sábado, 27 de agosto de 2016

“Códicção”



A escrita ornamental material ao tentar ser lida sob o aspecto do que é visto não alcança a visão, a abrangência total da mensagem propriamente dita. Sob óticas devidamente apuradas descobrimos por que isso acontece no contexto de todo o processo que industria ou tenta alinhavar sentimentos em meio a frases frias. Ou quando esse sentimento de percepção pré, do autor, não condiz muito ou nada com o pós do leitor. E embora exista uma conexão ela é falha, incompleta, porque falha é a comunicação que se pressupõe apta ao que se quer por mero entendimento de que apenas o prestar-se a coisa é automaticamente creditada – não há crédito na ação primeira; em si; mera, e se lhe é dado; ambos são de valia dúbia –, destarte, é o peso do significado que valoriza a obra. A mensagem fracionada - pueril tendenciosa ou pretensiosa -, com as estáticas normais ao desconhecer ou a desconexão de um para cem mil leitores não diz a que veio, porém abre a porta, abre um canal para cem mil interpretações diferentes ou até, muito diferentes, - “não se entra no mesmo rio duas vezes” - diria até se tratar de um ensaio, um conto, um livro para cada leitor, caso estes atingissem entendimentos tão sofisticados quanto dispares ou de leitores originais ou tanto quanto a do autor, passando por alguns outros que insistem em conspirações, fantasias ou adeptos a transformar tudo em meta linguagem recorrendo ou não a modismos, até criarem as suas próprias decodificações ficcionais. Antes, era preciso entender a necessidade do exercício. Cabe então ao leitor acompanhar ou suplantar o autor em criatividade, - aqui sim, tudo é válido. Através da insistência, isto se dará cedo ou tarde. Outra atenção tarda a todos; é a que podemos denominar como, “leitor nato”. Este suplanta milhares de autores, e poderia facilmente escrever um best seller após outro, lançando mão aqui da inconveniente linguagem comercial. Uma vez profissionalizado, esse que temos como um decodificador, devido a incontestável percepção, goza de status de erudito catedrático altamente patenteado e obrigatoriamente respeitado por inteirar-se da escrita; em algumas situações: ao ponto de ler o pensamento do autor plasmado nos textos; mesmo não imaginando isso ser possível – nem todo autor entende-se como um instrumento, outro ponto não trabalhado aqui. Todo autor pode transformar-se em um mistério, mas sem o querer ou quando o faz por conta; não passa de um engodo. Considerado o que conhecem todos como vidente, profeta ou adivinho; esses raros personagens são disputadíssimos sempre que uma nova leitura de escrita única chega às edições ou, como gostamos de especular, são direcionados por caminhos invisíveis e inacreditavelmente certeiros, infalíveis, onde nossos leitores especiais esperam ávidos a descobrir a nova escrita e desvendar todos os mistérios que as envolveram. Podem eles, por exemplo, sair das palavras compostas, alinhadas do autor, e se infiltrarem nos mais recônditos planos, essas leituras levam, por entre um labirinto intransponível esses magos da leitura a compilar informações extensas a ponto de tornar a escrita comparativamente a pequena Terra frente à imensidão do sol, tal é a gama de informações que se permitem ser extraídas de um autor criativo, dedicado, sério e competente. Tomemos o texto a seguir para tentar compreender a disparidade entre entender livremente a leitura observando o padrão conhecido de conexão e então fazer um exercício imaginando o que um Leitor Nato poderia daí retirar.

“Ele era execrável. Quando assim se é, se o quer distante; não ele. Aquele dia seria diferente. Olhou em volta da orla e tanto os álamos e olmos que circundavam o caminho da elevação que dava acesso ao vulcão estavam inertes; aquelas víboras não haveriam de se arriscar novamente a mais um ataque suicida. Voltou os olhos para os fiordes e o Valrua seguia firme a tão planejada odisseia, então lembrou da noite anterior o discurso do capitão Philip antes do brinde principal; tão conhecido a todos nestas clássicas despedidas do mais destemido dos exploradores. Poucos ali não criam nele, bem diferente do ‘execrável’, este, sorrateiro, ora analisado em todas as suas ações por todos, - inclusive os não vivos – contumaz ladravaz na opinião de muitos, a ausência de provas também aí sempre o acompanhou; apenas um que outro o tinham como não. Como eram estúpidos estes, tão inteligentes e queridos porém enganados por esse que flertava com o perigo. Seu pai um oleiro respeitável nunca burlou uma entrada de circo sequer até ser engolfado pelo vulcão, o único até hoje a moldar a lava. O que aprendeu com o velho esse infeliz! E a mãe, carregava o nome do túmulo dos deuses – ah!, a denominação, essa mais que importante presença esquecida, ali tornada carga - Walhala. Atingida durante uma das viagens do Valrua que ao atravessar os fiordes durante uma borrasca abalroou a estibordo uma pequena rocha. A vela desprendeu-se do mastro que, ao se desfraldar, atingiu de um só golpe suas costas jogando-a contra uma viga do convés; ainda olhou para ele em meio a tudo. Ele correu para ela – não parecia o insensível de sempre -, porém foi a única e mais sutil das emoções, não percebida por mais ninguém; sua dor restringiu-se, não passou dos olhos para fora; maldito calculista. Que mãe perdera, e ele ali, impassível. Obrigados aos sargaços, a viagem foi interrompida até o conserto do navio, ele retornou com ela, ao menos isso. Seu pai, havia anos, esperava por sua passagem. Philip então levantou, desceu o copo e iniciou o discurso, - não poderia segurá-lo por tanto tempo no ar – parte traduzido aqui: ‘A Comissão entendeu por bem que ainda que os ataques das víboras do Povo do Vulcão venham a se repetir, devo deflagrar meu arribar para dentro do mar ainda mais desconhecido. Por certo que nada temo, por isso sou o único em condição a fazê-lo. O alinhamento observado por nossos xamãs decifraram o a nós indecifrável e suas previsões há tempos me acompanham, ao ponto de que nada interfere entre eu e eles. As noites que virão sem minha presença o mar a receberá. Ele tem sido meu parceiro nas últimas cinco décadas. Barcos vãos, vão e retornam destroçados ou não, vazios; ou mesmo não retornam. O que não se dá comigo. Hoje, como todas as minhas despedidas, é especial; brindo à saúde, a luta, ao trabalho, as buscas e ao descanso eterno no Valhalla.’

Quase ausente; mais presente que todos os demais, - a desatenção a repetição do capitão era notória não apenas a um ouvinte – a conhecida figura do nosso ambíguo personagem assistia a tudo embora parecesse não fazê-lo, tal como ninguém com ele se importasse, menos um, excetuando eu; esse comportar-se lançava sobre esse espectro ares de dúvidas que não o importunavam, parecia mais agrada-lo. O que pensaria ele? Todos poderiam se perguntar; contrariamente, sua impenetrabilidade chamava minha atenção; quais ações misteriosas absorviam seus dois cérebros? Mas sabia, porém, que alguém outro o observava com atenção, mas por que? Jamais tive acesso aos dois; o que nos apartava do bando maior? Mesmo o capitão Philip que todos admiravam – não apenas devido suas investida ao portentoso oceano – e acessava a nós três, e a décadas explorando aquelas águas que poucos se arriscavam parecia guardar mistério algum, e no entanto, apreciava a nós igualmente, como se fizéssemos parte do que considerava seus amigos; o que abrangia toda a população da ilha.”


Da série; “Hein? Saio!”


070.L cqe

Exposição






É dever de quem pensa com responsabilidade expor seu pensamento; acovardar-se, é não respeitar todo um universo então movido.





069.L cqe   

Nunca é o suficiente



“Enquanto vazios nada do que alcançamos enche”   

068.L cqe

Do inegociável retorno



Se o mais importante é próximo de onde estamos, mais ainda é onde estou.


067.L cqe

The fibOUnaCHi V





"No vácuo, as ondas de rádio viajam à mesma velocidade que qualquer forma de irradiação eletromagnética, ou seja: 299 milhões, 792 mil e 485m/s. Mas o ser humano não vive no vácuo. Onde quer que estejamos, estamos cercados por estímulos positivos e negativos. Quando o estímulo negativo é detectado, ele viaja da fonte ao destino; ao córtex sensorial à meros 100m/s. Mesmo com sua velocidade relativamente lenta, essa sensação desagradável é registrada como o que chamamos de dor. Como humanos somos condicionados a fazer tudo e qualquer coisa para evitá-la. O poder de um sinal de rádio depende da magnitude de seu campo elétrico em relação a posição do seu observador. Matematicamente essa grandeza expressa em milivolts por metro. Mas frequentemente a conexão é descrita como forte ou fraca. Para um observador em movimento a transmissão é sempre sujeita à mudanças. Se a distância se tornar grande demais, a conexão cessa completamente"...

Touch

Contribuição da Minha Sempre Bem Amada


066.L cqe

sábado, 20 de agosto de 2016

Lágrimas de crocodilo



O melhor preceptor é aquele que é amado por ser odiado, quem o entende o admira ainda que seja por ele triturado enquanto destila bombásticos aforismos.  

*

Atingida determinada maturação iniciamos o auto abandono superficial. Quando isto acontece, automaticamente desabam ao derredor todos aqueles que alimentavam essa carga desnecessária.

Este processo dificilmente se dá com rapidez, então acontece, sem aviso; no espaço antes ocupado por integrantes vazios, notamos novas figuras, novos personagens que podem ser velhos ou novos, porém, sempre maduros.

Estes, quase sempre odiados, ou no mínimo detestados ou insignificantes ao furor dos efusivos acontecimentos anteriores, automaticamente serão repaginados tal qual tantos outros o foram antes de serem paulatinamente dispensados.

E algo diferente aqui acontece, ou aconteceu(?); a desclassificação anterior não parece mais possuir o mesmo peso, e o intragável se torna suportável e até aceitável.

Não, não tem nada a ver com masoquismo, muito menos compaixão; isto se chama acordar, evoluir, tornar-se adulto ou, como dizem nossos melhores mentores; adquirir maturidade. 

Quando aí, amamos esses por serem odiáveis. Quem os entende os admira ainda que seja por eles triturado enquanto destilam alfinetadas mordazes.  


065.L cqe

Ente



Existirá equivoco humano maior que supervalorizar a célula? Muito além do celular está o Nous, o Id, o Atman, o Cerne da Existência, a Essência, a Alma, a coisa em si não biológica.

Definitivamente nos esquecemos de continuar curiosos - de continuar procurando - de o que somos nós realmente. Também aqui aplicamos a fórmula comum do aceitar por comodismo, conveniência ou desculpa o que nos reaplicaram na infância.

Em relação a tudo o que venha de encontro ao celular, (empresto aqui uma ideia externa em relação ao crescimento material) nos últimos séculos o homem assumiu sua ignorância e a partir de então evoluiu exponencialmente, no entanto, quem sabe em detrimento a isso, da visão exclusiva, deturpada e ocupada sobre esse ignorar, foi levado a desatender algo muito mais importante, e hoje, caso considerasse uma volta real de atenção ao si, encontraria algo deficiente, incômodo, um agregado anômalo; sua alma.

Podemos concluir com grau altíssimo de acerto que as certezas vendidas a dízimos dizimaram nossas “dúvidas” como também atrofiaram nossas almas, e estas certezas que vieram em variadas formas de ritos abortaram a continuidade das buscas para as respostas que realmente deveriam interessar quando à urgência da matéria fosse atenuada e pudesse finalmente aproveitar os merecimentos do ocaso. Quando finalmente a aposentadoria valida à jornada de toda uma vida plena de corpo e alma; comungando então aqueles prazerosos últimos momentos entre célula e espírito.

Uma guinada para a espiritualização do homem se faz urgente. E a primeira proposta seria esquecer a força plástica que carrega o cartão de visita que premia descaracterizando o material humano ao continuar repetindo um mantra corporativista que repete o mais que sem sentido aqui: “a primeira impressão é a que fica”.

Era preciso, de alguma sorte, desfocar, distorcer a visão material, entendendo que dentro de cada ser humano não existe o ser humano que se mostra; o que vem a tona é tão somente um querer vaidoso, uma vontade muitas vezes recalcada tornada verdade para ambos; é conveniente que acreditemos no que estão querendo que acreditemos: “isso que estou lhe mostrando sou eu”. 

Incrivelmente isto apenas não só é mentira como é um desmerecimento a si próprio, - foram tantos séculos agindo e assim nos aceitando; que acreditamos que esse homem “feio/bonito” sempre foi nossa realidade. Esta não é uma verdade, todos nós somos muito além disso.

Entendida essa perspectiva, definitivamente precisamos praticar observando que, quando encontrado alguém verdadeiramente ocupado em desvendar com seriedade formas de melhor convivência social, estes precisam ser apartados de suas molduras humanas. Fomos condicionados a perceber, ler e analisar o aspecto físico das coisas quando este é como eles se apresentam, esquecendo o que diz o gênio Exupéry, “o essencial está invisível aos olhos”.

A matéria é um anteparo, uma crosta tornada intransponível por nosso julgar humano. Devemos aprender a torna-la invisível em detrimento da visibilidade da alma que invariavelmente está muito distante do que assistimos no exterior.

Enquanto o externo é valorizado; é levado em consideração: tudo se distrai para este aspecto. O externo não é nada mais que o veículo; o receptáculo. E é por conta de observarmos apenas a vasilha que transformamos todas as almas uma cópia feia da massa corpo que não deve ter valor nenhum além de uma membrana material condutora da vida; da essência.

Se disso não nos dermos conta, o próprio caminho evolutivo talvez se encarregue da mudança ao “enxergar” uma possível saída para a distração que retarda; a desatenção distorcida, característica, diferenciada, vaidosa.

Um caminho melhor, biologicamente falando, quem sabe, seria termos as células se realinhando para a construção de homens terrenos semelhantemente idênticos, diferenciando-nos, no máximo, entre pessoas levemente distintas apenas no sexo.

Cópias fiéis de um eu vendido; hoje tornou-se difícil nos desvencilhar da mescla corpo/alma - em grande prejuízo à segunda. Dessa miscelânea que por milênios viemos invertendo tentando (e tendo êxito em) transformar o externo ao comprar que: a primeira impressão “material” “vendida” é a que fica. E o que estamos assistindo é a inversão de valores, contrariando a lei natural onde devem ser os olhos a representar o que um dia foi a pureza da alma quando hoje essas duas janelas da verdade mostram tão somente uma alma tão corrompida quanto ansiosa para igualarem-se todos.

O que nos chega é uma visão distorcida de um interior contaminado por milênios.

O condicionamento humano aprendeu que mais importante é a apresentação, e ao longo do existir, ainda que alguns poucos insistiram em valorizar o imo imaculado, eles foram destroçados por espíritos já distorcidos com suas almas sufocadas.

Aqui sim, temos um problema - Vencer o condicionamento de milhares de anos é o desafio a nossa frente; quem acredita isso ser possível?


064.L cqe

Duas decisões; nenhuma solução, ou...



...registros de sangue

As dúvidas sobre o melhor caminho a tomar hoje são uma incógnita que apenas tardiamente tornar-se-ão óbvias - é a repetência comum ao não capacitado. A última palavra – quase uma pena capital malfadada - fica por conta de opiniões politicas amadoras não raro a reboque dos especialistas da vez a paliativar a urgência. Resta ao presente à escassez das melhores soluções para consertar o atropelado arranjo então decidido; quando aqui: continuamos analfabetos para as duas próximas tomadas de decisão... que somam-se ao aglomero de outros tantos tempos indecisos.

*

Sujeira étnica - Ao se estudar a História Real - alinhavando devidamente os fatos num mosaico de horrores -, o número de mortos, comparativamente falando, em consequências abjetas por conta das vontades ainda instintivas de alguns poucos, cujas palavras “insanos”, “dementes”, “avaros” por exemplo, não são capaz de mostrar a realidade; podemos pensar que avaliza a condição de insegurança atual nervosa, prendendo a todos em casulos de confiança mentirosa, afinal, está escrito; não se pode contestar livros que, ainda que contenham inverdades, as poucas verdades ali anotadas dão conta de que o mundo se comporta assim, e de uma hora pra outra podemos repeti-la, ainda que o montante necessariamente deva ser aumentado, afinal, o futuro não saberá exatamente o que aconteceu; serão os senhores acima a deflagrar a matança, e ao final, deixarão o comando dos assassínios para comandar o que deve ou não constar dos registros.

Da série; licence to kill


063.L cqe

The fibOUnaCHi IV



8°C 15" 50,8' é a posição atual da estrela polar. A estrela do norte. Vista de outro planeta é uma entre muitas, mas na Terra ela tem uma importância especial. É uma estrela fixa. Uma âncora. Não importa onde você esteja no hemisfério norte; ao virar-se pra ela, está de frente pro norte. Você sabe onde está. Mas existem outras maneiras de se perder. Com as escolhas que fazemos e acontecimentos que nos sobrecarregam. Mesmo dentro de nossas mentes. O que pode servir de sinal então? Qual farol nos guiaria pra nos levar da escuridão à luz? E se forem outras pessoas? Vidas que tocam a nossa de forma grande ou pequena. Porque diferente da estrela polar, a luz que essas vidas trazem, nunca vão esmaecer."

Touch

Contribuição da Minha Sempre Bem Amada


062.L cqe

HumaNIsmo



“fields of shot” - Ontem ainda, as partes envolvidas com os campos de tiro; combinaram uma pausa nas apresentações bélicas para que fossem encaminhados ração e remédios para a população acuada.

Logicamente que o interesse maior é mantê-los em pé, afinal que graça tem estes infelizes morrerem a míngua sem que possam ser abatidos como se estivessem ainda firmes.

Diferente disso, como então expressar ao mundo todo o seu show de horrores.

Ao tornar tudo espetacular; ao proporcionar um bom espetáculo: demonstram o devido respeito, com o espectador que precisa ser mantido entretido.

E ao final todos ficam felizes, até mesmo aqueles confinados que irão morrer vibram com a notícia do rádio; “alguém ainda está olhando por nós”.


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sábado, 13 de agosto de 2016

O calvário nosso de cada dia


















Ele tornou e repetiu; 
agora com ênfase.




“Não há um único drama que perdure uma eternidade, portanto, pouco importa como chegaste ao teu calvário; assim, atenção se vives agora tempos de resistência, mais importante do que deixa-lo, é como tens te portado; chegará o momento que não felicita a passagem, mas exige o arquivo do processo vivenciado.”


060.L cqe

Editoriais II



"O ópio dos intelectuais" - “É sempre espantoso ver um pensador parecer indulgente com um universo que não o toleraria e implacável com aquele que o honra (...). Só uma sociedade liberal tolera uma análise dos processos tal como Merleau-Ponty a pratica (...). Porque o filósofo raciocina como se a liberdade – sem a qual ele estaria condenado ao silêncio ou à obediência – não tivesse valor?”.

Raymond Aron


059.L cqe

Rearranjo


Qual o ponto ideal para pensarmos sobre o que é útil e o que não é da miscelânea que tomou conta de nosso existir contemporâneo.

Rejeitos - Tomando pé da Realidade Subjetiva, obrigatoriamente, não abandonaríamos parte da realidade ilusória hoje tornada verdade ao descreditar completamente todas as angústias que afligem a humanidade!?!


Realidade Subjetiva = ideia, mito, ficção, toda a construção imaterial montada para que possamos sobreviver em sociedade.

Da série PATH
058.L cqe


The fibOUnaCHi III



"Aproximadamente 490 mil bebês vão nascer hoje. cada um deles único e cada um deles, um elo na grande corrente humana. Assim que seus cordões umbilicais forem cortados, eles vão se tornar indivíduos; com esperanças, sonhos e desejos. Mas na verdade cada um de nós é composto de dezenas de sistemas que por sua vez são compostas de 60 trilhões de células e essas células contêm números, proteínas e organelas genéticas. O que parece ser um indivíduo é na verdade uma rede. Cada um de nós é na verdade uma comunidade viva respirando. Mas não para por aí. Porque pararia? Cada esperança individual que você acalenta, cada sonho que você atinge, cada desejo que você realiza, causa um impacto muito maior do que imagina. Os fios que nos ligam não são limitados por espaço e tempo. O que parece ser individual, uma reviravolta no destino, de outra perspectiva é simplesmente um desses fios esticados pra ficar do jeito que sempre devia ter sido. E mesmo que os fios pareçam estar irremediavelmente gastos, eles nunca se partem, não inteiramente...mas as vezes... o vínculo mais forte é aqui.. é agora"
Touch

Contribuição da Minha Sempre Bem Amada

057.L cqe

Perspectivas outras




Em que se baseia verdadeiramente a crença da onipotência?

Vencer e perder não seria apenas fruto de vontades mesquinhas?

Quando passaremos ao próximo capítulo?


Da série PATH


056.L cqe

Resumindo...




Nada como uma visão lúcida para derrubar toda uma catedral mitológica...

“Se a mente de uma pessoa for livre de todo desejo, nenhum deus pode torná-la miserável. Por outro lado, quando o desejo surge na mente de uma pessoa, nem todos os deuses do universo reunidos são capazes de salvá-la do sofrimento.”



Resumo sobre a doutrina budista no
Livro Sapiens de Yuval Noah Harari; p.235



055.L cqe

sábado, 6 de agosto de 2016

Nada a ameaçar
















Livre pensar – Vivemos um grande momento da democracia; o domínio da classe de comando tornou-se absoluto a ponto de permitir até mesmo que todos manifestem seu livre pensar.

Contribuição da Minha Sempre Bem Amada


054.L cqe

Valorar





Embargado, respondeu

“O diamante não se mostra, ele é procurado; tento fazer um trabalho onde as almas retomem a ideia de serem garimpadas!”




053.L cqe

Editoriais


Quando finalmente esses ensaístas mascarados de jornalistas desistirão de tentar bons textos e entre insinuações baldadas darão suas caras também no que se refere a responsabilidade de mudança ao invés de apenas instigar a celeuma como um partícula de pó em um furacão, demonstrando claramente que todo o homem ao chegar a alguma posição conquistada indevidamente ou em uma corporação escusa prefere o cabresto, o buçal do medo; a brisa agradável da liberdade de expressar-se!?!



052.L cqe 

The fibOUnaCHi II


"A razão é sempre a mesma. 1 para 1,618 repetidamente. Os padrões matemáticos estão escondidos a olhos nus; só é preciso saber onde procurar. A maioria dos eventos que as pessoas veem como caos, na verdade seguem leis sutis de comportamento. Galáxias, plantas, conchas...Esses padrões nunca mentem, mas só alguns conseguem ver as interações de como as peças se encaixam. 7 bilhões 80 milhões e 360 mil... pessoas vivem nesse minúsculo planeta e todos estão de alguma forma conectados em sincronia. Existe um antigo mito chinês sobre o fio vermelho do destino. Ele diz que os deuses amarraram esse fio ao redor dos nossos calcanhares e o estenderam a todas as pessoas cujas vidas estamos destinados a tocar. Esse fio pode se esticar ou se emaranhar, mas nunca será partido. Tudo foi determinado por probabilidade matemática. Hoje vamos enviar mais de 300 milhões de e-mails, 19 bilhões de mensagens de texto e ainda assim vamos nos sentir sós. Uma pessoa comum vai dizer em média 2.250 palavras a outros 7,04 indivíduos. Essas palavras vão ser usadas pra ferir ou pra curar...a razão é sempre a 
mesma...repetidamente..."

Touch

Contribuição da Minha Sempre Bem Amada


051.L cqe

Ajustes necessários;...







...possíveis? Quem sabe!?!





Arquivo: Zeitgeist*


- RotaXCIX77K; Ajuste65; CorreçãoJ; Revisão57 Alinham.h816

De alguma maneira bem séria precisamos respeitar que Deus existe e nos Ama, e assim será para sempre, porém, antes, entender que dentro de uma compreensão laica, ele pouco se manifesta. Como incentivo a esta conclusão temos que; é sabido ou no mínimo justo que precisamos ir além, dar o salto, ao observar que: sendo ele O Magnânimo, jamais nos deixaria ao “deus dará. No entanto uma coisa é certa, Ele nos põe bem a vontade; então, a proposta é que O eliminemos.

Esperem; não no sentido literal ou capital – este é um mérito inalienável e eternamente devido ao Nietzsche, e ainda que posto; não cumprido.

De posse de inúmeras outras razões, boa parte de nós temos a convicção impingida, apenas mental, de que isso é impossível. E qual será a hora de tentar; quando as esperanças animicamente depositadas mostrarem a bobagem que nos tornamos?

Qual o preço do entendimento, o ganho pessoal quando, uma vez tornados adultos capazes e independentes: corajosamente assumir a obrigação de vencer o tabu ao desafiar o mainstream cristão adquirido - aludido aqui, a todas as doutrinas que acarretam a dependência ofuscada do confiar na esperança sem o embasamento razoável por desconhecer o imenso leque de material (apenas o disponível) confiável a ser estudado a respeito de todo um universo insistidamente tentado manter, não oculto, mas “desinteressante”?

Considerando a nossa forçada limitação quanto ao assunto, a nossa dependência; o relaxar em preceptores doutrinadores limitados. Era preciso aquietar-se por um instante e lançar mão de toda a inteligência disponível, e ao invés de seguir tão somente a corrente dominante; - automatizados ou crentes que assim se está conforme, estável, e comportadamente habilitado com a doutrinação vigente; em resumo: persuadido de que isto por si só nos credencia a depositar toda a fé montada no ser criado onipotente - cogitar se não há nada a ser questionado.

A proposta, definitivamente: é sobreviver sem a crença forjada adquirida; sem a mórbida e claudicante imaginação vendida e então soltar-se. E uma vez livre, desagarrado das mitológicas certezas inventadas, buscar a independência social por conta e risco próprios, sem o ariscar malogrado de que o Sagrado seja possível, porém agora, finalmente: de posse da certeza de Sua existência.

É certo que, uma vez tomado posse da correção, as ações tornam-se válidas por viés de verdades outras, totalmente avessas à insegurança do apostar. Eis então a autêntica transcendência. Nós por nós mesmos; por nossa conta e risco – possuímos todos os registros; todos os códigos capazes de nos conferir tal independência; é necessário apenas que o querer desperte a vontade e a inteligência.

Em tempo; verdade seja dita: o trabalho sujo executado por conta de “acertos insanos” deixou a mostra uma herança positiva: a possibilidades de nos aproveitar de informações, conhecimento, códigos; resultados de mancadas escatológicas; de hecatombes humanas seculares. Todo esse manancial está agora aí, e exposto: a disposição de quem souber disso aproveitar-se.

A tendenciosa política atual baseia-se mais numa aposta (des)confiável de que Deus está lá em algum lugar e irá nos ajudar se formos descuidados, afinal aprendemos que ele jamais nos abandona - aí uma Verdade -; enquanto o mais acertado seria insistir na proposta de que: independentemente de aonde seja esse lá, vamos deixá-Lo com os Seus afazeres, pois imagino que Ele deve ficar melhor se souber que estamos tentando andar sem a “muleta Deus”.

Tomemos como exemplo nós, como pais devotados; o quão feliz nos deixa um filho que inicia de forma orgulhosa seu caminho ao tornar-se adulto por conta de pais que fizeram um bom trabalho? Penso ser ainda mais verdadeiro, portanto, importante; se esse pensamento partisse de Deus – Aquele que talvez muitos não tenham acessado realmente.

*

Aprendamos a ser reservados, copiemos a natureza também aqui; que sente a presença de seu criador e nem por isso comete espetáculos gratuitos (tão mais excitosos que as festas pagãs que hipocritamente abominam) para exaltá-lo, ou é espalhafatosa para se mostrar devota... “no entanto, nem Salomão em toda a sua glória”.

Da série; é só pensar um pouco.


*Espírito do tempo


050.L cqe

amal, fronte & verso










Quanto menor sou por me entender conhecedor dos caminhos que levam a humildade trabalhada?




Gostaria que fosse diferente, mas não é, no entanto, tendo a acreditar que lido muito bem com isso e humildemente peço desculpas àqueles que ainda aí me interpretarem mal.


049.L cqe