domingo, 27 de dezembro de 2009

Desentendimentos


Ele: Sim! Mas você disse . . .
Eu: Não! Você que entendeu.

Comunicação é comunhão, fora isso, só o tempo apontará aquele que realmente tentou.
“É preciso ficar nu para confiar, porém me aponte um ao menos que possa eu confiar em tempos tão promíscuos?”

Confiança

Livro das Citações
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Assim falava Zaratustra


“Despreocupados,
zombadores,
brutais,
assim nos quer a sabedoria.
Ela é mulher
e só gosta de um guerreiro.”

Nietzsche

028.b cqe

Comodismo é o pior dos aviltamentos humano


“Se comporta ainda de forma mais baixa,

aquele que por comodismo, acata

vil injúria infundada contra seu semelhante,

que o próprio autor do ultraje invejoso.”

Anônimo
025.b cqe

Faça valer a pena teu resgate


Imagine um colapso total do sistema . . .

Em meio ao caos indizível

Se Aqueles que Sabem não estiverem te procurando

De que adiantou o que andou fazendo até então?

Não crer que seja essencial seu resgate para algum 

dos planos superiores, significa que sua estada aqui

precisa ser revista.

026.b cqe

Destino... colapso



Ao observar o destino único de centenas de milhares de pessoas nos feriados e dias santos, me pergunto:
Se a vontade deles os leva exatamente em direção ao mesmo colapso anual, porque reclamam quando foram; uma vez mais, por ele atingido?
024.b cqe

domingo, 20 de dezembro de 2009

O Hobbit


- Não! – disse Thorin. – Há mais coisas boas em você
do que você sabe, filho do gentil Oeste.Alguma coragem
e alguma sabedoria, misturadas na medida certa.
Se mais de nós dessem mais valor a comida, bebida e
música do que a tesouros, o mundo seria mais alegre.
Mas, triste ou alegre, agora devo partir. Adeus!

Pag. 281
Cap: A viagem de volta
Livro: O Hobbit
Autor: J. R. R. Tilkien
Editora: Martins Fontes

023. b cqe

Trair uma amizade . . . eis o verdadeiro pecado



Devagarinho, após o afago na cabeça do felino, - uma de suas gatas - pousou a mão sobre a cama, sentindo que suas narinas estavam novamente se manifestando. Eram seis horas da manhã preguiçosa de um sábado.


Algo comum a ela, sempre fora assim, uma dor leve nas extremidades do nariz, - que parecia não ter nada a ver com sentimento - uma espécie de dor, e, em seguida, - o que na verdade é simultâneo - o globo ocular se manifesta em umidade, - nada discreto quando o sentimento é forte - inundando toda a janela da alma. - que no caso aqui continuava cerrada como era de costume, ao ficar com os olhos fechados por alguns minutos a mais. E, quando abundante, escorre vencida pela força da gravidade até verter em lágrimas, surgindo então na face.


Pensou mais uma vez em como amava tudo ali. O companheiro dormindo ao lado, suas gatas e uma fêmea da família dos Poodles. . . ultimamente ainda era mais freqüente este chorar feliz.


Porém, também como de costume, sua primeira reação após esse agradecer, remetia-a a lembranças daqueles que sofriam, todos, indistintamente, até os últimos: ex amigos que, por não entendê-la, e por outros sentimentos diversos e adversos a este, que agora a fez, por um breve momento misturar às lágrimas do estar bem; do estar feliz: antigas; de sinais que insistem em não ir embora (como diz o poeta ”Só restou o umbigo”); um recordar incômodo, de restos indesejados, de criaturas tristes, que preferiram abandoná-la. Mesmo que jamais conseguirão esquecê-la. Como também nunca saberão o qual foi a perda, - somente a sentem, insistindo em não admitir - ao barganhar suas palavras, que nunca estiveram a venda, por opiniões outras, de verdadeiros profissionais do assunto.


Em meio a todo o estado que geralmente se forma, ao pensar nestas reminiscências que sinceramente não compactuava com a cabeça quando surgiam, embora nada pudesse fazer. Não conhecia antídoto algum que fosse possível dissuadir sua mente para expulsar de imediato este que considerava um funesto pensar. A solução única? Era assumir que estes momentos, por muito ainda existiriam, afinal, compreendia também o quanto fora tocada por esta desilusão antiga; então, vencida e convencida, permitia que tais lembranças fluíssem, não raro, em meio a soluços.


Hoje não mais. Pelo menos isto aprendeu das amizades – uma lição bem assimilada, quem sabe: nada mais de entregar-se.


Acautelada entende, que os sentimentos confusos e que se confundem entre mentes; e consultas a arquivos não confiáveis, sempre deturparão, embaralharão uma mente fraca.


Não deposite toda a sua fé num único santo, santos também sentem inveja, e ao sentirem que foram enganados, mesmo quando eles próprios estão enganados; podem ser bastante vingativos.


Com algumas lágrimas ainda se formando, não pensou no fato de que estas já não mais eram carregadas pelo mesmo sentimento, e, entregou-se ao pensar. Não lembrou também, - embora de nada adiantasse - que mais uma vez. . . mais tarde. . . se arrependeria disso. Sempre era assim. O arrependimento não sério de estar perdendo tempo com defunto morto, como costumava apontar sua mãe, outra dessas que apenas falam. Têm remédio para tudo, mas como todos estão vencidos, nunca fazem efeito realmente.


Sua lembrança maior voltava-se sempre para o mesmo ponto: todos agiram da mesma maneira, como se tomados por uma peste que os deixou cegos, ou uma onda de sentimentos malignos. Apagando totalmente um passado que parecia ter sido só de comunhão e interesses mútuos, mesmo que esta palavra remeta a sentimentos agora funestos, e, que na época, não imaginaria possível, então, de todo este recordar triste, um apenas era unanime nas aparições, - este praticamente a derrubava - imaginava que espécie de vergonha desconhecida, um dia, encaixaria, substituiria as máscaras da raiva, do ódio, da soberba, do julgar, hoje usadas por estes tão amados amigos antigos!


Tanto esperou nela!


Tanto esperou neles!


Possuía a convicção mais enérgica, mais dura, mais apurada do mundo: de que estava fazendo o melhor. E fez. Este melhor não pode, jamais, ser confundido com o melhor do que possuía de ruim, pensava acertadamente.


Sabia quão normal é: as pessoas gargantearem que fizeram seu melhor. . . mesmo enganadas. Não imaginando o quanto eram desprovidas de uma consciência crítica justa, onde não estavam sendo nem um pouco, ou muito pouco voluntariosas.


Não ela. Fora respaldada por mentes muitíssimo superior a ela, por outro lado não busca a compreensão de nenhum deles, normal naqueles que carregam a dúvida das ações praticadas; além do mais, as atitudes cometidas por todos, indistintamente, a fizeram plena nas convicções que carregava agora: continuava amando todos, - e bem por isso que o globo que ainda se mantinha cerrado, continuava também úmido - e torcia para que todos recobrassem a consciência de quando tudo era só pureza.


Mesmo com este sentimento final; forte, ou fortalecido a cada dia mais, não conseguia descartar outro que insistia em dar as caras neste momento: o de frustração. Era uma frustração geral, generalizada, mesmo com toda a sua certeza, - a despeito de todo o estado de felicidade atual - isto não a abandonava (sempre).


Como um exemplo a ser seguido; tão certos como ventos, desajeitados e violentos, e cheios de algum tipo de ódio, que reviram todos os alicerces, chacoalhando alguns e removendo outros.


Mas por quê. . . Se o plano, como diz o poeta, era ficarmos bem?


Como sempre, mais uma vez, com o mesmo epílogo dos últimos dez anos de seus pensamentos, retornou à cama, à sua gata, a casa e ao companheiro.


As lágrimas se foram, e voltou então ao seu estado de felicidade.


Há tempos, por sua face um pouco mais vincada, aquelas que hoje escorrem; o fazem de forma natural e quase em abundância; e são de alegria; e somente se misturam as outras, ao obrigar-se às reminiscências.


#


Deveríamos classificar como amigos, somente àqueles que resistiram à morte em si. Tanto de um quanto do outro. É somente após a passagem que poderemos ter a certeza de que as palavras que nos foram dirigidas em vida foram sinceras. Somente depois de tudo poderemos saber realmente quem eram os aliados.

A palavra amizade é muito forte, e se existe um pecado neste plano, é abusar disto quando se foi eleito como tal.


“De onde mais se espera é que não sai nada mesmo”
Barão de Itararé


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sábado, 19 de dezembro de 2009

Poesia sempre



“Pensei em voz alta,


mas o livro não ouviu


porque estava com a


orelha da página


dobrada.”



Encontrei esta que achei bastante criativa
em um muro da cidade
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Cop15 Copenhaguen2009


A julgar pelos representantes oficiais brasileiros, (sem distinção) que foram se auto promover, ao usar os palanques do Cop15, é fácil chegar a uma conclusão sobre a seriedade do fórum.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Cop15 Copenhaguen2009 II



O que fazer quando àqueles ditos, responsáveis pelas discussões, são os menos interessados nos resultados do que está a ser discutido? No intuito de fazer justiça, anoto aqui um slogan em particular, carregado pelos manifestantes; devido a sua originalidade, e obviamente, também, ao seu apelo contundente: “Não possuímos um Planeta B”. 





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sábado, 12 de dezembro de 2009

Ainda a hipocrisia

Aos poucos, a hipocrisia permissível, vai minando e se infiltrando ente duas ou mais pessoas que se relacionam por um grande período; numa família, por exemplo. Isto se dá, para que a sociedade continue existindo, ou seja, é perfeitamente normal. Acaba como um jogo de sinais conhecidos ou reconhecidos, iguais a um linguajar que há muito praticado adquire suas próprias nuances. Assim como na linguagem, ao ser espraiada a hipocrisia devido aos anos de convivência, quando lentamente um ou outro elemento as solta (com a intenção de infiltrá-las; um tipo de medir temperatura) cada vez forçando mais a vontade, o querer, ou os limites dos demais, até que consigam se entender e concordar; que até ali tudo o que foi experimentado serve como salvo conduto ou algum tipo de jurisprudência que aumenta, se avoluma, podendo até se tornar perniciosa, primeiro ao externo, na proporção exata da moral do grupo. É assim no grupo, e este pequeno laboratório acaba se estendendo para a sociedade, algo parecido ao processo de osmose. Conforme é o caráter do grupo (sociedade) é a permissividade (limite) do mesmo.
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Alegria não é sinônimo de felicidade



Certa vez um sábio contou-me que de vez em quando uma melancolia lhe tomava conta ao ver alguém do povoado que lhe visitava, em estado de graça. Sentia-se mal com isso, pois como poderia seu coração traí-lo? Logo ele um ser honrado e invejado por todos.

Isto o incomodou por anos, - sábios não se incomodam para sempre - a despeito de seus esforços e conhecimento para eliminar ou compreender tal estado de espírito, mesmo porque, esta sensação alheia lhe despertava a veia sarcástica do juízo crítico, e então acabava se satisfazendo ao atazanar aqueles em estado de alegria aparente; situações estas que muitas vezes, levaram a extremos, por passar dos limites, ao provocar muita animosidade até, chateando realmente, um ou outro, devido sua má educação.

Não conformado de certa forma, sempre procurou em vão, pois morreu sem decifrar o enigma.

Contentou-se, já muito velho, talvez mais como um desistir, não como um aceitar, ao abraçar a idéia de que, ser feliz com a felicidade do outro não é uma coisa possível para qualquer sábio; - para um não sábio então, esqueça - de alguma maneira entendeu, que o motivo de sua irritação era com a alegria por motivos torpes, sem sentido, sem significado dos seus conterrâneos, porque sabia ele que os verdadeiros motivos que alegram a alma nunca eram acessados, ou mesmo quando estes o faziam, desdenhavam, por ignorar completamente que o verdadeiro motivo que os deveria fazer bem, não condiz em nada com aqueles que geralmente lhes é dado a entender como tal.


020.b cqe

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Peace John Lennon Lives


http://www.youtube.com/watch?v=71A6QOn79D8

A paz aqui jamais será alcançada


Vivemos num plano de transição, o máximo que teremos aqui próximo da paz é o contato com alguns poucos como John Lennon, Mahatma Gandhi, Martin Luther King, Jesus ou Budha, por exemplo; ou então os grandes pensadores que mesmo não tendo uma mensagem dita religiosa, desvendaram muitos mistérios ou fizeram com que muitas pessoas resolvessem exercitar sua forma de pensar; pessoas como Schopenhauer, Sun Tzu, Seneca, Rousseau, Nietzsche, Confúcio ou Blaise Pascal por exemplo.


O próprio John Lennon nos disse “Eu não posso acordá-lo, só você pode se acordar”.

Estes então; o máximo que podem fazer é mostrar que existe algo mais, ou outra vez, como disse John;


“Deve haver algo mais que apenas isto”.


Cabe a você então se perguntar; o que existe na vida é construir uma família, trabalhar, realizar alguns sonhos, jogar futebol ou ser considerado um macho melhor que a maioria, e assim despertar mais atenção das fêmeas disponíveis? Perpetuar a espécie?


(alguém já disse “não terei filhos, tenho vergonha de dar minha parte de contribuição para que continue o que está se desenhando para a humanidade”)


Ou talvez, quem sabe, se você for um entusiasta da vida ou coisa parecida, fazer das tripas coração e transformar-se em um empresário de destaque, um cientista concorrendo ao prêmio Nóbel, ou um super atleta, e, ao final, entender que deu o melhor de si sem saber o que é realmente isto tudo, e então aquietar-se enquanto espera que a morte faça seu papel?


Existe uma questão muito interessante, usada por uma pessoa que me é muito cara, perguntando-se:


"Alguém hoje respira melhor porque você existe?"


O que estivemos fazemos de importante. . . realmente?

Peace John Lennon Lives II


http://www.youtube.com/watch?v=OcHhSeoy82c&feature=related

“Eu acho que o Blues é melhor que o Jazz porque é verdadeiro. Não foi pervertido ou pensado... Não é um conceito. É a cadeira, e não o desenho da cadeira ou uma cadeira melhor, maior, com couro ou sofisticada. É a primeira cadeira. Cadeira para sentar, não para olhar nem admirar. Você se acomoda nessa música.”

Jonh Lennon


Extraído do Livro:
Lembranças de Lennon,
que se refere a entrevista polêmica, na íntegra,
que John Lennon concedeu à revista Rolling Stone.


De Jann S. Wenner


Peace John Lennon Lives III


http://www.youtube.com/watch?v=V9atBtKwf-g&feature=related

Perguntaram-me; o porquê do título “John Lennon Lives”
Respondi: Porque John Lennon Vive.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Apenas aquele que não tem poder para julgar, o faz


"Quando me julgas igual a todo o resto, em verdade, denuncias-te como tal."
Anônimo
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domingo, 29 de novembro de 2009

“Estuda meu filho!”


Esta; ouvi de um chefe desanimado de uma empresa capenga.

“Estamos vivendo uma dificuldade sem precedentes de falta de profissionais na espinha dorsal da linha de produção da fábrica, tanto, que qualificamos os funcionários, na sua maioria, dentro de uma escala de “menos ruins”, ou seja, se não incomoda já serve como pré requisito para mantê-lo na empresa.”


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Instrumentalizados a revelia


Vai longe o tempo onde pessoas e ações conjuntas ou não eram instrumentalizados a revelia apenas pela já ultrapassada mídia televisiva.

Com o advento da internet e todas as suas oportunidades de concretização da frase famosa sobre os 15 minutos de Andy Warhol, qualquer clic aleatório ou imagem despretensiosa passa da noite para o dia a correr o mundo, e também, com um pouco de sorte, quando não se trata de uma catástrofe, massacre ou desastre – estes acontecimentos, assim como as fofocas, são por si só auto promocionais, nunca tocando realmente os detentores do poder de fazer acontecer – tornar-se um acontecimento mundial.

E isso, por incrível que pareça, não poderia estar acontecendo em melhor hora.

A dúvida é: isto está acontecendo assim porque somos como somos ou não somos como somos, mas aqueles que podem – citados acima - encontraram as ferramentas adequadas para transformar todo mundo?

Pelo sim pelo não o que assombra é que todos embarcaram nesta onda de aparecer de uma forma ou de outra, e estamos a mercê de situações que nos parecem a primeira vista ingênuas, porém a qualquer momento, o crime é descoberto – embora aqui isto também não faça a menor diferença; nunca foi tão forte a máxima “nem sempre o que reluz é ouro”.

Lembrando a velha máxima do lance do efeito cascata do carro roubado, que aqui também se aplica; se não houvesse quem assistisse as insanidades que assombram ninguém seria assombrado.

Se o ouro já estava escondido, foi enterrado ainda um pouco mais com a invenção da internet.

Ontem reprisando o imperdível “A Grande Ilusão”, Sean Penn fala: “A única forma de não saber é não querer saber”


017.b cqe

A quase impossível arte do companheirismo


É bastante natural a cobrança entre duas pessoas em comum, – não deveria - mesmo ou principalmente quando estas chegaram a um ponto que carregam a opinião errada de que o fato de serem cúmplices entre si as torna donas umas das outras, na tentativa de dirimir a sensação incômoda, porém já agregada, onde não passa também de refém da situação – este, definitivamente, não é um caminho de mão única.

Neste clima de ambigüidade corrente, dia destes presenciei um colega comentando com outro sobre o afastamento de um terceiro, amigo daquele que estava a ser inquirido; se foi para provocar, normal naqueles que não tem amigos, não sei, fato é que questionou comentando a indiferença com que o ausente o tratava. Questões típicas de pessoas que apenas convivem conosco para levantar polêmica, afinal, este tipo de assunto, sempre dirá respeito apenas aos envolvidos.


Com uma desculpa qualquer se saiu este, da armada, que me pareceu ficou perturbado com a lembrança e a observação inoportuna, porém bem apontada do colega. Na sua perturbação não conseguiu esconder, notei; que o descaso do seu amigo já havia despertado a atenção dos demais.

-0-

É realmente uma situação difícil a tal da convivência a dois; se um, afinal, cobra, uma determinada postura do outro, saberá ele que o fato de não mais acontecer àquela ação; se dá apenas devido a cobrança ou foi o amigo solícito que resolveu ceder e não mais praticar atos que, muitas vezes sem importância, incomodavam o colega? Se for o contrário, e o amigo (a), namorado (a), esposo (a), resolver a contra gosto mudar a forma de agir, não estará o companheiro (a) tolhido a liberdade de companheirismo – quando é algo que pode ser relevado? Até onde a medida entra em ética, ou entendimento ou é o caso de ceder sem esforço, ou todos estes tópicos contraditórios que lotam as salas de espera de especialistas da psicologia humana?


Como definir a cobrança na convivência?


Dirão alguns; a ética, o companheirismo, a compreensão e até mesmo o amor incondicional, quando não a submissão pura e simples, fará sempre – com exceção do amor obviamente - com que o mais fraco acabe por um motivo ou outro aceitando que algumas de suas atitudes fiquem exiladas no escaninho do: “Para o continuar da relação”. Porém não é faltar com o respeito, não deixar que o outro se manifeste, ou simplesmente, não se chatear quando este resolver fazer uma visita surpresa por conta apenas do sentimento; porque gosta do amigo, por exemplo?


015.b cqe

sábado, 21 de novembro de 2009

Visível demonstração de Franqueza


O Homem - Uma Fera Domesticada

"É preciso ler histórias de crimes e descrições de situações anárquicas para saber do que o homem é realmente capaz no que diz respeito à moral. Esses milhares de indivíduos que, diante dos nossos olhos, empurram-se desordenadamente uns aos outros no trânsito pacífico devem ser vistos como tigres e lobos, cujos dentes são protegidos por fortes focinheiras."


Arthur Schopenhauer, in "A Arte de Insultar"
Retirado do Site “Citador”



Observado outro aspecto do mesmo ponto é fácil chegar a conclusão de que o homem faz uso desta moral que assusta no mais das vezes instigado apenas por desconhecimento de causa; puro e simples, ou devido a algum gênero de orgulho covarde ao se utilizar de uma civilidade animal para mostrar que é honrado apenas quando entende ser capaz de vencer o oponente ou se utilizando de meios torpes para isso; bem ao contrário daquele que age em prol da coletividade, contrariedade essa que, se de alguma sorte pudesse ser presenciada pelo alheio, de fora pareceria que ambos não pertencem a mesma classe de homens.


013.b cqe

Outra Visível demonstração de Franqueza


A vingança é sem sombra de dúvida a melhor medida que possuímos para averiguar até onde vai a demonstração de o quanto atrasado é o espírito do infeliz que a pratica.


A vingança por si só é um ato abominável e covarde.



Iniciada no rancor que carcome a alma antes do intento vergonhoso ser posto em pratica; culmina com o prazer nervoso, incômodo, que coroa a debilidade daquele que em silêncio a arquitetou, - até então vítima - com ostentosos estigmas às Orbes de Luz, que juntarão ao seu nome, depois de findada a ação, o epíteto nada louvável de vingativo.


Pior ainda que a vingança; é a vingança desmedida. Nem sempre aquele que trama contra seu inimigo, pondera a força com que desfechará o golpe final, e no mais das vezes o que temos são demonstrações de ódio, de prazer orgulhoso e animalesco aproveitando-se do momento para destilar outros sofrimentos; recalques que uma vida de perdas já há tempos vem atirando-lhe a face sem motivo, pensa o covarde.


Ao final teremos o encerramento parcial do caso; parcial, porque mesmo que o ato pareça ter colocado um ponto final na contenda, isto só acontece ao olhos da matéria, muito mais próximo, e palpável que a platéia que torce ou apenas assiste possa imaginar, existem energias agindo que não pouparão esforços para reparar o erro cometido, ou corrigir o pensamento equivocado daquele que agora é considerado por amigos em comum, ou por si só se considera; o cara.


A vingança não deve ser nunca arquitetada, por qualquer motivo que seja, mas principalmente, porque nós ainda somos totalmente dependentes de juízo mediador, e em hipótese alguma nos foi fornecido uma referencia padrão que avalize nossos atos com relação à medida da vingança.

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domingo, 15 de novembro de 2009

Você já parou para pensar?


Estou pensando sobre o dia que a criatividade me faltou, então resolvi postar cópias, e o marcador, não pode ser outro que não o famigerado “Chovendo no Molhado”, - quando a criatividade nos abandona recorremos aos clichês, a começar pelo título - afinal há alguns anos algumas destas frases vêm sendo proferidas e não me parece que adiantou esta turma, não que fosse a única ideia deles, transmitir de forma fácil o enunciado; a coisa simplesmente não aconteceu.

Postei ontem no Tweeter, no Yahoo, no Facebook - e hoje o farei aqui - uma pergunta, e foi daí, que surgiu então a ideia da cópia.

A frase consiste basicamente no ponto – comum à mim: qual seu entendimento sobre o que já foi dito, o que já foi pensado?

Existem pessoas que vieram e fizeram tudo por você, pensaram, sofreram, foram cremadas, esmagadas, arrancaram seus testículos, suas unhas, foram assadas vivas, crucificadas ou crucificado – esta tortura mórbida não é bastante usual. Enfim, morreram de formas mil por lutarem por suas idéias, é claro que centenas deles não morreram em nenhuma das formas descritas e, por algum motivo ficaram pensando até quase o ocaso de seus dias, e nos legaram com suas descobertas tão claras que você não precisa nem mais pensar, o problema é que parece que isto tornou o homem um vadio de pai e mãe, e o fato de não precisar mais pensar o lado filosófico, imaterial, de uma sobrevida mais rica e calcada em valores foi relegada ao esquecimento, ou seja, estes pensadores de outrora deixaram isto tão simplificado que não parece ser importante pensar o pensado.
Ou será que estes caras todos estavam equivocados e simplesmente foram achacados até a morte por serem loucos? Ou não faz sentido algum parar e pensar de o porquê eles pensaram tanto e nos brindaram com um pensamento que ainda vive?

Talvez realmente tenha razão um deles ao apontar que, ele ou todos eles nasceram póstumos, ou seja, muito aquém do tempo devido, e o que vislumbraram, ainda não pode ser decodificado pelo homem comum.

Estamos ainda tão atrasados no que diz respeito à evolução como ser? Ok, ok; às frases.

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Você já parou para pensar? II



"O verdadeiro método, quando se tem homens sob as nossas ordens, consiste em utilizar o avaro e o tolo, o sábio e o corajoso, e em dar a cada um a responsabilidade adequada" Sun Tzu

China Antiga 500 AC

E mesmo assim os “líderes” insistem em nomear cupinchas baseado em interesses pessoais não imaginando, mais tarde, o porque sua equipe não esta respondendo por falta de comprometimento.


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Você já parou para pensar? III






"Com o bom sou bom, mas mesmo com quem não é bom sou bom pois boa é a virtude"

 
Lao Tze
China Antiga
500 AC


Algo ridiculamente velho, porém ameno – de propósito - e que ainda não foi assimilado se levarmos em conta a falta de cortesia que vemos nas ruas e principalmente o desrespeito de uma forma em geral. Nunca a regra de levar vantagem esteve tão em voga.


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Você já parou para pensar? IV



"Aprender sem pensar é esforço vão; pensar sem nada aprender é nocivo" 

 Confúcio, China Antiga 500 AC
 

 Juro que encontrei esta frase depois de escrever o texto acima.
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domingo, 8 de novembro de 2009

Há algo ainda em jogo?


Quando criança;
leva-se uma vantagem sobre a velhice
Ainda que o pequeno
viva uma pureza depauperada
O velho
por mais que posses possua;
é ignorado
Com o pirralho ao contrário,
alguns ainda serão acautelados
No trato diário
entende-se
que, inversamente ao primeiro
este ainda vive
E todo aquele que vive
tem algo para apostar.

O moribundo agastado
- um estorvo -
já não mais vive,
arrasta-se
Depende quase que totalmente
da compaixão alheia
Criar dependência então
é sair do jogo,
é assistir a partida
E só se interessam por você
como torcedor
se pagar ingressos
Galanteios fúteis e
comportamento submisso ajudam,
mas não bastam
E escasseiam-se a olhos vistos
aqueles simpáticos
a esta aposta

O tempo
criação humana
com a falta de compaixão deste
vence
Porém
é cômodo não tocarmos neste assunto
O novo dirá:
não pretendendo tirar algum do velho
O velho diz: não;
é conveniente massagear o sentimento pago
Sabe ele que não basta pagar, mas
a hipocrisia tornou-se o amalgama da relação
E é o medo de sentir-se alheio
que mantém a ilusão do apostador

Insistem alguns poucos
que tem a coragem de se chegar
Sabedores que são da postura
firme e decidida que possuo
Fingindo-se de desentendidos
antes de discordar
indagam
E, iludidos
que a guarda esteja baixada
me tomam por um dos seus
E inquirem atacando
buscando confundir nossas personalidades
Pouco me movo
e antes do silêncio total peço:
“O que tens para apostar?”

Somente na verdadeira metafísica
encontraremos uma resposta
Pensar com clareza
assusta num primeiro momento
Se tiveres coragem
nos momentos restantes
terá apenas o ocaso
Assusta sim;
os fracos
que imaginam existir um fim
Àqueles possuidores de força
romperão a barreira da solidão
Então o jogo vira
porque será você
a não ter em quem mais apostar

Como um poeta
misturo o existir
Julgo mortos então
aqueles que me julgam assim também
Sem saber
e por convenção
faço de conta que os considero
Sei que sem saber
é assim que agem também para comigo
Porém ao contrário
estes sofrem em duplicidade
Com meu silêncio
não mudarão a forma burra de apostar

Considero-os então
como mortos vivos
Vivos,
porém em outra dimensão
Ao partirmos poderemos
visitar ou não quem quiser
Não vou a ninguém
Quem não considera
não merece consideração
Há muito descobri
que não há apenas uma forma
de aposta


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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Dos Segredos que Não Podem Ser Revelados II


Entremeio ao que não parece ser e digo,
muito a contra gosto,
que bendigo o que já muito cedo me foi dito.

Não espero, como sempre, respostas do Nada,
Ele,
como a amante ardilosa,
só me olha quando pergunto,
então nem mais pergunto;
espero.

Também como com ela sei que terei tudo se souber dominar a ânsia.

A paciência,
igualmente,
há muito foi aprendida,
ela corre nas profundezas,
longe das corredeiras ingênuas que querem ser fotografadas e domadas.

Quem não se dobra mais,
orbita ou muito abaixo,
ou muito acima do que está aberto e exposto para uma deflora.

Sempre será agarrado aquele que negocia.

Em verdade vos digo que estes são como o símbolo mágico da cobra engolindo o próprio rabo.

Pode-se orbitar o mesmo lodo e continuara impune?

Não busco respostas para minhas perguntas,
respostas são um fim para quem o quer encontrar,
mesmo sendo uma derivação para outra pergunta,
caímos no símbolo citado,
e então corremos o risco de desvendar mistérios.

Nunca desvende um mistério se não estiver pronto,
no mínimo,
para um maior,
talvez um que te ponha ainda mais em perigo.

Este é o paradoxo do medo:
se ficas, ficas,
se vais podes retroceder ainda mais.

Não mexer-se pode ser um segredo?

Não sussurro segredos.
Segredo é só para um,
sempre o segundo terá que morrer.



http://www.youtube.com/watch?v=49iPh6VS_kY

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