sábado, 4 de fevereiro de 2012

Da Iluminação, da ciência e do ignorar



Já relatei nestas páginas nada virtuais o que certa vez disse Minha Sempre Bem Amada a respeito da, digamos assim, “Iluminação” – esclarecimento pleno - do homem na Terra, onde, somente são possíveis em algumas situações raras, períodos estes significativos de muito preparo, de metamorfose invisível que remonta a um tempo considerável, a uma seqüência razoável de gerações, portanto, é mais comum que se passe um espaço de um sem número de anos sem que um único homem tome consciência verdadeira; consiga acessar a consciência plena, certa compreensão que o faça vislumbrar uma pequena janela, uma mísera mostra de entendimento de mundo; compreensão do Todo. Para ilustrar o significado de algo de natureza tão distinta, é preciso que trabalhemos com símbolos de intensidade que lembrem as estruturas mais densas do universo, uma verdadeira gota extraída; como se pudesse existir, como se fosse possível extrair algum néctar da mais pura essência de todos os oceanos concentrados, algo totalmente impossível para simples mortais se observado a partir de analogias baseadas na razão ordinária.

Trocando em miúdos, como se dizia antigamente, partindo do princípio, levando em consideração o fator que nos é tão apreciado aqui, tempo, a conscientização de um único ser que habite nosso planeta e que busque verdadeiramente um sentido, mesmo que se trate de um mísero lapso de sentido de existir univérsico, onde finalmente entender-se-á como Um, é lentíssimo, se dá em uma escassez jamais imaginada por um homem comum, um acontecimento desse nível poderíamos acertadamente sinalizar como nulo dado a sua raridade. Não se trata esta conscientização de um desalento, afinal não é preciso aprofundar-se muito em leituras que remontem a transcendência para entender que há vários caminhos para amenizar a espera ou abreviar a volta ao que é conhecido como o retorno a um estado de contemplação.

Como disse, este é assunto posto.

Para dar uma mostra da impossibilidade de nós homens, conseguirmos, ou nos atentarmos para observações que indique mínima abertura para o entendimento, tome como exemplo a exposição sobre a Índia que está acontecendo em São Paulo ("ÍNDIA" São Paulo, 02/2012). Ali o visitante tem a oportunidade de fazer contato com uma cultura verdadeiramente milenar, onde palavras incorporadas de forças aparentemente a nós imperceptíveis, Signos de Real Valor, estão ao alcance de simples mortais. Sinais latentes deveriam levar todos a despertar para mundos nada imaginários de deuses e entidades tão ou mais reais que quaisquer outros das demais doutrinas, e também, a questões tais e de igual peso quanto à pertinente a introdução desta escrita; a transcendência.

A questão então permanece: diante de tudo isso, de Símbolos Sagrados como Sidarta, Bagavadguitá, Upanishads, Mahabharata, ninguém, um ao menos é tocado. Tudo é olhado apenas com admiração, e a maioria, como fantasia, muitos nem mesmo se dão conta de que estão diante do Sagrado; olham - no mais das vezes se existe alguém mais ousado a falar do assunto - com desconfiança e falam que chamou a atenção as cores e o brilho das vestimentas, um único é despertado para a Verdadeira Realidade ou realizações já alcançadas, de o porquê este universo hindu, este Verdadeiro Poema existe, ou como, ou mesmo porque foi criado.

Este mesmo contingente, - mais de meio milhão visitará a exposição da grande metrópole, porém, pode incluir na contextualização destas linhas todos os visitantes dos últimos cem anos a Índia, - findada a visita, - à exposição ou à Índia - não saem, não ficam muito mais tocados ou tão tocados quanto se fossem às compras em Miami, a Nova York, a Disney World ou a Paris, mesmo porque toda essa multidão, este universo de gente citado: ou provavelmente tenha visitado antes estes outros lugares ou mesmo os preferiu ao Sagrado que pode ser encontrado na Índia.

Apenas para alinhavar a conversa, - não deixando uma dúvida sequer sobre a raridade do que se está a ser pensado - separemos uma ínfima parte desses visitantes todos, desses viajantes que respeitam a história sagrada ali presente; quantos o fazem exclusivamente levando em consideração este alvo histórico, fechando-se para todo o universo sagrado que existe no planeta, ignorando covardemente todas as outras crenças que trabalham com seriedade a evolução humana, e, partindo ainda um pouco mais esta já diminuta fatia restante de pessoas: quantos destas dezenas levam em consideração, respeitam as mais diversas doutrinas sérias do Planeta, mas, se mantém firmes em pré-julgamentos arraigados e orgulhosos, ou ainda olham com desdém para alguns poucos estudiosos que lutaram para que esta fatia verdadeiramente se elevasse, ou mesmo desprezam então o papel da ciência ou não entendem e não aceitam sua ou tantas outras presenças polêmicas, mas essencialmente necessárias deste plano.

Uma conscientização plena exige uma aceitação total de entrega a tudo o que envolve a evolução não apenas de mundo, isto está diretamente ligado ao universo e não é só através do conhecimento, mas sim de uma compreensão de mundo talvez até mesmo de universo disposto a todo aquele que busca realmente.

Nossa escrita é, antes de tudo, um chamado a contextualização, onde devemos entender que as mazelas humanas são parte de uma vivência humana apenas no plano Terra, ou seja, enquanto humanos, porém como ou melhor qual a melhor forma de vivenciar isto; o que todo este contexto social desencadeia, o que é e o que não é, do que se trata o essencial, onde poderemos encontrá-lo.

Temos que desvestir, definitivamente, o argumento perigoso de que não por isso, não pelo fato de que podemos aqui sofrer é que devemos buscar; provocar o sofrimento - algum tipo de autopunição. Por outro lado, o que inevitavelmente acontece quando desatentos, é que ao tentarmos desviá-los, - devido às formas buscadas para o não sofrimento - provocamos situações contrarias que fatalmente a eles somos levados, porém são desprovidos de sentido os dogmas que apregoam que os sofrimentos devem pura e simplesmente ser aceitos ou mesmo provocados apenas porque a doutrina escolhida isso proclama, sem nem mesmo atentar se esta afirmação faz sentido; fazendo disto mais um comodismo retrogrado que uma aceitação consciente que se atravessa no caminho único que então se mostra pouco resoluto rumo ao sagrado.

Levando em consideração esta última observação e voltando aos nossos visitantes desatentos: quantos sobraram então, talvez de uma população de mais de um bilhão de seres, e estamos apenas falando de pessoas cultas que viajam; que buscam entendimento, ou entender novas culturas.

...

Esta semana lendo “Rumo ao Abismo?”, de Edgar Morin, deparamo-nos com uma questão simples em meio a centenas de questões postas na sua escrita onde indaga ao nada (como fazem a maioria daqueles que pensam com seriedade esse planeta) sobre de o porquê a ciência ainda não ter conseguido sua revolução. De pronto veio o cientista como resposta, o próprio cientista.

Acreditamos no humano, na capacidade humana, porém entendemos perfeitamente a parte que o humano vivencia o competir, onde um não permite, ou não quer saber que outro o represente, e estamos a falar de uma classe tão desunida quanto, extremamente egocêntrica (dionisíaca), onde também a vaidade de entender-se como respeitável cientista não aceita o fato, a possibilidade de juntar um grupo unido, coeso, formador de algo que extrapole os limites de seu sagrado, porém limitado campo de entendimento, unindo então forças jamais imaginadas comum apenas aos homens comuns, ou seja, só os fracos se amontoam, os fortes são vaidosos demais para isso, os fracos juntam-se até tornarem-se fortes e então abandonam o grupo, não apenas por isso que a ciência jamais conseguirá sua revolução. Por outro lado temos o fato de este plano ser apenas um útero gerador de corpos, sim porque a vida não é gerada aqui, da importância de sermos um homem instrumento; um gerador vivo de energia.

Estes corpos recebem esta vida e partem para uma vida de aventuras, está aí uma afirmação que jamais os cientistas assinarão em baixo, da mesma forma que nem todos que estão no grupo de viajantes que, se vão à Índia, compactuam com aquele pensar e talvez ainda menos com o nosso. Nesta existência estes corpos perambulam pelo planeta, errando de lugar em lugar, construindo, fazendo arte, fumando, amando, planejando, pensando, destruindo, passeando, são tantas as possibilidades de combinações para se fazer aqui.

Indiferente a tudo isso – as distrações importantes de pertencer ao grupo “homo evolutivus” - muito está sendo gerado, existem acontecimentos que realmente são apartados dessa massa disforme do existir, invisível a todos, percebida por poucos, conscientizada por uma ínfima minoria. Nisto tudo é possível comparar o cientista, inseri-lo, fazendo uma analogia totalmente particular dos seus experimentos como um momento daqueles onde as pessoas na Ásia principalmente, fumavam ópio. Desta seção “opiótica”, por algum tempo o viciado ou não, alguns poucos o fazem conscientemente, sabidamente, entram em um torpor único, e este torpor é semelhante às boas conquistas reveladas pela ciência, a essência de seu trabalho, o causal, a única diferença é que deste torpor conseguido no ambiente da droga quase que na sua totalidade trata-se apenas de um encontro nocivo ou no máximo fugaz, embora de valor impagável ao consumidor, ao contrário, a descoberta singular do cientista; de sua luta; de seu trabalho persistirá eternamente ou até que alguma nova descoberta, alguma nova droga incorpore-se a esta energia acumulada formando um ambiente, um volume plásmico com força e poderes jamais vistos, porém é certo afirmar que o cientista dentro deste universo invisível criado, não participará mais; muito, devido a sua ânsia de despreparo humano, ele fixar-se-á não raro na notoriedade que seus estudos lhe proporcionaram, ou empreenderá novas buscas e pesquisas, porém nem sempre apenas visando o profissionalismo, muitas vezes o seu moto condutor maior é o reconhecimento ou um achado jamais imaginado por ninguém outro, a partir deste ambicionar, não passa ele de mais um instrumento do mundo da ciência, devido a este contato apenas superficial, negligenciando o invisível ele jamais fará parte do “êxtase” do resultado alcançado por sua luta, simplesmente porque é ignorante a isso, seu conhecimento é limitado a matéria e no máximo, devido a alguns outros estudiosos, consegue conectar, ligar que seus estudos desencadeiam ações benéficas ou totalmente estranhas somente agora conseguidas, e é isto que o distrai, e eis seu pecado maior, embora saibamos o quanto se esforçou, é por isso tudo que o cientista não passa de uma erva, não é mais que o próprio ópio a ser queimado que se transforma em cinza, ele nem mesmo participa das sensações boas, inexplicáveis pra nos e para ele, causadas por seu experimento; suas descobertas, simplesmente porque, antes de tudo, não passa ele de um homem.

“Uma vez aqui, o saber do cientista sempre será limitado no homem.”

083.d cqe


Um pouco mais de inconveniência


Sob um ponto de vista muito específico, uma perspectiva toda particular; é possível admitir que os soberbos sejam os verdadeiros não soberbos, afinal sua soberba mais o afasta que os aproxima, (quem pode negar que haja aí um mecanismo, uma artimanha velada da psique do ser chato, afinal, quem é que os suporta) quando ao contrário, o não soberbo atrai pelo interesse natural à curiosidade, em contrapartida, dessa atração, pode dar-se o elogio que é o laurear máximo à soberba, invertendo-se assim os papéis, transformando o não soberbo em soberbo.

081.d cqe

domingo, 29 de janeiro de 2012

O último mal é real


A partir do último mal da Caixa de Pandora
iniciaram-se todos os outros



Na mitologia grega, Pandora, "a que tudo possui", foi a primeira mulher, criada por Zeus como punição aos homens pela ousadia do titã Prometeu ter roubado do Olimpo o segredo do fogo para dar aos homens.

Epimeteu tinha em seu poder uma caixa que outrora lhe haviam dado os deuses, que continha todos os males. Avisou a mulher que não a abrisse. Pandora não resistiu à curiosidade. Abriu-a e os males escaparam. Por mais depressa que providenciasse fechá-la, somente conservou um único bem, a esperança. E dali em diante, foram os homens afligidos por todos os males.

Como diz a história, a caixa só continha os males, e porque a insistência em registrar a história de maneira tal que a esperança é o único bem que restou na caixa!

Acontece que Zeus sempre entendeu os homens, e sabia que mesmo permitindo que Pandora mantivesse a esperança presa, ainda assim daria jeio o homem de possuí-la de alimentá-la, e se ainda a da caixa fosse liberada, o homem se fartaria ainda mais deste mal que o acomete, é da esperança que vem a inação.

“Se se tem apenas esperança perdido você está”, diz o Mestre Yoda, é preciso buscar a certeza, pelo menos uma certeza momentânea, náo há base na esperança, o nosso caminhar depende de nós próprios. Um mínimo de certeza, este deve ser o único paliativo até que seja encontrada um resquício de Verdade.

090.d cqe


Quase deuses


 
Walt Disney representou muito bem nossa falta de educação somada a nossa assumida, embora, é claro, infundada, auto-proclamada superioridade, com relação ao comportamento que devemos ter frente ao desconhecido em “Aprendiz de Feiticeiro” no filme Fantasia, onde o desligado, abobado, alucinado, maravilhado Mickey, sem saber com o que está lidando faz uso de parte dos poderes do mestre tornando sua ansiedade de execução em um pequeno caos de perigosas proporções, até que este venha em seu socorro e restabeleça a confusão toda; nós humanos sempre optamos pela parte contrária a moral, a parte errada da história em troca de uma curiosidade muitas vezes desarrazoada, onde ao invés de não tocarmos no que nos é desconhecido preferimos pensar que ao final da história virá alguém que realmente entenda e coloque tudo novamente nos eixos.

089.d cqe 


sábado, 21 de janeiro de 2012

Pensando a Amizade


Mesmo a amizade deve ser pensada em algumas situações. Ficamos tão felizes ao encontrar alguém, que no intuito de sermos bem aceitos, aceitamos até mesmo nos comportamos de forma avessa a costumeira, era preciso nestas situações avaliar o quão necessário é este novo comportar, quanto dele é seu e quanto não passa de ações que irão forçá-lo à volta a um caminho já trilhado.

088.d cqe

Conhecimento sobre a fé


Como será que se escolhe a fé certa?

Por que todos aqueles que dizem professar algum tipo de fé comum insistem que os outros serão salvos somente ao exercitar esta mesma fé!?!

Não está aí um tipo de egoísmo, caso esta fé não esteja sabiamente fundamentada - como saber realmente.

Ao contrário, caso ela fosse sabiamente fundamentada estaria este fiel tentando convencer outros a segui-la ou então, persistiria com ela ou mesmo com este pesar assim que florescesse tão rara sabedoria?



087.d cqe

domingo, 15 de janeiro de 2012

Parafraseando Confúcio


O grande homem lamenta suas próprias imperfeições numa proporção ainda maior do que os outros as ignoram.

086.d cqe

Preito Anônimo


Os maiores desejos, os desejos mais inconfessáveis, aqueles arrebatadores que mínguam forças e razões advém de grandes provocações. Ao provocar, Fedro intima e consegue através de um arrebatamento jamais imaginado, regado a jarras de bebidas que, sorvidas a vontade, movem, e tocam as libidos mais íntimas, destarte, desculpados, aportados ou ancorados em um Eros que sequer alguns pudessem imaginar existir sob tantas facetas, lícitas ou ilícitas, eruditos e sofistas, esmiúçam e põem a mostra através de uma linguagem classicamente erótica jamais comparável as impudicas normais a estes tons, as máscaras não apenas do mote do Banquete, e sim de todo um Olimpo de deuses, semideuses, ninfas e amantes, e todos os mais diversos artífices que povoam o vasto, o grandioso universo de um Platão inimaginavelmente inspirado, de posse de sua originalidade mais criativa. Quantos filósofos e pensadores até então não apenas demonstraram seu apreço a Eros, como agora, porém de carona apoiaram com honra o intento totalmente alcançado por um dos neófitos mais dignos de Sócrates, hierofante da cátedra maior do pensamento.

Até mesmo a assustadora Górgona, com sua cabeça de serpentes é transformada; e suas cobras já não assustam, todas são transformadas em símbolos fálicos, musas e rapazolas representam o prazer puro, da pureza que encanta, que atrai, entrementes, estão todos alheios como os eternos seguidores de festas báquicas conscientemente licenciosas, entorpecidos por razões que alucinam, mentes, certezas, convicções estas que Agaton, Erixímaco, Aristófanes o demonstram tão bem, mesmo, e comprovando isto e o contrário como se tudo tivesse que imediatamente e sempre ser lembrado, ou não esquecido, torna-se patente quando novamente, Sócrates, com sua assinatura verbal que, sempre rodeando, pastoreando o borrego estulto como uma serpente que hipnotiza o ser indefeso antes do bote, embora este matreiro assumido, sabe que tudo lhe é permitido quando se está a praticar toda e qualquer arte, faz uso de suas questões, tão capciosas quanto dignas de respostas únicas, assertivas e voltadas a impossibilidade da negativa, demonstrar mais uma vez que nem sempre uma defesa por mais eloqüente e bem postada da palavra é exatamente motivo para total depósito de confiança ou está livre de engano, desde que esta não seja defendida por este último.

Todo orador pode ou tem o poder de hipnotizar, qualquer que seja o ou a platéia ouvinte, e a intenção do possuir, o que não deve ser esquecido é que ao falar de desejo, estamos pisando, trilhando um terreno nevôo, fugaz, escorregadio; é este flagrante que faz com que tudo neste instante seja tratado não apenas com o máximo de cuidado como toda a palavra que antecede a ação é meticulosamente estudada em questões de segundos, como um hábil jogador que precisa desvencilhar-se do adversário e tão rápido deve ser seu pensar quanto seu movimentar-se.

Da tragédia de Sófocles ao poder inquestionável e sedutor aliciante advindo do materializado secularmente à Apolo, tudo é revisitado. As musas são eróticas, porém isto é insuficiente, elas precisam ser erotizadas e materializadas, e assim, envoltas em véus tão mais finos aos jamais vistos, mesmo em ambientes comparados ao de Palas Atena, aparecem, surgem, envolvidas no clima de festividade plangente em meio aos convivas totalmente embebidos, e assim, ébrios, se apresentam agora, ainda mais entorpecidos aos sons de cantos que remetem as sereias e aos insondáveis oceanos dos mais obscuros e inexistentes àqueles conhecidos embora carregados de mistério.

Seria cedo dizer que é demais; não para alguém comum. Na impossibilidade das coisas tudo é possível. Já Eros não é mais mistério. A beleza foi deflorada da forma e na sua forma mais linda e imaginável possível, os mundos nãos do bem, do belo, do sonhado por seres superiores já existem. Tudo é palpável. Mesmo na agressão de Sócrates tem-se o sublime e o concordar, e mesmo as deusas guerreiras depuseram seus escudos ornados com a deusa Palas Atena, a vagina dentada não mais existe. Alcibíades acalmou-se, e seu discurso do mais puro amor ao ser superior terá que, mesmo entendendo que agora seu amor por Sócrates, tornou-se ainda mais, ou ao menos foi inegavelmente comprovado a todos a razão de ser, render-se ao discurso de Diotima tornado matéria através do feio sensível que jamais se viu igual; o injusto executado, eterno defensor do belo.

De um momento para outro o abismo, este vão que amedronta, que espanta e que devora seres e deuses tornou-se fenda, tornou-se não apenas acessível, é agora penetrável e querido, todo o desejo agora volta-se para ela.

Um diálogo Dionisíaco domina então os salões perfeitamente ornados, todos; burburinhos de contentamento, um ulular geral e generalizado apossou-se destas mentes que de tempos em tempos resolvem entregar-se às defloras do prazer agora inquestionável, e todo este clima tem um único motivo, um único homenageado; Eros, tudo aqui esta destinado a brindar Eros. Ele foi e queria ser desvendado e todos os dêmons foram deificados. Nem mesmo a terrível Medusa existe mais aqui, não mais como dantes, sua máscara fora transformada e ela coexiste em meio a Afrodites e por que não Nefertitis e co-irmãos para regalo de todos os partícipes, brindemos, pois; este Banquete báquico de prazeres insuspeitavelmente livres.

084.d cqe



Há castigo também na sabedoria



Retrucou-me então:

Sábio você diz ?!?

De que vale tratar-me eu de um sábio quando sei que mesmo atentar contra a própria vida posso; por saber que nem mesmo isso redime meus pecados ou mesmo meus mesquinhos quereres.

086.d cqe



Flagrantes da vida


Este é o flagrante de um colega de trabalho conversando com outro.

Um deles comentando sobre o dia agitado, lembrando de seus "perrengues", de quando era apenas um surfista adolescente e vivia de papo pro ar curtindo a beira mar de um litoral qualquer do mundo.

Sofrido, não levava no bolso mais do que o necessário e indispensável para um surfista de início de carreira e com pouco a preocupar-se com o futuro.

Agora, recebendo uma bolada invejável por mês, porém sem tempo de ir até o mar para que então as ondas torturem-no majestosamente, reclamou ao colega num arremate fulminante:

“Aí, “guerrero”; tenho saudades daquele tempo quando era ruim”

085.d cqe


domingo, 8 de janeiro de 2012

Hey You - Pink Floyd



http://www.youtube.com/watch?v=lRcQZ2tnWeg


Hey You - Pink Floyd


Hey you,
Out there in the cold,
Getting lonely, getting old,
Can you feel me?


Hey you,
Standing in the aisle,
With itchy feet and fading smile,
Can you feel me?


Hey you,
Don't help them to bury the light.
Don't give in, without a fight.


Hey you,
Out there on your own,
Sitting naked by the phone,
Would you touch me?


Hey you,
With your ear against the wall,
Waiting for someone to call out,
Would you touch me?


Hey you,
Would you help me to carry the stone?
Open your heart, I'm coming home.


But it was only, fantasy.
The wall was too high, as you can see.
No matter how hard he tried, he could not break free.
And the worms ate into his brain.


Hey you,
Out there on the road,
Always doing what you're told,
Can you help me?


Hey you,
Out there beyond the wall,
Breaking bottles in the hall,
Can you help me?


Hey you,
Don't tell me there's no hope at all.
Together we stand, divided we fall.


Ei você




Ei você!
Aí fora no frio
Ficando sozinho, ficando velho
Você pode me sentir?




Ei você,
De pé no corredor
Com pés sarnentos e sorriso fraco
Você pode me sentir?




Ei você,
Não os ajude a enterrar a luz
Não se entregue sem lutar




Ei você,
Aí fora na sua
Sentado nu ao telefone
Você me tocaria?




Ei você,
Com o ouvido contra o muro
Esperando alguém chamar
Você me tocaria?




Ei você,
Você me ajudaria a carregar a pedra?
Abra seu coração, estou indo para casa




Mas era apenas fantasia
O muro era muito alto, como você pode ver
Não importa o quanto ele tentasse, ele não poderia se libertar
E os vermes comeram seu cérebro




Ei você,
Aí fora na estrada
Fazendo o que te mandam
Você pode me ajudar?




Ei você,
Aí fora além do muro
Quebrando garrafas no corredor
Você pode me ajudar?




Ei você,
Não me diga que não há nenhuma esperança
Juntos nós resistimos, separados nós caimos





http://www.vagalume.com.br/pink-floyd/hey-you-traducao.html#ixzz1itktkOJ5


das coisas que me remetem a Você.

082.d cqe


Incauto culto


Aproveite-me, ainda enquanto tento, disse-me ele, enquanto ainda sou um culto incauto e pouco consciente de quão desprezível e imerecedor é o homem que nada quer, mas essa consciência não tardará a me atacar, a força da energia gerada por o que quer (não querer) o homem tem poder até mesmo sobre mim, e então não passarei mais de um poço que fôra abandonado tristemente por não conter ouro ao invés de água pura.

081.d cqe

Conselho


Aconselhou-me então:

“Aquele voltado às coisas do espírito, para sobreviver àqueles voltados a matéria, precisa estar ciente e atento, tomando sempre o devido cuidado ao nível, a capacidade destes que estão à sua volta, afinal, é costume, quando estes iludidos não consegue demovê-lo da idéia de manter a retidão da alma, ou das maravilhas que é estar à margem do Caminho, tentar, insistentemente, atingir seus pertences, sua moral, ou aquilo que mais ama, dando mostras da covardia e dissimulação, companheiras de sempre destes pobres desafortunados.”

080.d cqe

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Planeta Placenta




Da evolução como único princípio para a ascensão a um plano maior.


É preciso dizer uma vez mais: este é apenas um Planeta Placenta.


Ao contrário do que muitos pensam, o homem ama o lugar onde vive!?!


Destruir toda a vida no Planeta Terra é a mais acertada demonstração de perpetuar a vida do homem aqui.


079.d cqe

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Drops of truth





"O progresso é a injustiça que cada geração comete relativamente à que a antecedeu."

Emil Cioran


*

Garimpando verdades

Seria a inteligência do pensar, exercícios exaustivos, ou o sofrimento pessoal que clareia a mente daquele que pensa verdades!?!


free tibet

078.d cqe


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Terra; esse manancial de castigos


A paradoxal ambigüidade existente entre as minhas:
monotonia e curiosidade     

Dá série
Criando novos castigos

Sobrevivo coexistindo duplamente castigado, por, através de escolhas próprias, honrosamente, transformar o que deveria, ou ao menos tendo tudo para ser, atos de genialidade em esboços de quase castigo, que só não o é por ser de quem são ou por se tratar de quem é. Dois universos distintos unem o ser singular neste plano, paradoxais, sim. Assim o são devido às nuances, logicamente próprias, que unicamente neste estado é possível se obter prazer: a paz que somente a monotonia como opção de escolha proporciona, onde apenas aquele que o conhecimento detém a vive, e a curiosidade, moto-condutor do gênio que completo, jamais aqui, assim se entende, pois mesmo parecendo que em determinado ponto a busca neste vale limitado é inútil, o faz tão somente e mais como uma recreação, parecendo negligenciar a máxima da inércia que dentro da mecânica perfeita dita, que mesmo estáticas, massas essenciais ao conjunto desempenham papel de fundamental importância a esse todo-conjunto, ou seja, que mesmo toda a atividade perfeitamente necessária carrega em seu “arquétipo” também a necessidade comum aos elementos incomuns que é o descanso.

Somente aqui isto é possível.

Qual é a ação mais valiosa e tarefa tão mais difícil; admitir saber que seu prazer foi limitado por suas próprias alternativas mal escolhidas – assumindo-se autor destas - ou entender que este simples fato o difere de todos os demais que indubitavelmente agiram consciente ou inconscientemente lançando seixos de interferência, numa demonstração não outra daquelas ações que aglutinam saberes equivocados partindo do princípio incondicional, porém de pouca valia entre o vulgar, que, o fator tempo inexiste para aquele que pensa o plano maior e o sofrer nada significa ou, ao menos, não mais que um lapso de nada dentro de um Todo indizível, sabedor que é de que isso tudo pouco se aplica a estes tantos contrários também em pensar!?!

Sofremos então, mais um que outro, por amarmos a curiosidade quando o monótono de unissonância melódica é o estado a ser alcançado, mas tendo este, sofremos também, por saber que aqui jamais vivemos o primeiro e conjuntamente pecamos por saber também, que isto não tem importância alguma, e mesmo que em situações raras isto aconteça, valemo-nos apelativamente num ato de covardia assistida o fato de aqui vivermos, talvez, lançando mão da covardia comum àqueles que sobrevivem prazerosamente, tirando partido apenas das distrações escusas do estado terreno.

077.d cqe




Entendimentos nada práticos . . .



. . . para momentos que o pretende ser.



Novo, o homem vive em um mundo novo,

de descobertas diárias e abundantes;

não nascido com o cerne da curiosidade,

logo encontra algo que o entretém e o estabilize

em seu querer fácil, 

se,

por outro lado,

continua neste caminho de buscas,

acaba por entender que isso foi...

justamente por entender

agora

que não raro desacredita seriamente

depois de tantas portas tentadas

da seriedade do aqui agora...


... ainda assim, persiste.


076.d cqe


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Circunstâncias




No thriller “Monster - Desejo Assassino”; chamou-me a atenção a palavra “circunstância”, a forma como ela foi usada.

Por um instante saí do filme, ou seja, desviei minha atenção e pensei sobre ela, devido ao seu estado “negritado” como foi exposta. O diretor ou sei lá quem resolveu dar um pouco de volume a ela, aquele volume sutil que só os bons profissionais conseguem.

Ao refletir sobre ela casei com o meu pensar já há muito defendido, onde entendo como um ato de bastante, extrema sabedoria parar e tentar entender o porquê, quais circunstâncias o colocaram onde se está naquele momento oportuno, antes de emitir qualquer opinião de contrariedade com relação ao estado constituído, por mais desafortunado que ele possa parecer.

Infelizmente este não é o caso no filme, onde em um momento bastante caótico,  o momento em questão, propriamente dito  na eminência de o personagem ser pego, na verdade é ela, ouve seu amigo, um veterano de guerra discorrer sobre as circunstâncias. Este amontoado de situações; um verdadeiro arcabouço de ações, que nos leva a cometer outros atos nem sempre dignos de serem expostos e que, segundo o relato do ex-soldado, o conduziu, ou o reduziu a um ser degradante que vive em torno de um balcão de bar a beira da estada. Uma clara demonstração de tentar acusá-las (as circunstâncias) de serem as verdadeiras culpadas por um ou outro ato execrável que a vida nos obriga a cometer para que possamos nos safar e continuar vivendo dentro dos padrões tidos como socialmente aceitáveis.

Com relação a isto é bastante normal que todos nós nos entendamos como não totalmente culpados quando virmos a ser condenados por tais atos, tentando por a culpa nas circunstâncias que cercaram nossos caminhos nos levando a fazer tais escolhas, o que na maioria das vezes não é verdade, porque sempre,  se observarmos atentamente  tivemos a chance de negar o caminho que nos foi apresentado, fato é que devido a nossa covardia, ao nosso medo, vislumbramos — “equivocadamente”  com antecedência as acusações que sofreríamos caso optássemos por uma postura corajosa. Se escolhêssemos de forma honrosa uma alternativa que exigisse um caráter além das forças aparentes, assim, é mais fácil contrariarmos procurando um atalho imaginando que jamais seremos pego.

A bem da verdade, tudo ao final acaba dando certo e por um motivo ou outro saímos de mais uma “sinuca de bico”, e, é exatamente aí, devido a um conjunto de coisas, a também essa conivência pacífica (passiva), a esse protelar relaxado, afinal todo mundo é igual, todo mundo erra, ou coisa que o valha, que o fator “circunstância” acaba por pagar o pato e recebendo a culpa.

Uma última situação observada a ser anotada. Em algum ponto do caminho deveremos rever todas as ações vividas até então,  “isto é condição sine qua non para uma passagem de nível” diria o Mestre  e uma vez mais as benditas circunstâncias estarão presente e poderão novamente ser levadas em consideração, e é claro, poderá o infeliz neófito valer-se delas outra vez,  este é um ciclo interminável que apenas aquele que escolhe poderá nele por fim  porém é certo que cedo ou tarde um rearranjo deverá ter início, e por mais que o alinhamento do universo sobre si tenha, assim como o seu entorno, “relaxado”, ele não descansa, e mais uma vez o camarada estará diante de uma condição única, embora seja a primeira vez que esteja consciente, quem sabe, e aí então dá-se o mais importante; depende dele e exclusivamente dele, quais as vontades, quais peças ainda precisam ser alinhadas ou até desalinhadas para que desta circunstância resulte um momento real de evolução no seu existir.

075.d cqe

Solidão; ainda não é o bastante


Por mais que a solidão queira não é possível que a deixemos em paz




Alguém já disse.
“O homem solitário ou é um monstro ou é um Deus”




O fato de a solidão ser abominada pelo ser vulgar é justamente porque apenas o ser singular foi capaz de desvendar seus insondáveis; maravilhosos, e mais ocultos mistérios.

-0-


O homem ainda desencontrado caminha contente


Satisfeito


Procura contaminar a todos com a pretensa conversa de que é feliz


Imagina-se convencendo os seus de juntarem-se a ele


Iludido em seu caminho não caminho


Trilhando uma via totalmente oposta



Aquele encontrado contraria o dito



Este vive o caminho



Caminha sério e cabisbaixo



Sempre taciturno



Parecendo egoísta dá sinal algum quando passa



Mesmo ao encontrar alguém do grupo acima



De modo algum o contraria



Desperdiçando convites para a reclusão



Afinal quem entenderia que vive ele uma plenitude



O absoluto que não pode ser exposto



O pleno que não pode ser distribuído



Silêncio



Nada expressa o Nada



Como se diz o que não pode ser dito



Que encontrou o caminho inacessível



Não, não por egoísmo



Isto se dá



Porque simplesmente não adianta



Estamos a falar do impossível



Da impossibilidade



Como tentar convencer alguém de que se encontrou



Isto simplesmente não é possível



E você não se encontra



O encontrar-se dá assim de um nada



De repente



E daí vem sua impossibilidade



Como!?!



E ao contrário...,



É preciso entender antes...



Acreditar



Que acreditar-se alegre e pronto



Também é nada



Outro nada



E este nada



Significa estar muito distante deste encontro.


074.d cqe



sábado, 10 de dezembro de 2011

Aportemos, pois

“Neste momento, pensando na juventude, exclamo: Terra! Terra! É suficiente, e mais que suficiente, para pesquisas apaixonadas, viagens de aventura por mares sombrios e estrangeiros! Enfim a costa aparece. Qualquer que seja essa costa, é lá que se deve desembarcar e o pior porto ao acaso é preferível ao retorno ao infinito cético e sem esperança. Fiquemos sempre em terra firme; mais tarde encontraremos portos hospitaleiros e, para aqueles que chegarem, facilitaremos a abordagem.”

Texto de Nietzsche:
Da Utilidade e do Inconveniente da história para a Vida, p.115
Da coleção Grandes Obras do Pensamento Universal – 88 - Editora Escala

073.d cqe

domingo, 4 de dezembro de 2011

Animais em extinção

Como se não bastassem as ameaças naturais;
somos campeões em endurecer ainda mais
nossa estada neste vale de lagrimas.

A despeito de todas as atrocidades assistidas até aqui, cometidas da humanidade contra a própria humanidade, com certeza de pouco serviram para amenizar realmente que ações parecidas continuem recorrentes, atrapalhando ainda mais a corrida desta mesma humanidade para uma evolução que parece enterrada bem fundo em algum lugar inacessível a qualquer um que mesmo empenhado a descubra.

É inegável que a todo instante temos ou somos surpreendidos com notícias de descobertas revolucionárias de suma importância que não servem apenas para dar mais sobrevida a todo e qualquer indivíduo, porém muito pouco do que escassos gênios, sumidades verdadeiras, - dando mostras de que neste deserto árido podemos sim, vislumbrar acontecimentos dignos dos mais nobres créditos que se possa conferir a uma alma ativa e vigilante - presenteie-nos com os resultados de esforços que mais parece iluminação, ou que, mesmo estando entre nós, parecem ser possuidores de senhas de acesso a um mundo inimaginável, provando que sim, é possível que todos nós, quando voltados para o bem e dotados de noções de responsividade conseguimos atingir graus, níveis jamais alcançados por nossos iguais vivos, mas, nem mesmo isso é suficiente. No mais das vezes, como prova a história, estes exemplos de pouco valem para a grande maioria de beneficiados além de se fartarem ainda mais em diversões e comodismos propiciados por tais descobertas que não raro são para esse fim adaptadas ou com o tempo, que a partir de então têm poupado, relaxam ainda mais, tornando muitas vezes, verdadeiros milagres em algo pouco mais que ações piegas ou mesmo supérfluas de pouca valia no que diz respeito ao seu significado.

Há mais de cem mil anos o homem vem auto extinguindo-se, barbaramente, covardemente, estupidamente. Na televisão assistimos a programas que aludem ao homo sapiens; “a conquista definitiva...”, ou coisa parecida. De forma enganosa engolimos, aceitamos e nos vangloriamos disto. Festejamos esquecendo-se do nosso passado. Logo nós que tanto damos importância a história e aos museus, porém qualquer antropólogo ou sociólogo pode acenar com um sem número de barbaridades que de forma alguma deveria fazer com que o homem sentisse todo este orgulho que aludem; que nos vendem aqueles que detêm o poder de fazê-lo.

“Não temos culpa disso”, dizem alguns; estes não têm idéia alguma de o que é existir, de o porquê nascemos.

Se somos tidos como inteligentes com certeza a inteligência deve ser medida em graus, e estes níveis, em seus picos, nos parece ser inalcançável, e jamais deverão ser estudados a fundo – na verdade não há interesse, e se houver, provavelmente não serão divulgados - afinal se continuamos conjugando o verbo extinguir, se continuamos ouvindo que existem espécies, em tempos onde todos se entendem como atuais por estarem defendendo a continuidade da vida, devemos também entender que a nossa inteligência engatinha ainda em um nível bastante baixo se avaliarmos o número de animais ameaçados de extinção na Terra, para ficar apenas em um exemplo.

Ao contrário do que possa parecer a um ser carregado de recalque que provavelmente entenda de maneira errada esta série de sinais aqui amontoados, acredito neste plano; acredito na necessidade de aqui estarmos como a mais pura e cara experiência de continuidade à nossa existência, e também, como um patamar, um degrau ou um obstáculo importantíssimo para a nossa caminhada eterna, e é apenas por isso que continuo batendo na tecla há tanto surrada do acordar.

072.d cqe

Ditos contraditos



Certa vez ouvi alguém falar para alguém que acabara de conhecer:
“Nós podemos conversar, porém não quero ser amigo de ninguém”,
assim na lata como se fosse a coisa mais normal a ser dita.

Em outra situação uma frase bastante interessante chamou minha atenção:
“Muitos me admiram pelo fato de que não busco a admiração de ninguém”.

Isto me lembrou o grande Renato Russo que repetiu tanto em sua música:
“Tenho medo de ter medo de ter medo”.

Estes são verdadeiros exemplos da diversidade do pensamento humano.

071.d cqe