quinta-feira, 25 de junho de 2009

Sem dúvida a maior injustiça


Este foi sem dúvida o nosso maior desperdício nesta era.
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Repetia sempre, o também, nosso igual sempre eterno, e raro, Renato Russo: os bons morrem antes.
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"Faz um tempo que eu quiz, fazer uma canção, pra você viver mais."
Pato Fú


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Diretor de cinema brasileiro













Na revista BRAVO!, um diretor de cinema brasileiro é acusado de fazer filmes no ritmo da tevisão.
Lá, pouco se manifesta a esse julgamento; porém, o que pode fazer ele se nosso modelo é o americano? Falha quem falou uma barbaridade destas, - o óbvio nunca deve ser criticado, isto é um absurdo, é chover no molhado - mesmo porque não pode ser considerado culpado alguém que por quase quarenta anos de carreira trabalhou na mídia eletrônica, somente um gênio poderia se desvencilhar de uma hora para outra dos cacoetes que fez uso por toda uma vida. Ele próprio não tem outra cultura, senão a da TV, não temos cultura alguma para chamar de nossa, nada; no que diz respeito a originalidade sobre o que adotamos como nosso porém que é mais forte no País de origem, minto, aliás; o futebol me desmente.
Somos um povo dado a cópias, nada de errado nisso, fato é que devido a isso nada do que praticamos deve ser criticado; a menos que seja vendido como arte, quando o ponto de comparação vem de fonte externa e no caso aqui, este se trata do modelo supremo.


Quem copia deve apenas recolher-se a mediocridade da cópia.



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Impotência; o mal do século, uma leitura


A cineasta Lucrecia Martel, citou que vivemos o século da impotência, ou seja; somos como um todo, um povo impotente, pouco podemos fazer para mudar a nossa condição de vida; os caminhos, a fim de buscarmos finalmente, mesmo que individualmente uma vida com um pouco mais de sentido. Agora; tem fim este século interminável? Não. Não apenas não tem fim como estamos trabalhando com afinco, burilando nosso descaso; nossa forma de descaso já é quase uma arte de tão perfeita, pouco isto é discutível que por mais de mil anos a citação dessa moça fará sentido, será ainda atual.


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Ódio nada mais é que incompreensão


Alguém faz a mim uma insinuação entre brincadeira, despeito e ignorância: “Você sabia que todo mundo te odeia?”
Ainda não considerando a leitura acima, porém ciente do seu existir, faço o que sempre faço ao agir exatamente de acordo com o esperado por meu “atacante” que é sempre a resposta afiada no contra ataque.
Penso por um minuto no clichê da manjada: “nem Jesus agradou todo mundo”, mas não eu; inverto o jogo e amenizo ao responder de pronto que isto é fácil; odiar é fácil, quero ver amar. Odiar a tudo e a todos destilando nossas mazelas e recalques é lugar comum entre nós, somos bons nisso; qualquer um faz.
Porém não convencido do que disse: começo, sozinho, – quem é odiado geralmente vive só – à mesa, – estou no meu horário de almoço – lucubrar sobre a questão, e chego à conclusão de que o ódio nada mais é que incompreensão, o fato de não compreendermos o outro, aliada a nossa costumeira falta de respeito faz com que, ou melhor, deixa tudo propício, tudo mais fácil para que o ódio se instale.
É mais cômodo odiar.
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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Jornalistas "aformados"


Não posso deixar passar em branco o fato de nosso fantástico TSJ, ou coisa parecida declarar que os profissionais de jornalismo não precisarão mais passar pela faculdade para assumir o tão almejado cargo.

Duas situações iguais se estendem em minha mente viajante:

1. Não sabia que isso era novidade. ( em se tratando do jornalismo sem noção que raramente assisto)

2. Se o que vejo é impossível de ser visto, como será então, a partir de agora?
Ao ler alguns comentários sobre o assunto pano-pra-manga, outra impossível questão de ser deixada de lado ataca meu pensar: como é bom assistir a estes "profissionais", sempre ávidos por novidades que venham expor os procurados, sendo inoculados com o seu próprio veneno, e mais, sem antídoto; porque o estrago já foi feito.
É com uma infelicidade enorme que digo ser ótimo, assistir alguns deles, com certeza os menos sérios, empunhando o mastro já sem flâmula da categoria, falando em seriedade, absurdo, e justiça; esquecidos completamente do juramento que nunca passou de um quadro na parede.
Nossa imprensa mundial é uma vergonha.
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sábado, 13 de junho de 2009

Expectativas frustradas, conclusões bisaras


As vezes me sinto como uma azeitona na boca de um banguela. Agora por exemplo, penso que esta azeitona já não tem mais gosto externo, por tanto ter rolado; e o que resta ao banguela?

Cospe fora acreditando ter tirado tudo o que era possível, dada as suas condições, ou com algum esforço, mesmo envergonhado ao admitir que faltam-lhes os dentes, - sentimento maior que a incerteza pela falta de conhecimento - com a ajuda de uma faca, destroça a fruta?

Em tempo: Mesmo aí, pouco poderá ter; sabendo tratar-se de um desdentado.


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Ocaso nada incomum



“A árvore que plantei morreu,
não consegui publicar o livro que escrevi
e finalmente descobri que o filho que tive não é meu”

Anônimo's
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Possíveis erros perdoados


Enquanto passeávamos hoje, ao passar em frente a uma portentosa mansão, penso em Gandhi. A casa é tão linda. Analiso o fato de que; por residirmos neste plano, - muito distante da casa do Pai - alguns dos pecados cometidos provavelmente nunca serão julgados como tal.


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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Ânsia manifesta


Minha
“boca aberta”
me previne
de falar
o que não devo.
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Siga a sua natureza


“Sempre que você perceber a sociedade em conflito com a sua natureza, escolha a natureza, não importa o custo. Assim você nunca será um perdedor.”

B. S. Rajneesh


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4ever



- Se tenho dúvidas com relação a algo?
- Sim.
- Tenho; e quero com ela morrer.
- Como seria viver sem Ti?


"Y’re my - 4ever - girlfriend."



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domingo, 7 de junho de 2009

Digitei Niilismo


Ao digitar dia destes no Google, “Grandes Niilistas ou Niilistas brasileiros”, obtive várias respostas na página principal; estendi algumas, obviamente, e então me deparei com um texto bastante longo e de uma miscelânea só.

O triste da rede é isso: você precisa ter paciência de Jó para encontrar o que procura. E é claro que na maioria das vezes, se o objetivo foge do comum, devemos esquecer. Não encontra mesmo.

Postar, seja lá o que for; nas páginas da internet, tornou-se no mínimo um hobby, como é o meu caso, não digo que não me enquadre um pouco no que irei dissertar aqui, porém ainda conservo alguns modos da educação que recebi, embora na maioria das vezes é só devido a isso que a conservo, por respeito à quem às passou.

Agora, se você não tiver realmente nada para fazer, poderá passar horas em frente ao seu computador observando o despautério de pessoas que, mesmo sem saber, utilizam esta ferramenta para descarregar seus recalques.

Escrever e postar na rede tornou-se um exercício prazeroso para exorcizar centenas de males que nos atormentam hoje. Nossa vida está, cada vez mais, correndo para um individualismo não escolhido, principalmente para os mais velhos, para aqueles que a partir dos quarenta, entram nos questionamentos existenciais, porém a falta de conhecimento o lança automaticamente para o meio mais prático que tem à mão. Antigamente era a fofoca in loco, a verborragia com o melhor amigo, hoje é muito mais prático soltar o verbo sem precisar mostrar a cara.

Sempre tem o lado positivo: as pessoas escrevem mais, principalmente; e sem querer, lançar vitupérios a esmo, ou direcionados acaba por acalmá-las, desde que não se torne um hábito ou uma ranhetice de idoso reprimido com raiva do mundo.

Nosso amigo em questão; não sei onde se encaixa, nem mesmo este é o objetivo deste. Lê-lo remeteu-me ao maior filósofo que já tivemos, quando digo tivemos, me refiro à classe inculta deste País, a classe culta tem acesso aos clássicos. Diferente de alguns ícones nacionais e até mundiais, deixou registrado em mais de uma centena de músicas frases de efeito e subliminares que, mesmo se nos transformássemos em um País desenvolvido, e fosse a ele construído um centro de pesquisa onde não apenas suas letras fossem destrinchadas, levaríamos décadas para finalmente entendê-lo, muito ao contrário de autoridades no assunto, com todo o respeito, não é a intenção aqui atacar ninguém e sim defender alguém que nunca foi respeitado, conseguiram com meia dúzia de fases de efeito terem seus bustos eternamente fixados em frente a patrimônios nacionais.

Ao terminar de ler a imensa carta, uma única coisa, e sempre a mesma, me veio à mente, assim como ao terminar esta, será também possível citar meu ícone brasileiro preferido:
“E agora eu me pergunto: E daí?”


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sábado, 6 de junho de 2009

Em casos raros os olhos não se acostumam



Ontem em um dos meus raros passeios obrigatórios, ao transitar pelas ruas de uma cidade que daqui a um século talvez torne-se cosmopolita, percebo, ao olhar o formigueiro que insiste em circular nas sextas a tarde esbarrando-se uns nos outros, que nossos olhos normalmente acostumam-se, de alguma forma análoga; como pessoas distintas podem aprender a apreciar a arte, também é possível vergar-se à modismos e estranhezas que, assim como seus adeptos desnorteados, num migrar contínuo, qual rebanho perdido, que debanda por caminhos diversos ao perceber que algum objeto estranho sobrevoa seus restritos espaços de confinamento, mudam, mostrando toda a fugacidade, natural àqueles que ainda não se encontraram.
Por algum motivo, talvez por não ser dado a sair muito, não me acostumo, não consigo hospedar em meu cérebro tacanho, talvez carreta que já ultrapassou os quarenta, o que entendo não passar de mera extravagância vaidosa, caprichosamente chamado por todos estes corajosos de moda.
Observado o fato mais uma vez, comento coma minha inseparável e amada companheira. “O mais incrível desta observação dá-se pelo fato de que todos eles devem ter se olhado no espelho pelo menos uma meia dúzia de vezes mais ou menos, o que significa que, cada um a seu gosto, fez o melhor que pôde, se emperiquitando até formar está caricatura plástica que faria muito sucesso na minha época de infância se aparecessem no picadeiro do pequeno circo que a duras penas podíamos ir, de vez em quando na infância”.
Por outro lado; assim como alguns insistem em compreender a verdadeira arte em vão, outros de forma alguma conseguem entender os propósitos que fazem com que uma massa de força descomunal insista em seguir as observações tendenciosas e horríveis de uma dezena de cabeças que provavelmente nunca se portarão como seus corajosos seguidores.


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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Mesmo ouvindo falar não acreditarão


O que busco não é impossível. A impossibilidade reside nas mentes terceiras que por nunca terem visto a exceção, o incomum, o raro sutil, imaginarão que as únicas ações existentes são aquelas cabíveis, encaixáveis em suas mentes minúsculas. O grande existe, o impossível existe; e se não for para tê-lo agora, trabalharei por mil anos até consegui-lo.
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Não decifre-me; aceite


Nem sempre ao lermos neste plano um aforismo brilhante, dito por conhecedor; parecerá completo de sentido. No entanto, o tem.
Exemplificar isto é muitíssimo mais fácil.
Imaginemos o choque violento e faiscante de duas energias contrárias. Entendermos exatamente o que buscou o gênio ao presentear-nos, ao passar para o papel um de seus milhares insights, é de uma dificuldade tal, que seria mais fácil que um autêntico pintor ao tentar, após assistir a ação instantânea e esfuziante de centenas de centelhas, representasse, com igual rigor, na tela, o que já não passa agora de mera lembrança.
Falo de impossibilidades: do que é fácil; da mudança gradativa que nunca chega a chacoalhar espíritos fortes, estamos cheios.
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Extremos dificílimos


Existirá em algum momento da representação teatral, um único, que tenha se feito tão arte quanto à arte do que pra ela foi escrita?


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