econômicos...
bélicos,
políticos, extravagantes, psicológicos, fascistas...
096.L cqe
Marcadores:
Crônicas para o nada,
Da série "Desti lado",
Hybris sis litteris,
nogente,
Para-humanos
Do aceitar limites
Somos limitadores de nós próprios, muito além dos limites naturais a nossa condição
humana.
Em respostas
tão prontas quanto impensadas, especialistas e interessados afins batem nas
surradas meditação, religião e terapias como solução, mas isto tudo é um
disfarce anódino; limitado, obviamente. Se há uma saída: é assumir nossas deficiências,
ir à luta, e acreditar muito nas forças nascida dessa vontade.
E isso
resolve? Em parte sim – estamos a falar de vencer limites pessoais para
entender o que e por que somos aqui mantidos confinados. Em suma, o máximo que
conseguiremos entendendo como vencer nossos limites será reconhecer que
poderemos nos assumir limitados. Tudo é apenas uma questão de consciência, e
não da liberdade que entendemos como vontade, mas a liberdade de se entender
livre da dúvida sem que nada realmente seja revelado.
Invariavelmente
também o verdadeiro buscador sente-se persuadido prematuramente, mas este
vislumbre; esta sensação é temporária no ser atento. Muito em breve se mostrará
não satisfeito. O que é muito bom – quando nascida de um espírito puro. A satisfação chega apenas para os fracos. Não convencido, se volta às pontas
soltas; as pontas que merecem novas chances.
Quando
verdadeiros, gracejam: o universo só pode estar de brincadeira tentando me
convencer ou que me recolha aos limites normais a todo homem psicocelular, e
continua se debatendo.
Assim se dá
a todo o terráqueo. Desistir e aceitar caso faça parte da estatística que
figura junto ao teto é a opção mais aceitável. Mas acredite, trata-se isto tão
somente de mais uma traquinagem, é assim que tudo funciona, nós seres celulares
somos uma ingênua cópia do universo, e ele, tem as manhas de fazer-nos desistir
delas ou contentar o pesquisador lançando mão, justamente, do
velho padrão limitado, com migalhas – precisas ao grau da busca -, quando então
teremos acesso às respostas, porém, independentemente do nível, elas são tão simplórias que não há o que fazer a não ser
resguardar-se em si – ainda cabe um lembrete: a todo aquele que destoa sempre
haverá algum tipo de regalo.
095.L cqe
Marcadores:
Da série "Páginas não publicadas",
Descortesias perdoáveis
sábado, 24 de setembro de 2016
A sempre indefesa genialidade
Fraquezas - Dos vãos desejos entre
os ardentes desejos mentirosos
... e finalmente entendeu que, uma
vez atentos à certeza da desconexão entre o ordinário e o gênio em prejuízo do
segundo levar a danos absurdos, injuriou-se; a tal ponto de pregar a não
possibilidade de esse se envolver, jamais, com a coisa humana.
...porém como, se ele volita entre o
belo e o puro! E se a coisa humana é ainda mais sedutora...
O gênio
carrega algo parecido com uma baixa imunidade ao sobreviver humano. Então, são
raríssimas às vezes em que ele passa ao largo do cotidiano tradicional... destarte,
invariavelmente... sofre a contaminação.
092.L cqe
Das forças e das vontades
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amal; fronte & verso,
Atma distante,
Em busca dos seis,
Nous,
PATH
E se... ou Tá, e daí?
Mais por
especulação e com ar irônico lhe é perguntado: e qual seria a melhor forma de
sociedade?
Sabendo de
nada valer aquilo tudo, com uma contrapergunta responde.
Se
tivéssemos um homem culturalmente educado e sem os vícios do egoísmo e vaidade,
ou seja, se a sociedade não primasse pela luta egoica que obrigatoriamente
fá-la movimentar?
À volta ao
escambo.
À evolução
paulatina do homem; sem atropelos. É perfeitamente possível que a maioria dos
homens viva extremamente bem com um grau maior de felicidade que o atual ao doar
a maior parte do que produz se souber que nada lhe faltará da comunidade. A
valorização da posse se dá devido à necessidade de guardar, de adquirir bens
para um futuro menos sofrido. Somos vítimas de nós próprios. Porém, se todos se
comprometerem; se ajudarem; do nascimento a morte, sem diferenças, por que
precisaríamos possuir além do necessário?
E o que
então restaria a nós no tempo livre: evoluir como pessoas artesanais,
contempladoras e o mais importante, abertas a essência, ao essencial, e daí
então, transcender a matéria penetrando mais e mais no universo que é nosso
também, porém permanece fechado ao pensar bruto.
Contribuição da Minha Sempre Bem Amada
090.L cqe
Marcadores:
Crônicas para o nada,
Deep Society,
Lançar a lança,
Vai q é
sábado, 17 de setembro de 2016
Mutismo
Somos dados
ao falar, e não falamos apenas com nossas bocas enormes. Descobrimos que
podemos falar com o corpo, com as roupas, carros, casas, empregos. Mandamos
nosso recado de várias maneiras. Se questionarmos um legista forense, ele dirá
que o morto fala; dependendo das circunstâncias da morte, bons profissionais
podem descobrir pistas e a partir de então desvendar mistérios que envolvem
todo o conjunto que ocasionou a ação principal se este for o caso, o que no
caso é bom; não é incrível que chegamos ao ponto de que é mais importante falar
quando morto? Que o diga o vivíssimo pessoal que vive da arte exprimida em
vida.
Há vários
bons motivos para que falemos; para repassar informações e esclarecer dúvidas
pertinentes, para acariciar com palavras alguém realmente necessitado, para
agradecer, para ensinar, para que possam formar boas opiniões a nosso respeito,
estes são os principais, porém, se não questionáveis, adquiriram uma
“elasticidade” em suas interpretações e importância; o que nos leva ao
questionamento e desabono em alto grau deste valioso recurso.
Então,
falar, hoje, cansa; caso seja você alguém desconfortável com os rumos da
humanidade. Quanto mais é feliz aquele que evoluiu, descobriu-se ilhado
desfazendo-se em prolongados silêncios; soturno, para o repassar palavras,
quaisquer que sejam, além da comunicação naturalmente exigida no dia-a-dia!
Falar; comunicar imaginando mudança tornou-se mais pretensão que vontade de
corrigir algo. Desculpe; quem é que pensou em correção? Ninguém quer saber de
correção, e estou eu aqui, atropelando e autoproduzindo provas, falando demais.
Se tivesse
condições, se fosse possível, andaria sempre com minha mulher ao lado. Ela tem
um discernimento todo especial, quase alheia ao nosso mundo, e, ainda que se
expresse normalmente quando raramente estamos juntos em companhia de terceiros,
ela não tenta passar mensagem alguma, sempre bem humorada, boa
desconversadeira, retém-se a amenidades; informada a contento, traça
comentários do cotidiano se perguntada, porém, no mais das vezes apenas
interage, mas principalmente, quando estamos a sós, me questiona sobre minha
verborragia desperdiçada; meu gasto de energia a toa quando estava claro que
fora inútil, que não havia o contexto apenas imaginado na minha cabeça para a
exposição que ouviram apenas por respeito a minha idade; ah! ela me faz
falta lá fora onde apenas pratico mentalmente, como um desejo querido, o
mutismo perseguido.
Contribuição da Minha Sempre Bem Amada
087.L cqe
Marcadores:
Atma distante,
Rascunho do ID,
Reflexões,
Vai q é
Desencaixe

“A vida é
bela,
mas tão difícil quanto uni-las
é toca-las”.
Quem sabe a
distorção de mais difícil entendimento no existir terreno seja a indisciplinada
necessidade de valorização a vida; se observarmos o descaso com que seguimos.
Até onde
devemos apontar o desconhecimento das provações por quais passamos até receber
a autorização de nascer, como o maior motivo de uma vez mais não valorizarmos a
oportunidade?
086.L cqe
Pregando
“Nos
últimos anos de sua atividade criadora, Nietzsche gostava de caracterizar seu
modo de filosofar como “filosofar do martelo”. Segundo a própria opinião de
Nietzsche, esse termo é plurívoco: o que menos lhe cabe é o significado de
despedaçar grosseiramente como o martelo ou de demolir. Ele significa muito
mais: arrancar o conteúdo e a essência, arrancar a figura da pedra; ele
significa, antes de tudo: auscultar e ouvir todas as coisas com o martelo, para
ver se elas dão ou não aquele conhecido som oco – perguntar se ainda há alguma
gravidade e algum peso nas coisas ou se todos os fiéis da balança foram
apagados das coisas. É para essa direção que se encaminha a vontade nietzschiana
de pensar: dar uma vez mais um peso as coisas”.
Do Livro, Nietzsche, 2ª edição, de
Martin Heidegger, p.52
085.L cqe
The fibOUnaCHi VIII
"Por milhares de anos,
marinheiros olharam as estrelas para saber onde estavam...
Com os oceanos se movendo embaixo deles, se acalmavam com a imobilidade da estrela polar...
Enquanto aqui embaixo nada permanece imóvel. Massa atrai massa. Corpos indo de encontro à outros no espaço, se aceleram conforme se aproximam. A atração gravitacional entre dois corpos fica mais forte a ponto da convergência ser inevitável. A que nos dirigimos e qual será o resultado da convergência, é impenetrável. O homem continua a olhar as estrelas atrás de certezas...
Mas a única certeza real, é que a cada dia de vida nosso destino se aproxima cada vez mais...
Da menor ameba à maior galáxia, somos definidos por nossos limites; nossas fronteiras. Eu sou eu, então não sou você embora parte de nossa essência possa fragmentar e fazer parte de uma ou outra vida. Estamos seguros em nosso território, mas limites podem ser lugares instáveis e perigosos. Frentes frias colidem com frentes quentes. Energia dinâmica explode. Porém, é nas margens, nas fronteiras entre nós, que ideias são trocadas, onde se adquire conhecimentos, Eu sou eu, mas devo passar dos meus limites se quiser conhecer você verdadeiramente. Cruzamos limites, exploramos novas fronteiras; fronteiras do coração, fronteiras da alma...
E se tivermos sorte, voltamos pra casa tendo aprendido grandes lições do nosso destino compartilhado. Porque o propósito das nossas viagens, externas ou internas, não é só para ver o que não foi visto, mas trazer essas visões pra casa...e compartilhar com quem amamos"...
Com os oceanos se movendo embaixo deles, se acalmavam com a imobilidade da estrela polar...
Enquanto aqui embaixo nada permanece imóvel. Massa atrai massa. Corpos indo de encontro à outros no espaço, se aceleram conforme se aproximam. A atração gravitacional entre dois corpos fica mais forte a ponto da convergência ser inevitável. A que nos dirigimos e qual será o resultado da convergência, é impenetrável. O homem continua a olhar as estrelas atrás de certezas...
Mas a única certeza real, é que a cada dia de vida nosso destino se aproxima cada vez mais...
Da menor ameba à maior galáxia, somos definidos por nossos limites; nossas fronteiras. Eu sou eu, então não sou você embora parte de nossa essência possa fragmentar e fazer parte de uma ou outra vida. Estamos seguros em nosso território, mas limites podem ser lugares instáveis e perigosos. Frentes frias colidem com frentes quentes. Energia dinâmica explode. Porém, é nas margens, nas fronteiras entre nós, que ideias são trocadas, onde se adquire conhecimentos, Eu sou eu, mas devo passar dos meus limites se quiser conhecer você verdadeiramente. Cruzamos limites, exploramos novas fronteiras; fronteiras do coração, fronteiras da alma...
E se tivermos sorte, voltamos pra casa tendo aprendido grandes lições do nosso destino compartilhado. Porque o propósito das nossas viagens, externas ou internas, não é só para ver o que não foi visto, mas trazer essas visões pra casa...e compartilhar com quem amamos"...
Touch
Contribuição
da Minha Sempre Bem Amada
084.L cqe
DM
26.02.1962
15.09.2016
Para aqueles que não me entenderam e para aqueles que
continuarão não se entendendo, uma partida absurda inevitavelmente remete à
reflexão; como pudemos? Como nos permitimos àquilo?
*
“Vejam só; que história boba
tenho pra contar, quem é que vai querer me acreditar, eu sou palhaço sem
querer.
Vejam só, que coisa incrível o
meu coração, todo pintado e nesta solidão, espero a hora de sonhar.
Ah! O mundo sempre foi, um circo
sem igual, onde todos representam bem ou mal, onde a farsa de um palhaço é
natural.”
Antônio
Marcos
083.L cqe
sábado, 10 de setembro de 2016
EAD da vida – Da sensação de conhecimento
A
consciência popular assente que a curiosidade é instrumento de sobrevivência, e
não seremos nós a contesta-la; talvez aí, outra de algumas das ações nocivas
dos badulaques eletrônicos atuais oportunos, que sanam uma série de dúvidas imediatas. Porém estas “sensações de
conhecimento” são superficiais; sectárias. Não foram garimpadas; e até onde ou
de que modo isso influenciará na nossa sobrevivência!
*
Seres
bestiais que trabalham brutalmente e não pensam o todo - Seria por conta disso
que parece estarmos nos transformando em seres impensantes cuja positiva e
originalíssima ideia principal após a contaminação da importância da posse nos foi plantada; de que somos especiais.
Quando esse engodo nos mantém satisfatoriamente alheio ao verdadeiro pensar a
coisa em si!
082.L cqe
Entre o exercício e a crítica
Minha
escrita é mais um escracho; se lida, fosse observada sob o prisma dos ortográficos
especialistas literatos e intelectuais ortodoxos. Minha imutabilidade reside
também, em não ter objetivos maiores sobre um dia postular a academia. Minha
escrita é meu diário. Uma adolescente registra seus dias primaveris entre
desenhos e colagens infantis, eu registro minha loucura que quero verdadeira - ao
menos em parte. Talvez morra e não saiba
se o consegui. Quanto a pretensão, assim como a moça que busca esconder o amado,
não a possuo também, já possuo A Minha Amada; meus registros são tão somente um
apontar – A Poeira do encontro de um passageiro com A Pessoa mais Maravilhosa
que possa ter existido.
*
O mundo poderia ter a mim
O universo poderia Tê-la
Porém o mundo não me quis
E o universo m’A emprestou
O universo poderia Tê-la
Porém o mundo não me quis
E o universo m’A emprestou
Sós Somos
Ela e eu
Que dívida possuo?
081.L cqe
Independentemente do mensageiro...
...o que
importa é a mensagem.
“(...)Por que se não houver segurança aqui em casa, não
pode haver segurança no mundo”
Franklin Delano Roosevelt
Franklin Delano Roosevelt
“(...)Roosevelt
não viveria para ver o fim da guerra, nem haveria nenhuma promulgação de sua
nova declaração dos direitos. Se ele tivesse vivido e sucedido, todo o
americano independentemente da raça teria tido o direito a um emprego descente,
um salário para viver, plano de saúde universal, uma boa instrução, um lar com
preço acessível, féria pagas e uma pensão adequada. Nada disso aconteceria.
Nenhum americano teria garantia de nada disso, mas as pessoas da Europa e Japão
conseguiram esses direitos para todos. Como isso aconteceu? Depois da guerra,
as pessoas do governo Roosevelt, viajaram para ajudar a reconstruir a Europa.
Durante esse tempo novas constituições foram escritas para as nações derrotadas
que foram; Alemanha, Itália e Japão. A constituição italiana garantiu direitos
iguais a todas as mulheres, isso foi em 1947. A constituição alemã diz que o
estado tem o direito de se apoderar das propriedades dos meios de produção para
o bem comum, e eis o que escrevemos para os japoneses: todos os trabalhadores
tem o direito de organizar um sindicato, e a liberdade acadêmica é garantida. Nos
sessenta e cinco anos seguintes, nós não nos tornaríamos o país que Roosevelt
queria que fossemos, ao invés disso, nos tornamos isso (imagens das casas tomadas
pela água durante o furacão Katrina). Me lembro de pensar durante a inundação
do Katrina: porque são sempre os pobres que tem que sofrer com a desgraça.
Porque Bernie Madoff nunca está em cima do telhado pedindo ajuda. Ou os chefes
do Citibank ou do Goldman Sachs ou os caras do fundo Hedge; ou o diretor geral da
AIG. Nunca são esses caras. São sempre os pobres; eles jamais ganharam um
pedaço da torta porque os ricos pegaram tudo e deixaram eles com nada, deixaram
eles morrerem. Eu me recuso a viver num país como esse, e não vou embora.
Nós vivemos
num dos países mais rico do mundo. Todos nós merecemos um emprego descente,
assistência médica, uma boa instrução, um lar para chamar de nosso. Todos nós
merecemos o sonho de Franklin Roosevelt, e é um crime não termos isso, e nunca
teremos enquanto tivermos um sistema que enriquece poucos as custas de muitos.
O capitalismo é um mal, e você não pode controlar o mal, você tem que
eliminá-lo e substituir por algo que seja bom para todas as pessoas e isso é
algo que se chama democracia.
Sabe; eu
não posso mais fazer isso, a não ser que aqueles que estiverem assistindo isso
em algum lugar queiram* se juntar a mim; eu espero que você assista, e, por
favor, andem logo”.
Michael Moore; no documentário
“Capitalismo, uma história de amor.”
*Michael,
como fazer isso se eles nos mantém ocupados os enriquecendo? Se paro e vou para
a frente da Wall Street protestar não consigo pagar a hipoteca que me enfiaram
no... com suas propostas bem embaladas com vídeos promocionais e suas loiras
charmosas devidamente usadas para me convencer! Desculpe.
080.L cqe
The fibOUnaCHi VII
"Simetria é a linguagem do
Universo; está escrita em linguagem matemática... e as letras são triângulos,
círculos, cubos e outras formas geométricas sem as quais é humanamente
impossível compreender uma única palavra. Mas algumas pessoas no mundo
conseguem falar essa língua, conseguem ver os padrões específicos; as tesselas.
Essas formas geométricas rotacionadas e refletidas se repetem infinitamente...
Quando você fala essa língua e segue essa lógica...você pode prever o próximo
passo...você só precisa confiar no caminho. Somos todos parte de uma tessela
infinita. Cada um de nós é como uma célula de um favo de mel. E apesar dos
pedaços serem individuais e esse quebra cabeça nunca virem a se tocar, todos
eles formam o mesmo grande mosaico. Como tijolos no muro...o todo é fortalecido
por esses tijolos individualmente, mas remova um e o muro desaba. Mesmo que a
gente não perceba, a integridade do muro é testada diariamente...mas o muro se
mantem... por causa do apoio coletivo"
Touch
Contribuição
da Minha Sempre Bem Amada
078.L cqe
Textículo
Afora os
indecisos que não atam nem desatam, algumas apostas com multidões de adeptos
ainda dão conta da vinda de um salvador. Para alguns poucos destes grupos
todos, até assustadores em tamanho - que mais escondem o ceticismo virgem ao
exortarem a crença ou a fé que aos gritos insistem em convencer a si próprios -
no entanto, mais próximos do maturar para a transcendência – preciso acreditar
que existam -, não deveria ser mais apropriado voltar-se à probabilidade de que
a vinda de novos messias não acabará com a fome e as guerras, e que eles serão
mortos também, como tantos outros que carregaram com seriedade, bandeiras
defensoras do verdadeiro espírito humano, e entender de uma vez por todas que,
o que acaba com a fome é o conhecimento bem administrado, e que, enquanto não
aplicada essa máxima, essa aposta continuará se mostrando dispendiosa, ao
contrário da manutenção do possível retorno do messias que mais resulta em
proventos?
Da série; é
só pensar um pouco
077.L cqe
Marcadores:
Drako; Tardo,
hellvangélica,
IMPai,
Textículos,
Vai q é
sábado, 3 de setembro de 2016
(des)Fazendo - O Colossal Agora Eterno
De volta ao, Insondável, Irreferenciável e Eterno Agora.
E se
pensarmos a partir da existência plena do Todo Existente - tudo de uma vez só
no agora eterno sem tempo, portanto conjugado no presente único e infalível?
Sob que
ótica tudo desfaria sentido, ou sob que aspecto nossa perspectiva se assumiria
pífia?
A histórica construção humana analisada sob
o prisma da impermanência; a vida
milenar do homem assumida de um ponto de vista analógico como um magnífico
intercâmbio, onde relacionados em comum, interagem aprendendo sem nenhuma possibilidade
de interferir na política das leis que traçaram a presença de cada um dos alunos envolvidos.
*
O tempo, o
futuro, o devir; diligencia-nos ao ir. Ao avanço. Ao colossal processo em
construção. Tirado o tempo o que temos? Apenas não o temos. O substituímos pela
eternidade do nada, pela plenitude do existir definitivo*.
Entregamo-nos ao frear e a eliminação dos mitos e voltamos à natureza sã. A
nossa essência com o fim das invencionices que nos afundaram na maior delas, o
futuro.
Não há um
futuro porque nosso existir é corrente; admiti-lo é admitir, ainda que de
impossível imaginar final; um fim derradeiro.
-0-
Do esclarecer, do surgimento, da
necessidade urgente e da importância de entender-se a preguiça – A preguiça é
um dos fatores que, invisivelmente coroe vontades. Mas, e não se deve a invenção
do tempo, tão somente, a necessidade de desvalorar a preguiça? Quando,
convencidos de que, uma vez suplantada esta, poderíamos superar os demais? Ou
ainda mais, vencida a indolência: nosso valor como ser molecular poderia ser quintuplicado?
Porém essa é a fórmula ou todo um intrincado mecanismo inventado por alguém ou
um grupo muitíssimo inteligente que não possuía conhecimento a não ser o
egoístico, oportuno, momentâneo, regional. Devido a isso, hoje, nos
movimentamos contrários a nossa natureza, porém temos agora conhecimento
suficiente para saber da inexistência da preguiça ou melhor, de voltar a
mover-nos naturalmente, mesmo que o processo deva ser, de maneira analítica, de
ainda mais difícil empreitada que aquela a nos trazer ao nosso agora inventado –
este é então mais um ônus devido à desacertada invenção do tempo.
*A
expressão “definitivo”, aqui, mais representa um signo de comunicação. Não devemos
nos aferrar a ele extraindo o seu significado estanque, real, ao decodifica-lo como
a capitalização de um processo que não é possível ser narrado com parcos sinais
de uma comunicação limitada a proposta ortográfica corrente; devemos sinalizar
a não existência, ou a falta de sentido em referências que remetem a limites
quando eliminado o fator tempo.
Da série; do inegociável retorno
074.L cqe
The fibOUnaCHi VI
"A escala cromática contém 12
sons; combinados por tempo e sequências. Esses 12 sons simples criam uma
variedade infinita de músicas. Harmonia e dissonância, tensão e
resolução...tudo pode ser descrito pelas razões matemáticas entre os sons. Se
pudéssemos traduzir todas as razões em sons, ouviríamos a musica das
esferas...um som tão imenso e poderoso como o próprio universo...e tão
silencioso como uma pedra. A Terra conforme gira, emite uma frequência, uma
nota musical à 7,83 hertz ; mas essa frequência se altera levemente por razões
ainda desconhecidas. Alguns postulam que as manchas solares são a causa, ou
distúrbios elétricos na atmosfera... mas talvez exista a explicação mais
simples. Talvez o som do planeta seja influenciado pelos 7 bilhões de almas
unindo-se ao seu redor... cada um produzindo sua própria música...acrescentando
sua própria harmonia..."
Contribuição
da Minha Sempre Bem Amada
Touch
073.L cqe
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