sábado, 29 de julho de 2017

Conversa infinitissimamente complexa


Quais são as perspectivas, os contextos em que se desenrolam o comunicar!?!

São pessoas distintas, estranhas, desiguais, interesseiras, desequilibradas, simplórias, humildes, carentes, impetuosas, focadas deste conjunto ou não, tratando dos mais variados assuntos e com a mais diversa gama de interesses.

...que ambições podem ser aí excitadas?


.
As conversas acontecem sobre os palcos mais distintos e inauditas perspectivas, onde humores e energias diversas se defrontam; que ambições podem estar sendo movimentadas! De posse disto, e em realidade: que tipo de verdades se quer daí tirar – que multiplicidade de universos estará sendo gestada a cada novo atinar?

Contribuição da Minha Sempre Bem Amada.

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Régua









A medida tempo é essencial, mas nem por isso devemos esquecer que ele não existe.

Se ele foi inventado - arranjado para nosso conforto -, por que não nos lembramos disso nas ações mais essenciais que praticamos?

Está mais do que na hora de assumirmos que o tempo não existe; que é meramente uma ilusão criada, ou no mais, observando materialmente: uma régua de observação.

Quais valores poderiam ser ainda observados, beneficiando verdadeiramente a evolução humana, se levado em conta que o fator tempo é tão somente isso!



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Faro fino








Olho de águia - Somente o observador que possui um discernir generalizado e rápido, no entanto, inteligentemente consciente e apurado, pode sobreviver com alguma galhardia em tempos tão imorais.







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Ainda na incerteza













Por nossa conta e risco – acreditando com tamanha exclusividade somente no homem -, sem a convicção ou de posse de fé e crenças claudicantes em Deus: somos reconhecidamente falhos ainda que colaboramos para a sobrevivência faraônica de impérios, instituições e religiões por centenas de anos; o que será, que Vontade Desperta acordará no homem diante da Certeza; do Pai Onipotente, ou da consciência de Leis Superiores!


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Tolerância


“A lei de ouro do comportamento é a tolerância mútua, já que nunca pensaremos todos da mesma maneira, já que nunca veremos senão uma parte da verdade e sob ângulos diversos.”

e

“Tolerância não significa aceitar o que se tolera.”
Mohandas Gandhi

 

“Não estou de acordo com aquilo que dizeis, mas lutarei até ao fim para que vos seja possível dizê-lo.”
Voltaire

“Na prática da tolerância, um teu inimigo é o melhor professor.”
Dalai Lama


“A tolerância é a caridade da inteligência.”
Jules Lemaitre


“Basta envelhecer para tornar-se mais indulgente; não vejo ninguém cometer um erro que eu não tenha também cometido.”
Johann Goethe


“Dir-se-ia que o homem pode aguentar tudo (...), até a ideia de que não pode aguentar mais.”
William Faulkner

“Sê tolerante, porque não tens a certeza de nada.”
Fernando Pessoa


O homem tolerante aprende a sobreviver em meio a todo o tipo de intolerância, e reconhece confiando que este é o único caminho para fazer com que o universo antagônico da intolerância possa vir a compreender e valorizar a tolerância.

Homenagem a Voltaire




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sábado, 22 de julho de 2017

Curandeiros filósofos ou filósofos curadores?


Somente ao são é possível produzir boa filosofia. Ao mal, ao doente, ao desequilibrado, falta ainda o encontro com o elo que o fará situar-se. É ainda pior o tentar desse, porque se ocupa em contestar o primeiro e isto fatalmente o leva a perda de preciosas e importantes oportunidades em estudar o que contesta a fim de melhorar o que não consegue realizar.

A contestação ferrenha e contraditória somente é profícua entre seus iguais.

Ao destoar para humores vaidosos – inveja, ciúme, mesquinhez – não se produz, ou melhor, não é a via acertada para aperfeiçoar contextualizações, aqui descuidar-se: apenas distorce e muito raro as evidenciam positivamente.

O homem dedicado a cura precisa estar bem consigo mesmo, do contrário suas contrariedades não apenas atrapalham o paciente quanto podem admoesta-lo ainda mais. Assim é o homem de pensamentos, ele precisa ser puro, atingir a humildade da observação e somente então consegue encontrar as palavras e as energias curadoras ao mal que atinge a si e aos seus observados.



















“Mesmo o louco precisa de uma dose de equilíbrio para interpor e amarar suas ‘razões’ (des)conexas.”




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Crianças alheias a esperança



Mecânica da pureza – Até onde seria mais inteligente viver qual criança, alheias, a desatender dúvida e no máximo se entendendo também uma frente o universo desconhecido; a povoar nosso cérebro com fábulas de adultos disso não convencidos por ser ainda como homens que preferem se manter?





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Franqueando energias



Os sentimentos são resultados de ações acumuladas ao longo do nosso existir que podem ser despertados para o bem ou para o mal e assim agregar estas energias do “agora” a disposição; daí a evolução para o homem sensível ou o corrente arrasto da animalidade.


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Poema sim, poeta... talvez




“Menina do anel de lua e estrela”
CV


Quanto quero a poesia e não o poeta?


Da série; a arte é sempre maior que o artista.

Contribuição da Minha Sempre Bem Amada


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Não às acaloradas discussões inócuas...



...que promovem tão somente o polemista.


Ainda que seja repetido a exaustão que a palavra é gerada em energia equivalente, continuamos não fazendo caso e acabamos por ultrapassar nos mais variados graus este estágio inobservado por conta de empregar vontades transformadas em energia nada recomendáveis turbinando nosso destempero na palavra proferida.


*



De uma vez por todas; ou iniciamos uma convivência onde nos tratamos em igualdade de amor e respeito ou nos arrastaremos eternamente nos acusando de discriminador e discriminado sem qualquer tipo prático de resultado aceitável.

Não se muda em uma vírgula o racismo, a discriminação e a intolerância ao falar sobre eles – quando não observado com propriedades: mensageiro/receptor/mensagem -, a não ser o grau de interesse naqueles que provocam o assunto – e toda a exibição pretensiosa advinda dos holofotes a cada dia mais desperta.


Invariavelmente são mais pró-racismo estes que reclamam e insistem em trazer a tona toda a sorte de assuntos que apregoam que somos deficientes entre irmãos do que surte efeito benéfico ao público que tanto constante quanto obrigatoriamente com esse expediente mascarado é prejudicialmente atingido. Era preciso prestar atenção em que grau está sendo tão somente inflamada/inflada a observação ou que o pontuar não passa de mais um em busca da reles celeuma?


Não há como vencer qualquer discriminação que seja a não ser atacar o problema de forma a não expô-lo ou ainda melhor: trabalhando o próprio discriminado; somente este poderá ajustar seu comportamento ao descobrir que é superior ao que discrimina, tão somente por isso. E então, ao não valorizar o desacato, somado a leis energicamente aplicáveis a desprezível conduta humana, seria possível, paulatinamente, erradicar o que acreditamos se tratar da falta de conhecimento consoante ao desentendimento de ambos. Hoje, não atingimos nem mesmo isso.


O atraso dos racistas e discriminadores não deveria ultrapassar a falta de conhecimento ou aculturamento do atacado – falta instrução aos dois, mas é apenas com o desprendimento do segundo do abandono a autocompaixão – muitas vezes, mesmo, nascida da condição aqui descrita - que fará com que os atos execráveis dos primeiros disso não passe e finalmente se tornem inócuos.

Precisamos implantar ou voltar à vergonha; ao ter vergonha; ao respeito, ou quaisquer outros valores que possam somar nessa batalha arrastada e totalmente desprovida de sentido, e à crença e não o aporte em uma Lei Superior que comande o equilíbrio dos universos não para temê-la, mas para entender que há algo maior e que então, o participar de sentimentos tão mesquinhos quanto à discriminação, qualquer que seja: é permanecer parasitado ao rasteiro universo da infâmia e suas tramas traiçoeiras – este sim, desprovido de qualquer lei humanitária.




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sábado, 15 de julho de 2017

Mr. Robot - “detalhes”










(...)
"Durante a Grande Depressão, o FDR fechou todos os bancos para um feriado dos bancos, e então ele reabriu em fases quando já estavam se reerguendo.




Depois, historiadores descobriram o que sabemos agora, que esses relatos eram, na maior parte, mentiras. Mesmo assim, deu certo.

Deu certo porque o público acreditou que o governo tinha tudo sob controle.


Estão vendo. Esse é o modelo de negócio para essa grande nação. Cada dia de trabalho quando toca o sino do mercado enganamos as pessoas a acreditar em algo; o sonho americano, valores familiares. Pode ser batatas da liberdade, não ligo. Não importa. Desde que a manipulação funcione e as pessoas comprem, vendam; o que quer que queiramos que elas façam."



(...)
"Veja esses caras. O que você vê? Muito cuidado e esforço ao que equivale a um jogo ruim. O que a Maxine vê? Um bando de animais idiotas, não pensam em nada além de por uma bola em um aro. O que eles querem que você veja? Caras irados. Prontos para matar se pisar neles. A pergunta é? 
Qual é a verdade?"




Mr. Robot - S02E02




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Gerúndio



O foi é menor que o É
O foi pode ter sido
construído de material impreciso
Já o É não pertence ao que foi
Por ser ele será, sempre
Pois em sendo, ele É















Contribuição da Minha Sempre Bem Amada


042.n cqe

Pegando onda na modinha do...



...do "menox" que é "maix"

Tão incontestável quanto intocável, as sempre invejadíssimas sumidades individuais geraram a massa “assistida” generalizada, onde a questão pode se resumir em: se a evolução deu lugar ao progresso onde é inegável que o menos abafa o mais é certo afirmar que isto por si só confirma a existência de vida inteligente na Terra? ...ou teria um efeito contrário ao visitante descuidado! 


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Dando sentimento a “coisa”



Do maquinal e do instintivo - Ainda que paradoxal, descabido, nonsense, o homem de pensar materializado que insiste na insensibilidade da máquina por si só, a utiliza tão somente ao fim proposto, forçando-a sem que sua forma relaxada/descuidada interfira em seu pensamento; ao contrário do homem de sentimentos - justamente este que entende a impermanência da matéria - que acertadamente observa com reservas o ser progresso; entende ser imperativo considerar a máquina também provida ou digna de sentimentos.




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“Power browsing”


O mundo é grande, porém, basta o confinamento da própria casa para se perder.



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domingo, 9 de julho de 2017

Vírgula fora de lugar



Lê-se pouco; e ainda menos de forma inteligente. E ao ter contato com este pouco, notadamente assistimos que se esquece – ou não aprendeu - que toda a leitura deve ser observada sob a perspectiva de um contexto. Tirar conclusões sem observar onde os dois obrigatoriamente se casam é perder-se em meio aos absurdos originados no estéril e minguado caldeirão do próprio desconhecimento.



*


Da observação instintiva que se converte no ponderar sem qualidade.

Muito além da comunicação - Observamos muito, porém sob o nosso limitadíssimo ponto de vista extremamente tendencioso: não possuímos inteligência muito menos consciência do respeitar mútuo sempre necessário entre os pontos de vista, nuances, perspectivas e interesses; daí, pouco é considerado e quase nada é ponderado. Destarte, uma parte das leituras cotidianamente necessárias e automáticas sofre de deficiências que ocasionam ruídos sempre normais que, portanto, podem ser extremamente prejudiciais ou até mesmo perigosas ao leitor: entre ele e o contato eminente, e, principalmente, em se tratando de grupo.

Da série; no mundo dos seres hexapolares




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Destoar


Fugir do comum - Pairar muito além da contextualização comum somado ao distanciamento do alarde também é ótimo para não alimentar as vaidosas e costumeiras pretensões chulas – vórtices reais de confusão -, mas pode também ser naturalmente observada como uma mecânica do medo, do receio de não se ser aceito ou não lidar bem com as críticas sempre obrigatórias e, por que não, corrigidoras; porém, como se diz por aí, até não escolher é uma escolha e sempre podemos contar com a paciência que aconselha: tudo a seu tempo. 


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1:100



Um começo - Aprendamos a apenas valorizar a lucidez do outro; que entendamos tão somente esta ação: superior o suficiente para amainar todos os outros atos movidos pela cegueira.


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Maturidade Espiritual




Mawlānā Jalāl-ad-Dīn Muhammad Rūmī,
 Grande poeta Místico Sufi, mestre espiritual persa do século XIII ensina:

Veneno é qualquer coisa além do que precisamos. Pode ser poder, preguiça, comida, ego, ambição, medo, raiva... o que for.

Medo é a não aceitação da incerteza. Aceita a incerteza, ela se torna aventura.

Inveja é a não aceitação do bem no outro. Se o bem em geral é aceito, se torna inspiração.

Raiva é a não aceitação do que está além do nosso controle. Aceita a normalidade das coisas, a raiva se torna tolerância.

Ódio é a não aceitação das pessoas como elas são. Se aceitamos incondicionalmente, então, finalmente, temos o amor.

Porém, antes, é muito importante que se adquira “Maturidade Espiritual” que é conquistada observando cotidianamente, como uma meditação, uma dezena de ações bastante simples:

Parar de tentar mudar os outros e se concentrar em mudar a si mesmo;

Aceitar as pessoas como elas são; entender que todos estão certos em sua própria perspectiva;

aprender a deixar ir;

Ser capaz de não ter expectativas em um relacionamento, e se doar pelo bem de se doar;

Entender que o que fazemos, fazemos para chegarmos a própria paz;

Parar de provar para o mundo, o quão inteligente você é;

Não buscar aprovação dos outros;

Parar de se comparar com os outros;

Estar em paz consigo mesmo;

Maturidade espiritual é ser capaz de distinguir entre precisar e querer e é também, ser capaz de deixar ir o próprio querer;








É através da atenção a esses pequenos detalhes que chegaremos a Maturidade Espiritual somando ao item principal desta caminhada que é parar de anexar felicidade em coisas materiais!



Mawlānā Jalāl-ad-Dīn Muhammad Rūmī






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À Cora Coralina





https://www.youtube.com/watch?v=ZEzx_sB4hWI


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sábado, 1 de julho de 2017

Àqueles que buscam o equilíbrio



Quanto mais vislumbramos a dimensão do não absoluto, mais nos voltamos ao pouco perceptível; e é no concentrar-se ao evidente, ao cognoscível garimpado na busca engajada, e a doação entregue e consciente ao plano corrente que lançará o desprendido a uma distância maior dele quando acionado o gatilho da partida.



Mola retesada

Assumindo o ar de desapego, marca de suas preleções, reiterou:

“Viva praticando a caridade como se exercitasse o retesar de uma mola muito poderosa – que ao final nem mesmo você imaginara tal potência -, cujo gatilho será, em algum instante surpresa acionado, lançando-o para além do seu conhecimento após o cansaço da boa prática lhe exaurir todas as forças; e então, entregue: a pressão acumulada lhe proporcionará a viagem mais longa e mais linda que você jamais sonhou; afinal foi conquistado o direito único dado ao que se doa verdadeiramente.”



033.n cqe

“Fim de curso”



“As moléculas do desentendimento nos contêm onde entendemos estar”




As moléculas do desentendimento são responsáveis pela mais poderosa liga jamais conhecida nesta dimensão planetária. De sorte que, uma vez preso a teia do ignorar, o salto dos desavisados não passa de um voar galináceo; o curso de suas correntes é extremamente curto por conta de toda a matéria acumulada; agregada ao que considera mais importante: as coisas que lhe disseram desprovida de uma pesquisa voltada as suas necessidades própria e imparcial e do discernimento - não questionado - daí descendente.





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Felicidade e felicidades



Sigo feliz enquanto tento provar que a Felicidade não é possível àqueles que a tentam através das vias convencionais.

Das felicidades decretadas, convencionais, assumidas e Verdadeiras




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