domingo, 26 de setembro de 2010

Do ceticismo como um caminhar para o burilamento


Se de alguma sorte pudéssemos, como diversão, e sem pré julgamentos, principalmente os nocivos, observar a diversidade ilimitada de riquezas ainda não percebidas no nosso plano justamente por serem de difícil observação (percepção).

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Bem menos raro que nos pareça, nos deparamos com situações diversas que por se apresentarem embaralhadas aos episódios comuns do cotidiano, são tratadas com desatenção, deixando assim que nos escape então, sem uma leitura mais apurada.

Diz respeito ao fato de que, ao mesmo tempo em que um comportamento é percebido como nocivo para seu autor, temos no seu extremo oposto, ainda mais imperceptível, uma reação não contrária, mas sim distinta, é claro, onde, de alguma forma, tudo se contradiz, e o que era apenas pernicioso, ou inconseqüente está de alguma forma potencializando alguma outra ação ainda mais difícil, reafirmo, de ser reparada por terceiros; que não é observado por expectadores desatentos, devido estar ela obstruída por algum ponto cego. Isto logicamente, de forma alguma atenua o sofrer do nosso personagem, mas ao contrário, este dano pode alongar-se arrastadamente por uma vida toda, porém chamo a atenção para a observação de outro dado: esta ocorrência não é só, ou ruim de todo.

O homem cético, o homem de ciências, ou mesmo aquele que está ainda iniciando no caminho da busca, devido a uma série de obstáculos que auto impõe-se: insegurança, orgulho, falta de convicção, desconhecimento e medo; é claro, não aceita uma resposta como verdadeira até que não tenha esgotado todas as possibilidades de que sua razão possa ser verdadeiramente contestada.

O que para muitos, - é claro que guardada as devidas proporções por que não temos por aí centenas de pessoas fazendo este tipo de leitura (no mais das vezes externos ao problema) é visto como um atraso na evolução, nada mais é que um amadurecimento do seu ser, pois é visto que esta demora, este vagar é um estado de maturação natural, é a natureza do universo segurando-o na sua ânsia, na sua voluptuosidade.

E, enquanto isto se dá, enquanto ele na sua cegueira não chega ao convencimento, muitas outras descobertas estão se dando pelo caminho através mesmo dele, afinal suas “cabeçadas” (tentando adequar o mundo a sua maneira), enquanto não o acordam para a verdade, seres outros, ao seu lado, visíveis ou não estarão aprendendo ou usando-o como um laboratório de aprendizado.

Portanto, como já hoje estive falando com o meu Sempre Bem Amado: não raro o que sempre temos como verdade, o é.

Uma observação contra de um terceiro sobre uma determinada personalidade que para centenas de milhares de outros é um ser sagrado, por exemplo; ou como o indivíduo que assistimos por estes dias insistindo em queimar o livro sagrado de outros “rivais religiosos” como um protesto que julga pertinente devido ao 11/09, são demonstrações que engrossam a lista de quão diverso é o nível de compreensão do humano.

Porém se observamos com mais atenção, enquanto fica ele conjecturando sobre a verdade e a mentira de suas convicções, enquanto ficar debatendo e mantendo opiniões que parecem ser desarrazoadas, estará caminhando por uma senda de sofrimento e desacertos, que pode muito bem estar burilando seu existir, e isto é ótimo segundo observações, se analisada muitas vezes, justamente, do ponto de vista da doutrina praticada pela personalidade que está a ser contestada - como diz outro “Amigo” em comum (com o anterior que estive a conversar hoje; acho) que citou dia desses, “o fato de me repetir demasiadamente nisso não significa que seja uma mentira”.
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Só se engana quem quer ser enganado


“Não há quem apresse mais os outros do que os preguiçosos depois de haverem satisfeito a sua preguiça, a fim de parecerem diligentes.”

Duque François de La Rochefoucauld


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“Aplaudam, aplaudam”



O aplauso por educação é a pior manifestação
de “agradecimento” que um indivíduo pode
proporcionar a outro.

Essa ação deve ser veementemente negada,
principalmente se o aplaudido não sabe discernir
entre o aplauso bajulativo, obrigatório, gratuito,
daquele dado como forma de reconhecimento.

No mais das vezes enganado, o “artista” avalia
que foi sua arte recompensada sem imaginar
que ocorreu ali a ação fácil do agitar de mãos,
muitas vezes envergonhadas ou buscando
esconder o fato de estar perdendo tempo,
ou no máximo premiando o esforço.

Desatento então;
e por vezes enganado acaba assim,
nosso artista,
voltando e expondo-se novamente ao ridículo,
muitas vezes
sem buscar apresentar uma melhor performance.


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Will the people in the cheaper seats clap your hands?
And the rest of you, if you'll just rattle your jewelry.
John Lennon

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Razões desarrazoadas


Quando o indivíduo sente a verdadeira loucura que é o mundo,

acaba por se jogar na verdadeira loucura patológica do existir,

entre a primeira e a segunda,

o ser inteligente prefere a segunda;

como nenhuma faz sentido mesmo,

melhor alienar-se de verdade.


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domingo, 19 de setembro de 2010

Velha máxima ainda aplicável


No livro, o pequeno capítulo, “Não pensar mais em si”, chama a atenção de imediato; e antes mesmo de lê-lo duas situações primordiais me vem: primeiro numa alusão a economia onde ninguém nunca pode dispor de nada que ainda não tenha verdadeiramente assegurado, e mesmo que venha a tomar este caminho, após a conquista, há que ser cauteloso, e arremato com a velha e célebre, jamais pensada em uma situação dessas, porém oportunamente aplicável: “se um cego está a ser guiado por outro os dois cairão no buraco”.

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Sou Feliz e Sei disso


É muito bom fazer algo de bom para Ela.
Até mesmo aplacar sua solidão de mim.

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domingo, 12 de setembro de 2010

Believe


Meu Deus!
Se posso ser feliz aqui;
O que mais terei então?


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