domingo, 9 de junho de 2013

Lição MCCCVI



...

Em resumo, me parece, que o ganho maior era manter-me ali até resolver aquelas pendengas que faziam parte do meu aprendizado, aquilo tudo fazia parte dos meus perrengues, das escolhas minhas - talvez de eras; brotadas devido ao meu ignorar conforme. Fazia parte da experiência, ou ao menos dessa experiência, pois é certo que se agimos com desatenção; se as negligenciarmos; se as abortarmos, não significa que estamos livres delas, significa que não estamos ainda preparados, ou seja, se algo nos incomoda, não é o algo que incomoda: nós é que ainda não estamos preparados para aquele algo.

...

Em tempo: E só mais um segredinho (ou não), quando desistimos deste algo, quando o algo já não mais é algo que é motivo de atenção por não nos dizer mais nada, ele simplesmente desaparece.

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domingo, 2 de junho de 2013

Eu-outro



Da multiplicidade de eus

        Ao final é só você mesmo quem pode fazer uma crítica acertada sobre o seu trabalho – isto somente após muito trabalho.

        Não adianta buscar compreensão no externo. O externo tem seu próprio interno para controlar; a ser contextualizado; a ser trabalhado. Quando, ou se não o faz é porque não entende que existe a multiplicidade de eus.

Portanto, quando se invade o eu-outro nada mais é que especulação. Não é possível que se entenda acertadamente o eu-outro, assim como não é possível ainda que isto seja entendido.

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Violência no campo




        Um

- Pra que a vira-lata?

Outro

- Preciso que ela lata.  

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Paranaense Maldito


   

S.O.S.

        não houve sim que eu dissesse

        que não fosse o começo

        de um esse o esse

Paulo Leminski

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domingo, 26 de maio de 2013

Paranaense maldito II




        O único

                                Acabou a farra

                                Formigas mascam

                                Restos de cigarra


Paulo Leminski  


Nossa homenagem a 
Paulo Leminski
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É o grau de adaptação que determina nossa sobrevivência


        Parece-me que ser derrotado pela guerra; perder tudo e recomeçar é mais fácil que ser derrotado em meio ao dia-a-dia normal da luta em tempos de paz. Peço perdão se estou cometendo uma injustiça, mas entendo que, quando todos nada têm, a solidariedade se faz mais presente entre aqueles que estão no mesmo barco; quando ao contrário não, porque o grupo todo está totalmente alheio a um caso em particular por estarem a cuidar de seus afazeres, de seus quereres adquiridos como urgentes.

É claro que o clima triste do pós guerra ou de incontáveis perdas em tempos de cataclismos espetaculares é incomparável e não se iguala a nada, porém quando se perde só, nem para o clima exclusivo da derrota se consegue encontrar alguém para partilhá-lo; se está praticamente só com uma ou duas, boas amizades verdadeiramente sinceras, quando muito. 

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Ainda assim...




...contribua com o seu máximo... embora existam casos em que nunca é preciso tanto, ou mesmo que, com um mínimo, já é possível fazer a diferença.

        Extraí essa do que ouvi esta semana:

Onde você não é bem vindo, mesmo que o seu pior seja melhor que o melhor executado por aquele que é querido no grupo, ainda assim encontrarão mais defeitos no seu.

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domingo, 19 de maio de 2013

Milênios depois




Somente pude mostrar o que poderia ser entendido por eles. Eu não poderia dizer nada sobre o impossível possível ao Pai. Sobre o espetacular. Não poderia abrir de forma clara sobre o que os esperava se tivessem me entendido. Talvez se o fizesse: se assim agisse passasse apenas por louco e talvez não tivesse sido morto, mas entendo que teria sido covarde. Ainda Continuo entendendo que valeu a pena dizer o que foi dito; o que Me foi permitido. Para alguns serviu.

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Errando com as sobras





      
        Quem assistiu ao Programa Livre da TV Cultura da última segunda-feira (13/05), onde o bastante lúcido Mario Vargas Llosa deu uma grande demonstração - se comparado ao que o comum considera opinião inteligente – com palavras e conhecimento de o quanto a nossa civilização está próxima, a continuar neste processo de mero coadjuvante autômato, de finalizar a construção da derrocada total de toda uma espécie.

        Por certo que não nos auto extinguiremos, mas jamais voltaremos a ser como éramos: pessoas com sentimento e senso crítico. E ainda menos, seres detentores de sensibilidade. Para alguns, assim como para nós que construímos esta opinião, isto é um fim; um termo, e dos mais deprimentes.

A cada dia mais, compactuo com o escritor, caminhamos para o ser fantoche; o ser autômato; a pessoa comandada; programada para pensar o que pode, ou o que é melhor ser pensado; acrescento: sem discernimento algum fora do comando regular; padrão. Alheios, teremos nossos pensamentos direcionados por um sistema mecânico pré determinado. Não conseguiremos transformar as máquinas em pessoas, e sim, definitivamente nos transformaremos em robôs frios e insensíveis, e, como já afirmam acertadamente alguns cientistas: aos poucos haverá uma mescla e logo teremos espécimes de difícil avaliação sobre se se iniciou como humano ou inicialmente, foi montado.

O orwellismo assustou por sua narrativa denunciar um sistema imposto; opressor e de castração total. O que deveria assustar agora é justamente o oposto. Não existirá castração, não existirá opressão, o que regula agora é uma espécie de fartura ilusória, uma sensação de que tudo está muito bem, uma espécie de comunidade feliz, comunidade do bem, onde, se todos assumirem este estado de bem estar, não é preciso se preocupar com nada, é o paraíso. Tudo ficará bem, e isto acontecerá logo, assim que todo o comando souber como conter a violência com medidas duras, assim que muito dinheiro for investido na paz de seus cidadãos, isto nos dará uma sensação de tranquilidade, porém não mais haverá o exercício do pensamento, esta será uma perda irreparável, pois tudo virá mastigado, enlatado, ainda mais descartável; pronto. Não precisaremos mais nos incomodar com coisa alguma.

E a exemplo de hoje, deveremos entender os maiores absurdos para ancestrais que de alguma sorte pudessem assistir em que nos transformamos, como ações absolutamente normais. A cada dia mais teremos enraizado em nosso pensamento a consciência de que é assim que é – não há necessidade de luta, não há necessidade de discórdia ou revolução, tudo está rodando direitinho como determina os criadores do sistema mecânico perfeito. Ao menos uma opção do que foi escrito terá dado certo: finalmente poderemos nos entender como iguais.

        Que as palavras de analistas como as ditadas pelo senhor Llosa assustam e pouco serão ou são levadas a sério, é previsível, porque a própria história demonstra que todo aquele que tentou enfrentar, apenas com argumentos contraditório as regras do establishment, não teve sucesso algum. E quando muito, ou muitíssimo mais tarde foram analisar os compêndios abandonados e apenas arquivados como histórico: entendeu-se, - sem que houvesse mais tempo para a mudança – que aquelas eram palavras a serem creditadas, aquelas foram ideias bastante pertinentes ao momento obscuro que culminou com a vida absurda que se vivia (vive) então.

      Por sua vez, ao ouvirmos a narração afirmativa do escritor, embora sucinta e resumida, não podemos deixar de concatenar seu pensar acertado com o nosso analisar mais profundo, e então, tentamos casá-las, também, a nossa maneira. E entendemos que é apenas desta forma que será possível aceitar como viável o continuar deste nosso plano momento.

Não é possível encontrar literaturas de fácil entendimento ou claras, devido à dificuldade do assunto para corroborar nosso pensamento. Por este fazer referência às dobraduras do universo, Multiverso ou sobre o paralelismo que se dá com uma constância ainda incompreensível para muitos dos maiores cientistas e pesquisadores da área.

Isto se dá, para estes estudiosos, principalmente devido à falta de ferramentas que possibilitem, que consigam encontrar fugas, ou formas de sobrepor, suplantar a referência comum a eles, ou seja, nossas referências são inócuas frente ao universo abissal que se desdobra incompreensível e invisível fora de nosso parco domínio mental. E isto se torna ainda mais incrível ou fantástico de se expor quando nossas referências precisam ser tolhidas ainda mais pelos incompreensíveis limites da ciência que exige a prova de tudo. Existem milhares de centenas de exemplos de sucesso que alavancaram a abertura da mente comum e consequentemente o desenvolvimento por ter se lançado no fantástico sem os benditos colchões salva vidas, mas trava-desenvolvimento chamado regras pré estabelecidas que tratavam do: somente é passível de crédito se pode ser provado.

De posse disso tudo é fácil entender, depois de prestar atenção em algumas palavras do senhor Llosa que nosso universo atual caminha a passos largos para o que podemos denominar uma espécie de bagaço de cana, onde mesmo que ainda se constitua uma matéria prima rica em propriedades, não passam de restos limitados; e não é mais possível uma reversão do processo para que então se obtenha materiais nobres. A única solução possível é se arranjar com o que sobrou, porém a gana de alguns manufaturadores continua em alta, e mais uma vez o que precisa ser feito, a única opção é continuar sobrevivendo; adaptando-se de posse de uma mentalidade imutável no que se refere ao conjunto produção e consumo sem nunca levar em consideração que continuamos errando em uma rota de retorno impossível.



*


P.S. Assim como o bagaço da cana, o Planeta Terra continua sendo utilizado de várias formas inapropriadas, sem a preocupação com o futuro, porém este não é o ponto principal, afinal isto é matéria, e para suplantar isto temos as maiores universidades e a cada dia mais nos superamos como seres inteligentíssimos tecnologicamente falando; é certo que tiramos leite de pedra, significando que de uma forma ou de outra, sobreviveremos, porém, e com a corroboração do senhor Llosa, não se pode dizer o mesmo com relação ao desenvolvimento do humano como humano, como ser pensante, como pessoas preocupadas em evoluir mentalmente no que diz respeito a valores, por exemplo. Assim, a julgar pelo andar da carruagem, quando nos dermos conta disto, já não será mais possível que se obtenha um ganho em massa nesta questão.


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sábado, 11 de maio de 2013

Milagres ainda imperceptíveis




Nosso discernimento precário advém de nossa mente subdesenvolvida.

Esta condição que ainda por muito tempo terá de ser aceita como natural faz com que sejamos privados em maior ou menor grau, de perceber alguns, uma série e todos, - em indivíduos menos sensíveis - os milagres à que a humanidade é exposta diariamente, mesmo que possa ainda parecer condição natural ao plano.


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Cotação em baixa...




... há muito

O custo para fazer dinheiro é muito superior ao valor do dinheiro.


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Da conta que não fazemos

É devido ao preço alto a pagar para fazer dinheiro que algumas pessoas ainda não o conseguiram – não se trata apenas de incapacidade. Este preço, que poucos ou ninguém se dá conta de que deve ser pago, supera em muito a disposição em obtê-lo; destes que: sossegados assistem as agruras, incertezas e preocupações de conhecidos que desconhecem este entendimento, muito embora é certo também que a maioria dos primeiros que  mesmo não entendendo o porque de suas falta de ânimo em lutar para obter o que não raro chamam de vil metal, também não imaginam que não o fazem porque mesmo desentendendo a ideia aqui posta optaram pela deserção à submissão aos desejos e paixões que somente se concretiza àqueles que também ignoram o que normalmente é compreendido como preguiça, ou mesmo julgado como indolência, ao se entregar ao mundo econômico que compra ilusões.


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domingo, 5 de maio de 2013

De influências e personalidades




        Quanto menos preparado; mais influenciáveis somos, o problema é que não se está pronto nunca, e então como definir à quais opiniões optar?

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As influências ruins somente atingem o fraco de personalidade, por outro lado a boa, geralmente, é justamente esse que não comove.

...como diz o Mestre: “Tudo à seu tempo”


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domingo, 28 de abril de 2013

Em tempos de pecados





Enquanto vaidosos consideramos; nomeamos o destoar-se, de “pagar-mico”. 

Após eliminar a vaidade você continua não querendo destoar-se por entender sensato não parecer muito diferente até mesmo para não levar a pecha, em alguns casos, de relaxado, por exemplo. 

Neste momento peco no plural, onde pago o mico duplo de um vaidoso que inveja àquele que já adquiriu bom senso.


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“Balbitúrico”




        “O essencial me é invisível, porém minha busca não para 
mesmo até que o agora invisível ainda ao essencial 
se dê também a mim.”

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Anonimato



        Aventando a possibilidade de não sermos os únicos senhores do universo. Entendendo que exista Deus, santos e anjos, e/ou também, entendendo o sincretismo que nos remete aos respeitados guias de etnias afro; guias superiores de luz, fadas do bem, avatares que aqui jamais se materializaram ou aqueles que o fizeram e agora frequentam postos renomados e respeitados de observação e auxílio ao planeta, ou ainda, se observarmos a crença nada ilógica de todos aqueles que entendem ainda possível a existência eterna dos deuses da Mitologia Grega; a lista, se respeitada todas as crenças, se estenderia por páginas se fossemos aqui registrar todos aqueles que de maneira invisível de uma forma ou de outra são lembrados a interceder por nós nas horas de dificuldade ou são lembrados – se não; deveriam - em agradecimento quando alcançado algum benefício.

        Cada um tem assim, – a população universal de crentes em entidades superiores mitológicas é muitíssimo superior a ateia – em seu íntimo: razoes únicas para suplicar ou agradecer em silêncio suas ânsias ou alegrias; é a crença – e até a necessidade - de cada um que faz com que entenda ou não a existência de seres superiores, e isto independe de cultura ou conhecimento, pois, é muito comum encontrarmos pessoas totalmente incultas temendo o poder supremo dos céus que o contrário.

        Assimilada esta ideia, me pergunto se essa turminha toda não faz questão alguma de aparecer, mas segundo os entendidos está sempre presente. Porque nós temos que correr até o vizinho mais próximo e alardear passo a passo o que estamos fazendo ou mesmo apenas nossas intenções do que pretendemos fazer em relação a melhora do meio onde vivemos!?! 
   
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“Infinita tristeza”



Nestes tempos que não findam
carrego o triste fardo de ser um pobre diabo
cônscio do amontoado de defeitos acumulados
arredio ao fato de que sua população
possa ser ainda maior

como balsamo

ou remédio

há a consciência vaga
de que expio minhas falhas  entre iguais
e que isto se dê

enfim

finde

em algum tempo até
que possa me apresentar limpo
e orbitar
ou adquirir o direito de flanar
quem sabe

por entre cismados mundos superiores

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Ainda sobre mudança




Dos devaneios totalmente particulares que insistimos em manter acordado ao menos em nossa mente.


É mais do que certo – e hora – de assumirmos que pouco, ou até mesmo nada sabemos sobre o que virá. Somado ao cozido que viemos requentando desde a idade media – embora essa possa ser uma observação desnecessária. Devemos entender também, que o que foi nem sempre se encaixa no que é agora. Que a sabedoria passada precisa; deve ser questionada com seriedade e urgência, e desse entendimento: encontrar o equilíbrio entre o pouco que nos é possível visualizar sobre o nosso caminhar futuro, mas também aceitar que o pouco que sabemos é suficiente para que não continuemos nos entregando cegamente a sabedoria ensinada há séculos. Era preciso rearranjar; urdir algum tipo de plano onde ainda fosse possível que o dito passado continue sendo aproveitado, mas esta tarefa, primeiramente, tem que ser entendida como essencial, – somente assim ela será observada com seriedade - afinal, ao menos um ponto deveria ser consenso entre todos nós; que a evolução das descobertas e consequentemente o salto com relação ao nosso conhecimento tecnológico ao longo dos últimos dois séculos extrapolou totalmente as expectativas dos mais ousados, ou até mesmo dos mais otimistas estudiosos do assunto. Daí então a necessidade instantânea desta mescla, até que um novo processo respeitando ainda as velhas máximas seja trabalhado e dele resulte que, com sabedoria: o velho que emperra deve ser paulatinamente eliminado, porém sem perda de tempo – ou assumindo-se de uma vez por todas que já se perdeu tempo demais para quem se diz sem -, pois é certo que as transformações não foram poucas e jamais cessarão; a despeito de que essa proposta possa ser avaliada.

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Calo-me, então




Meu motivo
Não motiva
     morto     

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domingo, 21 de abril de 2013

Adaptação




Conscientizar-se de quão difícil é adaptar-se à vida presente, e ainda assim encará-la, de cara limpa; este talvez seja, verdadeiramente, o maior milagre a ser buscado. 

Perceber conscientemente o seu estar, o seu existir no meio onde coexiste, e adaptar-se de forma única; observando apenas os seus quereres particular, esta é uma dádiva dada a poucos e percebida por um número ainda menor destes escolhidos.

Quando buscamos o diferencial neste plano, - obrigação natural a todo aquele que busca - aos poucos, como um reptil que perde a pele ou a cauda, vamos nos excluído do comum ordinário paulatinamente. E o preço dessa escolha, é a excomunhão arrastada e fugaz por parte destes que aos poucos vão ficando pelo caminho tal qual as células mortas deixadas naturalmente devido a nossa condição fisiológica.

Driblar, solitário, as adversidades de cada dia, requer um jogo de cintura inaudito e silencioso, porque para aqueles que os tentaram deter, e se foram, não há resgate possível, ao se tentar vender o novo propósito. E aos poucos que restam, não é fácil, ou melhor, é árdua a luta de continuar, dia a dia, convencendo-os de que os dogmas ainda presentes têm data de validade.

O papel do maldito é escamotear ao máximo, pretensões que soariam ainda visionárias demais para serem aprovadas, e então cabe apenas escondê-las para manter amizades caras que se gostaria de apreciar por um tempo ainda maior de caminhada, porém é certo que não durarão, não persistirão para sempre, afinal em algumas situações o visionário se iguala, de alguma forma ao comum em não perder tempo, embora entenda que o faz diferente daquele, por se entender consciente.

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É preciso ter coragem para mudar


     

. . .

Os sábios, todos, não passam de um vetor; uma seta direcionadora esporádica e eventual, que deve ser usada apenas para o fim a que se destina. Cabe aos seus seguidores determinar – isto é uma condição sine qua non e obrigatória - até quando estes ensinamentos; até onde é possível entender como útil e apropriado que suas propriedades se estendam, e então, continuar a caminhada a partir daí, porém há que se fazer uma leitura contextualizando, equalizando o dito com o seu tempo.

 Assim como não é possível abandonar como sem importância, retirar de um momento para o outro o valor do que foi ensinado, não é possível manter este dito pretérito, com relação a comportamento e política, por exemplo, como serventia irrevogável para todo o sempre, determinado por lei como um baluarte indiscutível, como uma bandeira que jamais deverá ser arriada do mastro.   

        . . .

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Limitando o eterno




Eterno, está acima de tudo, exceto ao meu Amor por Você.


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sábado, 13 de abril de 2013

Discernimento




Somente quando discernirmos acertadamente o real significado e as diferenças entre lei, dogma e sagrado e então ficarmos apenas de posse do último, à medida que sabiamente sejam observadas as datas de validade dos dois primeiros quando se expira também o sentido em mantê-los sem a devida contextualização; poderemos dizer que estaremos a um passo de iniciarmos o que, sob a ótica; sob o entendimento daqueles que sabem e sob estas condições sim, aprovariam; ações que finalmente remetem seus autores à evolução.


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Errando a mão




        Minhas piadas
 são mais impertinentes
 que pertinentes,
 mas vou continua-las fazendo.

Da série: não teve graça

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domingo, 7 de abril de 2013

Enquanto aqui,...




...faça o que há de melhor a fazer: ame.

Todo o sofrer derivado do Amor é também fruto deste Amor, e, portanto, deve ser visto como uma dádiva. É certo que você somente o está vivendo porque viveu algo lindo; agradeça; permaneça em felicidade durante o período desta dor. Em algumas situações era importante nem mesmo evitá-la. Afinal esta é - para alguns que conhecem - a dor mais linda que existe; e aprenderemos muito tarde esta lição.

Citei aqui certa vez: “Se me encontrares chorando nada faça, deixe-me, fundamentalmente, todo o choro tem um que de felicidade”.

Ame; ame sempre. Se entregue. E aprenda que o amor compartilhado pode eventualmente, devido a nossa promíscua forma de amar, vir a trocar de camisa, mas isto pode ser até entendido como natural – assim como a entrega também deveria ser tratada -, dado a enorme possibilidade; às chances cada vez mais prováveis de ele ou ela encontrar alguém mais sua cara, ou que a química role mais fluída. Afinal esta é uma terra de experiências, um laboratório experimental, e nós, com nossa volubilidade estamos adiantando sobremaneira este processo de experimentação; já o significado polêmico deste processo é tema para outra questão. 

Por isso era importante que, para que não se alimentasse o medo de ao amor se entregar, aprendêssemos que nenhuma perda, por pior que possa ser, após o amor mútuo ter acontecido; ter sido vivido intensamente, supera este período mágico da cumplicidade e, mais uma vez aqui é bom que nos lembremos: renda-se ao Amor até que tenhas decidido totalmente, e com inteligência, os rumos da sua estada neste vale de lagrimas – será muito mais fácil suportá-lo, e, se queres; se insiste então em conservar sua mente cheia, não esqueças que o mais importante é compreender que vivemos no plano das experimentações, e, sendo fruto da inteligência, quanto mais cedo se der esta ciência, melhor.

Da Série; vamos prorrogar a existência dos sentimentos


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Sou das antigas




Relacionamento é coisa de pele.

Meu computador não se relaciona, computa.



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