domingo, 2 de setembro de 2012

Distúrbio ótico


 
 
O filósofo; o pensador percorre uma elipse maior, ou melhor, seu caminhar descreve uma elipse, um trajeto maior para atingir determinado ponto de encontro com os demais do grupo, disto invariavelmente ocorre que jamais chega ou então se atrasa... não raro, desiste.
 
Enquanto aqueles de quereres superficial mantém o foco em algum alvo qualquer que os distraiam, mesmo que estes os tenham como um objetivo de valor inegociável, o postulante a um observar mais demorado; ao essencial, quer alcance ou não este mesmo objetivo, o fará muito posteriormente àqueles que enxergavam na ação escolhida, o objetivo, muitas vezes, repetindo, primordial daquela etapa de suas vidas.
 
A diferença está em como se chega a este ponto.
 
Para aquele que entende haver mais no caminho que apenas uma distância entre o querer e o objetivo, o caminhar se faz lento; entende ele, como um catador de luxo, que algumas peças que pareciam insignificantes para a maioria, ou nada mais do que mera distração a ser observada sem muita perda de tempo, torna-se sempre objeto, no mínimo, de um prestar atenção mais demorado, buscando entender se há ou não algum significado maior, se há ou não um objetivo maior de o porque aquilo está se doando ao transeunte, principalmente porque em algumas situações naquele ponto da estrada, ou naquele caminho: tem-se a certeza de que somente passam andarilhos relapsos.  
 
Este pinçar, este analisar então, é demorado e acaba atrasando o caminhante mais atencioso.
 
Durante toda uma existência isto ocorre em abundância, por isso é quase impossível que um observador nato alcance os mesmos objetivos daqueles que tem no objetivo escolhido seu foco principal. E por terem sido treinados para isto, deles não se distraem - distraem-se é certo, com outras banalidades, mas estas são ainda mais fugazes que o objetivo que se tem como principal, e por serem adequadas ao caminhar, já estarem incorporadas par-e-passo com o caminhar traçado, acabam ocorrendo de maneira que mais amenizam que prejudicam o traçado antes da conquista, antes do alvo ser atingido.
 
Vem daí também, o motivo de o porquê, assistimos tantas comemorações. Elas são frequentes porque frequentes são as conquistas, elas são rápidas e estão se formando novos motivos para iniciar uma nova busca a todo o instante. Mesmo na comemoração de alguma, já se comemora, aproveitando o momento, o iniciar de outra, e todos comungam este espírito vencedor, conquistador, até alguns que estão sempre por ali, e nunca conquistaram muita coisa além do fato de ali estar, comemoram junto. É preciso entender que mesmo aqueles que estão ali apenas para fazer número devem ser aceitos, afinal todos entendem o quão equânime é o distinto grupo, e se ele nada conquista, mas vibra, é quorum para que a festa de comemoração seja um sucesso, deve-se observar nisso a simpatia dos vencedores, os conquistadores não são mesquinhos; todos somos iguais.  
 
Muito atrasado, em algumas situações, quando a grande festa dos vencedores não passa de um arquivo qualquer daqueles que mantém apenas as fotos esquecidas que registraram um momento de vitória, chega àquele que observou o caminho. Está feliz pela conquista, - mas também ele é um inconformado ansioso e por assim ser, pouco comemora – seu foco, seu alvo também já foi desviado - as observações ao longo da estrada acabaram por desviar sua atenção do objetivo anterior – então, mais uma vez não consegue comemorar o alcançado como deveria, ou como dita a lei da comemoração. Demorou tanto que sua chegada perdeu o sentido, ao menos não irá decepcionar ninguém, pois a ninguém prometeu festa ou insinuou que estava participando de alguma empreitada.
 
Alguém disse que “o filósofo é odiado e destratado ao longo de toda a existência pelo comando geral que se quer tão grande quanto seu ignorar de quão pequeno é”.
 
E este destrato não se dá apenas pela incompreensão, pelo que é conhecido como medo ou aversão ao que se desconhece. Por algum motivo de difícil explicação, - teríamos que recorrer a compêndios externos que explicam o que é inexplicável ao comum – aqueles que comandam sabem que sua antipatia pelo filósofo não se dá apenas por não compreendê-lo; em algum lugar seu, existe uma luz piscando, um sinalizador, uma placa de alerta indicando intermitentemente, e para sempre que o caminho por eles escolhidos para seus seguidores nunca foi o mais acertado. E este sinal de alerta somente será eliminado, apagado, retirado, quando aquele que tem o poder sobre as conquistas fúteis observar o que observa hoje o filósofo.
 
Este então é o castigo maior para aqueles que se entendem além do bem e do mal e ditam as leis neste estado; este é o motivo de torcerem o nariz para o que observa o caminho, para o que mantém o foco apenas nos alvos que sua vista privilegiada alcança, em suma, uma boa parcela do todo ativo é totalmente, ou míope o suficiente para entender apenas o alvo comum à sua miopia, e não existe um mecanismo ou algum tipo de aparelho que os façam enxergar além, porém há uma desconfiança de que há mais, e por sua vez: o odiar àqueles que afirmam isto por não sofrerem do mesmo distúrbio ótico.
 
Uma vez são; não é possível explicar ao míope nato como é ver o mundo caso não fosse doente.
 
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A verdade não existe*


A verdade como a conhecemos, como nos foi ensinada não existe fora do nosso plano; ou dentro de uma comunidade ou uma sociedade que se quer correta; a um grupo que entende a evolução do homem olhando-a, alinhada aos Grandes Mestres do Existir.
O processo verdade somente existe porque nós somos falhos, somos ignorantes ao saber, ao acreditar que tudo o que aqui temos é nada. E isto se dá devido ao processo de poder, de conquista de poder que nasceu nos primórdios, quando os primeiros indivíduos da espécie entenderam que este processo de criar algo superior automaticamente tornava superior também seu criador.
Isto nasceu quando o homem entendeu-se superior ao processo de criação, ao processo que o criou; a partir do momento em que iniciou-se a ilusória tomada de consciência de que ele era superior a todo o universo habitável e não habitável, negligenciando até mesmo o mundo imaterial.
Daí nasceu a ação de iludir, de ludibriar, e então, a mentira e consequentemente seu oposto; a verdade – porém a verdade não nasceu, ela sempre existiu, o fato, a ocorrência, a ação do caminhar continuado é fruto da gene da existência, portanto a verdade é a negação da mentira, e somente pode fazer sentido aquele que não entende que ela é um apêndice criado a partir da necessidade do homem conquistar.
Ambas então: são resultantes de um processo humano de conquista de poder. Se ao contrário, virmos a tratar de essência, do que é, do que está estabelecido, não existe verdade ou mentira, existe o conhecimento, a passagem de conhecimento do velho ao novo, ao que ignora.
O novo não desacredita porque não lhe é inculcado o vírus do não é, do não ser, o conhecimento que é passado ao que chega, e é feito em toda a sua plenitude, não o é dando com intenções de interesse e passagem de conhecimento do maior para o menor quando a relação mestre/discípulo segue o curso livre envolto em aura de pureza; da essência. Não é prometido que de posse desse conhecimento tornar-se-á o novo: mais poderoso.
Quando então se atinge um estado de consciência plena, tudo faz parte de um processo normal de ser, não existe o não ser, por isso não existe o conceito de não ser, de descrença e obviamente de mentira e verdade, estes conceitos falhos são apenas para nós enquanto momentaneamente humanos e ainda falhos como tal.
*O conceito verdade que tem como oposição a mentira ou o não é.
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“Faceoff”


 
 
As redes social se proliferaram de alguma forma porque as fronteiras foram extintas, “nós” e “eles” estamos novamente “juntos”, a sociedade está outra vez unida porém com uma diferença, eu faço parte de teu ciclo de amizades; social, embora com uma condição, você lá e eu cá, ou seja, estamos todos engajados como sociedade, estamos cumprindo nosso papel social, eu aceito mais e tenho muitos amigos (seguidores) embora, ou contanto que, não preciso ter contato com eles, contanto que não precise olhá-los nos olhos.
 
Adicione-os através da rede; é a melhor forma de tê-los, de cumprir seu compromisso social sem ter que olhá-los nos olhos.
 
064.e cqe

Do que assistimos por aí



. . . eles se roçam e se entretém
trocam confidências comuns,
restritas,
e que,
se fazem sentido,
faz sentido apenas
ao gênero ao qual pertencem.
num cocoricar inaudível
e indecifrável aos outros
tramam mesquinharias sórdidas
que a nada levam
que em nada dá
e riem
riem
e se riem
sentem-se felizes
sem ter razão de ser
e sentem-se bem
sentem-se bem se um outro não está
mais ainda se sentem melhor
se fizerem com que o outro fique mal
a alegria pertence ao ignorar
ao triste...
...resta o exercício da compaixão

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domingo, 26 de agosto de 2012

Mundo autoexplicativo



O mundo é autoexplicativo.
Nós é que insistimos, como medida de desculpa,
que não existe uma cartilha para viver sem os perrengues diários;
que não existe um manual de sobrevivência.

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Contido



Ela me conteve e agora me contém

Traduzindo:

Eu não: “era feliz e não sabia”

Eu: sou feliz e sei

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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Do recalque e do ordinário

 
 
“A condição em que viajamos embarcados em nossas vidas, enclausurados pelo tempo, não permite que consigamos dar vazão a boa parte de nossas paixões, e nosso repúdio a isto – mesmo que não percebido - se dá em forma de pré-julgamento, de aversão, discriminação, de negativa a situações diversas que, sob outro prisma são a nós totalmente simpáticas, embora, agora não aceitas, devido ao desconhecimento que nos impõe este cárcere de muros intransponíveis.”
 
060.e cqe

O que não se mostra também é visível



Há mais densidade naquilo que escondemos...
 
...tanto para o sim quanto para o não.

"Tiro minhas conclusões a respeito do outro a partir do que ele cala e espero que a partir de seu entendimento Real a este respeito também assim o faça para comigo."

Da série Dinanitzsche,... ou seria da série "coragem"!?!

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Escrita Adimensional



Eu quero minha escrita adimensional,
como um absurdo abstrato observado por um obtuso,
porém este não serve para minha escrita,
minha escrita serve ao amplo,
àquele que nada nela vê,
mas lendo-a,
abstrai-se.

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domingo, 12 de agosto de 2012

“Vamos escutar o coração”



Se existe algo triste neste plano é o fato de que toda a aproximação, - sempre – corre o risco de terminar em magoa...

...nunca; jamais; uma aproximação fundamentada na beleza e na simpatia, ou em qualquer sentimento que fosse, deveria passar por momentos de dor ao seu final.

Ao menos aqui, nossa inteligência poderia prevalecer ao orgulho, a inveja e ao ciúme e o belo sentimento primeiro deveria então continuar para todo o sempre, porém, estendido...

...dando oportunidade a liberdade...

...afinal, não existir fronteiras no coração.

 “Vamos prorrogar a existência do sentimento”
Bhonachinho

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Não às provas II


Não às provas e não à metafísica.

Assim como as provas estão todas aí, basta que não as impeçamos de florescer, de gerar frutos por conta do nosso humanismo egoísta; à nossa existência orgulhosa baseada em vãos sentidos ilusórios. Fazem-se também sem sentido, definitivamente, e de uma vez por todas, as discussões metafísicas.



Esses debates acalorados e desarrazoados que ao final se passam, findam sem creditar razão a ninguém, decididamente perderam o sentido lógico e devem existir somente como um jogo prazeroso entre os intelectuais (somente a eles) que por entender tudo saber podem ainda desperdiçar tempo com reuniões cujo resultado é ao menos superior a uma leitura sob o velho ponto de observação que os mantém arredios para a contextualização única que sempre ali esteve, perambulando entre linhas e entrelinhas, ou seja, aguçar a curiosidade de todos para uma realidade que remeta-os, que remeta o leitor ao próximo passo; isto ainda parece não ser possível.  

Como um disco arranhado cujo acorde repetitivo não só não agrada a ninguém como nada acresce, continua o insistente encalhado voltando a estaca zero de uma metafísica que sem perceber, em alguns casos, com o passar dos anos, restou-lhes como o único prazer na vida.
Quantos entenderão que aqui não temos condições de discutir além do que já nos foi apresentado! Somo absurdamente limitados, e mais, somos falhos, nos tornamos estupidamente parciais, como já foi dito em alguma situação: já há tempos não somos parte do que se entende por uma gema pura, e se em algum momento tivermos uma ideia original não saberemos o que fazer com ela. A partir de então, qualquer discussão maior é especulação, e discussão sem uma contextualização de qualidade não é metafísica, é apenas algo um pouco além de conversa de botequim.
Mais uma vez. Tudo então já foi dito, pessoas que ao final se mostraram como verdadeiras entidades, de decência ilibada, já levantaram todas as provas. Guias e Gênios, e Santos, e Visionários, e Estudiosos de religiões, seitas e credos das mais diversas por aqui já estiveram – talvez uma questão caiba neste instante; por que não os mais vemos? Porque nos parece que isto foi? – estes, que foram considerados: grandes humanos; grandes vultos da humanidade já vão longe, pertencem a um distante passado.
E a resposta é simplesmente porque não mais precisamos disto, ou deles, eles deram o recado e cabe aos seus herdeiros decodificá-lo, não há mais nada de novo a ser dito, outra prova de que não precisamos mais de prova alguma.
Talvez, possamos entender até, que se espalharam por associações; sob bandeiras diferentes como algum tipo de estratégia, quem sabe com a intenção de que não fosse tudo creditado a uma única corrente, ou seja, todos os detratores, - é deselegante assim expressar-se, mas assim é que é - têm, possuem em seu partido um ao menos destes Grandes que ajudaram na construção da ideia maior que todos conhecemos - ou ao menos foi formatada como verdadeira - e aceitamos.
Porém ainda, o que temos, o que realizamos a partir destes Estudos, Ditos, Descobertas, Profetizações, Verdades ou Visões carregadas de sentido que há milênios vem sendo Anunciadas por Seres Especiais, é o fato de que somente uma parte delas é costurada para manter um mínimo de ordem, ou mesmo um tipo de ordem aparente, mais por conta de energias invisíveis, provavelmente porque seus anunciantes continuem presentes, e sabem a respeito de nossa vileza – talvez a capacidade que, contrariamente ao que busca o exposto, procuramos explorar na sua totalidade quando falamos em ajuntamentos ou agremiações.
Estes verdadeiros presentes, que nos foi dado para estabelecer relação, unir, no sentido de concatenar nossas ideias e opiniões historicamente limitadas; que nos foram legados na forma de ensinamentos, vem sendo então distorcidos como carniça em boca de cães famintos. Cada um querendo saber mais que o outro, inclusive porque em sua exclusividade mesquinha, ousa entender-se superior até mesmo ao próprio objeto do espólio.
Este embate culmina na boa e velha metafísica, principalmente porque o motivo maior desta eterna e secular discussão é um só: são todos sem importância alguma estes metafísicos que na verdade é somente isto que eles conseguem: discutir. Mesmo aqueles que discutem baseados na seriedade acabam não levando em consideração a não-seriedade dos demais, não entendendo o grau vaidoso da motivação, isto acaba por descreditá-los também, pois em sua maioria não passam eles de sujeitos dado ao jacto – em uma discussão arrazoada não basta conhecer realmente o assunto, é preciso saber à quem se está a falar, é preciso conhecer a assistência; desta feita, suas opiniões são cooptadas, todas, baseadas na parte segregada e contaminada pelo homem das Verdadeiras Leis a que foram expostos, ou seja, poucos deles defenderam opiniões com veemência, balizados ao que dita o Conjunto Sagrado das Verdadeiras Escrituras, simplesmente porque este Combate Real os alijaria de continuar suas vazias discussões metafísicas.
Pouco podem eles então, porque o que legaram é muitíssimo maior, na medida em que ultrapasse até mesmo seus egos megalômanos, pois este, o máximo que lhes permite é a discussão vã por não saber como lidar realmente, não saber transformar - por pura falta de humildade ou ao menos por falta de interesse ou não entender da importância em trabalhar com ela - o Conhecimento deixado, em material de uso comum, sem que antes seja por eles contaminado por ideias que não a Reais à que foram concebidas.
056.e cqe 

Dia dos Pais


Limitações ilimitadas

“Minha reprodução foi pífia, foi até que evoluísse minimamente, e então, quando pensei que ao invés de criar um herói qual meu desejo, produziria outra vítima igual ao pai, desisti.”
AS

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domingo, 5 de agosto de 2012

"I'm not sleeping"



http://youtu.be/NdDBV6VX3fc

Bad
U2

If you twist and turn away
If you tear yourself in two again
If I could, yes I would
If I could, I would
Let it go
Surrender
Dislocate

If I could throw this
Lifeless lifeline to the wind
Leave this heart of clay
See you walk, walk away
Into the night
And through the rain
Into the half-light
And through the flame
If I could threw myself
Set your spirit free
I'd lead your heart away
See you break, break away
Into the light
And to the day
To let it go
And so to fade away
To let it go
And so fade away
I'm wide awake
I'm wide awake
Wide awake
I'm not sleeping

...

domingo, 29 de julho de 2012

Não às provas



É chegada a hora de bons argumentadores, as provas já estão todas aí.

053.e cqe

A sós


Você fica a sós quando está só, ou é atacado pela solidão?

052.e cqe

Ante um bom livro


Diante de um livro de contextualizações fortes temos que assumir o que somos realmente; afinal, somos nós conosco mesmo.        

É somente com este pensar contido, que dominaremos o ambiente desconhecido, ou que se desvelará o ambiente que se nos parecia desconhecido até então.

051.e cqe

Aqui, onde o barulho do mar é somente lembrança


Sendo o ser um daqueles personagens corriqueiro que repete sempre os mesmos afazeres, insistindo em emitir comentários comuns a todos, disponível e gentil, ou, contrariado, mas presente; é muito mais fácil, quando em casos raros ele recupera a consciência, transformá-lo em um Guerreiro da Luz, em uma peça importante da guerra pré-estabelecida, da luta velada; oculta, que trabalhar as infindáveis iniciações naquele que a isto se presta sempre por todos observados, devido as suas pretensões nada secretas.

Mesmo às hostes conhecidas por energias poderosas que brotam da mais pura escuridão são apresentados momentos de dúvidas e incertezas. Leis constituídas e imediatamente caldeadas sob o impulso de elementos desconhecidos até mesmo para os mais sábios representantes da Força não permitem a deflagração do aniquilamento mesmo diante das piores injustiças; dos massacres mais atrozes. Assim, é possível que do quadro mais assustador, antevendo defrontar-se com o pior pesadelo, quando já as altas patentes beiram o desespero: é permitido que alguma luz possa ser jogada sobre o fim eminente.

Lições do Príncipe nas Terras do ArkiDruida

050.e cqe

domingo, 22 de julho de 2012

O porquê dos aforismos



Somos como o pescador artesanal anônimo e sua rede esquadrinhando águas claras; sentindo o peixe é preciso que o capturemos o mais rápido possível para que se não nos escape, nosso peixe então, é a ideia que se nos apresenta qual o reluzir prateado agitando-se na tarrafa, se não a agarramos rápido em forma de aforismo, se não a prendemos no primeiro papel a vista, é possível que demore a voltar frente a um oceano de imagens que se desenrola na imensidão de nosso cérebro descomunal de profundezas inauditas.

050.e cqe

Agora é somente a crítica



Chegamos a um ponto que ultrapassamos o divisor de águas, até ontem era possível criticar e em seguida arregaçar as mangas com meia dúzia de engajados, rebater ou por de volta aos trilhos, de volta à rota o caminhar humano. Hoje os críticos não podem mais executar as duas tarefas; não é mais possível que executemos a segunda, somente existe hoje lugar para a crítica, este é o ponto aonde chegamos.
049.e cqe

Dos debates acalorados a que muitos assistem



Não parece ser prudente contestar este ou aquele dos estilos pregados por esta ou aquela escola filosófica ao falarmos em educação, como também defender com vigor ainda uma terceira que se apresenta mais completa, na verdade tudo é uma tremenda perda de tempo para aquele que tem nesse seu bem mais precioso, afinal é sabido que através dos caminhos que a humanidade escolhe como forma de evolução, não é possível que sejam ensinados os estilos das melhores delas e sim o que mais convém ou aquele que melhor se encaixa ao momento político do estado, por sua vez, este sim, de opinião formada, enérgico em retidão e disciplina com relação a sua escola; ao que lhe é primeiro de direito. Da série; contestações para o nada

048.e cqe

Carapuça


Parece-nos que as análises daquele que pensa mesmo que com seriedade a condição humana, seguem em suas costas como um couro puído que aquece somente a ele, aos demais ou nada diz, ou pode ser avaliado como uma carapuça, onde uma série destes tantos que, por despeito, mais porque a ela se encaixam, o condenam tanto quanto ao resultado de seus exercícios.

Talvez para estes, o que resta, o que ameniza, é recorrer a Lacan que consola ao alertar que não fala à todos, ou seja, é certo que uma observação por mais abrangente que possa parecer jamais abarcará toda uma raça.

047.e cqe

domingo, 15 de julho de 2012

Como desencadeia-se isso?


Não é possível que consigamos uma revolução cultural ou algum resultado efetivo em relação a evolução na, e a partir da Terra se não despertarmos no homem-semente, de forma consistente e consciente, a crença, ou melhor a fé na transcendência.

046.e cqe

domingo, 8 de julho de 2012

Trança






A filosofia nada cria, ela trança. 
Trança uma trama do já posto. 
É a força de cada fio que determina se o resultado tem ou não algum significado prático, lógico, ou até mesmo, sentido, e só a partir de então, com a maturação do tempo, saber-se-á, se o entrançado aglutinado terá um dia valor de cria.



045.e cqe

O que fiz com o poder a mim instituído?



O que você fez?
Você irá morrer amanhã,
você que pode algo,
tudo é muito rápido,
pense;
e o que você fez?
Como você contribuiu?

As portas continuam fechadas para a contextualização.
Poucos às querem abertas e ainda menos estão fazendo algo para abri-las,
pense.
Se tudo é tão rápido,
não seria melhor parar um pouco com esta visão egoísta
e entender de uma vez por todas
que devemos abrir as portas
para que todos possam entender;
ou ao menos considerar a ideia,
(mesmo uma pequena greta)
da possibilidade de haver outras formas de voos?
Ou mesmo de que:
Alguns já podem voar

-0-

Da série:
Quem está te impedindo de dar o primeiro passo em direção à luz?

Do livro que tem como mote
 a transcendência do cipoal formado
após a saída da caverna
por aqueles que se arriscaram primeiro
e aprenderam que uma infinidade deles
continuou com medo e foram então apanhados.


044.e cqe

Apartamento



O homem de analisar sério transcende as mesquinharias cotidianas, suas colocações e ponderações tem primeiro como alvo a prática da ideia que está sendo posta; não pode ele perder tempo analisando se ela entrará em choque com qualquer espécie de moral definida, seu pensar é amoral no que diz respeito à aplicação, pois apenas o homem classificado traz em sua educação os costumes e obrigações da comunidade que escolheu como sua, já o pesquisador ousado e convicto da mais pura necessidade humana é inclassificável, não se atém a este ou aquele regime, isto o tolheria também, se assim agisse, sua pureza seria maculada – apenas e tudo isso. E esta é uma condição nata sua, por ser livre não aprendeu o jogo do egoísmo e é somente por isso que põem o que põem no papel, é somente por ser livre que registra o que pensa, porém ele está exposto, afinal é um comum igual, ao menos em características físicas, ou mesmo em seu portar intelectual, isto, esta aparente igualdade o expõe à crítica do ente moral, por ter este aprendido a jogar conforme as regras que lhe foram passadas, e é justamente estas rédeas que não o permitem imaginar que um homem simples possa emitir uma opinião de contundência enérgica, parecendo uma afronta sem que ao fundo se perceba estar carregada apenas do egoísmo de quem a está interpretando - inclusive o próprio não o faz.

O homem de analisar sério está apartado do julgar comum, portanto: desvestido de egoísmo. Fosse ele de pensamento egoísta não formularia questões de cunhos libertadores, porém, e aqui está uma; principal e bastante apropriada: o estandarte que o homem desclassificado porta e que mesmo invisível para alguns críticos egoístas, tremula firme e livre junto à brisa das pequenas verdades que agigantam este lutador, diz respeito ao seu compromisso sério com ele mesmo, seu caráter não permitiria que suas ideias fossem aviltadas por um único pensamento mesquinho - sua busca é maior que qualquer incomodar. O egoísmo alheio, cega a todos para as entrelinhas de suas construções mentais que vibra buscando justamente o despertar equânime.

043.e cqe

domingo, 1 de julho de 2012

Ainda sobre perdas e apostas



É certo que existe a condenação por parte de alguns pensadores ativistas que tem, na passividade do homem, sua principal perda, porém é certo também que é necessário em algumas frentes, mostrar-se como um alijado de vontades e de quereres para passar despercebido, pois é importante ao entendimento da porção lanígera que todos estão de posse do mesmo objetivo inócuo, só assim se pode valer de algum tipo de força desse todo uniforme incapaz, para, impercebido, conquistar uma vaga rara de um dia ser catapultado para outra esfera de conhecimento.

Nota ao infante:
Não é de todo errado considerar isto como um teste, embora se assim for, é certo que este perderá muito do seu valor.

042.e cqe

Valoração inversa



Há tempos vem se chamando a atenção para que se valorize o homem, para a qualificação do homem. Nunca se prestou tanta atenção no meio/humano, busca-se hoje mais do que nunca a conscientização coletiva de que o planeta, o entorno ambiente deve ser observado, valorizado e preservado para que o seu principal habitante, agora objeto, sobreviva, mantendo sua capsula de sobrevivência viável, porém, - e só se aponta isto por haver ainda tempo à mudança, por ainda haver algum tempo - é possível então, - tem-se essa visão ao assistir aos embates nas mídias diversas - que não passe este despertar de mera alusão de uma fração preocupada e engajada da população, quem sabe ilusória, que ainda assim segue imaginando que os quereres somados possa então surtir o efeito real necessário; diríamos que antes é preciso qualificar a luta repensando a preocupação.

O que pensar se fosse então lá, quando há tempos, alguns alertaram para que a tão buscada valorização tivesse surtido efeito; estaríamos hoje tão preocupados por estarmos diante de um estado onde a culturalização inversa do ser moldou-o inconsciente de preocupações para com o meio/estado que fatalmente se instalaria e agora o está - a encruzilhada incontestável de depender de um instrumento ineficiente para salvar um mundo claudicante.

De alguma maneira ainda estamos “lá”, ou seja, muito aquém de onde deveríamos estar.

Se houvéssemos salvado alguns; se tivéssemos poupado algumas matrizes; se houvéssemos observado e nos preocupado com a ação principal provavelmente não estaríamos agora assistindo o desandar da construção como um todo, porém sempre há tempo, o que não há, onde a preocupação ainda é falha é exatamente no calcanhar de Aquiles do caminhar evolutivo, afinal, ainda que vivamos tempos desesperadores, o que não foi formado ainda, foram os líderes para a empreitada.

041.e cqe