sábado, 21 de setembro de 2013

Há tempos que ouço:



“os jovens são o futuro do país”
Sempre atento à ebulição sócio político mundial, com atenção redobrada às recentes notícias devido aos acontecimentos de acomodações (ou seria desacomodações?) das últimas décadas em todas as partes do mundo neste sempre espinhoso campo de lutas; observo. E então, dessas observações, analisando com mais carinho a participação quase sempre massiva dos jovens nas insurgências “protestístas”, deparo-me, ou convenço-me; de posse de um apanhado, de uma coleção de acontecimentos históricos, quando arquivos de um e outro país, com ou sem ditadores declarados, me esclarecem (com uma visão nada distorcida) uma dúvida que por anos me persegue.

Assim, por agora, mas finalmente, é compreensível entender, ou mesmo aceitar – ainda que permaneça contrariado - a frase: “o jovem é o futuro do país” – não posso me eximir de culpa aqui, aliás, esta falta passada, agora respalda meu pensar. Corrobora desavergonhadamente minha opinião. Pois, somente agora compreendo que os comandantes, com seus falatórios manejadamente inflamados, e de posse – quase em sua maioria - de personalidades irresistíveis, (colo aqui a observação de um destes historiadores lidos) dirigidos à estes alunos que pouco ou nada sabem da vida. Astutamente impõem o que querem em cabeças ainda vazias de experiências, porém prenhes de sonhos, expectativas e crenças. Cabeças estas que, habilmente manipuladas, armam contra si mesmas as arapucas que tornarão seu futuro tão incerto quanto o foi a geração de seus pais e será ainda... de seus filhos.

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(Des)acômodos equivocados


Já no fim da vida, um que outro (já rico ou ainda pobre; materialmente falando) se arrependerá por não ter parado quando possuía apenas ele e a mulher um filho, uma casa, um emprego mais que suficiente e um carrinho na garagem.
 
        Da série: desviando o foco do que é ser rico.

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domingo, 15 de setembro de 2013

Deus existe?



Ainda um pouco mais sobre os Mistérios que para sempre assim deverão permanecer.
 
...também no que se refere à carência de provas para se afirmar vivo Este ou outros deuses; nada mais é que: sendo o homem dado à prática do esquecimento comum e então propenso a banalização do que domina, - principalmente por negligência ou por se entender já superior ao que lhe deu origem – assim também seria com o Sagrado.

É justamente por pertencer Ele a uma classe bastante superior ao plural comum, que o próprio Mistério se mostra à poucos; pois é certo que somente o raro é precariamente valorizado, e, se por ventura caísse na popular banalização: veríamos derrubado o último portal de sinergismo do homem, por exemplo – utilizando, oportunamente, uma coloquialidade mais local.

E para alinhavar, ou arrematar esta ideia; é somente por recear o desconhecido que a humanidade não soltou totalmente as rédeas da barbárie. Devemos concluir disto que existem inegociáveis motivos para que os Mistérios atribuídos ao sobrenatural permaneçam perturbando o cético.

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Com a contribuição da Sempre Minha "Jehanne"

Assimilando nossa pequenez



Enquanto não assimilarmos verdadeiramente, e não apenas devido ao medo, ou ao aceitar veladamente impositivo por conta do ignorar preguiçoso: que há mais; que não estamos sós; que existe uma hierarquia universal a postos para colocar ordem; em organizar todo esse misterioso - e para nós, indecifrável – processo.
E ainda: que não passamos de meras crianças, que, sem o acompanhamento de alguém responsável, estamos a dissecar um organismo a nós totalmente estranho. Persistirão as dúvidas, sempre que apontarmos os olhos para um novo sítio esquadrinhado.

E, como se isto tudo não bastasse, temos uma equipe de céticos especialistas estudados que se inteiraram sobre tudo, que, mais por esnobismo e menos por entendimento, repassam informações errôneas, limitadas em seus míopes princípios, que agravam ainda mais o estado já estranho à todos.

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Satisfeitos



 
Provindos de plagas indizíveis

Vagam/ ainda por um período que aos precedentes

presos ao tempo/ pode chegar a uma eternidade

pouco diferente das procedentes prisões

outro umbral/ agora na matéria grotesca

– acostumando-se

Aturdidos com a luz que cega

agitam-se na efervescência dos prazeres

da diversão/ revolteando ainda no nada ignoro.

Satisfazendo-se

quais mariposas em volta do primeiro lume do dia

e se demoram/ ainda muito distante

sem direcionar-se verdadeiramente

        à fonte real de toda a luz que não mais cega...

apenas não interessa.

 

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domingo, 8 de setembro de 2013

Atenção à leitura



Todos nós, principalmente devido à pressa, porém muito está vinculado a indolência. Queremos nos deitar em uma cama de pureza, queremos crer puro, tudo o que nos é mostrado: no livro, na notícia, no relacionamento.

Queremos e tentamos a todo custo continuar apostando no que instrumentos que acreditamos sérios estão a nos mostrar. Porém nunca, em nenhum instante o olhar de crivo, o sentimento de atenção; em nenhum tempo passado deveria ter sido negligenciado, e por agora: ele nunca foi tão importante e necessário. Porque é no agora que as decisões são tomadas.

O quanto é possível acreditar, - em que porcentagem - do que nos está sendo mostrado – e em caso de dúvida, em que turbilhão caótico estamos entrando?

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Ideologia da imaturidade



O jovem não deve ter vergonha, quando tarde descobrir o erro, muito menos ser punido ou observado com desafeto por carregar durante suas ilusórias passeatas, bandeiras impregnadas com os nomes de assassinos e foras da lei que saquearam o país, por desconhecer a história.

É o governo, é o estado, este sim, mesmo o atual - que tenta sempre responsabilizar o passado alheio pela ignorância presente - quem deve envergonhar-se por seus jovens ainda carregar como bandeira; exibir como um selo, um símbolo máximo a foto de um ou vários facínoras que roubaram e assassinaram inocentes. Quando entendem, estes incautos promovedores de levantes, muitas vezes arrolados convenientemente na alterca, que aquela figura está a chancelar; a avalizar; a dar força, a sua lista de reivindicações.

*

(nos livros “História politicamente incorreta do Brasil/América Latina”, os autores dissecam a verdade por trás da história contada nas salas de aulas; com uma riqueza de detalhes impressionante, fica aí a dúvida: é mais crível acreditar em quem?)

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Espero que não



Após pouco ter entendido do que explanou, falei-lhe, num tom que se deu entre um misto de ameno e conciliador. Sobre o quão importante foi sua conferência, embora sentisse, ao olhar para a assistência, (vi-me na obrigação de observar) que nem todos entenderam a natureza de suas análises (nem mesmo o pouco que havia eu assimilado) a julgar pela falta de comentários ao final.

Estava realmente incomodado; mais, (naquele momento acreditava) devido à falta de participação, ou no mínimo apatia dos demais ouvintes. Em algumas situações a gente se envergonha pelos outros; do comportamento alheio. É uma espécie de escusa, que ao final sabemos; é ineficiente.

Entendeu minha colocação e agradeceu, e, buscando me acalmar, como sempre simpático, assustou-me, dizendo que não o preocupava que não lhe entendessem agora, e afirmou: “Em algum momento futuro, e aos poucos, um a um entenderá que estava certo”. Então se calou.

Fez-se um minuto de silêncio enquanto, ao menos eu, contrito, pensei um pouco melhor no seu discurso, e particularmente, em algo que se encaixou dando um nó em minha mente, e então respondi.

“Espero que estejas errado.”

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Marca-página



...uma pedra no livro

Não deixes um marca-página por muito tempo dentro do livro, além disso parecer um descaso com o livro, mostra que és negligente e omisso, pois você também não gostaria de permanecer por um longo tempo com uma pedra em seu calçado, é certo?

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domingo, 1 de setembro de 2013

De alguma forma a coisa acontece



São lindas a inveja e a competição. Somadas, elas contribuem mais para a beleza do mundo que o bom gosto, a sensibilidade ou mesmo a verdadeira técnica almejada pelo profissionalismo, juntos.
 
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Da série: Da ilusão que não trás nada de bom



        Mesmo na ilusão – estado natural deste Placenta Terra - é possível que ao manter o foco em algo que o torne um ser díspar neste mar de igualdades desiguais, consigas evoluir ou contribuir, ao descobrires que mesmo que todos somos iguais, ainda assim alguns conseguem se conectar de alguma forma com estados superiores, independentemente de estas conexões dar-se mental ou espiritualmente. E assim, nesta contribuição para o todo ainda comum, construir instrumentos que facilite a existência dos demais que nada percebem sobre o seu, ou este superior e possível a todos, estado de graça. Porém ao alcançar, ao acessar de forma bastante simples este diferencial, este dom, esta inteligência que parece ser superior, nem sempre é possível que o estudante se mantenha preso aos seus mais rígidos propósitos da doutrina da igualdade imaginado inicialmente, justamente porque, ao abrirmos; ao nos ser possibilitado; ao nos depararmos às porta das conquistas, fechamos,  descuidadamente, a porta do altruísmo. Em suma, mesmo na ilusão é possível que consigamos, mas ainda assim, após a conquista, a própria ilusão faz com que algumas destas novidades nos distraiam do desejo inicial que passava muito longe do que visualizamos hoje; do que nos é proporcionado agora na abastança, porém, como não renegar isto, como não negar que merecemos toda esses novos prazeres que a ilusão proporciona; e aproveitá-los e desfrutá-los em ações que à muitos não iludidos, é praticado com egoísmo!?!

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Apenas perdoo...

 
... é o que me cabe

Disse ele então: Eu perdoo, mas terão sim, que apagar a minha memória se quiser que eu esqueça.

 E parecendo meio que fora de si completou: Mesmo que apaguem a minha mente, ainda assim haverá para sempre no arquivo da eternidade alguma forma inquestionável de acessar tua falta para comigo, e reaviva-la, para que então eu tome, uma vez mais, muito cuidado em relação a você.

        Assim disse ele

            e o disse bem

            e o disse de novo

        Insistir na dúvida se deve ou não perdoar; se perdoa ou se conquistará finalmente o perdão, nada mais significa que um despreparo para o real significado da existência; que se está ainda emaranhado em uma consciência equivocada de sofrimentos de causa e efeito, quando o que deve ser buscado, o que tem valor para a nossa evolução é não mais se importar, em momento algum, com uma sequer destas quatro condições. Fez está feito, é vida que segue. Se provocou, assuma; se sofreu, esqueça. Além daqui tudo é ainda mais rápido no que diz respeito às mesquinharias humanas. Um pai determinado não tem tempo para choramingas de filho negligente.

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Entre (a)parentes




       Depois de sondar a ideia de alguns parentes que com certeza me escolheram – em algum momento muitíssimo distante daqui – para, ou por algum motivo fazer parte de suas famílias, entendi que:

        A cada dia mais me convenço de que não me engano com o humano; comprovando a certeza de que todos, diariamente, dão o seu melhor, isto torna definitivamente impossível que venhamos assistir alguma virada histórica altruísta por parte de qualquer um deles.

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Entre (a)parentes II



Ao notar alguns parentes que insistem no que eles entendem por ato falho o fato de eu não professar a mesma fé deles, cheguei a conclusão de que não tenho certeza em relação à fé, porém estou convicto que a religião aumenta consideravelmente; desperta viciosamente o dom da hipócrita nos mais arraigados fiéis.

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domingo, 25 de agosto de 2013

Como o mestre funciona – parte XXVII


 

Perguntou-me então, alguém muito ingênuo, como funcionava esse lance de mestre.

Disse que o mestre funciona mais ou menos como um médico.

Se o respeita, não o consulte se queres manter sua vida de folgas e não restrições quando algo o incomoda, pois, provavelmente, se o questionar sobre o que pode ou não pode, podes estar certo, se há a dúvida, com certeza aquele caminho está prestes a ser tolhido.

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Ainda o caos




O caos deve ser observado como as explosões no interior das pedreiras; das minas. Sem elas o trabalho avançaria muito lentamente, e às vezes nem mesmo isto.

Sem elas nem sempre seria possível extrair as joias ali encontradas decorrente das detonações.

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Das Verdades Pétreas


Eu acredito no que acredito

Existe uma grande diferença em acreditar em alguém ou algo e, quando parar para pensar com seriedade para avaliar ou firmar estas crenças – situação rara essa depois de alguns anos entendendo-se convicto de suas escolhas. Manter-se firme e convencido de que acredita piamente no questionamento que insistente se apresenta sem um mínimo volteio de olhar em busca de certezas que não existem.

E mais, que seu acreditar é baseado em propriedades inalienáveis; de tal ordem, que nada ou ninguém, - venha de onde vier; dos céus ou de fora deles - fará com que arrede um pé, ou reforçando a questão: sua segurança se faz tamanha, que não existe força capaz de demovê-lo de seu cônscio acreditar; aqui ou em qualquer outro estado consciente.

Assim: acreditas então no que acreditas?

Em alguns momentos de nossa caminhada era importante propor-nos esta questão, porém quando? Quando se tem maturidade, conhecimento, sabedoria, lucidez para tanto?

No momento, observando-me mais como um fanático por mim mesmo entendendo que acredito no que acredito. Talvez ainda não tenha todas ou nenhuma qualidade para fazê-lo, mas já estou exercitando.

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domingo, 18 de agosto de 2013

Quando aplicado com inteligência;...



“Todos os limites são pactos a espera de serem quebrados ou ultrapassados.

Qualquer pacto pode ser quebrado desde que primeiro se idealize a sua quebra.”

Cloud Atlas

...daí, dá-se a evolução.


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A mágica do êxtase comum



Perguntei ao Mestre, como é possível definir uma sensação inexplicável ao experimentar o néctar volátil e doce da essência, ao sentir o êxtase; a mágica de esta-la absorvendo sem jamais poder compartilha-la?

"Não o faça," sentenciou. "Simplesmente sinta, isto é raro, único e seu. Agradeça, fique em êxtase, permaneça neste brevíssimo encantamento o mais possível e principalmente, entenda que: se isto por existir, assim num lapso de tempo; e mais, a você, e aqui; é possível e existe em um tempo além ou aquém da forma material grotesca... em um outro estado de existir, tão puro, que poderá então ser observado por todos - essa peculiaridade que apenas você teve a felicidade de vivê-la."

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Não, eu não sei o que você está passando



Com certeza, ainda, e por toda a eternidade, uma vez que nossa condição de raciocínio padece dos revezes de incontáveis notas de comando externo, seremos alvo de sofrimentos indescritíveis, porque, aqueles que sabem; ou quando somos nós mesmos atacados por provas e expiações infernais, não conseguimos passar a mínima parte a alguém próximo que seja; ficando todos então a mercê de suas próprias ações negligentes, lançados a própria sorte. Jamais imaginando que nosso desdém a este capítulo que pode ser tão nefasto durante nossa passagem terrena, nos prepara, a duras penas, para que finalmente entendamos que também nós, no devido tempo, seremos (ou fomos) capazes de suportar o insuportável. É esperar pra ver (ou sentir).

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Limites



É bastante difícil nos valorizarmos sem que ultrapassemos a barreira do esnobe.

Todos aqueles que cresceram antes da gente e procuraram insistentemente com seus valorosos conselhos de desprendimento fazer com que buscássemos também a nossa superioridade altruísta, indicavam; ensinavam; que aprendêssemos a nos valorizar. Que fossemos autoconfiantes; porém não é fácil sê-lo - fazer esta passagem; conseguir esta transformação - e manter-se humilde ou sem que adquiramos o câncer nocivo do orgulho que tanto prejudica a caminhada rumo a excelência como pessoa.

        Tão difícil quanto superar uma deficiência genética que faz o homem sentir-se inferiorizado é suplantar esta montanha sem que, uma vez ensimesmado, depare-se no topo de outra ainda maior, que agora, diz respeito à montanha que o mantém blindado para a humildade, encimado de uma torre que por certo, é bastante diferente do estado anterior de inferioridade. Este, agora, travestido da vã superioridade, deveria sim; envergonhá-lo.

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domingo, 11 de agosto de 2013

Feito é fato...



...por toda a eternidade; até mesmo à ainda desconhecida.

         Descobri somente agora que eternamente significa realmente eternamente – de uma maneira ruim isto me aconteceu. E apesar de tudo, estou melhor por estigmatizar isto através de algo que muito me entristece, e o fará para sempre... enquanto me lembrar, e quando já não mais, também assim o desejo.

Tentei em vão desviar-me até hoje desta sina que muitas vezes pode ser desonrosa, mas não, não e possível que o eterno se esvai no nada, isto não existe; feito é fato.

        Uma vez executado o ato, ele ficará impresso para sempre; a exemplo da impressão digital para a matéria. Mesmo que raspada, volta e persiste tal qual era antes de apagada. Se isto é alcançado através da matéria bruta, o que não descobriremos ser possível quando as leis manejam elementos muito mais sutis!?! Assim, o que fizermos hoje ficará também, como um estigma em nossa Akasha, nossa alma, nosso espírito e o que mais existir que possa manter nossos arquivos para toda a eternidade não conhecida.

Não há escapatória.

Se para o bem é ótimo, para o mal é péssimo, ou mesmo desastroso. Neste momento me faltam argumentos para definir como algo terrível que marcou nossa existência, inexoravelmente, perpetuar-se-á para todo o sempre. E pouco há que se fazer que possa ao menos, em algum quê de nada, relegar um mísero ato de desalinho qualquer, de desequilíbrio; ao esquecimento.

Há que se tirar ao menos desse enredo, desse sentimento que desanima até mesmo o mais dedicado dos catecúmenos, algo de positivo; que, em determinado momento aprendemos, que são de ações de natureza até nefasta; que nos acompanharão e envergonharão por tanto tempo, que acabam, muitas vezes, determinando o fortalecimento da humildade na Alma.

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Entretenimento útil


 
Talvez não seja eu referência, mas ainda assim me folgo em registrar que ao voltar em pensamento a alguns poucos livros que li, é fato notar que em muitos com o esforço de seus criadores, e em poucos sobrando em dons, ou devido ao acesso destes à conhecimentos que ultrapassam o muito além do crível, que seus perseguidores – menos afortunados - buscam também o deslizar fácil de suas penas. Destes outorgados privilegiados: escritores do segundo grupo; que andam as voltas a se deleitarem então em aura de facilidade plena, quando narram as mais diversas ações do cotidiano ou o maior número de itens: de um quarto ou de uma praia; de um encontro ou de uma ação qualquer, com riquezas de detalhes que agrada e encanta.
 
Por sua vez não sou em nada diferente neste tentar, (entendendo que nem de longe tenha alcançado, sob meu ponto de vista, um mínimo necessário dessa particularidade da escrita; acreditando pertencer mais ao grupo primeiro quando o assunto é dissertar) a divergência da minha busca do grupo maior anterior, se iguala mais as tentativas e menos ao gênero quando da insistência em atingir um texto matematicamente harmônico quando procuro levar em consideração não o relato sobre o que faz a diferença material entre a apresentação do homem, de um objeto, ou um conjunto deles.
 
Minha ousadia cava no nada e procura desvendar o invisível, e é ao olhar para o que não se vê que procuro trazer à luz alguns pontos que entendo hoje deveriam ser enxergados.
 
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Ainda a esperança


 Ao longo de vários séculos, filósofos e pensadores que com seriedade preocupavam-se com os rumos da humanidade frente aos descalabros de sua existência, ao envilecimento exponencial e inflexível de suas respectivas épocas, ou já amontoadas de tempos anteriores, onde em muitas delas, quando acompanhada a pontuação na linha do tempo, é possível anotar situações que podem descansar sobre um histórico que as denomine; as qualifique como: momentos capitais acumulados e de proporções diversas para este que se tem como proprietário do planeta caso nada fosse procurado.

E, diga-se de passagem; seriamente? Não foi. Não houve uma preocupação séria, muitos menos foi pensado um plano “b”, assim mesmo, minúsculo, nem isso. Não foi; não está sendo, e aqui, não será.

Os momentos capitais foram barganhados paulatinamente, um a um, por um prato qualquer de comida, uma saída evasiva e condizendo com a inteligência dos administradores à época. Negociatas de aceite mutuo; acertos que beiraram a insanidade. Executados por gerenciadores de uma sociedade que precisava permanecer esfolando, explorando, coexistindo, tentando sobreviver a qualquer custo no planeta, por desconhecer – em alguns casos fingidamente; e por não ter certeza de que algum futuro ainda pior poderia (se é que isto fosse Possível) bater à porta.

Ainda assim, homens verdadeiramente preocupados tentaram a todo custo, uma saída que fosse, para que ao menos uma parte civilizada pudesse ser salva. Como se daquela parte, em algum momento futuro renascesse uma raça, acreditamos: como a idealizada por Deus. Mas nada, não salvaram aquela e o que assistimos foi uma derrocada ainda maior do humano como humano não somente na sua essência, mas na sua decência, ou nos despojos do que um dia foi imaginado um projeto promissor.

Por sua vez, isto nos dá ao menos uma lição; e é um tipo de lição esperança, porque ao analisarmos a que tipo de lodo pode o humano sobreviver, não digo apenas literalmente (ao que vemos em cidades e até países sem a mínima infra estrutura), mas também ao intrincado processo de aceitação das mais diversas vilanias que pode ele não apenas absorver, mas aplicar, assim que lhe é dada a chance, descobre-se do que é capaz, ou, quanto pode rastejar para manter-se no que entende como fazendo parte do que julga ainda uma sociedade.

É fato que as mentes pensantes de hoje já não tem mais motivos para se preocupar, elas se folgam na “inteligência” humana da adaptação, ou da aceitação promiscuamente barata de negociar um tipo de sobrevida para se ser aceito entre os seus.

Também é sabido que nos adaptaremos aos piores ataques da natureza, aos processos mais estéreis que formos apresentados. Nossos amigos intelectuais pensantes finalmente permanecem tranquilos, agora descansam em seus divagares prazerosos. É certo que é um tipo de tranquilidade de pais de adolescentes que ainda que pouco saibam da vida, se entendem pessoas grandes, livres e independentes.

Ou ainda, que mesmo frente às maiores barbaridades ou à eminência das maiores catástrofes, mesmo aquelas invisíveis que levam as famílias e até mesmo a instituição família, implacavelmente a extinção, bem como a extinção do caráter, do companheirismo, da amizade, do que é honra, do que é ética, nada; todas as cabeças inteligentes permanecem tão inertes quanto às massas no que diz respeito a tomarem medidas preventivas, não é preciso nada disso; já não é preciso que se faça mais nada. O homem finalmente provou; encimado, do ápice de sua insignificância; de sua ignorância, que está certo: encontrarão uma saída, se adaptarão. Este é o seu mundo. Foram e estão sendo talhados para aqui permanecer; debalde é anotar que fizeram por merecer.

O ser humano permanece intransigente, comandado por seus governos eleitos ou não, muito bem aconchavados ou que assim se mostram quando nada há a se fazer a não ser dar alguma demonstração de força de quem é que sabe; assim todos: comandantes e comandados sobrevivem no que podemos entender como uma paz arranjada e suportável, assim então, é certo que a capacidade total de adaptação a seja lá qual for o terreno fétido e inóspito que o habitante se auto proporcione, ainda assim podemos ter certeza: continuaremos chafurdando em frente, ou ao menos... chafurdando.

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domingo, 4 de agosto de 2013

Escrita hermética


 Penso minha escrita
hermética no que há de indecifrável,
quero-a também lível
                           no que há de provocativa.
Ou seja,
fechada para o decifrador apático;
                        ainda dormente em sua
 insciência
e aberta para a busca que desvenda
ou ainda,
se fosse pretendê-la a outro
quê-la-ia descoberta por uns poucos
que
      quando nela
nada do que é fornecido
                           encontram
porém,
  encontrem
prazer em lê-la.

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Sagrado sacerdócio


 
Que homem ao ter certeza das barbaridades, das selvagerias de outros homens não se sentiria compelido a também assim agir, não por esquecer seus votos, porém, porque não existe uma clausura capaz de abafar, muito menos curar o mal latente na alma de um animal quando esta se depara entre outras cúmplices, que comungam do mesmo querer abjeto até então apenas adormecido!?!

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Poderia estar aí uma resposta?


 
 
        Nada sabemos ainda – muito menos definitivamente - sobre tipo algum de fim

Nas redes sociais e afins, os fiéis de todas as bandas sob a mesma bandeira do Cristo ensinado, se digladiam; na mais clara demonstração de que a religião sem educação continua sua caminhada claudicante não rumo, mas sim, a fixação; ao caldeamento; ao cozido insosso do estado contínuo da estagnação por falta de uma decodificação tão corajosa quanto versada em um pensamento atualizado e inteligente. Porém como, se com educação e conhecimento o homem se perde, uma vez fora da religião, por se entender já superior ao padre. Quando na realidade, o máximo que o pretenso leigo que prematuramente entende-se senhor de si consegue com a sabedoria adquirida é igualar-se ao vigário, mas isto não é e jamais será suficiente; porque não é fácil aceitar que tanto o sacerdote, a educação, o conhecimento, Cristo ou mesmo Deus não são um fim, é aí que há a perda... desta descompensação resultante do humano entender-se sábio, quando de posse apenas de algum tipo de conhecimento miserável.

&

No Aurélio:

Descompensação

1.Qualquer situação onde se verifica um tipo de insuficiência funcional, inclusive mental;

2.Estado de um órgão cujo funcionamento está gravemente comprometido, sendo insuficiente o esforço que depende para dar resposta adequada ao que lhe é solicitado.

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