domingo, 29 de setembro de 2013

Além da utopia



Perderemos o contato com o paraíso não mais por apenas termos abando a religião e entender este assunto fora de época, mas por não entendermos haver significado em praticar o bem por si só e então termos direito a um espaço longínquo, definitivamente tornado utópico em mentes que se entendem a cada dia mais conectadas apenas ao chão.
  
         Assusta, um pensamento que me ataca,

onde custa acreditar que estejam certos,

 aqueles que já declararam que nosso sentido mais aguçado

 é para o mal* - Estamos ficando tão impregnados do mal,

de vícios, que ao aventarmos um mundo perfeito,

tememos-o, sem graça;

não o conseguimos imaginar fazendo algum sentido.  

E então desistimos

                 

        *Do mal: uma concepção errada de que certa dose de truculência, de resistência, de demagogia, e até mesmo de perfídia, de algum tipo de punição por algo arbitrariamente não aceito, enfim, uma ação contraria a ordem oposta, – geralmente imposta sem discussão e sem observar devidamente o direito contrário - fará com que se obtenha o ajuste necessário ao jogo de interesses do negociador com melhores armas, ou mais desprendido em aplicar tais medidas.
 
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A transcendência é atemporal



 
 
Não existe futuro. Admitir futuro seria admitir um Fim.

 

“A distinção entre passado,

 presente e futuro

 é apenas uma ilusão

 teimosamente persistente.”

 Albert Einstein

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A velha matéria Moral e Cívica repaginada



Você é livre, é verdade, mas, se não respeita a lei sagrada do livre arbítrio; apenas; por favor, tente ao menos aprender como não se tornar um parvo inconveniente.

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Corruptela cartesiana



Analisando um que outro blog por aí, e fazendo uma relação da corruptela - onde se quer mais intelectual que criativa: “blogo, logo existo”; dá para perceber que o cara não pensa; logo, poderíamos afirmar que ele não existe?


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sábado, 21 de setembro de 2013

Vacuidade negativa



 
Nadas e coisa nenhuma...

...e tudo

        Somos vazios, e, cerrado um mistério, queremos outro para completar nossa vacuidade. Se compreendêssemos a importância da apenas existência, já nada mais além dela aqui importaria, nada mais que apenas entender que há mais... bastaria apenas acreditar.

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Há tempos que ouço:



“os jovens são o futuro do país”
 
Sempre atento à ebulição sócio político mundial, com atenção redobrada às recentes notícias devido aos acontecimentos de acomodações (ou seria desacomodações?) das últimas décadas em todas as partes do mundo neste sempre espinhoso campo de lutas; observo. E então, dessas observações, analisando com mais carinho a participação quase sempre massiva dos jovens nas insurgências “protestístas”, deparo-me, ou convenço-me; de posse de um apanhado, de uma coleção de acontecimentos históricos, quando arquivos de um e outro país, com ou sem ditadores declarados, me esclarecem (com uma visão nada distorcida) uma dúvida que por anos me persegue.

Assim, por agora, mas finalmente, é compreensível entender, ou mesmo aceitar – ainda que permaneça contrariado - a frase: “o jovem é o futuro do país” – não posso me eximir de culpa aqui, aliás, esta falta passada, agora respalda meu pensar. Corrobora desavergonhadamente minha opinião. Pois, somente agora compreendo que os comandantes, com seus falatórios manejadamente inflamados, e de posse – quase em sua maioria - de personalidades irresistíveis, (colo aqui a observação de um destes historiadores lidos) dirigidos à estes alunos que pouco ou nada sabem da vida. Astutamente impõem o que querem em cabeças ainda vazias de experiências, porém prenhes de sonhos, expectativas e crenças. Cabeças estas que, habilmente manipuladas, armam contra si mesmas as arapucas que tornarão seu futuro tão incerto quanto o foi a geração de seus pais e será ainda... de seus filhos.

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(Des)acômodos equivocados


Já no fim da vida, um que outro (já rico ou ainda pobre; materialmente falando) se arrependerá por não ter parado quando possuía apenas ele e a mulher um filho, uma casa, um emprego mais que suficiente e um carrinho na garagem.
 
        Da série: desviando o foco do que é ser rico.

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domingo, 15 de setembro de 2013

Deus existe?



Ainda um pouco mais sobre os Mistérios que para sempre assim deverão permanecer.
 
...também no que se refere à carência de provas para se afirmar vivo Este ou outros deuses; nada mais é que: sendo o homem dado à prática do esquecimento comum e então propenso a banalização do que domina, - principalmente por negligência ou por se entender já superior ao que lhe deu origem – assim também seria com o Sagrado.

É justamente por pertencer Ele a uma classe bastante superior ao plural comum, que o próprio Mistério se mostra à poucos; pois é certo que somente o raro é precariamente valorizado, e, se por ventura caísse na popular banalização: veríamos derrubado o último portal de sinergismo do homem, por exemplo – utilizando, oportunamente, uma coloquialidade mais local.

E para alinhavar, ou arrematar esta ideia; é somente por recear o desconhecido que a humanidade não soltou totalmente as rédeas da barbárie. Devemos concluir disto que existem inegociáveis motivos para que os Mistérios atribuídos ao sobrenatural permaneçam perturbando o cético.

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Com a contribuição da Sempre Minha "Jehanne"

Assimilando nossa pequenez



Enquanto não assimilarmos verdadeiramente, e não apenas devido ao medo, ou ao aceitar veladamente impositivo por conta do ignorar preguiçoso: que há mais; que não estamos sós; que existe uma hierarquia universal a postos para colocar ordem; em organizar todo esse misterioso - e para nós, indecifrável – processo.
E ainda: que não passamos de meras crianças, que, sem o acompanhamento de alguém responsável, estamos a dissecar um organismo a nós totalmente estranho. Persistirão as dúvidas, sempre que apontarmos os olhos para um novo sítio esquadrinhado.

E, como se isto tudo não bastasse, temos uma equipe de céticos especialistas estudados que se inteiraram sobre tudo, que, mais por esnobismo e menos por entendimento, repassam informações errôneas, limitadas em seus míopes princípios, que agravam ainda mais o estado já estranho à todos.

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Satisfeitos



 
Provindos de plagas indizíveis

Vagam/ ainda por um período que aos precedentes

presos ao tempo/ pode chegar a uma eternidade

pouco diferente das procedentes prisões

outro umbral/ agora na matéria grotesca

– acostumando-se

Aturdidos com a luz que cega

agitam-se na efervescência dos prazeres

da diversão/ revolteando ainda no nada ignoro.

Satisfazendo-se

quais mariposas em volta do primeiro lume do dia

e se demoram/ ainda muito distante

sem direcionar-se verdadeiramente

        à fonte real de toda a luz que não mais cega...

apenas não interessa.

 

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domingo, 8 de setembro de 2013

Atenção à leitura



Todos nós, principalmente devido à pressa, porém muito está vinculado a indolência. Queremos nos deitar em uma cama de pureza, queremos crer puro, tudo o que nos é mostrado: no livro, na notícia, no relacionamento.

Queremos e tentamos a todo custo continuar apostando no que instrumentos que acreditamos sérios estão a nos mostrar. Porém nunca, em nenhum instante o olhar de crivo, o sentimento de atenção; em nenhum tempo passado deveria ter sido negligenciado, e por agora: ele nunca foi tão importante e necessário. Porque é no agora que as decisões são tomadas.

O quanto é possível acreditar, - em que porcentagem - do que nos está sendo mostrado – e em caso de dúvida, em que turbilhão caótico estamos entrando?

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Ideologia da imaturidade



O jovem não deve ter vergonha, quando tarde descobrir o erro, muito menos ser punido ou observado com desafeto por carregar durante suas ilusórias passeatas, bandeiras impregnadas com os nomes de assassinos e foras da lei que saquearam o país, por desconhecer a história.

É o governo, é o estado, este sim, mesmo o atual - que tenta sempre responsabilizar o passado alheio pela ignorância presente - quem deve envergonhar-se por seus jovens ainda carregar como bandeira; exibir como um selo, um símbolo máximo a foto de um ou vários facínoras que roubaram e assassinaram inocentes. Quando entendem, estes incautos promovedores de levantes, muitas vezes arrolados convenientemente na alterca, que aquela figura está a chancelar; a avalizar; a dar força, a sua lista de reivindicações.

*

(nos livros “História politicamente incorreta do Brasil/América Latina”, os autores dissecam a verdade por trás da história contada nas salas de aulas; com uma riqueza de detalhes impressionante, fica aí a dúvida: é mais crível acreditar em quem?)

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Espero que não



Após pouco ter entendido do que explanou, falei-lhe, num tom que se deu entre um misto de ameno e conciliador. Sobre o quão importante foi sua conferência, embora sentisse, ao olhar para a assistência, (vi-me na obrigação de observar) que nem todos entenderam a natureza de suas análises (nem mesmo o pouco que havia eu assimilado) a julgar pela falta de comentários ao final.

Estava realmente incomodado; mais, (naquele momento acreditava) devido à falta de participação, ou no mínimo apatia dos demais ouvintes. Em algumas situações a gente se envergonha pelos outros; do comportamento alheio. É uma espécie de escusa, que ao final sabemos; é ineficiente.

Entendeu minha colocação e agradeceu, e, buscando me acalmar, como sempre simpático, assustou-me, dizendo que não o preocupava que não lhe entendessem agora, e afirmou: “Em algum momento futuro, e aos poucos, um a um entenderá que estava certo”. Então se calou.

Fez-se um minuto de silêncio enquanto, ao menos eu, contrito, pensei um pouco melhor no seu discurso, e particularmente, em algo que se encaixou dando um nó em minha mente, e então respondi.

“Espero que estejas errado.”

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Marca-página



...uma pedra no livro

Não deixes um marca-página por muito tempo dentro do livro, além disso parecer um descaso com o livro, mostra que és negligente e omisso, pois você também não gostaria de permanecer por um longo tempo com uma pedra em seu calçado, é certo?

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domingo, 1 de setembro de 2013

De alguma forma a coisa acontece



São lindas a inveja e a competição. Somadas, elas contribuem mais para a beleza do mundo que o bom gosto, a sensibilidade ou mesmo a verdadeira técnica almejada pelo profissionalismo, juntos.
 
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Da série: Da ilusão que não trás nada de bom



        Mesmo na ilusão – estado natural deste Placenta Terra - é possível que ao manter o foco em algo que o torne um ser díspar neste mar de igualdades desiguais, consigas evoluir ou contribuir, ao descobrires que mesmo que todos somos iguais, ainda assim alguns conseguem se conectar de alguma forma com estados superiores, independentemente de estas conexões dar-se mental ou espiritualmente. E assim, nesta contribuição para o todo ainda comum, construir instrumentos que facilite a existência dos demais que nada percebem sobre o seu, ou este superior e possível a todos, estado de graça. Porém ao alcançar, ao acessar de forma bastante simples este diferencial, este dom, esta inteligência que parece ser superior, nem sempre é possível que o estudante se mantenha preso aos seus mais rígidos propósitos da doutrina da igualdade imaginado inicialmente, justamente porque, ao abrirmos; ao nos ser possibilitado; ao nos depararmos às porta das conquistas, fechamos,  descuidadamente, a porta do altruísmo. Em suma, mesmo na ilusão é possível que consigamos, mas ainda assim, após a conquista, a própria ilusão faz com que algumas destas novidades nos distraiam do desejo inicial que passava muito longe do que visualizamos hoje; do que nos é proporcionado agora na abastança, porém, como não renegar isto, como não negar que merecemos toda esses novos prazeres que a ilusão proporciona; e aproveitá-los e desfrutá-los em ações que à muitos não iludidos, é praticado com egoísmo!?!

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Apenas perdoo...

 
... é o que me cabe

Disse ele então: Eu perdoo, mas terão sim, que apagar a minha memória se quiser que eu esqueça.

 E parecendo meio que fora de si completou: Mesmo que apaguem a minha mente, ainda assim haverá para sempre no arquivo da eternidade alguma forma inquestionável de acessar tua falta para comigo, e reaviva-la, para que então eu tome, uma vez mais, muito cuidado em relação a você.

        Assim disse ele

            e o disse bem

            e o disse de novo

        Insistir na dúvida se deve ou não perdoar; se perdoa ou se conquistará finalmente o perdão, nada mais significa que um despreparo para o real significado da existência; que se está ainda emaranhado em uma consciência equivocada de sofrimentos de causa e efeito, quando o que deve ser buscado, o que tem valor para a nossa evolução é não mais se importar, em momento algum, com uma sequer destas quatro condições. Fez está feito, é vida que segue. Se provocou, assuma; se sofreu, esqueça. Além daqui tudo é ainda mais rápido no que diz respeito às mesquinharias humanas. Um pai determinado não tem tempo para choramingas de filho negligente.

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Entre (a)parentes




       Depois de sondar a ideia de alguns parentes que com certeza me escolheram – em algum momento muitíssimo distante daqui – para, ou por algum motivo fazer parte de suas famílias, entendi que:

        A cada dia mais me convenço de que não me engano com o humano; comprovando a certeza de que todos, diariamente, dão o seu melhor, isto torna definitivamente impossível que venhamos assistir alguma virada histórica altruísta por parte de qualquer um deles.

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Entre (a)parentes II



Ao notar alguns parentes que insistem no que eles entendem por ato falho o fato de eu não professar a mesma fé deles, cheguei a conclusão de que não tenho certeza em relação à fé, porém estou convicto que a religião aumenta consideravelmente; desperta viciosamente o dom da hipócrita nos mais arraigados fiéis.

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