domingo, 24 de novembro de 2013

Zerando



E o Mestre continuou...

        ... e o mais correto seria viver isso a partir de então – é somente a partir de uma apurada conscientização que poderemos apontar um sentido real à vida. Zerar todo o processo pessoal em andamento e com inteligência, - somente alguém com uma inteligência afinada é digno de fazê-lo - reinventar sua vida mesclando o aprendizado que lhe foi útil até então com essa nova consciência de que não temos capacidade suficiente para ir além de nossa evolução pessoal* neste plano – que poderá, ainda assim (dotado dessa consciência superior), ser mínima, diga-se de passagem, e, mesmo que esteja impregnada de razão, deve não ser radical em raciocínios e deixar-se mesclar pela sensibilidade sempre essencial a pavimentar uma vida de sentidos.
 

*Algumas pessoas, buscadores ou curiosos, acabam chegando a conclusão única; comum; de que não é possível ir além da matéria neste plano, e ainda que descubram formas alquímicas ou sensitivas de transgredir as barreiras grotescas que delimitam a matéria, ainda assim descobrem que, independente de o quanto sabem, sempre - uma vez neste plano - estarão conectados radicalmente ao corpo físico que é um limitador inflexivelmente incômodo para as experiências mais sutis.

 

Detalhe do texto “O quão póstumo sou? – Minha Moeda é o Mal”

026.g cqe

Amigo não pesa



Ao amigo não nos pesa dizer sim,
mas ah! Quanto pesa ter um pretenso amigo;
vivemos o dilema de não podermos dizer não
e a inconveniência de
forçadamente aceitar o que nem sempre nos agrada.

025.g cqe

terça-feira, 19 de novembro de 2013

arterisco*



*Não existe arte sem risco
 
024.g cqe

Unanimidade positiva



Em um mundo onde se aprendeu a elogiar por interesse e a criticar por despeito, ninguém conseguiu nos últimos tempos uma unanimidade de opiniões emocionadas e obrigatoriamente sinceras quanto Ayrton Senna.
 
Nossa homenagem aos 20 anos
da última vitória de Ayrton Senna
 
023.g cqe

Isso em 1945



“O rádio é o que é não porque exista algo inerentemente vulgar, imbecil ou desonesto em todo o aparato de microfone e transmissores, mas porque todas as transmissões de rádio atuais em todo o mundo estão sob o controle dos governos ou de grandes companhias monopolistas que têm interesse ativo em manter a condição reinante e, portanto, em impedir que o homem comum fique muito inteligente. (…) Cada vez mais, os canais de produção estão sob o controle de burocratas, cujo objetivo é destruir o artista ou, ao menos, castrá-lo.”

 

A Poesia e o Microfone, de George Orwell

022.g cqe

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Utopia



...porém,
se pudéssemos elevar o plano conhecido
à um nível à alguns graus a mais de sutilidade;
à níveis mais espirituais.

021.g cqe

Pessoas que me calam





 
O amigo que a toda conta busca
 silenciar-me
 não o faz,
 tanto quanto
 aqueles que incentivam a expor-me

 
Os tempos mudaram; já se vão longe os dias em que uma boa conversa me animava a continuar a falar ainda mais. As alegrias dos contatos não percebidos. Não percebidos sim; porque não tanto a inocência, porém mais pela falta de entendimento, da não compreensão de como é a maioria dos contatos verbais sem maiores pretensões; sem as seriedades da vida: vagos e quase sempre, estéreis para uma continuidade que acresce, então, jamais foram percebidos com a atenção devida.

Tudo está mudando, e rápido. A cada dia, mais pessoas me calam. Quanto mais elas falam mais elas me calam. Elas não deveriam me dar tempo para pensar, porque, assim que o faço é fácil entender que nossa conversa mais uma vez foi em vão.

Reluto contra um amigo, (alguém mais querido que me pede paciência) mas peço perdão, não é mais possível essa perda de tempo. Ainda que o tempo não exista é preciso calar-se para qualificar o que talvez um dia tenha que ser dito. É sabido que a quantidade nivelará diretamente a qualidade final embora não seja apenas por isto que entendo a necessidade do calar-se e sim porque existe muito ainda daqueles que insistem em que falemos apenas porque têm eles a ânsia vazia de continuarem, a reboque, manifestando-se a exaustão.

020.g cqe

Assim manter-se



De posse de padrões sérios de moral e ética, é relativamente fácil entender-se assim ou assado, ao fazer uma auto avaliação mais demorada sobre si mesmo ou em algum momento especial ponderar positivamente sobre uma atitude de modelo exemplar tomada em detrimento de uma série de outras nada ou não tão nobres; porém a dificuldade real; maior, reside não em saber, ou auto conhecer-se e entender ser capaz de atitudes elevadas, mas sim, conquistar a certeza de que agirá sempre assim. 

019.g cqe

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Alta fidelidade




Usei aqui o título “Alta fidelidade” porque ao ler o texto do senhor Fabio Silvestre Cardoso sobre A. Camus no Rascunho de novembro entendi perfeitamente o seu significado, tanto que resolvi criar este pequeno espaço para também homenagear este homem, singular em suas reflexões, e é claro, parabenizar estas páginas escritas do Fabio, que podemos entender como uma compilação lúcida de idéias e opiniões.
 

Rascunho


 
018.g cqe

Felicidade e idiotia






 
O filósofo Luiz Felipe Pondé ao finalizar uma colocação na TV Cultura no programa Matéria de Capa deste domingo lembrou que devemos ter cuidado, pois através da felicidade podemos ser levados a nos comportar como idiotas. O que é uma verdade, porém é preciso não confundir as coisas e relaxar, não esquecendo também, que existe uma situação ainda pior, que conduz o indivíduo a um estado de contentamento, porém neste caso é preciso ter um pouco mais de cuidado, e isto acontece quando o sujeito está apenas alegre e se entende feliz; no caso esta satisfação, quando exagerada e não percebida, pode, facilmente, ser chamada de idiotia.

017.g cqe

domingo, 10 de novembro de 2013

com.cordância




Eu fico a falar sobre o quão iguais todos somos no sentido inapropriado do existir, e o meu público de nunca mais de dois, por pura simpatia, face-a-face, concorda. Enquanto em seu pensar, na realidade entendendo-se diferente, de mim discorda, ainda que – desatentos - ajam como os personagens da prosa...

...ou talvez por isso.

016.g cqe

Dos contatos com Nosso inseparável Dragão



        Mostre a mim como me conter? Como não chorar? Ou melhor; não me mostre.

        Conto o que sinto e então dirás – mas para isso antes: precisa sentir algo - a partir do meu e não do teu ponto de vista, se deves ou não corrigir sua negativa; sua crítica; seu menear de cabeça contra meu sentimento fraco e consequentemente de meu destempero, meu desequilíbrio frente ao que comove.

         Tome lá então...

        Se o Dragão chega até você; - não é um... é O – e independente se Ele está de bom humor e aparente ser uma iguana doméstica bem alimentada. Você O tem como o É. A águia não perde sua majestade e deixará de ser respeitada por parecer uma chama inofensiva enquanto brinca com seu filhote.

         Com sua baforada benfazeja e secular, totalmente apartada de qualquer humor injusto por carregar Ele a Sabedoria da diferença. Emite sua rara opinião, porém mais; explico. É muito provável que não tenhas notado isto antes de atacar-me: que meu pensamento foi aprovado.

Agora o ponto. Antes de sê-lo, aconteceu aquele que para um simples mortal é o néctar de todo um trabalho que vem se processando a mais de uma década: disse-me Ele que não havia entendido e sugeriu que explicasse... repito, este é o ponto.

        A aprovação posterior era inevitável, (ou melhor no meu entender menos valeria então); e digo que lanço mão aqui de toda a simplicidade possível que eu possa reunir. O bom pai reconhece o apelo do filho entre milhares de outras vozes.

        Senti-me na obrigação então de explicar a você, - um ser ausente de coração, e tão presente em olhos. Contrariado. Mesmo sabendo que sou horrível fazendo isso. E também, não apenas por você e sim por todos aqueles seus parceiros que por não entender o meu sentimento puro fizeram coro contigo desrespeitando tanto a mim quanto ao Meu Mestre Inatingível. E agora talvez eu possa repetir a questão primeira. Entendo que compreendestes e estás pronto tanto para rever seu ar assoberbado de troça quanto à respondê-la: Mostre a mim então como conter-me? Como não chorar? Mas lembre também que isto é retórico, é apenas uma licença poética, o que quero mesmo é que nada fales...

não tente me mostrar nada.

015.g cqe

domingo, 3 de novembro de 2013

Solidão da alma




Dizer querer aplacar minha solidão real e querida não como alguém que se doa e que sente a necessidade de outrem, mas sim para aplacar a sua enquanto busca apanhar ainda mais um – como um sacerdote ávido a igualar sectários. Por não entender como um sujeito desapossado consegue ser só e ainda assim aparentar ter mais do que alguém que se julga um exemplo social e que possui tanto quanto todos, numa mescla confusa de curiosidade e descrença; é tanto não entender quanto deixar a mostra um tipo de egoísmo ainda desconhecido.

014.g cqe

“Fala-nos das roupas”



 
 
“Vossos trajes ocultam muito de vossa beleza,

porém não escondem o que não é belo”

 

                                                                                                                                              O Profeta   

Gibran Khalil Gibran

                                                                                                                                               ACIGI/1980

013.g cqe

 

domingo, 27 de outubro de 2013

Plano da felicidade



        Perguntei então ao mestre, por que temos a impressão de que com frequência damos preferência, ao nos recordamos: às coisas ruins às boas?

        É porque as ruins são daqui, deste plano, respondeu; já as boas, assim que ocorrem são armazenadas no plano da felicidade, muito além daqui – e são mais difíceis de serem acessadas -, e lá, existirão para sempre assim como nós. Já as ruins permanecerão eternamente aqui, acessíveis apenas enquanto habitarmos este plano exíguo onde impera muita tristeza.

012.f cqe

Uivo não ordinário




A minha vivência cotidiana atual; o grupo de ações – que aqueles que me assistem assistem - que poderiam ser classificadas como banalidades externas e descartáveis dentro de um executar mecânico ainda que me mantenha mediocremente existindo como um sobrevivente social, responde em parte o grito contido na minha escrita, mas pode que esta escrita seja exatamente, fruto deste grito contido!?!
011.f cqe

sábado, 19 de outubro de 2013

Ainda um pouco mais sobre contextualização



Ao mesmo tempo que precisamos rever, vencer, excluir, contextualizar e erradicar dogmas é preciso ter coragem para em meio a uma argumentação generalizadamente tendenciosa e oportunista voltar a falar de valores, amor, continuidade da vida, transcendência em um sentido mais cientista e menos religioso, de uma ciência voltada para o todo coletivo sem prêmios ou benefícios maiores para o cientista ou para quem quer que seja. Falarmos em igualdade, e eliminar desinteresses outros que não seja o bem comum. Promover a doação, não como um sentido do doar-se vinculado a uma seita, religião ou doutrina, mas a soma do pouco que gera o muito, sem outro interesse que não seja o seu próprio (não egoísta) através da evolução do todo; do meio.

010.g cqe

Rumo ao Denso Indestrutível



         A busca compara-se a um desses homens de governo que são utilizados em missões especiais. Pode; que se passem anos sem que ele seja escalado para um trabalho que realmente lhe interesse, para o qual fora preparado, e ainda assim ele continua exercitando-se como nunca, e a postos. (assisti a um filme recentemente onde o atirador ficou dois anos indo para um mesmo local montar guarda sem que pudesse; sem que fosse autorizado a atirar uma única vez)

         O verdadeiro buscador não reclama, não desiste, extingue a vida ora imaginando, ora parecendo, ora acreditando nada ter aprendido... e continua. Paciência é a sua maior virtude. A não espera. A não expectativa. Porém é um inconstante no que diz respeito ao acômodo. Por entre aquela mansidão de samurai experiente, há, corrói-lhe, silenciosamente, um turbilhão de energia que somente ele sente... ou a ele faz sentido. Está blindado dentro de sua alma que, ainda que serena, está invisivelmente ativa para o observador externo. Mas sabe ele que é este ativar regulado, nivelado, equalizado que aos poucos o está conduzindo para o Denso Indestrutível.  

É certo e saudável que conservemos o espírito arguto. É somente o ser inteligente que sabe à hora do saber para então eliminar o invólucro e retirar o néctar precioso. Sabe ele que os segredos do existir somente se darão de forma limpa e total quando uma série de conjunções próprias à isso dar cabo estejam alinhadas. É também por isso que se deve estar sempre preparado.

009.g cqe

domingo, 13 de outubro de 2013

Como continua depois que termina?



Ao final da versão de Anna Karenina 2012, filme baseado no romance de Liev Tolstoi, dois pontos particulares vieram-me a mente durante as inegociáveis discussões que travamos sempre após um filme, ou de uma história significativa.

        Uma diz respeito a um determinado amigo inconveniente que insiste na pergunta “como continuam as histórias de amor depois que elas acabam?”. Defende ele a tese de que todas as histórias de final feliz somente assim o são porque é somente até ali que são contadas – é um sujeito intragável.

         Questiona o seu continuar; questiona o: “felizes para sempre”. É claro que é uma brincadeira sem maior importância, mas é de se perguntar: que tipo de pessoa triste, mal amada, amarga, levanta um questionar tão impertinente? Será ele também resultado ou outro personagem de uma história sem final feliz?

        E no segundo momento, lembrei também de uma amiga, esta, já mais estudada, ligada a turma dos especialistas que quase garante, embora somente não o faça porque não dou o braço a torcer de perguntar incisivamente sobre a questão, mas, afirma com veemência, que a paixonite aguda, em sua maioria esmagadora, não passa de dois anos, diz ela: “coisa de cerebelo”. Vai saber!?!

         Independentemente de estas questões colocadas serem descabidas ou não, fato é que a história de Anna é especial para que uma série de perguntas surja e polemize este, ou o entorno deste que é o moto condutor principal do ser humano, diria eu (contrariando até algumas pirâmides científicas que existem por aí), após a luta pela sobrevivência: o amor.

         Da minha parte, a questão visceral após estas duas colocações externas inicial: tem mais a ver com a tristeza, as tragédias, as grandes tragédias. É só assistir Shakespeare (que me perdoe o Liev), por exemplo – a que precipício é lançado todos aqueles que optam pelo ímpeto da escolha desarrazoada do amor ao invés de abdicar deste momentâneo instinto que no mais das vezes – é inegável - é carnal. Por ter sido untado em nossos trabalhados humores sociais humanos: orgulho, vaidade e competição (conquista).

         É de um impulso também, que anoto a expressão: desarrazoado. Porque todo o apreciador destas historietas entende que não é fácil que os protagonistas esperem algum tempo até que encontrem um caminho, lógico, legal, digno, aceito pela sociedade; – este é quase impossível – para que aí, os ofendidos ou contrariados na, ou à situação, entendam e aceitem o amor até então impossível ou adormecido ou, finalmente sobrepujado e levado então as somente (como se vê na película) iniciais e não raro: fugazes, inflamantes e impensadas entregas.

         Quero dizer que no mais das vezes, a felicidade momentânea; de súbito, não superará o peso, digo, o amor exacerbado, voluptuoso, torrencial. Parece-nos, num primeiro momento: similar a um gozo, uma ejaculação, ou seja, tem início e fim e o fim é fátuo por eminência, e também como se faz ao escolher furtivamente a primeira cama assim que os amantes se entendam donos da situação, enquanto o sangue aumenta a pressão arterial, quando, é bastante comum; cessada a ardente seção, já durante o cigarro, ao pé da cama: um sentimento estranho de que parecia ser melhor (ao olhar para trás onde a já não mais tão bela assim relaxa) que naquele instante estivesse só ao dar a última tragada. É mais ou menos isto que acontece, - ou nos parece que é esta a sensação que alguns autores tentam nos passar - após tomada a escolha de raptar a amada de sua vida infeliz ao lado do escolhido anterior.

         Somado a isso, temos a minha amiga que garante (no início deste) que o cerebelo está por trás de tudo, incentivando o que é certo, ou seja, o que é certo para ele, que tudo já está programado para ter um fim; que a contagem dos dois anos é iniciada após o primeiro encontro. Digo que não é fácil.

         O romance de Tolstoi é provocador justamente porque ele embaralha – e é assim que uma boa história deve ser – a razão e o sentimento. O sentir nos joga na correnteza da ação mais ou menos pensada – mais pra menos. Enquanto a razão, em meio ao pensamento que sofre a privação, pondera e age como uma trava, como uma porta cerrada que prende a ação impetuosa, a ação impensada, e, provocativamente, desmentindo isto tudo, já no início da história, ele deixa claro que nem todos estão preocupados com as etiquetas do certo e errado convencionado pela sociedade vigente. E cutuca quando alguém diz a Anna que prefere sofrer pelo feito a chorar um desejo abortado.

Para alguém dado ao pensar é bastante fácil, ao deparar-se com esta história, deixar-se levar pela razão e chegar a conclusão de que o amor verdadeiro é raro ou mesmo não é para nós, meros mortais de pensar atrofiado. E que ele, habitualmente, leva à tristeza e a infelicidade.

Mas, não sejamos como o amigo do exemplo primeiro e, é claro, que todos nós temos o direito ao nosso naco de felicidade, é só aprender como agir – ou não!?!

008.g cqe

Nietzsche nos incentivou a ousar...



...mas deixou claro, que se se dedicar a isso: faça-o com inteligência.     

Nada mais justo que também nomear Nietzsche como o primeiro e único Artista do Pensamento Surreal. Nietzsche - além de tudo o mais - provou pra nós que o analisar não tem limites, que podemos, ou que poderíamos pensar o absurdo (ou não) do que poderíamos ter sido ao trilhar outros caminhos (pré-pensados), mas por outro lado – o seu efeito: o absurdo que somos por ter escolhido os caminhos que escolhemos (impensados ou pensados a roldão). Talvez, então, boa parte do pensamento de Nietzsche possa ser resumida apenas nisso; que não há limite para o nosso pensamento, porém ele bateu pesado em todos aqueles que ousaram agir em descumprimento a esta regra básica: na tomada de ação sem um discernimento de pensar mínimo.

007.g cqe

domingo, 6 de outubro de 2013

Não ao radicalismo estúpido XXI



Ao observar alguns autores que: mais por esperteza que por estudo, mais por inteligência que conhecimento; descobriram no questionar a existência de Deus um filão econômico que os está deixando tão poderosos que até mesmo Ele; entendem poder desafiar. Temos para estes uma única e simples colocação...

A fé é cega, mas quem tateia no escuro é a ciência.

 

“A ciência sem a religião é manca,

 a religião sem a ciência é cega.”

Albert Einstein

006.g cqe

“Não acredito; estou vivo”



Aquele que transgrediu as leis morais da convivência social, esquecendo-se da igualdade equânime e harmônica (inconscientemente ou não), somente adquirirá a consciência de seus atos após a morte, em algum espaço tão inquestionável quanto. Quando descobre estarrecido, que continua vivo.

005.g cqe

domingo, 29 de setembro de 2013

Além da utopia



Perderemos o contato com o paraíso não mais por apenas termos abando a religião e entender este assunto fora de época, mas por não entendermos haver significado em praticar o bem por si só e então termos direito a um espaço longínquo, definitivamente tornado utópico em mentes que se entendem a cada dia mais conectadas apenas ao chão.
  
         Assusta, um pensamento que me ataca,

onde custa acreditar que estejam certos,

 aqueles que já declararam que nosso sentido mais aguçado

 é para o mal* - Estamos ficando tão impregnados do mal,

de vícios, que ao aventarmos um mundo perfeito,

tememos-o, sem graça;

não o conseguimos imaginar fazendo algum sentido.  

E então desistimos

                 

        *Do mal: uma concepção errada de que certa dose de truculência, de resistência, de demagogia, e até mesmo de perfídia, de algum tipo de punição por algo arbitrariamente não aceito, enfim, uma ação contraria a ordem oposta, – geralmente imposta sem discussão e sem observar devidamente o direito contrário - fará com que se obtenha o ajuste necessário ao jogo de interesses do negociador com melhores armas, ou mais desprendido em aplicar tais medidas.

Da Série; vamos prorrogar a existência dos sentimentos
 
004.g cqe
 
 

A transcendência é atemporal



 
 
Não existe futuro. Admitir futuro seria admitir um Fim.

 

“A distinção entre passado,

 presente e futuro

 é apenas uma ilusão

 teimosamente persistente.”

 Albert Einstein

003.g cqe

A velha matéria Moral e Cívica repaginada



Você é livre, é verdade, mas, se não respeita a lei sagrada do livre arbítrio; apenas; por favor, tente ao menos aprender como não se tornar um parvo inconveniente.

002.g cqe

Corruptela cartesiana



Analisando um que outro blog por aí, e fazendo uma relação da corruptela - onde se quer mais intelectual que criativa: “blogo, logo existo”; dá para perceber que o cara não pensa; logo, poderíamos afirmar que ele não existe?


001.g cqe

sábado, 21 de setembro de 2013

Vacuidade negativa



 
Nadas e coisa nenhuma...

...e tudo

        Somos vazios, e, cerrado um mistério, queremos outro para completar nossa vacuidade. Se compreendêssemos a importância da apenas existência, já nada mais além dela aqui importaria, nada mais que apenas entender que há mais... bastaria apenas acreditar.

099.f cqe