domingo, 28 de abril de 2013

Anonimato



        Aventando a possibilidade de não sermos os únicos senhores do universo. Entendendo que exista Deus, santos e anjos, e/ou também, entendendo o sincretismo que nos remete aos respeitados guias de etnias afro; guias superiores de luz, fadas do bem, avatares que aqui jamais se materializaram ou aqueles que o fizeram e agora frequentam postos renomados e respeitados de observação e auxílio ao planeta, ou ainda, se observarmos a crença nada ilógica de todos aqueles que entendem ainda possível a existência eterna dos deuses da Mitologia Grega; a lista, se respeitada todas as crenças, se estenderia por páginas se fossemos aqui registrar todos aqueles que de maneira invisível de uma forma ou de outra são lembrados a interceder por nós nas horas de dificuldade ou são lembrados – se não; deveriam - em agradecimento quando alcançado algum benefício.

        Cada um tem assim, – a população universal de crentes em entidades superiores mitológicas é muitíssimo superior a ateia – em seu íntimo: razoes únicas para suplicar ou agradecer em silêncio suas ânsias ou alegrias; é a crença – e até a necessidade - de cada um que faz com que entenda ou não a existência de seres superiores, e isto independe de cultura ou conhecimento, pois, é muito comum encontrarmos pessoas totalmente incultas temendo o poder supremo dos céus que o contrário.

        Assimilada esta ideia, me pergunto se essa turminha toda não faz questão alguma de aparecer, mas segundo os entendidos está sempre presente. Porque nós temos que correr até o vizinho mais próximo e alardear passo a passo o que estamos fazendo ou mesmo apenas nossas intenções do que pretendemos fazer em relação a melhora do meio onde vivemos!?! 
   
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“Infinita tristeza”



Nestes tempos que não findam
carrego o triste fardo de ser um pobre diabo
cônscio do amontoado de defeitos acumulados
arredio ao fato de que sua população
possa ser ainda maior

como balsamo

ou remédio

há a consciência vaga
de que expio minhas falhas  entre iguais
e que isto se dê

enfim

finde

em algum tempo até
que possa me apresentar limpo
e orbitar
ou adquirir o direito de flanar
quem sabe

por entre cismados mundos superiores

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Ainda sobre mudança




Dos devaneios totalmente particulares que insistimos em manter acordado ao menos em nossa mente.


É mais do que certo – e hora – de assumirmos que pouco, ou até mesmo nada sabemos sobre o que virá. Somado ao cozido que viemos requentando desde a idade media – embora essa possa ser uma observação desnecessária. Devemos entender também, que o que foi nem sempre se encaixa no que é agora. Que a sabedoria passada precisa; deve ser questionada com seriedade e urgência, e desse entendimento: encontrar o equilíbrio entre o pouco que nos é possível visualizar sobre o nosso caminhar futuro, mas também aceitar que o pouco que sabemos é suficiente para que não continuemos nos entregando cegamente a sabedoria ensinada há séculos. Era preciso rearranjar; urdir algum tipo de plano onde ainda fosse possível que o dito passado continue sendo aproveitado, mas esta tarefa, primeiramente, tem que ser entendida como essencial, – somente assim ela será observada com seriedade - afinal, ao menos um ponto deveria ser consenso entre todos nós; que a evolução das descobertas e consequentemente o salto com relação ao nosso conhecimento tecnológico ao longo dos últimos dois séculos extrapolou totalmente as expectativas dos mais ousados, ou até mesmo dos mais otimistas estudiosos do assunto. Daí então a necessidade instantânea desta mescla, até que um novo processo respeitando ainda as velhas máximas seja trabalhado e dele resulte que, com sabedoria: o velho que emperra deve ser paulatinamente eliminado, porém sem perda de tempo – ou assumindo-se de uma vez por todas que já se perdeu tempo demais para quem se diz sem -, pois é certo que as transformações não foram poucas e jamais cessarão; a despeito de que essa proposta possa ser avaliada.

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Calo-me, então




Meu motivo
Não motiva
     morto     

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domingo, 21 de abril de 2013

Adaptação




Conscientizar-se de quão difícil é adaptar-se à vida presente, e ainda assim encará-la, de cara limpa; este talvez seja, verdadeiramente, o maior milagre a ser buscado. 

Perceber conscientemente o seu estar, o seu existir no meio onde coexiste, e adaptar-se de forma única; observando apenas os seus quereres particular, esta é uma dádiva dada a poucos e percebida por um número ainda menor destes escolhidos.

Quando buscamos o diferencial neste plano, - obrigação natural a todo aquele que busca - aos poucos, como um reptil que perde a pele ou a cauda, vamos nos excluído do comum ordinário paulatinamente. E o preço dessa escolha, é a excomunhão arrastada e fugaz por parte destes que aos poucos vão ficando pelo caminho tal qual as células mortas deixadas naturalmente devido a nossa condição fisiológica.

Driblar, solitário, as adversidades de cada dia, requer um jogo de cintura inaudito e silencioso, porque para aqueles que os tentaram deter, e se foram, não há resgate possível, ao se tentar vender o novo propósito. E aos poucos que restam, não é fácil, ou melhor, é árdua a luta de continuar, dia a dia, convencendo-os de que os dogmas ainda presentes têm data de validade.

O papel do maldito é escamotear ao máximo, pretensões que soariam ainda visionárias demais para serem aprovadas, e então cabe apenas escondê-las para manter amizades caras que se gostaria de apreciar por um tempo ainda maior de caminhada, porém é certo que não durarão, não persistirão para sempre, afinal em algumas situações o visionário se iguala, de alguma forma ao comum em não perder tempo, embora entenda que o faz diferente daquele, por se entender consciente.

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É preciso ter coragem para mudar


     

. . .

Os sábios, todos, não passam de um vetor; uma seta direcionadora esporádica e eventual, que deve ser usada apenas para o fim a que se destina. Cabe aos seus seguidores determinar – isto é uma condição sine qua non e obrigatória - até quando estes ensinamentos; até onde é possível entender como útil e apropriado que suas propriedades se estendam, e então, continuar a caminhada a partir daí, porém há que se fazer uma leitura contextualizando, equalizando o dito com o seu tempo.

 Assim como não é possível abandonar como sem importância, retirar de um momento para o outro o valor do que foi ensinado, não é possível manter este dito pretérito, com relação a comportamento e política, por exemplo, como serventia irrevogável para todo o sempre, determinado por lei como um baluarte indiscutível, como uma bandeira que jamais deverá ser arriada do mastro.   

        . . .

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Limitando o eterno




Eterno, está acima de tudo, exceto ao meu Amor por Você.


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sábado, 13 de abril de 2013

Discernimento




Somente quando discernirmos acertadamente o real significado e as diferenças entre lei, dogma e sagrado e então ficarmos apenas de posse do último, à medida que sabiamente sejam observadas as datas de validade dos dois primeiros quando se expira também o sentido em mantê-los sem a devida contextualização; poderemos dizer que estaremos a um passo de iniciarmos o que, sob a ótica; sob o entendimento daqueles que sabem e sob estas condições sim, aprovariam; ações que finalmente remetem seus autores à evolução.


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Errando a mão




        Minhas piadas
 são mais impertinentes
 que pertinentes,
 mas vou continua-las fazendo.

Da série: não teve graça

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domingo, 7 de abril de 2013

Enquanto aqui,...




...faça o que há de melhor a fazer: ame.

Todo o sofrer derivado do Amor é também fruto deste Amor, e, portanto, deve ser visto como uma dádiva. É certo que você somente o está vivendo porque viveu algo lindo; agradeça; permaneça em felicidade durante o período desta dor. Em algumas situações era importante nem mesmo evitá-la. Afinal esta é - para alguns que conhecem - a dor mais linda que existe; e aprenderemos muito tarde esta lição.

Citei aqui certa vez: “Se me encontrares chorando nada faça, deixe-me, fundamentalmente, todo o choro tem um que de felicidade”.

Ame; ame sempre. Se entregue. E aprenda que o amor compartilhado pode eventualmente, devido a nossa promíscua forma de amar, vir a trocar de camisa, mas isto pode ser até entendido como natural – assim como a entrega também deveria ser tratada -, dado a enorme possibilidade; às chances cada vez mais prováveis de ele ou ela encontrar alguém mais sua cara, ou que a química role mais fluída. Afinal esta é uma terra de experiências, um laboratório experimental, e nós, com nossa volubilidade estamos adiantando sobremaneira este processo de experimentação; já o significado polêmico deste processo é tema para outra questão. 

Por isso era importante que, para que não se alimentasse o medo de ao amor se entregar, aprendêssemos que nenhuma perda, por pior que possa ser, após o amor mútuo ter acontecido; ter sido vivido intensamente, supera este período mágico da cumplicidade e, mais uma vez aqui é bom que nos lembremos: renda-se ao Amor até que tenhas decidido totalmente, e com inteligência, os rumos da sua estada neste vale de lagrimas – será muito mais fácil suportá-lo, e, se queres; se insiste então em conservar sua mente cheia, não esqueças que o mais importante é compreender que vivemos no plano das experimentações, e, sendo fruto da inteligência, quanto mais cedo se der esta ciência, melhor.

Da Série; vamos prorrogar a existência dos sentimentos


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Sou das antigas




Relacionamento é coisa de pele.

Meu computador não se relaciona, computa.



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sábado, 30 de março de 2013

Mas por enquanto...


        

 
...vamos seguindo o riscado.


“Somente chegaremos ao equilíbrio após o caos. Entender-se equilibrado sem isto, sem o estresse deste processo, é contar favas sobre um enredo ficcional”.


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Daí; dá-se a harmonia.




        Na união não se conjuga a singularidade individual. Na união entre duas pessoas que verdadeiramente se amam e então, se respeitam; o que prevalece é a pluralidade do propósito único destes – e somente destes - dois seres.

Contribuição da Minha Sempre Bem Amada


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domingo, 24 de março de 2013

Porém quando?



“Meu compromisso não é com nada nem com ninguém;

meu compromisso é apenas comigo.”

Porém a questão é:

em que momento posso me entender pronto

 à fazer tão preciosa afirmação?

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Não egoísmo




Ele voltava daquela que fora a sua mais importante jornada até então. Extenuado; por ter se mostrado ela de difícil conclusão.

Não a finalizou, contou, sem o maior sofrimento já assistido. Mas seu semblante nunca irradiara felicidade igual.

Feliz como todos devem estar após qualquer conquista. E com os Mestres não é diferente.

E suas primeiras palavras após breve descanso foram: ”Não sou egoísta. Talvez pudesse privar um a um de vocês de algum sofrimento qualquer em particular. Alguns até bastante sério; que ao final quereriam excomungar-me e me escorraçar de suas vidas por um bom par de séculos por tê-los deixado à míngua. Mas em algum instante tudo voltaria ao normal, e então eu também estaria feliz por saber que não os privei de sofrimento algum”.

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domingo, 17 de março de 2013

Tao; a origem



        O Tao é como um recipiente oco
Quanto mais produz, mais difícil é de esgotar
Parece o manancial de todas as coisas
E em suas profundezas permanece inalterado, eternamente

Suavizando suas asperezas
Ordenando seus meandros
Moderando seu resplendor
Abafando seu próprio estrondo
Obscuro como as águas profundas, parece continuar ignorando de onde provém
Assemelha-se ao Ancestral de tudo
Tao te king – Lao Tse
Ed. Hemus/5a. edição

-0-

O Tao

   Sobre o

      Não início

     O não meio e

O não fim

Sobre o que não foi
E o que não será
E sim
Sobre o é eterno
A permanência do é eterno.

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O nosso Tao



  
        Tudo provém da origem

        Tudo retorna a origem

        A saída é agitada e curiosa

É sinalizada pela balburdia, pela luta

E assim mantêm-se

        O retorno é palmilhado pelo aceitar sincero

        É serenidade, conforto e aceite

        O que vai não entende o que vem

        O que vem entende o que vai

Pois tudo retorna a origem.

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No princípio não era modismo



(Isto sim que é exemplo de Low profile ou mais é menos...!?! ou o que o valha)


Não às pontes entre mim e você

Então o Mestre aconselhou o discípulo que eufórico, vinha anunciado a quem quer que encontrasse, a medida que despertava para a realidade de seu tutor. Sobre a singularidade do velho erudito, se comparado ao que assistiu ao longo do caminho até então trilhado:

“Não busco que convençam outros de quem sou realmente, caso entendam isto ser de alguma valia. Deixem que o façam por si só. Se não procuro eu isto, por entender ser pura falta de tempo, afinal o convencimento jamais será um bom argumento, por que procuraria ou deveria entender como boa, a oportunidade de lançar mão de pontes para essa dificílima tarefa?”

E alinhavou

“Se não é possível que te sintam, não é de bom tom que outros façam isto por você... e ainda menos por mim.”


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Vai vendo!


        
        Variando verdades até visualizar entre várias a Verdade verdadeira

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O instrumento e suas Ferramentas




        Faça o que puderes agora, com as ferramentas que tens à mão; é muito provável que jamais as possua novamente.

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domingo, 10 de março de 2013

Máquina de triturar matéria



Embora a tenhamos como sagrada, a morte não passa de uma máquina trituradora de matéria.

Um ponto estático (estático?) ou uma ponte entre a matéria e a não matéria.

Em algumas situações me pego pensando em como esta máquina irá me encontrar quando for cumprir seu inexorável papel de trucidar a todos?

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Longevidade II



        Viver muito é ótimo, desde que se viva bem, mas por enquanto, e há tempos, vivemos nos preocupando somente com o, viver mais.

Nem mesmo os inventores, os criadores de tempo – cientistas que aventam aumentar a sobrevida humana -, nossos homenageados de hoje, conseguem o prodígio do bem viver.

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Não me adicione




Outra vantagem de quando se é dono de caráter dúbio, (ou algum) em figurar nas redes sociais é que, por ser próprio dos tempos atuais não assumir a personalidade por necessidade do meio ou por medo de ser excluído, é poder então, ainda mais, escamotear suas falsetas de quando se está frente-a-frente com os seus – tarefa que à medida que o tempo avança se mostra tão escassa quanto constrangedora.

A desvantagem, diria o psicanalista especialista que detivesse algum conhecimento e coragem: reside no fato deste indivíduo social virtual levar um tempo maior para entender que o que faz ali é exatamente acreditar no perfil que auto impôs-se. Mesmo que este esconda ainda mais a mentira que sempre foi. Na net ou fora dela.

Este instrumento; acaba aumentando naturalmente o distanciamento do encontro do personagem falso, daquele real, que se mantêm escondido.

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Muito além do óbvio




No livro Ecce Homo, no capítulo “por que sou tão sábio” Nietzsche declara: “Minha humanidade é uma contínua superação de mim mesmo”.

        Por sua vez gostaria de imaginar a humanidade uma contínua superação além de mim.

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domingo, 3 de março de 2013

Sobre o que realmente interessa...




...depois que começar a entender que existem coisas que realmente interessam.

O que você acha, é ou não é?

Não sei se é ou não é; só sei que aquele que se atém a este tipo de questão é mais um que ignora a dimensão em que vive.

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Ainda duvidas?



Ainda que as palavras do Mestre parecessem um pouco ríspidas, todos o conheciam, e sabiam que apenas e justamente o ouvinte principal ainda as entenderia estranhas:

“Que tenhas dúvida é possível que entendamos.
Que duvidas;
só demonstra que ainda não está pronto
nem mesmo para teres dúvidas.”
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Do limite que possibilita o avanço



Geralmente após as guerras ou grandes catástrofes, as pessoas se juntam e levantam suas casas suas cidades, mas em determinado ponto se descobrem, ao observarem os resultados, muito mais fortes do que pensavam ser, do que se imaginavam. E continuam, mas continuam sabendo agora que não conheciam, não sabiam que seus limites eram negligenciados por eles mesmos por lhes serem totalmente desconhecidos. E o mote inicial: voltar com um país nos eixos, concertar o orgulho ferido; já foi superado, já foi alcançado, porém a força interior desconhecida, a revelia de todo o processo, também foi despertada, agora elas descobriam que podem mais, e, dificilmente irão parar. Eles querem mais, eles querem continuar.

Podem, quem sabe, superar ainda uma cidade ou um povo vizinho, ou até um país vizinho e se tornar um ou o maior exemplo do pós-guerra.

Sim, fomos ligados. Alguém conseguiu acionar alguns pontos dentro de todo um conjunto de pessoas que estavam adormecidas a não mais reconhecer alguns limites.

Porém isto é tudo muito complexo, e de alguma forma deveríamos ter um dispositivo a ser acionado onde pudesse ocorrer o que aconteceu com o Forrest Gump no filme, por exemplo.

Ele iniciou uma corrida ao longo de lotes vizinhos ao seu, um trajeto ainda menor do que o alcance de suas vistas, e continuou até o final da rua e até o final da cidade, e então decidiu atravessar o estado, o país. Foi de um oceano ao outro e ainda assim não parou. Até que um dia o faz. Pára, estático, e diz, já é o bastante.

Quando cada um dirá para si, ou se perguntará se pode ou não, se está livre ou não para dizer para si mesmo: já é o bastante.

Quando um governo poderá dizer para um país inteiro, podemos agora diminuir nossa agressividade com relação à superação econômica, bélica, industrial, mecânica ou coisa que o valha?

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