sábado, 25 de fevereiro de 2017

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Da manifesta busca compromissada com a honestidade, há o despertar da consciência e, consequentemente, todo o nosso inconsciente “adormecido” paulatina e conjuntamente aflora aos objetos buscados onde, quando menos se percebe, sensações são aguçadas sem nem mesmo divisarmos como. Que, ao descobrirmos do que ou o quanto somos capazes; suscita: a potência natural - qual a real força da vontade!


070.M cqe

“décadence”



Alegrias
Posses
Aquisições
Realizações
Tudo desse contexto são tentações
Tentações a nos tentar
A alongar alegrias
Nada
porém
Supera uma única sensação extasiada
Do insight da descoberta
De que se é único
De que pode
E reina
De que aqui nada é
Em um mundo
Em que nada é
Onde ninguém realmente reina

"décadence"


069.M cqe

Ratos de laboratório


Exatas

Questão VII

Disciplina: Ciências Biológicas

Alguém sempre fará às vezes do carrasco (assassinando ou molestando animais em nome de alguma necessidade criada etc...). A dúvida é: se e quando o indivíduo apto ao cruel assassínio descobrir - “conscientizar-se” -, que só o é porque carrega o biótipo, a cepa, o gene adequado da maldade para sê-lo; continuará então praticando a crueldade a que se dispôs em contrato?


*

 “Realizar experimentos com ratos pode ajudar as corporações a desenvolver uma pílula mágica somente com base no pressuposto de que o comportamento dos ratos é acompanhado de emoções semelhantes às dos humanos. E, de fato, esse pressuposto é comum nos laboratórios psiquiátricos.” - Homo Deus, p130.

Para isso temos que:

...é comum os pesquisadores comportarem-se como ratos??? (Que os simpáticos roedores nos desculpem.)

A questão principal é...

*

Em tempo: O que nos chama a atenção é que justamente um grupo que não tem emoções, não conhece a emoção fora de suas câmaras de tortura, faz experimentos que remontam e ultrapassam os mais cruéis barbarismos a seres vivos que a maioria dos homens comuns possa ter conhecimento; tão somente porque as emoções destas infelizes criaturas que serão torturadas e assassinadas, representam emotivamente, durante o processo de sofrimento e todo o tipo de agonias, as mesmas sensações observadas nos humanos???


068.M cqe

Na arte ou no insight









Entusiasta antes de tudo e comprovadamente afeito a disseminar seu tão inspirado quanto inspirador legado. O que o filantropo Nietzsche tenta provocar também, é a busca ao “inatingível” a todo o indivíduo que despertar para a quase impossível de alcançar; vontade manifesta: a sensação que a verdadeira arte provoca; e igualmente possível de ser atingida no insight.

*

Os insight’s são pedras, particularmente assinaladas, pontuando em meio à densa anarquia, um caminho para outros caos experienciais.


067.M cqe



Redarguir






(...)

Ele então disse

 “Se não entenderam o sentido do texto qual o significado de objetar a seleção das palavras?”






066.M cqe

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Altruísmo escondido







O bem, praticado as escondidas, tem muitas vantagens ao assim permanecer. Ao deixar que os atos o façam ou falem por si só, afinal, do contrário, se aparece, aparecem os detratores sempre normais e a espreita; a por em dúvida inclusive àqueles que até então acreditavam.


*


Ainda sobre alguns benfeitores - Em muitas situações a morte sela e define tão acertada quanto “tardiamente” que o indivíduo acabou não se mostrando rasteiro, aproveitador e nada oportunista quanto à desconfiança de alguns insistia em aponta-lo. No entanto, para o descrente orgulhoso, ele apenas partiu antes de revelar-se; invariavelmente temos a necessidade intrínseca de não acreditar no altruísmo alheio por ainda não estarmos maduro para o nosso.


*




Observar e calar-nos para um ato de bem, caso não consigamos executar qualquer outro, pode ser considerado um pequeno avanço em direção à caridade.




Da série “O essencial é invisível aos olhos”

ou

O essencial se mostra aos olhos do coração

065.M cqe


Observações



Registramos o que observamos - ou ao menos temos alguém que o faça. Vamos da porta que range a árvore que balança; do bueiro entupido a brisa do mar. Ou das cores do outono ao velho ancião. Iguais e em maior número são os interessados que se distraem ao ver seu cotidiano bem posto e identificável ou sonham com o autor capaz de dar vida a novos universos.

Alguns menos atentos seguem absortos (ou seria; embriagados) e até mesmo fecham os olhos tentando romancear o momento em ato de auto contextualização enquanto ainda se mantêm obrigados às anotações piegas quando executadas unicamente sob essa instrução.

Ainda assim, todas, anotações e leituras, são importantes...

Elas abrem portas às oportunidades (Ah! Vasto mundo!).

Numerosos adeptos observaram com arte o que está visível tão somente como parte do cotidiano (in)perceptível, porém ofuscado por conta do agitar normal à vida ou por falta de sensibilidade mesmo, que pode ter, no apontamento mecânico e interesseiro uma porta de entrada a arte propriamente dita.

O clássico primeiro passo não é menos importante que o último e não deve envergonhar nenhum de nós – que o tem em mente ou que procura escondê-lo. Mesmo os espécimes mais invejados assim o fizeram; afinal é no avançar consciente (e no evoluir dessa) que ocorrem as observações que levarão o homem a repetição do primeiro passo ou o salto para os demais.  

064.M cqe

Covardia e oportunismo



Sob a égide suprema e institucional premissa do: “cabe ao acusador provar o teor contido na denúncia; ou, a quem cabe o ônus da prova”. Temos assistido a barbaridades tão odiosas quanto os crimes cometidos por asquerosos transgressores que, protegidos por mecanismos arranjados mantém – a todo custo – a impossibilidade de se chegar a elas ou mesmo de creditá-las.


063.M cqe

Deficiência visual X cegueira


             
Em livros psicografados encontramos informações indicando, por exemplo, que: nascer com deficiência visual é, a despeito das dificuldades inimagináveis aos outros que enxergam: a forma mais eficiente de aguçar os demais sentidos.

Afirmam; elevadas autoridades autorizadas a ditarem estes apontamentos que: há poucas formas de evoluir com tamanho e inegável ganho ao espírito.













Seria possível ou pertinente aqui, levantar questão sobre a “cegueira social” - a assumida (ou: assumida a) décadence encontrada no Nietzsche? A que espécie arrastada de evoluir; a que sorte e utilidade natural estiveram - e continuam sujeitos - todos aqueles que a ela seguem fadados - seja em preguiçoso compasso de indolência ou pureza de coração -, e em se mantendo o aparente modus operandi mendaz que entretém todos os habitantes da Terra detidos/divididos em nichos de certezas exclusivas ao longo de gerações!?! 


   
062.M cqe                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Conexões com o Tardo...



"Nosso inseparável Dragão"

Conversar com o “Véio” é como estar diante de uma montanha pela primeira vez antes da escalada. Um paredão vertical cujo topo “inalcançável” desaparece entre as nuvens a sol ameno. Um majestoso escarpado que a primeira vista se mostra impassível, jamais arredio.






Há que se ter paciência, as fendas estão lá, o granito colossal se deixa; se mostra; ao deixar algumas ranhuras visíveis ao que percebe e sabe respeitar.



Aceitar; esquecer o tempo, a pressa e mesmo o agora, é o segredo; e observar atento os pontos de ancoragem deixados, todos, que vão se mostrando aos poucos até se tornar tão possíveis quanto infinitos.

São tantos caminhos.



Conversar com o “Véio” é como observar as estrelas ainda nas paixões da adolescência. Entregar-se, impressionado e curioso; de repente é só um maravilhoso céu estrelado, e então, se se demorar um pouquinho, é mais. Não há como definir pequenas conquistas pessoais observadas ao que não observa o céu. Se continuar, as nuances começam a se mostrar e então ao insistir, entendo que toda a via láctea não passa da espiral que rodopia na xícara de chá que a Ele sirvo.

Ele não se repete



Conversar com o “Véio” é como brincar com um gato, faz-se rodeios, ambos nos espreitamos; inicialmente um querer ser enquanto o outro É. Há o disfarçar ingênuo, inconsciente ou quase puro; e a luta de desfazer-se da pureza artificial. Há o jogo, e ao final tudo é divertimento. E quando me deito ao seu lado, acordado, como se não prestasse atenção, tudo ouço.

Ele é divertido.



Conversar com o “Véio”, é como desbravar densa mata sem experiência alguma enquanto abre uma picada sob a pressão da necessidade medrosa que propõe incomparável experiência. A selva não age sob nosso pensar; nossos anseios sim.


Todo o passo vencido remete às dificuldades vividas antes do histórico instante sem que se possa com isso ali se demorar; invariavelmente me dou conta de que ando em círculos e estou constantemente cercado pela inexperiência e a crença vã do que já entendia conquistado.



De repente uma clareira; orgulhoso, entendo antecipadamente que consegui, quando outra de Suas visitas me faz entender que nem de longe possuo a ciência do ponto invisível que sou em meio à imensidão hostil. A paz, quando se está ao Seu lado, é o que busco para os outros instantes, quando “ainda” penso que não está.


Quando me dou conta estou novamente por minha conta. Mas Sua lembrança não permite que qualquer pensamento de abandono se demore.

Ele jamais me esquece.



Amor e humor são suas características; dança e sorriso fácil seus credos favoritos; conversar com o Tardo é inflar a vaidade boa e murchar a orgulhosa. É equilibrar-se. Praticar com Ele é também: a chave para entender o que alguns dos Seus nos falaram sobre o Amor. É iniciar a busca para o único caminho que desperta e corrige todos os sentimentos de volta à simplicidade.

















"Vamos prorrogar a existência do sentimento"

Bhonachinho 







061.M cqe


“Alguns anos depois...”
















A pureza avaliza tanto quanto a sabedoria





060.M cqe

“Led’s go collors”




O filosofo de balcão sabiamente questiona; quanto do que encontramos não passa de corpos a cada dia mais: cheios de corações vazios? 

Da série; “martelinho”

*

A insistência em mostrar um mundo colorido; em cores vibrantes e suas mirabolantes misturas de matizes eletrônicas, tenta camuflar os negros espectros obrigados à sombra...

As cores vibrantes de agora seguem com seus objetivos; camuflar uma existência a cada dia mais... acinzentada... de corpos cheios de corações vazios... da plasticidade que não resistiu as plásticas.




059.M cqe

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Da série “cqé”








Jamais considerei se hoje estaríamos ou não juntos porque nunca imaginei que não ficaria com Você para sempre.


05/02/1999/2017

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Rubrica







“Para dizer com pouco 
é preciso volume”





059.M cqe

Sacal












Na nata, a profundidade


Quando tanto o ler quanto o escrever não atinge o traço da arte





Bons leitores, avessos aos rococós e delongas de palavras desnecessárias de textos repetidos erradamente atribuídos a estilo e inestudadamente assim aceitos; poderiam inteirar-se melhor de sofisticações alheias escondidas entre cansativas dissertações megalômanas, se conseguissem abandonar o desassossego que lhes causam preâmbulos enjoadamente desnecessários.



058.M cqe

Símbolos, a escrita sempre atual



Dos remotos ancestrais aos portadores de deficiências, cognitivas ou outras tantas, obrigados às limitações; e em que pese todas as suas inimagináveis dificuldades, encontraram cada qual a seu modo, sua forma libertadora de comunicar.


Entre o resultado destes esforçados comunicadores e o tornado padrão, são encontrados aqueles - taquígrafos natos - que o crime social e a falta de estudo; estancou-os na dificuldade de mostrar o aprendido ou acordado e escanteou às margens: vontades ricamente inquietas; transformando em seres inconformados, impossibilitados de expressar o que com eles trouxeram. E de posse da energia acumulada: picham, grafitam, rabiscam em banheiros com seus símbolos que muito dizem com pouco.

*



A comunicação, urgente, sempre necessária e indispensável adequa-se automaticamente a sua contemporaneidade. Esta obrigação sempre encontrou campos férteis ou vitais. No entanto tem se esbaldado incomparavelmente com o advento do universo eletrônico.




Os Emojis, por exemplo; é a maior prova de que o futuro nos reserva a necessidade de uma linguagem muito rápida, tão dinâmica quanto nosso pensar.
Se ainda estamos nos valendo formalmente da escrita convencional é certo que está com os dias contados fora do universo formal. Escrevemos menos e mais devagar a cada dia, enquanto nossos pensamentos continuam acelerando assustadoramente. Quase impositivamente – a muitos - os símbolos se tornarão parte obrigatória e definitiva na mais corriqueira transmissão de informação; talvez a última urgência cotidiana na barreira da comunicação à distância.


*










Em paralelo, poder-se-ia compreender e também ser tornando popular algumas das comunicações inter-planos observadas hoje apenas a grupos específicos, governamentais ou não. Afinal, considerando nosso avanço tecnológico: como duvidar da existência de canais mensageiros profícuos e intermitentemente abertos e a disposição a conduzir informações precisas e necessárias entre o nosso e os planos superiores (e “inferiores” também)?.




057.M cqe

A minha, a sua, a nossa felicidade



Cada qual vive a sua felicidade, 
não há maior ou menor se se abandona a comparação.


056.M cqe



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