sábado, 21 de outubro de 2017

"EU ESTOU VIVO"



Este é o mantra mais importante a ser praticado diariamente.



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Ah! Jovem audaz...



...pleno de paixão e Vontade pura!



Ao assistir determinadas películas de generalizadas insurgências fictícias ou documentamentais, podemos fechar concluindo, inclusive, que a revolta quando despertada no ser ainda jovem invariavelmente é precoce e será aplacada em pleno vigor por mais embebida que esteja de honrosas dignidades ou vontades das mais execráveis ou não, por conta de ínsitas forças íntimas tão potentes quanto as externas e que, se não forem moderadas, conseguindo amadurecer no homem adulto, ainda aí poderão ser apaziguada pela razão; mas, se refletirmos contidamente, - nós, acovardados destruidores de emoções - precisamos frear o, as vezes, arrazoado pensamento que não revolve águas estagnadas por conta do gerenciamento insosso, onde então, temos a obrigação de brindar as forças revolucionárias da alma ativa que nos obriga a concordar e a aceitar que são alentadores também, os históricos da existência de uma série de jovens heróis entregues as paixões mais inauditas; do contrário não teríamos tido várias, importantes e necessárias revoluções a que o mundo se obriga a reverenciar - quem sabe tão escassas hoje quanto foram necessárias ontem.


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Um pequeno ponto no universo...















...tão grande quanto.



Somos extremamente importantes, porém ofuscamos essa realidade ao nos darmos demasiada importância.



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End line


As vezes tenho a impressão de que não vivemos mais em um tempo onde as coisas envelhecerão.









Dos êxodos, evacuações, diásporas 
e da falta de atenção; 
da desimportância a significativos volumes 
não contabilizados.



*


Myanmar - Estamos chegando a um tempo onde o homem não, mas a sua carne sim, tem valor.



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sábado, 14 de outubro de 2017

(in)certas certezas



















A ciência dá a certeza a todos, mas quão inspirador é o saltar solitário no imaginário.





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Janelas abertas


“Vivemos em tempos apocalípticos, como a história já está revelando. Os que sentem em seu coração alguma espécie de resposta, ainda que tênue, deveriam ser fiéis a essa intuição preciosa e permitir que ela os guie até que estejam salvos.”

Paul Brunton

*

Aqui e ali encontramos anotações a pontuar nossa atenção, como se fossem janelas abertas. Nossa aplicação ora desperta ora não, ora assimila ora não: boas insistências ao nosso bem estar; mas, a despeito do bem provocado, os burburinhos do cotidiano devagarinho voltam a se tornar o comandante do nosso pensar, e logo o barulho ensurdecedor do dia, que cobra a realidade que por hora se faz necessária, escamoteia qualquer silêncio: para escaninhos que possivelmente jamais serão revisitados. Esta se tornou a nossa prática. Administrar tão somente o necessário para ontem. Ultrapassamos o agora sem nem mesmo nos dar conta de sua importância; era importante que tentássemos voltar a ouvir nosso coração.





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Iscas


Avesso a rótulos gratuitos, tenho comigo que se fossem categorizar-me como algum tipo de pensador, aceitaria, como gracejo, ser definido como o filósofo do “não sei”, por entender que, enquanto tivermos ou pudermos repetir com seriedade “não sei”, no mínimo teremos o tempo a nosso favor para cuidarmos das nossas vidas. O “sei”, o conhecer: nos chama à responsabilidade. Não mais nos governamos ou no mínimo ao fazê-lo, precisamos observar uma série de pontos que se interpõem entre nossa vontade, nosso querer e a realização efetiva.


Um exemplo simples, tosco e rápido, para ilustrar esta observação; se nossos avós, vindo de não sei onde do mundo, se instalassem no interior do país, e a vontade, explorassem a região por mais de duas décadas, de posse que, em determinado momento algum tipo de autoridade chegasse até eles no intuito de demarcar verdadeiramente sua propriedade em algum pedaço de papel. A partir de então, qualquer exploração, derrubada de árvore ou caça além de suas reservas será considerada ilegal, enquanto, antes da cotização, eles poderiam responder com tranquilidade: “não sei até onde vão minhas terras”, “não sei quais são meus limites”, “não sei o que aqui me pertence ou pertence ao governo”; sem nenhuma consequência. Aqui, no entanto, considerando tão somente a arena material - fora dele a história é outra.


Observado sob o aspecto da consciência, as ações são empanadas com ingredientes mais sutis e, não se enganem, muito mais importantes. Quando, ainda naqueles cafundós, conhecendo agora as delimitações e observando que por milhas de raio não vive uma viva alma, nossos ancestrais resolvem fazer um galinheiro, então, sabendo dos limites da reserva e entendendo da impunidade devido a solidão e a falta de vigilância do estado, nosso antepassado se joga para além deles para derrubar determinada árvore, própria, justamente para aquele tipo de construção; enquanto na sua vasta propriedade possui centenas de árvores da mesma espécie. Mas ele o faz, afinal a lei jamais o apanhará, e, também, o que é uma árvore a menos em centena de quilômetros de florestas! Porém o que vale aqui é falar a si próprio; conheço meus limites. Agora ele sabe; ele os conhece. Este é o ponto.


Determinado colega mais atencioso interpela sobre o que significa a advertência: “Este espaço é uma experiência pessoal e pode ser prejudicial a um que outro que por ventura venha a decifrá-lo”, sobre seu acesso a algumas de nossas ideias. Inicialmente imagino os motivos que me levaram a anotá-la, mas, antes, não sei, ou melhor, não tenho certeza da porcentagem que acudiu-me ao entende-lo como uma isca. E peço perdão por isso - no momento é meu dever registrar esta observação, principalmente por conta do teor desse texto. Pensar com sinceridade uma resposta ou mesmo assinalar isto, talvez, como uma pilhéria. Porque não posso negar que sei o quanto uma advertência incita à causa do efeito contrário em nossas decisões, ao provocar exatamente o resultado oposto à ação proposta justamente por conta do desafio que provoca. No entanto, prontamente abandonei este pensamento assim que imaginei aqueles que apenas movidos por entusiasmos irrefletidos pudessem insistir nas leituras; então voltei ao ponto original. Portanto é acertado concluir que a partir de então, em algumas situações de maior atenção em se entendendo o enunciado, não se pode mais valer do “eu não sabia”, ainda que a forma escrita crie um anteparo por si só a insistência curiosa. Ao final, a advertência serve de alerta a estes que ultrapassam o crivo desta fronteira.


Todo caminho tem retorno, no entanto o caminho que escolhi; ao menos até minha morte – respeitando o fato do nosso conhecimento pífio sobre o depois – não há esta possibilidade. Escolhi agir de acordo com a consciência trabalhada no que diz respeito a minha vida pessoal; e o que significa isso? Que respeito minhas crenças, o humano e todas as formas de vida, e quando não posso fazê-lo, prefiro me afastar a levar uma vida de conveniências. Temos aqui um problema muito sério em relação ao que está fora destas margens, onde, então, preciso me valer das leis, e o faço; dedicando a maior atenção possível onde o cotidiano exige a presença constante. 


Portanto preciso estar muito mais atento e antecipar-me a todos aqueles que não o fazem, para que não me envolvam em assuntos aos quais determinadas regras precisam ser evitadas ou burladas e, para tanto, procuro manter-me o mais longe possível de qualquer engenho que possa daí partir convites ou até mesmo ser cogitado; aventado tais aspectos.


Talvez por conta da escolha deste caminho, minhas inspirações, na sua grande maioria são anotadas na forma de apontar onde, cotidianamente, os homens ultrapassam as fronteiras mesmo que sabendo que ao fazê-lo estão burlando leis e convenções sociais, territoriais, morais ou éticas e insistem em dizer que não o sabia; quando, há milênios, têm ao seu dispor informações suficientes para, uma vez conscientizados, - e todos estão – positivamente responder: “eu sabia”.


Com certeza absoluta, o nosso mundo é uma grande isca, tudo nos é dado, mas, inegavelmente, nossa inteligência e criatividade, sempre presente em nossas decisões, estão a nossa disposição para o bem e para o mal. E nós a utilizamos de forma majestosa para, invariavelmente repetir ao fim da vida; “eu sobrevivi maravilhosamente bem”. Esquecendo-se de executar uma releitura mais afinada sobre a força e o verdadeiro teor desta afirmação, no entanto, ainda que muitos possam se vangloriar disto, não se demorando em nenhum julgamento prévio, preferem reclamar; estes talvez estejam ainda em pior condição.


Portanto, retomando a questão; sou mais um a anotar resultados, e de posse desse conhecimento, todos que por esta via conseguir interpretá-los estão sendo avisados de antemão que não o façam, embora, ao final, isto de pouco adianta, porque, neste espaço de exercícios, somente terão exemplificados o que de real todos nós temos feito; truísmos redundante. Pouco há a se fazer – também aqui – para desagarrar da isca.


Da série; o que tentei dizer

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sábado, 7 de outubro de 2017

Par e passo - “Viés de confirmação”

Pragmaticamente falando em relação a otimização do real desenvolvimento propriamente dito, ao que se refere a evolução como seres inteligentemente pensantes e que entendemos manifesta e natural a busca por melhoramentos; por excelência.  Não sem tempo, antes de qualquer oposição ou asserção às ideias voltadas a construção ou continuação do que estamos fazendo, precisaríamos observar o quanto permanecemos par e passo com a evolução propriamente dita que no momento nos interessa – deveria nos interessar ou se, minimamente asseveramos ou vislumbramos algo do gênero -, ou seja, as: econômica, intelectual, eletroeletrônica, espacial e física, por exemplo. Justamente por conta da disparidade destes aspectos caso fosse aventada a conformação – ou seria confrontação? - dos opostos. E simultaneamente observar que há um bom par de décadas não apenas deveria, obrigatoriamente, ser de nosso interesse como também, se, obviamente, o corrente desenvolvimento é inferente ou condizente com o que é urgente e de suma importância entender como plausível e suficientemente forte para ser continuado, baseado ou observado no que conquistamos de melhor até então em questão de humano evoluído!



Por exemplo, se por um lado é obvio que as religiões respeitáveis e honestas não se reciclam por conta de uma base sólida, correta e imutável em correlação ao sagrado podemos entender que assim o é por elas existirem para o fim único de pautar as sendas humanas para que sempre observemos que há algo maior a ser buscado ou no mínimo a direcionar o homem por caminhos mais dignos; portanto as religiões milenares não promovem a sanha da evolução, elas são o que são, um cânon, uma régua, um gabarito pronto a ajustar, filtrar e alinhar minimamente o indivíduo desde o princípio nos valores que nortearão uma existência de convívio social respeitável e consequentemente assim obrigado a evolução, inicialmente, pessoal. 


    
Diferentemente do universo externo às crenças, nós, com bases sólidas de entendimento e de posse de valores obrigatórios apreendidos a todo convívio social necessário, desenvolvemos a vontade de evoluir. No entanto a conexão se perdeu; neste somos todo vontade enquanto relaxamos naquela. A boa religião continuou fazendo o seu papel, como o bom pai que não deve gerenciar o filho após as lições dadas. No entanto se o aprendiz continuasse observando estas lições, acertadamente trilharia um caminho tão experiente quanto, no entanto, mais seguro.    



Vivemos hoje uma situação ou síndrome do médico inapto com muitos clientes. O que o leva a negligenciar seu trabalho ao fornecer drogas para os pacientes a revelia, entendendo que este terá um fim único, provavelmente, a morte prematura, despreocupado em observar que seria mais inteligente melhorar suas técnicas para não perdê-lo, pois sua ética, seu comprometimento acadêmico e ao final sua profissionalização lhe traria não apenas o reconhecimento e consequentemente mais clientes, mas também a satisfação, ao final da vida, por ter feito um bom trabalho.



O que queremos dizer é que os poderes sócios políticos abandonaram as atenções para o fato de lançar mão do que é conhecido tão somente por viés de confirmação, por exemplo, para manter a população desatenta à caminhada par e passo com a evolução do acima mencionado; ou seja, de alguma maneira muitos de nossos representantes entendem que nunca houve tanta informação, tanto conhecimento disponível a população, esquecendo – por desinteresse ou propositalmente - que toda a informação precisa ser decodificada, onde a latente laicidade somada a hoje, quase natural e colegiada – sempre em grupo é mais fácil defender-se - revelia arraigada, vem provocando, ou melhor, corroborando a aversão que nós humanos trazemos no DNA quanto à dificuldade que temos em buscar traduzir qualquer ação que não nos interessa ou não entendemos – sem a devida atenção a sua presença. Se fosse de entendimento comum, seria muito importante mudarmos este modus operandi para um futuro próximo. Embora seja uma repetição, é necessário salientar uma vez mais, que somos dados à preguiça da busca. Preferimos manter uma teoria porque uma única opinião, muitas vezes desastrada, está em concomitância com nosso desleixo de pesquisar uma resposta apreciável ou verdadeiramente condizente que consequentemente nos manterá na zona de conforto do não esforço da busca por alternativas.

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O monstro da mudança - É mais fácil defender a não aceitação de uma tese bem defendida que enfrentar o monstro da mudança: a hercúlea tarefa de novas pesquisas.

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Vontade Latente - Aqui, agora, qualquer vontade altruísta é muita vontade; e muita vontade é coisa rara.




"O cérebro é como um bom advogado: dado um conjunto de interesses a defender, ele se põe a convencer o mundo de sua correção lógica e moral, independentemente de ter qualquer uma das duas. Como um advogado, o cérebro humano quer vitória, não verdade; e, como um advogado, ele é muitas vezes mais admirável por sua habilidade do que por sua virtude".

Robert Wright em "O Animal Moral"; se referindo a nossa parcialidade.

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“Nunca tantos tiveram acesso a tanto conhecimento e se mostraram tão resistentes a aprender alguma coisa".

Thomas Nichols









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“Mantra do se”


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Quando será finalmente possível atentar-se antes da ação? E então conter ímpetos, impulsos; conhecer, assimilar e meditar. Aprender sobre o quão pequeno é o espaço que entendemos ser o nosso espaço físico no universo, e, com inteligência, ser verdadeiramente ousado. Observando afinal que não possuímos apenas este espaço/tempo a nos delimitar. Que dispomos de todo um universo intangível em comum que por agora desconhecemos, no entanto, com incontáveis e infinitas possibilidades e totalmente acessível a cada um de nós.

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Se ampliássemos as perspectivas sobre a transcendentalidade quanto mudaria nossas referências de quão equivocados estamos sobre, certo e erado; se entendêssemos que alguns dogmas tratam-se somente disso!?!




A bosta de boi é mais útil que os dogmas; serve para fazer estrume.

Máo Zédōng



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Homem Lego – Da impossibilidade da desconstrução





Hereditário às cavernas - Há tempos incorporamos ao processo evolutivo intervenções que impossibilitam que a pureza do berço sobreviva as intempéries da passagem do homem e por atavismo, humana, para o amadurecimento.


E todos os meios tentados transformaram nossas vontades em uma panaceia cultural, obviamente, nada homogênea; terreno fértil somente àqueles que souberam como se aproveitar dessas desarmonias.

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São os apelos do grupo social somado as necessidades minimamente obrigatórias e o exponencial acesso ao mais variado número de ocorrências externas que constroem o ser que, dissociado de sua essência erra em disparidades sociais diversas enquanto entende ser esta a única evolução necessária; a nossa melhor verdade. 


Nossa construção é formada inadvertidamente a partir do nascimento. Partes, como se fossemos uma peça de quebra-cabeças, serão juntadas ao longo do nosso existir. Talvez atinjamos o ocaso sem ter a real convicção do que isso significou em nossa existência. Do que poderíamos ter nos tornado se conservássemos o que carregamos na passagem e ainda possuímos caso fosse desconstruída essa torre disforme erigida com e contra nossa vontade - e a desconstrução do arranjo já estruturado não é tarefa fácil por conta não apenas da vontade individual ou falta dela dado o entendimento apropriado a esse respeito, mas porque a peça pronta, - é fácil constatar isso a todo aquele que se apropria do verdadeiro entendimento - está, totalmente conectada as dezenas ou centenas de coirmãs igualmente montadas, e portanto, a tudo prendidas.

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“AmaLuna”







































Nossa homenagem a arte do Cirque du Soleil
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