sábado, 21 de setembro de 2013

Há tempos que ouço:



“os jovens são o futuro do país”
 
Sempre atento à ebulição sócio político mundial, com atenção redobrada às recentes notícias devido aos acontecimentos de acomodações (ou seria desacomodações?) das últimas décadas em todas as partes do mundo neste sempre espinhoso campo de lutas; observo. E então, dessas observações, analisando com mais carinho a participação quase sempre massiva dos jovens nas insurgências “protestístas”, deparo-me, ou convenço-me; de posse de um apanhado, de uma coleção de acontecimentos históricos, quando arquivos de um e outro país, com ou sem ditadores declarados, me esclarecem (com uma visão nada distorcida) uma dúvida que por anos me persegue.

Assim, por agora, mas finalmente, é compreensível entender, ou mesmo aceitar – ainda que permaneça contrariado - a frase: “o jovem é o futuro do país” – não posso me eximir de culpa aqui, aliás, esta falta passada, agora respalda meu pensar. Corrobora desavergonhadamente minha opinião. Pois, somente agora compreendo que os comandantes, com seus falatórios manejadamente inflamados, e de posse – quase em sua maioria - de personalidades irresistíveis, (colo aqui a observação de um destes historiadores lidos) dirigidos à estes alunos que pouco ou nada sabem da vida. Astutamente impõem o que querem em cabeças ainda vazias de experiências, porém prenhes de sonhos, expectativas e crenças. Cabeças estas que, habilmente manipuladas, armam contra si mesmas as arapucas que tornarão seu futuro tão incerto quanto o foi a geração de seus pais e será ainda... de seus filhos.

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