sábado, 9 de dezembro de 2017

Respeito



Os homens estão sujeito às leis, e não tem nada a ver com lei moral ou ética. Moral e ética faz parte das situações que precisam ser resolvidas aqui na nossa sociedade – instrumentos de percurso para que se obtenha um alinhamento mínimo de pensar. Mas elas precisam ser suplantadas, por serem menores, frente ao que verdadeiramente É.

Sendo aqui um momento de passagem para o aprendizado evolutivo; uma escola.  Nós apenas concluiremos esta jornada após iniciado o entendimento de que existem leis que fogem da nossa ainda limitadíssima compreensão, e isto inegociavelmente tem a ver com respeito; e é acertado afirmar que não se adquire este exato princípio de caráter e honra apenas com as leis sociais, com estudo, e muito menos este preceito máximo da personalidade do homem surge da mera assimilação ao que determinam nossos legisladores terrenos, que muito alardeiam associando-o a esta moral e ética comerciável e instrumentalizada - hoje tão elásticas quanto distorcidas e assumidamente elencadas a símbolos de alguns destes governantes que têm na manipulação do verbo seu salvo conduto a permanecerem falando.

O respeito é o passo a mais, aliás, é o último passo, muito além da execução cotidianamente negociada. O homem adquire conhecimento necessário, desenvolve a inteligência, e somente então começa a compreender que está sob a batuta de jurisdições superiores onde o respeito é a base das leis que devem ser não apenas respeitadas, mas seguidas no presente estado de ser.

Ao atingir esta percepção e afirmar a interpretação adequada. Assegurar a devida intenção e porque não, a sã dependência de assimilar definitivamente a compreensão da necessidade de respeitar; somente a partir daí é que se ascende a outros estágios estabelecidos. O nível onde é vencida a matéria; onde cientes, entendemos que o estado molecular é temporal; momentâneo, e então finalmente, investido de liberdades outras, poder-se-á por si só lançar mão de ajustes; diligenciar os interesses de continuar nele existindo.

Este indivíduo, agora, por conta de particularíssima atenção, passa a vislumbrar uma leve, mas significativa ampliação das opções que sempre estiveram à disposição. Pode, por exemplo, optar em continuar sua existência terrena para considerar uma ou outra situação. Uma vez que, alcançado este nível, dependerá somente dele permanecer coabitando a matéria ou resolver de outras formas,  atenções particulares. Ao se entender, ter a clareza de que é uma situação bastante difícil carregar o corpo físico durante um determinado tempo. De posse desta certeza, é bastante natural procurar resolver de outras maneiras que não preso a um veículo cuja densidade é extremamente limitadora. Jogando luz sobre a realidade mais simples e a isto fazendo referência, não é contraditório afirmar que o respeito é a premissa e também a última barreira psicológica a limitar o humano para a posse definitiva de vislumbrar algo que imaginamos ser, evolução.

É somente a partir do respeito que retomamos a condição de uma liberdade há muito vivenciado. Nós já há possuíamos, mas é fundamentado nele que a resgatamos. Reassumir as rédeas induz-nos a outro patamar de entendimento. A partir daí, teremos outras perspectivas de acesso; esclarecimentos outros se abrem. Conhecimentos outros que sempre estiveram a disposição, dependendo da retomada da posse da chave “respeito” para o retorno à compreensão da realidade do existir

Ode ao respeito


042.o cqe


“Cadum cadum” é sinônimo de respeito


Cada cabeça uma sentença; com a premissa do direito como espinha dorsal de todas as ações.

Se alguém se dignou a fazer, deve ser respeitado, ainda que não se aprove.

*
O que é a desaprovação

Sobre o que verdadeiramente intenta à agressão; se não uma desconexão, um desajuste. O desalinho com a diversidade das interconexões mentais diversas e, portanto, passível de analogias díspar e incompreensível que podem estar limitadas ao assistido e assimilado junto aos seus; quando também se está diante de instrumentos de transmissão atemporal do que aos demais é ainda ininteligível por pertencer a esferas muito além do compreensível!?! 

“Posso não concordar com uma só palavra sua,
mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-la.”

Voltaire

A presença de Voltaire aqui não se faz como
avalista e sim por conta de oportuno encaixe.


041.o cqe

Da falta de plasticidade mental


Antes, antes, antes...


...e só então...


Antes é preciso livrar-se do incômodo gratuito e, portanto, prejudicial, originado das sempre particularíssimas atitudes terceiras, ou seja, antes é preciso aprender a confiar, mas antes ainda, é preciso aprender a deixar pra lá.
Respeitar.
Somente daí, iniciaremos o exercício da despreocupação com os eventos naturais do nosso entorno planetário ao finalmente abandonar o julgar ordinário e tratar como fenômenos: as ainda acanhadas ocorrências necessárias, positivas, possíveis e urgentes; porém naturais e oportunas às Leis Maiores.

- Como então?
- Antes era preciso então... conhecer.


040.o cqe

Consciente direito


Seria a escrita de até então, tão só um instrumento, mais um preparativo, uma escola, uma espécie de régua instrumental; um referencial condutor ao que em algum agora será proposto?

...

“Assim como seria inadequado sujeitar-se aos falsos princípios de qualquer sistema educacional, seria igualmente inadequado negar a verdade do conhecimento antigo. A arte da síntese entra neste trabalho, que significa valermo-nos do que é oportuno no momento e dispensarmos o supérfluo, meramente decorativo. Este é um princípio de educação espiritual.”
...
ERKS, mundo interno – Trigueirinho.

039.o cqe

sábado, 2 de dezembro de 2017

“Não somos; os outros!”


Peculiaridade manifesta

Ele simplesmente falou; do nada. Entre o contexto e ao que remetia às palavras alinhadas. Com se tivera escutado algum agente externo, ao que mais tarde ficou definido como a importância do personagem ser mais trabalhado, mas, questionado, não quis levar o assunto adiante e agora, entendendo porque, e, sem que ele desconfie; optou-se por representa-lo aqui.







...“Não sou o Salinger, sou o Caulfield, ou coisa que o valha”.




Da Peculiaridade manifesta por conta de uma razão nem sempre necessária ou bem vinda; que prima mais abertura e menos intromissão.



038.o cqe  

Pavimentadora inútil


A filosofia é o destroçar de nós. Enleamo-nos em nós, e ela, como uma máquina pavimentadora que recicla o velho ao mesmo tempo em que remodela o caminho, utiliza-se do que não foi usado, ou mal utilizado. Do que não foi dada a atenção merecida; necessária. Do que foi negligenciado ou ineficazmente gerenciado, e reconstrói daí um caminho possível ainda que de impossível aplicação aos homens: os verdadeiros gestores de todo o universo que conhecemos como tecido social. Portanto ela é inútil ao seu tempo. Somente após décadas ou séculos de andanças arrastadas, alguns homens irão se render ao caminho anunciado; então, apenas estes, tornados Filhos da Filosofia: voltarão a movimentar as boas energias estagnadas e desatar nós antigos, traçados por todos os outros que foram dissuadidos de ouvir o aconselhamento lúcido de seus pares mais ilustres no tempo devido.


Ao que parece, nada desse pensar passará de uma espécie de arte ou exercícios dispensáveis que jamais servirão para algum exame útil culminando em pomposas honrarias de colação de grau. Aqui não há premiação em vida, apenas, em alguns casos, bustos erigidos post mortem.  Não seria surpresa escutar que a verdadeira filosofia é o néctar das sociedades implantadas; o único amálgama positivo decorrente do frio movimento das massas sociais disformes e suas abjeções sempre infundadas valorizadas nos mais diversos agrupamentos comuns; a resultante positiva e comprovadamente frutífera a ultrapassar outros planos fora do que entendemos como estado finito.  
    
*

Não adianta insistir em ensinar a filosofia, a Verdadeira Filosofia nunca será aplicada – ainda que ela possa sim, ser despertada. Na escola se aprende sobre o passado estanque sem a contextualização atualizada por conta da formação viciada de professor-aluno-professor – ambos indefinidamente alunos; quando a filosofia é um organismo vivo e se renova a todo instante em seu vicejar exponencial. Não existe aplicação da filosofia; nos colégios são ministrados determinados fatos; ruminados velhos assuntos. Pode que o método desperte no aluno alguma veia dormente de um possível futuro pensador que em raríssimas ocasiões ocorre em algum momento do processo no agora de cada um, mas o habitual sempre será apostar nesta impossibilidade – não é algo que se automatiza na diplomacia -; então estes se tornam professores, ou escritores, relatando o que realmente já fora pensado; não pode ser diferente.


Não há método possível a algo que se renova a todo instante. E a vontade que poderia ser louvável, invariavelmente volita dissimulada sob o véu da vaidade muito bem remunerada.


As escolas insistem – com índices inacreditáveis de participações - porque é sinônimo de inteligência se dizer filósofo e confere status a qualquer um desocupado que tenha aprendido filosofia cursando boas escolas de pensadores antigos. Mas é somente isso; só o status. Não que um que outro aplicado neófito daí não possa ser despertado, mas o filósofo não precisa disto. O filósofo é como qualquer outro artista; ele nasce pronto. Geralmente o que as escolas fazem é estraga-lo – destruindo suas inspirações através do método. Devemos acreditar que as escolas filosóficas são mais engodos; voltadas a produção de não filósofos. Redutos de negociantes vorazes, que pretendem tornar os togados – produto – membros de suas sociedades; para que assim não atrapalhem seus negócios de ocasião.

*

Sobre nosso (des)envolvimento - Como a escola quer ensinar filosofia se ela é preguiçosa; se somos preguiçosos? É por conta deste particular que as cátedras de filosofia insistem no Mito da Caverna. Se uma nova hecatombe; outra era glacial dizimar o humano que conhecemos hoje e então, com a Terra regenerada, passado dez milhões de anos, outros humanoides (nascidos das amebas?) ao iniciar a nova velha história tudo de novo, com suas escavações e destruições. Em determinada situação encontrarem fragmentos que aludem, exuberantemente, todo o Mito da Caverna; por similaridade, os novos terráqueos se agarrarão a ele - naquele agora - como a existência de uma espécie muitíssimo superior a habitar o planeta já há milhares de anos quando a Terra era habitada por deuses pensadores; quando nossa inteligência atual não consegue assimilar que as palavras de Platão foi tão somente um despertar que pode ser aplicado em todo o gerenciamento pessoal malogrado, resultante da ineficiência nascida no acômodo comum a que nos entregamos sempre que encontramos uma forma sofrível de conviver suportável... blá, blá, blá. 



037.o cqe

Não há culpa, há o ir


O homem não é obtuso devido à religião
O homem é obtuso porque não pensa.


036.0 cqe



sábado, 25 de novembro de 2017

Razões e razões


Metamorfose ambulante – O que se diz agora, obviamente, não necessariamente valerá para todos os momentos a partir de então e nem mesmo reflete uma ideia fechada e imutável. O que é dito de pronto retrata um pensamento. Inicialmente, quem sabe um mero pensar prematuro, e ainda que possa figurar como uma verdade, a princípio se trata de um aforismo que revela o estado de espírito de um flagrante, uma circunstância ou um tempo maior ou menor congraçando tão somente a oportunidade, o encaixe da verdade momentânea que pode ser regulada para centenas de outras ocasiões, um algoritmo; no entanto pode não significar nada em dezenas de outras.


Assim como o sim inicial, o não também deve ser ponderado partindo do princípio que nada é por acaso, e também por conta da não existência do pensamento aleatório, onde escolas defendem que se for pensado, obrigatoriamente, tem um porque.


Todas as realidades, se não carregam seu tempo de validade, impreterivelmente são envolvidas em atmosferas próprias em grau de importância e de registros intocáveis. Graças ao desenrolar dos tempos, mais dia menos dia passarão tão somente a fazer parte do registro histórico de determinado plano participando, definitivamente, também, de um universo de possibilidades impossível de ser mensurado, e o mais importante, não temos acordado nem um único sentido capaz de negar se formam ou não a partir de então, aliás, algum organismo a figurar na vastidão do desconhecido.

*

As perspectivas da mente individual humana são díspares e infinitas a níveis desconhecidos. Muito além das nossas compreensões e mesmo percepções; impossibilitando totalmente qualquer assertiva que defina tendências de certo e errado uma vez que estamos em processo de mudança constante por conta do inimaginável desconhecimento em relação ao Todo Existencial.

*


Estamos descortinando planos existentes, e a abertura, o não aos dogmas e mitos da visão encabrestada científica social libera uma janela maior, um abrir de pano total; ampliando assim a criatividade e as perspectivas, multiplicando oportunidades em ramos diversos e no seu espaço/tempo recebendo a compreensão natural, segue-se daí, obrigatoriamente, visões cada vez mais apuradas e abrangentes que obviamente serão reveladas contribuindo para aberturas outras, exponenciais, que não apenas seguem agora impossíveis, como permanecerão desacreditadas neste período/tempo.

035.o cqe


Chegando lá


“Aquilo que os homem de fato querem não é o conhecimento, mas a certeza”.

 Bertrand Russell

E ainda que se odeie a busca

...somente se chega àquela através desta.



034.o cqe 

Nada colabora


Retroalimentação injusta - A tristeza de se ser uma pessoa triste aumenta ao observar que pessoas que teriam tudo para ser triste são alegres!!!


033.o cqe



Da série; corrigindo afirmações


As coisas não caem


032.o cqe 

sábado, 18 de novembro de 2017

Força; Fonte; Fé


De origem raríssima - À fenda que penetrei se deu por conta de um alinhamento secular para a molécula, porém intercelular e multitranscendental para a mínima compreensão do agora; pois derivo de uma cepa original, e assevero que por outras tantas de mesma raiz sou assistido.


030.o cqe 

Voltemos aos nossos porões


Seria possível aventar que o desafio do homem é retornar aos instintos, uma das questões defendidas por Nietzsche; sem perder as maravilhas conquistadas durante o período que sobreviveu sob o jugo das sociedades escravizadoras?









Ou seria este, justamente seu nó górdio evolucionista?








Ah! Nós; homens das aquisições. Eternamente fadados ao adquirir.





Caso fosse pensada, a tarefa é tornada absurda, observada também, sob o aspecto de que uma vez que manifestamos um retorno a eles; à intuição pura; deparamo-nos com a certeza de que a cada dia mais a sobrevivência humana migra justamente para o oposto de qualquer Vontade Real. Qualquer excitação mais animada sem os propósitos permitidos não passará da ânsia, invariavelmente revolvida e “resolvida” internamente. Qualquer vontade neste sentido é tolhida, proibida e execrada ao confinamento; aos recônditos porões pessoais aos quais já não mais ousamos descer por conta das luzes encantadas das distrações que pairam sobre nossas atenções corrompidas; comandadas por tal desordem obscuras de forças absolutamente contrárias a qualquer espécie de impulso, de retorno ao sentimento.


*

“E eu, que estou de bem com a vida, creio que aqueles que mais entendem de felicidade são as borboletas e as bolhas de sabão e tudo que entre os homens se lhes assemelhem”.

Nietzsche



030.o cqe 

Hi-Herógliphos; ou Meta Pura




A ficção não deve nos servir como referência, mas pode nos mostrar um ser fora do que a nós é; do nosso estar. No entanto precisa ser tão somente assim observada; por conta das perspectivas limitadoras aqui possíveis que restringem o explorar; o evidenciar outros mundos. Não apenas empiricamente, porém de forma alguma a não ser através dos meios ficcionais, romanceados ou instintivos de alguns poucos que conservaram o velho hábito da intuição ou praticantes da sensibilidade. Quanto aos demais, somos limitados incondicionalmente também, por nossas tão obrigatórias quanto necessárias realidades moleculares.





029.o cqe 

Outras formas de auxiliar


Sendo filhos de Deus, é natural que consigamos Seu aval para necessidades determinadas a espaço/tempo devidos naturalmente dispares e apropriados e preparados para assuntos concernentes ao estado agora vigente.  
As Verdades reveladas no homem tanto quanto as anotadas de Deus são tão críveis quanto ou quando essas conclamam ao conhecimento, à liberdade deste como ser que está autorizado a pensar por si mesmo sempre que este remeta ao respeito e ao aumento de seus iguais em assim agir.

*



Segundo estudiosos, “Para Maimônides, não há contradição entre as verdades que Deus revelou e as verdades que a mente humana, um poder derivado de Deus, descobriu.”





028.o cqe

No meio do caminho



Das interpretações malogradas - Mais por conta do acômodo, menos por ingenuidade; o homem foi direcionado, convenientemente, a acreditar que encontraria ainda no caule a resposta exata disposta tão somente à raiz, entendendo ter atingido àquela, e, para muitos destes, ainda agora, não há o que ser discutido.

*



Em quem confiar sobre a origem; ser aquela, a luz conduzida intacta da fonte?



027.o cqe


Da holisticidade dos cenários


Procuro observar o entorno sob a luz de todos os cenários, não quero ser criticado por ler o humano sob esta ou aquela perspectiva particular. Precisamos entender que o homem jamais teve a possibilidade de conhecer-se como agora. Sob todos os aspectos, tento demonstrar que este será seu maior pecado; sua transgressão de maior peso; é a partir desta realidade, deste cenário totalmente aberto que não poderá escapar; eximir-se. Buscando desculpas ou folgar-se no, “eu não sabia”.

*

Contrariamente ao mito positivo da cobra devorando a própria cauda, o homem moderno vem sendo engolido por sua própria obsessão criativa friamente originada; portanto desprovida de qualquer cuidado elementar.



026.o cqe

Pontuações da semana












 “Muitas coisas não ousamos empreender por parecerem difíceis; entretanto, são difíceis porque não ousamos empreendê-las.”
Sêneca




“Não ser amado é falta de sorte, 
mas não amar 
é a própria infelicidade.”
Albert Camus


“A filosofia 
é o que nos distingue dos selvagens e bárbaros; 
as nações são tanto mais civilidades e cultas 
quanto melhor filosofam seus homens.”

René Descartes


“Não basta conquistar a sabedoria, 
é preciso saber usá-la.”
Cícero

 

 “A arte é filha da liberdade e quer ser legislada 
pela necessidade do espírito, 
não pela privação da matéria”.
Schiller


“Pela beleza, 
o homem sensível é conduzido à forma e ao pensamento; 
pela beleza, 
o homem especial é conduzido à matéria 
e entregue de volta ao mundo.”

Schiller


025.o cqe