sábado, 9 de maio de 2020

Buscar: “ente homem”




Todo o mal estar precisaria ser, antes, tratado como uma ferramenta. Vejamos a depressão, por exemplo. Alguns especialistas alardeiam-na como o mal do século ou da nossa era, que seja; no entanto se observarmos antes de procura-los, buscar um por que desse estado, é bem possível que entendêssemos que jamais estivemos tão só e tão distante do que realmente deveria nos interessar; o Ente Homem.


A depressão é um sinal claro da alienação humana como humano e ela deveria ser utilizada antes como o auto curar. Uma ferramenta para o retorno ao Ente Homem. Todavia, até que assumamos este aspecto, tentamos curar o doente com o mesmo veneno que o deixou enfermo.


Li certa vez que os especialistas estudados para concertar o homem o fazem simplesmente porque seus clientes precisam ser direcionados de volta ao rebanho, no entanto estendi a princípio, e assim sigo até agora, que não precisamos voltar ao convívio social respeitando apenas as ciências exatas; creio eu, desde então, que existem ciências exatas outras que os especialistas foram concertados para abominar.







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Muita pergunta; pouca reflexão






A pergunta é feita e então, se em um espaço de tempo de milésimos de segundo a resposta pôde ser absorvida, menos mal, do contrário, mesmo algo que poderia ser levemente associado, irá se perder.









O processo de perguntas e respostas depende de uma série de variáveis; por exemplo, se o questionado for rápido à resposta. Do contrário ele irá usar o espaço que o ouvinte talvez imagine que reservou para assimilar a resposta; àqueles milésimos de segundo. Porém, ao final de tudo, é raro que a resposta seja complementada com uma reflexão daquele que fez a pergunta. Mesmo na quarentena nosso cérebro está condicionado ao “a mil” de antes de tudo isso.








Aqui entra uma das famosas dízimas periódica da linguagem; será que o ouvinte não esperou a resposta porque o perguntado se estendeu na questão ou é justamente por isso; porque o questionador geralmente não está nem aí para as respostas que o questionado as arrasta para o terreno das digressões?



Em tempos de quarentena, pior ainda que este estado mórbido de coexistência é perceber que mais nenhuma pergunta faz sentido e a única ação fácil a ser seguida é a do respeito ao momento crítico.

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Para aqueles que têm tempo, existe um recurso, uma ferramenta ou até uma diversão sem graça, porém que tomou corpo nestes tempos de reclusões.






Enviar uma pergunta para que ela possa ser lida e seu nome aparecer na tela da TV – há pouco tempo até a imagem, mínima, era mostrada, mas ao que parece algum especialista porta de cadeia acionou o alerta sobre a sempre real intenção humana.




Conheço um cidadão que ficou muito contrariado quando, de casa, não conseguiu sacar uma selfie do seu nome ao lado da Fátima Bernardes.

Afora esta situação ridícula, existe um ponto sério a ser observado; são muitas perguntas, porém nenhuma reflexão.


Da montanha de informações noticiadas, achismos e corpos a que estamos expostos a respeito da mais nova praga; o que realmente precisamos entender e fazer como indivíduos, como homens decentes no sentido de que devemos antes de tudo, preservar a vida?

amal; a entidade
o Simplicidade é a Chave


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Baixa distância de poder



Nos empreendimentos, a frieza da hierarquia europeia resulta mais eficiente apesar de nós, enrolados em uma cultura passional, a crucificarmos.

Ao contrário da nossa que premia somente o nível hierárquico, quando a verdadeira cartilha profissional deve respeitar o dever para com a excelência ao que é proposto; a hierarquia distante, porém respeitada, é de longe mais eficaz.



Nosso amadorismo homérico esbarra nessa premissa; de que fazemos porque somos pagos para fazer ou na pior das hipóteses, porque somos ainda mais mesquinhos e fazemos porque decoramos a política da empresa ou porque assim agradamos a chefia.

O profissionalismo exige o distanciamento pessoal. O afago individual não apenas destrói o bom profissional, como é um elo corruptor que mina o bom funcionamento do empreendimento.





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sábado, 2 de maio de 2020

Ciência da escolha




Sabemos disso na ciência; descuidadas, no entanto, toda a escolha de porte razoável deveria também ser analisada como faz o exímio enxadrista. Que imagina todas as possibilidades de combinações antes do próximo movimento.



Não é fácil executar este exercício, em um universo de incontáveis escolhas, porém ele pode ficar ainda mais complicado se suas implicações envolverem planos que nem sequer imaginamos existir.




Por isso é condição sine qua non adquirir conhecimento antes de toda e qualquer ação para dominar minimamente o processo de escolha.


Aqui, no nosso hoje, agora, isto é praticamente impossível, mas desde já era importante ao menos praticar outro exercício; o de acostumar-se com esta ideia.




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Enquanto a mente afoga o coração












Em se sendo do bem, não é possível ficar contrariado com o mal julgar.

Inevitavelmente aquele que não está preparado não entende que a mente sufoca o coração.






A bondade do coração quando encontra a razão trabalhada e lúcida da mente, consegue discernir melhor as ações em que está inserida.

É somente a partir daí que os julgamentos poderiam ganhar alguma atenção, agora, por sua raridade.




Portanto o mal julgar vem da mente ainda inchada das observações rasas do cotidiano mesquinho




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Pandemias e guerras


Falando em termos mundiais e guardada as proporções devidas; o que estamos vivendo é muito pior do que uma Guerra. Se avaliarmos em termos genéricos o número de pessoas com possibilidades de serem atingidas e a devastação econômica em jogo, o desemprego e um número infindável de falências, também a extensão territorial e populacional atingida onde não são respeitadas classes e por enquanto, sabendo apenas que o inimigo é agressivo e ainda invencível se não for respeitado.


Na guerra o que acontece é físico, é palpável, podemos olhar e sentir o inimigo; agora, no mais das vezes: nós vemos os outros sofrendo e pecamos por inação ou então ao negligenciar cuidados básicos, porém em inúmeras situações não há mesmo o que ser feito.




Aqui as bombas são aninhadas furtivamente em nossas casas e as explosões são invisíveis e mesmo que próximas de nós, nosso descuidado latente faz com que uma grande parte de incautos acuados insistam que não lhes diz respeito, não está realmente acontecendo, ou pior, não têm nada com isso.





E o pior dos mundos; muitos de nós não temos a mínima compreensão do aqui apontado, nossas culturas são arcaicas, fontes de informação são falhas, e as autoridades estão cada dia mais acovardadas ou se escondem em interesses mesquinhos...





O que estamos vivendo é muito pior que uma Guerra.

amal; a entidade
o Simplicidade é a Chave

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sábado, 25 de abril de 2020

Dos meus por quês





Às vezes sinto o que Ela sente.

Ainda que minha índole volte-se sempre ao antes.

Agora quero curtir essa tristeza.

Queria estar mais presente.

Controlar mais o momento.

Mas a tristeza é maior.


Logo terei esquecido.


Porém não esqueço...

... de o por quê luto.


Da série; vamos prorrogar a existência dos sentimentos

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Reduto do lucro











O sistema agressivo de produção vem há décadas exercendo um papel nefasto, mas fundamental, exigindo que o homem não ficasse em casa, que fosse produtivo e consumista em seu reduto de lucro e agora, de uma hora para outra, quer que ele se acostume com o que o sistema sempre foi contra.




Aprendemos que o modelo de família de comercial de margarina é o sonho de consumo de todo o humano ocidental, ainda que esta imagem tenha sido apenas implantada subjetivamente e com uniformidade na mente contemporânea. Esta utopia, definitivamente, não pode ser objetivada nos moldes insinuados ao contrário do que seus autores insistem; massificando os atores.






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E se, nestes tempos de obrigações extremamente fascistas de recolhimento forçado, tornássemos útil este castigo e, mais uma vez acostumado, conseguisse ficar em casa e, acordando a benevolência, a caridade e a solidariedade há tanto abandonadas ao letargo; transformasse esta reclusão em um momento auspicioso e igualmente conseguisse guardar uma família extra em casa; adotando-a, trazendo-a para nosso convívio ou, não se envolvendo, mas ainda assim salvando-a monetariamente da fome?





Alguém, destes tantos que estão falando nesta torre de babel, entre especialistas, palanquistas oportunistas, religiosos etc.; ouvi, nesta cacofonia insuportável um excerto útil a este mundo onde tudo é necessário tornar-se prático, que vale a pena registrar: “a solidariedade neste instante se transformou em gesto de estratégia e sobrevivência”.





Não possuímos conhecimento algum, ou suficiente para discernir entre o que devemos ou não fazer neste momento tão crítico – sem falar com a dívida que temos para com o senso crítico -, para tudo dependemos de uma consulta, e ainda assim, há mais de duas décadas temos à mão, instrumentos rápidos de consulta, porém é apenas para isso que os utilizamos: tirar dúvidas. A internet é a repetição do pesadelo que atacou os estudantes com o advento das calculadoras, ninguém mais precisava aprender realmente princípios básicos da aritmética. Hoje temos a internet, e páginas e páginas que nos levam às respostas fáceis, portanto, não precisamos mais aprende os princípios razoáveis de sobrevivência; nossos sensos críticos, de urgência e responsabilidade são nulos.





Se embarcarmos no nosso carro, sempre novo, no sul do país, com facilidade chegaremos a Guiana Francesa, e, uma vez lá, não entendemos nem mesmo, se pensássemos um pouco, por que o fizemos!




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Felicidade mecânica (um estudo)





Foi transformando as obrigações em vontade que encontrei a felicidade, ele disse.




A felicidade é rara por aqui, porém possível.





Porém somos homens engenhosos, ainda que orgulhosos e passionais; e, muito por conta de uma cultura arraigada; não somos de admitir o que foge ao padrão.





Então até quando correremos atrás da felicidade como um louco apaixonado arrependido que imediatamente após rasgar em mil pedaços a carta que não teve coragem de enviar a sua amada se atira na ânsia impossível de colhê-los?





Para muitos de nós é somente assim que conseguiremos ilustrar a felicidade ao cair da noite. Como se ela dependesse de apanharmos um punhado de plumas atiradas ao vento.





Então não. Chega de correr em busca do impossível. Vamos fabricar a felicidade. Admitamos. Ao menos uma vez, que não conseguimos. Que tentamos e falhamos.





Amamos, destruímos, rimos; embebedamo-nos e morremos e a bendita da felicidade riu muitos passos à frente de nós.





Admitamos nosso fracasso, mas não esqueçamos que somos homens engenhosos. Nós fabricamos o que queremos, somos o mal personificado, mas também já demonstramos que podemos ser com o belo - irmão digno da natureza mais exuberante; então por que não podemos construir a felicidade!?!





O homem bom, honesto, íntegro, trabalhador e amoroso; pode, com toda certeza construir a sua felicidade. Basta entender que ela não precisa ser alcançada – se ela não quer -, mas ela pode ser construída. Apenas precisamos assumir que ela é superior à forma como viemos tentando.





Sejamos honestos conosco e comecemos a ensinar nossos filhos que eles podem construir a felicidade a partir de uma vontade, do trabalho, da ética, da moral, da solidariedade, da caridade e do amor próprio.




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sábado, 18 de abril de 2020

Apurando







Qual é o pondo do “chegar lá”? Até onde queremos ou aqui é possível atingir determinado momento onde somente o que definitivamente me é importante entrará no meu impoluto raio de atenção? Quando irei peremptoriamente parar de agir como um radar excitado que esquadrinha todos os cantos, mas ao contrário, e finalmente, agir acertadamente ao ter encontrado ou entender que é chegado o ponto de algo parecido com uma estratificação das minhas intermináveis buscas, quando penhorado me manterei focado a frente tão somente da fortuna descoberta!?!

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Infernos inferiores











O que se pode confirmar uma vez mais nesta pandemia, é o fato de que, em todas as guerras, dizimações e extinção em massa em que o homem que se diz social participou, têm sempre aqueles que nos fazem entender que existe – ou ao menos estão agindo para que sejam criados - níveis inferiores de infernos aos proclamados por Dante.







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Um peso a mais sobre a velha mediocridade



A busca insana ou cheia de pretensões à descendência, descoberta de brasões e raízes genealógicas não seria buscar alguém grande que ascenda a própria mediocridade?

Prefiro o futuro buscando a mim que o chafurdar ao passado excêntrico.

Quem é você?

“Who's the man?”

Sou eu ou é um velho ancestral tarado com seus galões pendurados?

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