sábado, 30 de julho de 2016

No devir: o inferno negligenciado




A violência atroz vivenciada hoje é fruto de um meio universal em que Deus*, ainda que sempre tenha sido melhor aproveitado como negócio em detrimento ao Sagrado, até então havia uma preocupação mais de pureza menos de ingenuidade mais de respeito menos de soberba – dessa nossa conclusão de sermos os supremos e imbatíveis senhores do universo – abandonando de forma equivocada toda e qualquer Força ou Lei verdadeiramente Suprema. Não se há mesmo hoje preocupação ou consciência alguma com o inferno no devir.

Podemos ilustrar essa observação entendendo que O utilizamos: ou lançando mão do nosso maior bem, a hipocrisia – é possível hoje, aponta-la como ré exclusivista, levando em consideração que todos temos acesso a informação - ou, como em casos mais extremos, porém não menos aviltantes – afinal a imagem estarrece, mas o oculto corrompe; criando úlceras e células psicóticas que podem não ser conectadas a corrupção -: como bandeira a respaldar barbáries de homens dotados da hipocondria social, fruto desse estado colapsado adquirido. Que abriram mão de tudo, menos do que se tornou hoje o novo “bezerro de ouro”: imagens que chamam a atenção para essas pústulas humanas que, querendo ou não, foram construídas por nós para que nos autodestruamos sem qualquer ajuda Externa; definitivamente, chegamos a um ponto crucial de nosso autoconvencimento. 

*Lanço mão da expressão Deus por ser hoje a nós, ocidentais, a forma mais rápida de designar as Leis Superiores que Regem o Universo.



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The fibOUnaCHi



"É inevitável perguntar que diferença uma pessoa faz no mundo. Olhamos para dentro de nós e perguntamos se somos capazes de heroísmo e grandeza. Mas a verdade é que toda vez que agimos, causamos impacto; cada ato que executamos produz um efeito nas pessoas ao nosso redor. Cada escolha que fazemos, reverbera no mundo. Nossos mínimos atos de bondade podem geram uma reação em cadeia de benefícios imprevisíveis pra pessoas que nunca vimos. Podemos não testemunhar esses resultados, mas mesmo assim eles acontecem. O ponto em que todas as coisas são possíveis. O momento em que uma escolha foi feita, ou uma atitude foi tomada. O alento inspirado antes do primeiro passo pra frente. As reações em cadeia mais duradouras desencadeadas por esses momentos e ações...e escolhas...são sempre as que foram começadas pelo AMOR..."

TOUCH





Contribuição da Minha Sempre Bem Amada

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E os arqueólogos!?!



Ainda que não saibamos, desviadas todas as rotas de discernimento, retrocedemos a viver um devir inexistente, desconhecido, porém o estamos construindo mais real do que possamos imaginar – “cuidado com o que desejas”; onde imageticamente apostamos que, uma vez lá, deveremos finalmente dar valor e prestar as justas homenagens aos heróis imolados, acreditando, voltando as nossas culturas ancestrais, que exista tal Valhala: lugar onde veneraremos realmente, com todas as honras devidas, ao incentivar por agora que, o verdadeiro vencedor jaz junto ao vencido.

*

Melhor vence aquele que convence não o que aniquila; até então o segundo é obrigatoriamente aceitável ao nos observarmos friamente, porém; já não possuímos histórico suficiente para mostrar um mínimo de intenção de evoluir para o primeiro?

*

Enquanto revira esqueletos, em síntese, a arqueologia corrobora o nosso estado de novo homem velho com o que mais ela flerta: conhecermo-nos efetivamente, ou atenuar nossos atos ao trazer à luz nossas origens de barbáries?

*

A história nos conta que o Homo Sapiens é um vencedor nato, após chegar ao domínio da cadeia alimentar (inicialmente não ocupávamos o topo); vem derrubando um a um todos os concorrentes – logo que chegava a um novo local, a população nativa era extinta: Homo Soloensis, Homo Denisova, Homem de Neandertal, Homo Floresiensis. Qual o segredo do “sucesso” dos Sapiens se perguntam os estudiosos?

Da nossa parte, somos mais especuladores que estudiosos, então faremos o que nos compete, e, ao que parece, ao Sapiens falta apenas concluir a tarefa: derrubar-se no sentido mais colapsado que possa existir.

Ao observarmos nossa sociedade, legalmente convencida e ávida por vitórias; para tornar-se a suprema vencedora, a cumprir seu persistente, e ao que parece, o também, infalível instinto animal. A espécie Sapiens deixará na história – para ninguém ver – o registro desse paradoxo desenvolvido par e passo ao seu caminho evolutivo; o de vencer finalmente até mesmo ela própria, aniquilando-a num raro – ou diria único – acontecimento - demonstração clara de supremacia sempre presente aos muito superiores: o cumulo da vitória de se matarem todos, inclusive a si mesmos... até o último remanescente.

Da série; da arqueologia que corrobora o novo homem velho

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Escrita Adimensional 16



Escrevo observando um tempo/espaço onde a escrita não será lida e entendida limitada apenas a cadeia celular ou sob contextos comuns aos elementos e sentidos explorados dos ininumeráveis conjuntos autor/leitor.

Busco a tradução correta para brindar o agora com o inevitável existente. Ao intuir que esse plano é tão possível quanto acessível a todo o amante das letras.

Onde os textos serão observados, devorados e saboreados na “íntegra” – uma abrangência jamais imaginada – incorporado de ânsias atrozes a pacientes traçados; carregados de sensibilidade, e das vontades repletas de todas as volúpias do autor. Uma vez que o leitor terá, analogamente à disposição, sentidos outros, nada comparáveis aos hoje limitados a matéria e as leis da física; permitindo, de alguma sorte, observar, apreciar e sentir as energias; infindáveis matizes, nuances e tons que, combinados no DNA dos apontamentos, poder-se-á vivenciar todo o ímpeto, toda a intensidade, amor, ou quaisquer outros sentimentos – não críveis aqui -, anexando tempos e lugares somados ao longo da existência de almas agora livres; presente no ato e no alinhamento matematicamente esquadrinhado no distinto trinômio: autor/leitor/texto.


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Política não











Somente falaremos de política com pessoas inteligentes, entendendo que pessoas inteligentes jamais falam de política.






Somo adeptos da velha máxima que afirma:

“Você entende que se eles fossem inteligentes estariam fazendo algo mais inteligente que política?”

Da série: Ou seja...?


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sábado, 23 de julho de 2016

Involução da Iluminação






Iluminação EAD - Vai longe o tempo em que o doutrinamento sério, daquele que sabemos: os grandes mestres impunham aos discípulos em busca da perfeição; quando os acordava cedo de verdade, indiferente as intempéries extremas de arrebatadores invernos orientais para se exercitarem à endurecer o pelo.


Hoje, se alguém amadurecesse como mestre conseguindo um que outro aluno, os afetados avançariam graus importantíssimos caso o doutrinamento extremo se desse tão somente ao convencê-los a se afastar dos entretenimentos e fast-foods, por exemplo.

Exercitar-se para atingir essa façanha seria o suficiente para galgar importantes passos rumo à iluminação.

Se fosse possível comparar, é provável que mestre algum tivesse a resposta de o quanto mais difícil seria afastar o discípulo hoje de suas conveniências para uma vida de ascetismo e doutrinamento.

Da série; esses “ses”

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Sob a sombra de Sekhmet


No livro “Sapiens, uma breve história da humanidade”, Yuval Noah Harari aponta que nossos ancestrais eliminaram os neandertais; “eles eram similares demais para se ignorar, mas diferentes demais para se tolerar”.

*

Homofobia*; o signo da vez – Entendo que qualquer coincidência com o vivido hoje não é mera semelhança, mas fruto de ciclos de destruição, natural à Natureza Maior, Bruta, Impetuosa e Inexorável, que continua tão presente quanto a nossa quase proposital ignorância desatenta quanto a isso.

A nós, reles; só nos resta esperar o pêndulo entornar de vez: “desequilibrando” a balança para que a estatística infalível do existir execute a seu turno o riscado; cumprindo uma vez mais seu tão espetacular quanto necessário papel.

*homofobia; do grego: “medo de iguais”.


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Fracos fiéis












A confiança calcada em fracos fiéis é sempre limitada no círculo a ela comum - não poderia ser diferente. Os problemas porém aparecerão, se em caso de necessidades urgentes, houver também, obrigatoriamente, a evolução do passo até então letárgico, uma vez que as migalhas* distribuídas àqueles seguidores, ainda que aumentadas; até tornadas banquete (caso muito difícil diante de precisão emergente), é certo que carregam a mensagem, invariavelmente inócuas nestes casos, da exigência compatível ao momento previsto, no intuito de motivar as pressas um grupo aqui: possivelmente defeituoso por conta do até então acomodar suficientemente aceitável que, frente ao inevitável, indiscutivelmente, não dará conta de qualquer ocorrência mais exigente.

Nada mais acertado portanto, que examinar ainda muito antes, franqueada por coerente auditagem, durante o processo que frui a gosto de todos: se o sinistro acomodar ordinário adotado até então, não se mostrará um peso desproporcional, ou adicional a ocasião premente, para elementos que na precisão, deixarão a mostra, somente aí, o quão deficientes foram tornados.

*migalhas essas que no mais das vezes vem apenas na forma de elogios fantásticos e lambidos.


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Procurando auto ajuda














Encontrei dia desses um velho amigo, bem estabelecido, que trabalha – e particularmente manda bem - com esse lance de auto ajuda. Ele é diferente da grande maioria; não está nessa apenas para tirar o seu – ele acredita. E me confidenciou em tom sério; “te digo que tenho tentado animar, deixar as pessoas mais felizes, porém, de alguma maneira, estou desistindo; e, na verdade, sou eu quem está ficando mais triste”.


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Entenda isto...



... antes de aventurar-se aos 15 minutos de fama

*

“Somente o anônimo está livre da antologia do mito”


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Ou seja...???




O psicanalista Francisco Daudt, afirma que “Não existem homofóbicos entre héteros absolutos”; como gostaríamos que uma tal afirmação fosse compreendida por todos os obsoletos e “visigodos” que somente: “aindadesacordados para essa verdade se apresentam.

Contribuição da Minha Sempre Bema Amada


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domingo, 17 de julho de 2016

Crítica

















Respeito; mesmo àqueles que não nos respeitam



Existem aqueles que saem das escolas e fazem escola, e outros tantos que continuam a carrega-la por toda uma vida; há que se entender também esses limites.

Era preciso considerar que aí também houve o esforço, e também que, mesmo quando a primeira opção a se apresentar é o vantajoso caminho da lei do menor esforço para arrastar-se pela vida; existirá toda uma sorte de outros desgastes compatíveis às escolhas que nem mesmo se houvesse interesse conseguiríamos imaginar e a eles sobreviver – estas ao final se mostram as piores. Ao que nos parece, por tão pouca fortuna proporcionada ao longo de toda uma vida, convivendo-se, alheio ao risco de em certo estágio verificar a vã veleidade destes esforços/escolhas. 

Lembremos aqui daqueles que aprendem, e só. Desenvolvem-se até o limite do comum mediano regrado por seus iguais de academia, satisfeitos em cargos suficientemente obtusos para carregar a vida escolhida até a morte miserável que, não raro, acreditam tudo encerrar.

Continuam a deixar-se levar, quando muito, pela cartilha. Não ousando imaginar que podem algo mais, enquanto é lícito – quase obrigatório - entender, ainda imberbe, que após a didática escolar há todo um universo a ser explorado – que o mostrado não passa de ínfima amostra de todo um universo a ser descortinado diariamente até um fim glorioso de descobertas e possibilidades inauditas e visíveis apenas a estes; porém a título da “crítica”, estes, tornado agora censuradores, desrespeitam o explorador nato; ou seja, uma série de homens que descortinam, que tentam arrastar à luz, insistentemente: todo um universo a outros que instam ao erudito, à fórmula rigorosa, à medida exata como princípio único de evolução e sobrevivência, comprometendo a todos no seu viver quadrado, aceitando que alguns poucos até podem voar alto, mas “precisam” sofrer sob o crivo, sob as regras obstinadamente bem aplicadas;  essas sim, sempre  bem trabalhada por sérios senhores, cujo recalque, a pontuar suas notas de desabono a frente, primeira; que ao final servem mais à denunciar o peso que a escola lhes ferrou.


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Vendados



Com ar compadecido de menos e assumida preocupação; considerou:

“De que me adianta saber se nada posso fazer?”

“Conhecer a condição detidamente deprimente; o mutualmente seboso e aceitável roçar-se social camuflado, e profetizar o óbvio - o previsível e indesculpável resultado obscuro de infausto quadro que na antessala, vê-se, pelo véu das cortinas, que trás na face carregada o antecipar do colapso - de pouco me adianta se não posso valer-me de ferramenta alguma, de nenhuma mecânica capaz de consertar minimamente ou dar-lhe um norte; impensadamente hoje, quando toda a comunicação atingiu seu ápice, e ninguém imaginou que nossos indispensáveis cotidianos contratos sociais, contivessem tão pouca verdade.”

Da série; Quem verdadeiramente tem poder não usa o poder que tem


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Venda dos; Homens









A concorrência, continuada e incisiva, sem trégua, e nos moldes reconhecidamente: inteligente criativa; é perniciosa em longo prazo. Portanto, a seguir nessa levada acirrada e inconsequente entre as empresas, essa disputa tornada indispensável, é sem sombra de dúvidas, paradoxalmente, a responsável pela extinção prematura de seus clientes apreciadores - hipnotizados. E até quando continuará sendo, se não a principal, a mais invisível das causa mortis do cliente consumidor? Até sua total extinção; quem sabe? No entanto, ela é, com certeza, o resultado da aguda mecânica de vendas: antes destrutiva na sua agressividade criativa. E, com a “morte”, o aniquilamento do consumidor, seja devido ao seu depauperamento ou por negligência; seu lado humano foi sendo deixado a margem ao longo desse processo, e assim estamos prestes a assistir o sucumbir também dessa última “vontade” do homem: o possuir. Cheguei a esta análise a partir da observação da crise tanto democrática quanto do sistema econômico autofágico, onde o consumidor instigado pelo projeto colossal de vendas, não se preocupou tão somente ao que lhe era básico e essencial, ele comprou a ideia toda, a plasticidade do consumir e melhorar tão somente como homem/homem. Adquirindo então, todo o pacote que lhe foi imposto subliminarmente, e como consequência, ele está morrendo como pessoa, como indivíduo, como ser; e, se não temos a alma: o espírito por trás da vontade; a vontade morre.


035.L cqe

“Meu Deus!”



Se não existisse Deus eu inventaria um
Antes uma boa obra criada minha
Pura
Uma incerteza inventada
Exclusiva
Que a certeza vendida como indispensável
Cara
Projeta por uma ciência
Anacrônica
Mundialmente reconhecida por sua 
dissimularidade pretensiosa


034.L cqe

Meta




Diz-se que a plenitude é a morte vencer
E isso outro significado não tem
Que deixar de morrer
E como isso se faz?
Não mais precisando nascer.
Anônimo


033.L cqe

Abelhudos maliciosos














O que fazer além de ficar enojado com bisbilhoteiros que não olham para aprender e sim para distorcer?





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sábado, 9 de julho de 2016

Vernizes



“O local cheirava a cachimbo, absinto e ostras”. 
GF em MB


“Elas de infame nos apontam, portanto não o somos tanto a ponto de classifica-las a altura do destrato, afinal, ao final, somos socialmente cavalheiros e damas, e assim, a mostra, mascaramos nossas cordialidades e caprichamos em vênias envernizadas enquanto concordamos; relaxados na ideia de que ambos acabaremos aceitamos chafurdar em qualquer lodo fétido diante da mais insignificante oportunidade”. 
AS


Dá série “Até quinta!”

Homenagem a Gustave Flaubert

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Jogando a toalha



Estamos sobre a pressão de um torniquete cuja força de compressão é exercida por nós mesmos.

Quanto mais me absorvo na filosofia fatalista de que esse estágio de existir tratar-se de um Planeta Placenta, mais encontro provas que corroboram com as suspeitas que confirmam essa tese.

Insisto nisso; mais uma vez, por conta (mais uma vez) de nosso descomunal e feroz histórico humano. Independentemente do por que; é possível que, uma vez dispostos, entendamos o resultado, quase na sua totalidade, de todas as nossas ações: das altruístas às carnificinas mais abjetas; e, se nossas sensibilidade e consciência coletiva não suprem as necessidades humanas de respostas; aos céticos, há a ciência, que imediatamente responde, não raro com atropelos prontamente aceitos, - porém apostando na opção de que tudo (se)concerta com o tempo; dando clara mostra de sua contradição ao apoiar-se no acaso -; somos uma raça a tudo obrigada, tão ineficiente quanto despreparada de instrumentos práticos, e a ciência sabe (se aproveitar) desse expediente - ou dessa verdade corrente, muito longe ainda de ser diagnosticadamente aceita ou diagnosticamente defendida, e, consequentemente, imensamente distante de qualquer possibilidade de medicação.
  
A partir de então, por conta também disso; dessa verdade inconteste, estamos sujeitos ou no mais das vezes, obrigados ao constante repisar de fatos e soluções. À continuidade ora infame, ora imposta, a acorrer aos mesmos expedientes: das ações repetidas; por inação, ou falta de. Às mesmas atitudes que resultarão no continuísmo de sempre: retrata o porquê da necessidade de seguirmos como imitadores de nós próprios; vestidos ou investindo nos mesmos erros e observações atropeladas, em suma, insistindo nos mesmos procedimentos “protocolares”.

Acorrendo a puídas fórmulas acabadas, portanto, incorrendo no mesmo agir de nossos ancestrais – cuja única serventia é a conveniência de ser hoje lindamente ajustada sob o respeito de outrora - quando nossa incontestavelmente engenhosa visão tecnológica e científica requeria, já ontem, procedimentos digno de humanos – a altura -; totalmente díspar do que temos apresentado!

A ciência esqueceu-se do humano, e agora ao que parece, precisa resgatá-lo se quiser continuar evoluindo... ainda que, com os mesmos miseráveis objetivos e execráveis motivos.

030.L cqe

Do velho e arrastado mundo de hoje...



...para os finalmente, 
novos amanhãs.


“No quarto capítulo; Aprender a viver, Edgar Morin nos apresenta ao pensamento do filósofo Émile Durkheim; ‘o objetivo da educação não é o de transmitir conhecimentos sempre mais numerosos ao aluno, mas o de criar nele um estado interior e profundo, uma espécie de polaridade de espírito que o oriente em um sentido definido, não apenas durante a infância, mas por toda a vida’ (p.47). É justamente neste sentido reformador de pensamento, que o autor mostra que o ensinar a viver necessita não só dos conhecimentos, mas também da transformação, em seu próprio ser mental, do conhecimento adquirido em sapiência, e da incorporação dessa sapiência para toda a vida (p.47). O autor considera que na educação, trata-se de transformar as informações em conhecimento, de transformar o conhecimento em sapiência (p.47). Neste sentido, a cultura das humanidades, deverá ser para todos, uma preparação para a vida (p.48). Por fim, valendo-se da expressão proposta por Rimbaud, Morin defende uma filosofia de vida: o aprendizado da vida deve dar consciência de que a ‘verdadeira vida’ não está nas necessidades utilitária-, mas na plenitude de si e na qualidade poética da existência, posto que, o viver exige de cada um, lucidez e compreensão ao mesmo tempo, e, mais amplamente, a mobilização de todas as aptidões humanas (p.54).”

Abrangência na qual concordamos, mas...

... e se somasse a toda essa massa observada e aqui declarada em palavras precisas: também a criação, o despertar; que fosse aguçada no aluno não apenas a ânsia de conhecer o conhecido do mundo e sim muito mais: de descobri-lo tanto perene quanto no seu expandir incessante material e imaterialmente falando, afinal, abordando seriamente(?), afora as “fantasias” religiosas; qual o verdadeiro contato que nossos petizes têm em relação a transcendência – ao que É enquanto imaginamos ser?

Quão poucos, quando, e quem será realmente despertado para as verdadeiras maravilhas da plenitude e assim entenderá que: a “qualidade poética da existência” somente atinge sua plenitude naqueles que percebem que esse estado – uma vez verificado - transcende em muito nossa percepção tangível*. Daí, no entanto, uma vez constatado e domado: que aluno distinto ter-se-ia da condição trabalhada? Que potência geradora; que usina díspar - da massa uniforme e abstratamente uniformizada da qual se referiu atacando com veemente paixão Roger Waters - conseguiriam construir, mestres reais? Menos voltado ao ensino, mais ao compartilhamento de experiências; menos à cartilha mais aos mundos; menos sala, mais universos e planos, como tantos outros já o disseram! Quando não distante dos primeiros anos de escolas, estas, ainda pequeninas centelhas, estariam despertando em seus preceptores observações realmente novas ou situações inovadoras que, uma vez recebidas, menos com correção, mais com abertura às experiências; construiriam que espécie de novos amanhãs!?!

Mas antes de transcendermos os alunos aos universos, precisaremos transcender os professores da sala.

*e que essa condição não é gratuita, ela se apresenta ao homem como é: pura, dinâmica, voluptuosa, enérgica e apaixonante, enquanto pode encontrar um homem despreparado, puro ou carregado de todos os vícios normais a nós, e então ser desperdiçada na falta de atenção ou por não ter sido para ela preparado.

Dá série; mio e_mil io

Texto entre aspas encontrado no site resenhas: 



029.L cqe

Mediocridade filológica



O dicionário de sinônimos é a régua a mensurar minha mediocridade filológica, nivelando-me à medida de quanto ainda necessito dele para cinzelar uma frase.


028.L cqe

Desculpem-me...










...mimimi´s, inseguros, carentões, coitadinhos de mim e cia.









Insistem, aqueles inseguros, na obrigatoriedade de que terceiros estejam atentos para atende-los mínima, indistinta, pronta e regularmente em todos os seus insignificantes quereres mesquinhos; por sua vez, estes, compreensíveis das misérias que atacam cada um de forma singular, precisam lançar mão de toda a arte da boa dissimulação e valer-se de certo grau de hipocrisia para tolera-los conectados, e então satisfeitos em ordinariamente fazer parte do meio... ainda que precise resgatar toda a ginga disponível para mantê-los o mais longe (sempre que) possível.



027.L cqe

Papo furado













Se não consegues o mínimo, 
tente ao máximo 
não ser mais um estorvo.




Se a conversa de “é meu destino”, ou “é minha missão”, não está fazendo você progredir como indivíduo quando mais se utiliza desse expediente para mante-se escondido se aproveitando de sua veia falsa de pobre coitado inseguro e carente de tudo e da complacência daqueles que mais o suportam por polidez que compaixão; tente resgatar um mínimo de coragem para uma atitude descente: largue tudo, unindo toda a coragem e vergonha que nunca demonstrastes ter, e procure ao menos ser gente.

Da série; “muito ajuda quem não atrapalha”


026.L cqe

Aos incapazes; padrões



Em termos de aceitação de regras o mundo divide-se em dois; daqueles poucos que não entendem a comunicação ainda vigente, por ela ser não esforçada, quadrada, retrograda; no mais das vezes constrangedora ao probo. E a do grupo que somente esta entende.

Inacreditavelmente, a dificuldade de ambos continua residual na comunicação, até a mais comum delas; ainda que os primeiros consigam conviver envoltos a uma espécie de acordar inteligente – por puro entendimento dessa preocupação. Enquanto os outros jamais; essa condição seria impossível se lhes fosse apresentada. Se ela não os encabrestasse com todo o tipo de normas, regras e padrões fartamente aplicados que, por se tratar de leis imperitas, existem como grades a enjaular animais arredios, ou bestas criadas soltas; onde estão sempre a ser confrontadas; forçadas a procura de algum buraco que os façam vencê-las – enquanto os especialistas insistem; estudam, continuam empenhados (todos são premiados por seus esforços) em apresentar a seus mestres, patrões e governantes, formas ainda possíveis de apertar esse que há tempos se trata do mais vergonhoso nó górdio a coroar seus diplomas e a incompetência do entendimento humano.

Geralmente quando a morte acalma o espírito ansioso, após tardio reconhecimento; sob um destaque a um agora eminente, impostado com unanimidade e também quando longe dos interesses interesseiros de críticos terríveis que nasceram para focinhar o que não conseguem alcançar: tudo o que é entendido fora do padrão que fôra executado por aqueles que se encaixam no perfil acima desenhado, lhe é perdoado, o que nos leva ao mote principal desse aforismo, todo padrão é uma besteira exigida àqueles que não conseguiram provar serem capazes* de não segui-los.

*imunes, autorizados ou maduros o suficiente.

Digo aqui que os padrões servem apenas àqueles que não são capazes de viver socialmente por conta tão somente de suas inteligências – melhor, do que lhes foi ensinado e decodificado para sobreviverem - que não conseguem gerir a si próprios. Estes, perdidos se não estiverem segurando no fio condutor da fisiologia social, atropelam, desrespeitando o próximo. O que não acontece ao ser inteligente quando o padrão geralmente se trata mais de um estorvo que um sinalizar consciente, e ainda que geralmente obedecido, o faz mais como uma humilhação não a si, mas a todos os comitês deliberativos e comissões causalísticas; responsáveis por convencionar o arredondamento inteligentemente do quadrado processo, ainda que não a possua suficientemente para conseguir resolver a disparidade existente entre aqueles que mais burlam leis quanto mais elas são criadas daqueles que nasceram ou já aprenderam a ser culturalmente retos.



025.L cqe 

Verborreias degustadas a esmo


Um individuo de ideias torpes jamais deveria ser calado, afinal temos o direito à livre expressão, o que não temos é um governo que respeita isso e um povo ainda pior, que não entende que o que dizem pessoas ordinárias não deve ser tomado em conta.

*


Liberdade de expressão é mais uma expressão livre, uma expressão romanceada, uma licença poética; outro algo tentado tornar verdade em meio à concupiscência de todo um estado danosamente insigne; afinal, não é possível aplicar algo novo na educação em meio a uma miscelânea intocável; corrente, quando professores e alunos em comum, há séculos coexistem mimetizando-se em um mosaico obrigatoriamente aceito que pode muito bem ser denominado como; “campus da ultra viciada Universidade Terra".

Da série “parlaviários”


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