domingo, 27 de dezembro de 2009

Desentendimentos


Ele: Sim! Mas você disse . . .
Eu: Não! Você que entendeu.

Comunicação é comunhão, fora isso, só o tempo apontará aquele que realmente tentou.
“É preciso ficar nu para confiar, porém me aponte um ao menos que possa eu confiar em tempos tão promíscuos?”

Confiança

Livro das Citações
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Assim falava Zaratustra


“Despreocupados,
zombadores,
brutais,
assim nos quer a sabedoria.
Ela é mulher
e só gosta de um guerreiro.”

Nietzsche

028.b cqe

Comodismo é o pior dos aviltamentos humano


“Se comporta ainda de forma mais baixa,

aquele que por comodismo, acata

vil injúria infundada contra seu semelhante,

que o próprio autor do ultraje invejoso.”

Anônimo
025.b cqe

Faça valer a pena teu resgate


Imagine um colapso total do sistema . . .

Em meio ao caos indizível

Se Aqueles que Sabem não estiverem te procurando

De que adiantou o que andou fazendo até então?

Não crer que seja essencial seu resgate para algum 

dos planos superiores, significa que sua estada aqui

precisa ser revista.

026.b cqe

Destino... colapso



Ao observar o destino único de centenas de milhares de pessoas nos feriados e dias santos, me pergunto:
Se a vontade deles os leva exatamente em direção ao mesmo colapso anual, porque reclamam quando foram; uma vez mais, por ele atingido?
024.b cqe

domingo, 20 de dezembro de 2009

O Hobbit


- Não! – disse Thorin. – Há mais coisas boas em você
do que você sabe, filho do gentil Oeste.Alguma coragem
e alguma sabedoria, misturadas na medida certa.
Se mais de nós dessem mais valor a comida, bebida e
música do que a tesouros, o mundo seria mais alegre.
Mas, triste ou alegre, agora devo partir. Adeus!

Pag. 281
Cap: A viagem de volta
Livro: O Hobbit
Autor: J. R. R. Tilkien
Editora: Martins Fontes

023. b cqe

Trair uma amizade . . . eis o verdadeiro pecado



Devagarinho, após o afago na cabeça do felino, - uma de suas gatas - pousou a mão sobre a cama, sentindo que suas narinas estavam novamente se manifestando. Eram seis horas da manhã preguiçosa de um sábado.


Algo comum a ela, sempre fora assim, uma dor leve nas extremidades do nariz, - que parecia não ter nada a ver com sentimento - uma espécie de dor, e, em seguida, - o que na verdade é simultâneo - o globo ocular se manifesta em umidade, - nada discreto quando o sentimento é forte - inundando toda a janela da alma. - que no caso aqui continuava cerrada como era de costume, ao ficar com os olhos fechados por alguns minutos a mais. E, quando abundante, escorre vencida pela força da gravidade até verter em lágrimas, surgindo então na face.


Pensou mais uma vez em como amava tudo ali. O companheiro dormindo ao lado, suas gatas e uma fêmea da família dos Poodles. . . ultimamente ainda era mais freqüente este chorar feliz.


Porém, também como de costume, sua primeira reação após esse agradecer, remetia-a a lembranças daqueles que sofriam, todos, indistintamente, até os últimos: ex amigos que, por não entendê-la, e por outros sentimentos diversos e adversos a este, que agora a fez, por um breve momento misturar às lágrimas do estar bem; do estar feliz: antigas; de sinais que insistem em não ir embora (como diz o poeta ”Só restou o umbigo”); um recordar incômodo, de restos indesejados, de criaturas tristes, que preferiram abandoná-la. Mesmo que jamais conseguirão esquecê-la. Como também nunca saberão o qual foi a perda, - somente a sentem, insistindo em não admitir - ao barganhar suas palavras, que nunca estiveram a venda, por opiniões outras, de verdadeiros profissionais do assunto.


Em meio a todo o estado que geralmente se forma, ao pensar nestas reminiscências que sinceramente não compactuava com a cabeça quando surgiam, embora nada pudesse fazer. Não conhecia antídoto algum que fosse possível dissuadir sua mente para expulsar de imediato este que considerava um funesto pensar. A solução única? Era assumir que estes momentos, por muito ainda existiriam, afinal, compreendia também o quanto fora tocada por esta desilusão antiga; então, vencida e convencida, permitia que tais lembranças fluíssem, não raro, em meio a soluços.


Hoje não mais. Pelo menos isto aprendeu das amizades – uma lição bem assimilada, quem sabe: nada mais de entregar-se.


Acautelada entende, que os sentimentos confusos e que se confundem entre mentes; e consultas a arquivos não confiáveis, sempre deturparão, embaralharão uma mente fraca.


Não deposite toda a sua fé num único santo, santos também sentem inveja, e ao sentirem que foram enganados, mesmo quando eles próprios estão enganados; podem ser bastante vingativos.


Com algumas lágrimas ainda se formando, não pensou no fato de que estas já não mais eram carregadas pelo mesmo sentimento, e, entregou-se ao pensar. Não lembrou também, - embora de nada adiantasse - que mais uma vez. . . mais tarde. . . se arrependeria disso. Sempre era assim. O arrependimento não sério de estar perdendo tempo com defunto morto, como costumava apontar sua mãe, outra dessas que apenas falam. Têm remédio para tudo, mas como todos estão vencidos, nunca fazem efeito realmente.


Sua lembrança maior voltava-se sempre para o mesmo ponto: todos agiram da mesma maneira, como se tomados por uma peste que os deixou cegos, ou uma onda de sentimentos malignos. Apagando totalmente um passado que parecia ter sido só de comunhão e interesses mútuos, mesmo que esta palavra remeta a sentimentos agora funestos, e, que na época, não imaginaria possível, então, de todo este recordar triste, um apenas era unanime nas aparições, - este praticamente a derrubava - imaginava que espécie de vergonha desconhecida, um dia, encaixaria, substituiria as máscaras da raiva, do ódio, da soberba, do julgar, hoje usadas por estes tão amados amigos antigos!


Tanto esperou nela!


Tanto esperou neles!


Possuía a convicção mais enérgica, mais dura, mais apurada do mundo: de que estava fazendo o melhor. E fez. Este melhor não pode, jamais, ser confundido com o melhor do que possuía de ruim, pensava acertadamente.


Sabia quão normal é: as pessoas gargantearem que fizeram seu melhor. . . mesmo enganadas. Não imaginando o quanto eram desprovidas de uma consciência crítica justa, onde não estavam sendo nem um pouco, ou muito pouco voluntariosas.


Não ela. Fora respaldada por mentes muitíssimo superior a ela, por outro lado não busca a compreensão de nenhum deles, normal naqueles que carregam a dúvida das ações praticadas; além do mais, as atitudes cometidas por todos, indistintamente, a fizeram plena nas convicções que carregava agora: continuava amando todos, - e bem por isso que o globo que ainda se mantinha cerrado, continuava também úmido - e torcia para que todos recobrassem a consciência de quando tudo era só pureza.


Mesmo com este sentimento final; forte, ou fortalecido a cada dia mais, não conseguia descartar outro que insistia em dar as caras neste momento: o de frustração. Era uma frustração geral, generalizada, mesmo com toda a sua certeza, - a despeito de todo o estado de felicidade atual - isto não a abandonava (sempre).


Como um exemplo a ser seguido; tão certos como ventos, desajeitados e violentos, e cheios de algum tipo de ódio, que reviram todos os alicerces, chacoalhando alguns e removendo outros.


Mas por quê. . . Se o plano, como diz o poeta, era ficarmos bem?


Como sempre, mais uma vez, com o mesmo epílogo dos últimos dez anos de seus pensamentos, retornou à cama, à sua gata, a casa e ao companheiro.


As lágrimas se foram, e voltou então ao seu estado de felicidade.


Há tempos, por sua face um pouco mais vincada, aquelas que hoje escorrem; o fazem de forma natural e quase em abundância; e são de alegria; e somente se misturam as outras, ao obrigar-se às reminiscências.


#


Deveríamos classificar como amigos, somente àqueles que resistiram à morte em si. Tanto de um quanto do outro. É somente após a passagem que poderemos ter a certeza de que as palavras que nos foram dirigidas em vida foram sinceras. Somente depois de tudo poderemos saber realmente quem eram os aliados.

A palavra amizade é muito forte, e se existe um pecado neste plano, é abusar disto quando se foi eleito como tal.


“De onde mais se espera é que não sai nada mesmo”
Barão de Itararé


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sábado, 19 de dezembro de 2009

Poesia sempre



“Pensei em voz alta,


mas o livro não ouviu


porque estava com a


orelha da página


dobrada.”



Encontrei esta que achei bastante criativa
em um muro da cidade
021.b cqe

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Cop15 Copenhaguen2009


A julgar pelos representantes oficiais brasileiros, (sem distinção) que foram se auto promover, ao usar os palanques do Cop15, é fácil chegar a uma conclusão sobre a seriedade do fórum.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Cop15 Copenhaguen2009 II


O que fazer quando àqueles ditos, responsáveis pelas discussões, são os menos interessados nos resultados do que está a ser discutido?

No intúito de fazer justiça, anoto aqui um slogan em particular, carregado pelos manifestantes; devido a sua originalidade, e obviamente, também, ao seu apelo contundente:
“Não possuímos um Planeta B”.

021.b cqe

sábado, 12 de dezembro de 2009

Ainda a hipocrisia



Aos poucos, a hipocrisia permissível, vai minando e se infiltrando ente duas ou mais pessoas que se relacionam por um grande período; numa família, por exemplo.

Isto se dá, para que a sociedade continue existindo, ou seja, é perfeitamente normal.

Acaba como um jogo de sinais conhecidos ou reconhecidos, iguais a um linguajar que há muito praticado adquire suas próprias nuances.

Assim como na linguagem, ao ser espraiada a hipocrisia devido aos anos de convivência, quando lentamente um ou outro elemento as solta (com a intenção de infiltrá-las; um tipo de medir temperatura) cada vez forçando mais a vontade, o querer, ou os limites dos demais, até que consigam se entender e concordar; que até ali tudo o que foi experimentado serve como salvo conduto ou algum tipo de jurisprudência que aumenta, se avoluma, podendo até se tornar perniciosa, primeiro ao externo, na proporção exata da moral do grupo.

É assim no grupo, e este pequeno laboratório acaba se estendendo para a sociedade, algo parecido ao processo de osmose.

Conforme é o caráter do grupo (sociedade) é a permissividade (limite) do mesmo.


019.b cqe

Alegria não é sinônimo de felicidade



Certa vez um sábio contou-me que de vez em quando uma melancolia lhe tomava conta ao ver alguém do povoado que lhe visitava, em estado de graça. Sentia-se mal com isso, pois como poderia seu coração traí-lo? Logo ele um ser honrado e invejado por todos.

Isto o incomodou por anos, - sábios não se incomodam para sempre - a despeito de seus esforços e conhecimento para eliminar ou compreender tal estado de espírito, mesmo porque, esta sensação alheia lhe despertava a veia sarcástica do juízo crítico, e então acabava se satisfazendo ao atazanar aqueles em estado de alegria aparente; situações estas que muitas vezes, levaram a extremos, por passar dos limites, ao provocar muita animosidade até, chateando realmente, um ou outro, devido sua má educação.

Não conformado de certa forma, sempre procurou em vão, pois morreu sem decifrar o enigma.

Contentou-se, já muito velho, talvez mais como um desistir, não como um aceitar, ao abraçar a idéia de que, ser feliz com a felicidade do outro não é uma coisa possível para qualquer sábio; - para um não sábio então, esqueça - de alguma maneira entendeu, que o motivo de sua irritação era com a alegria por motivos torpes, sem sentido, sem significado dos seus conterrâneos, porque sabia ele que os verdadeiros motivos que alegram a alma nunca eram acessados, ou mesmo quando estes o faziam, desdenhavam, por ignorar completamente que o verdadeiro motivo que os deveria fazer bem, não condiz em nada com aqueles que geralmente lhes é dado a entender como tal.


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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Peace John Lennon Lives


http://www.youtube.com/watch?v=71A6QOn79D8

A paz aqui jamais será alcançada


Vivemos num plano de transição, o máximo que teremos aqui próximo da paz é o contato com alguns poucos como John Lennon, Mahatma Gandhi, Martin Luther King, Jesus ou Budha, por exemplo; ou então os grandes pensadores que mesmo não tendo uma mensagem dita religiosa, desvendaram muitos mistérios ou fizeram com que muitas pessoas resolvessem exercitar sua forma de pensar; pessoas como Schopenhauer, Sun Tzu, Seneca, Rousseau, Nietzsche, Confúcio ou Blaise Pascal por exemplo.


O próprio John Lennon nos disse “Eu não posso acordá-lo, só você pode se acordar”.

Estes então; o máximo que podem fazer é mostrar que existe algo mais, ou outra vez, como disse John;


“Deve haver algo mais que apenas isto”.


Cabe a você então se perguntar; o que existe na vida é construir uma família, trabalhar, realizar alguns sonhos, jogar futebol ou ser considerado um macho melhor que a maioria, e assim despertar mais atenção das fêmeas disponíveis? Perpetuar a espécie?


(alguém já disse “não terei filhos, tenho vergonha de dar minha parte de contribuição para que continue o que está se desenhando para a humanidade”)


Ou talvez, quem sabe, se você for um entusiasta da vida ou coisa parecida, fazer das tripas coração e transformar-se em um empresário de destaque, um cientista concorrendo ao prêmio Nóbel, ou um super atleta, e, ao final, entender que deu o melhor de si sem saber o que é realmente isto tudo, e então aquietar-se enquanto espera que a morte faça seu papel?


Existe uma questão muito interessante, usada por uma pessoa que me é muito cara, perguntando-se:


"Alguém hoje respira melhor porque você existe?"


O que estivemos fazemos de importante. . . realmente?

Peace John Lennon Lives II


http://www.youtube.com/watch?v=OcHhSeoy82c&feature=related

“Eu acho que o Blues é melhor que o Jazz porque é verdadeiro. Não foi pervertido ou pensado... Não é um conceito. É a cadeira, e não o desenho da cadeira ou uma cadeira melhor, maior, com couro ou sofisticada. É a primeira cadeira. Cadeira para sentar, não para olhar nem admirar. Você se acomoda nessa música.”

Jonh Lennon


Extraído do Livro:
Lembranças de Lennon,
que se refere a entrevista polêmica, na íntegra,
que John Lennon concedeu à revista Rolling Stone.


De Jann S. Wenner


Peace John Lennon Lives III


http://www.youtube.com/watch?v=V9atBtKwf-g&feature=related

Perguntaram-me; o porquê do título “John Lennon Lives”
Respondi: Porque John Lennon Vive.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Apenas aquele que não tem poder para julgar, o faz


"Quando me julgas igual a todo o resto, em verdade, denuncias-te como tal."
Anônimo
018.b cqe