terça-feira, 14 de novembro de 2017

Participe com inteligência...













...permanecendo calado.



Se você não tem inteligência para ter uma conversa inteligente, não demonstre isso criticando aqueles que a possuem; isso por si só é um princípio de inteligência.



024.o cqe

sábado, 11 de novembro de 2017

O agora é que é!








O teu hoje é o melhor futuro que tens a mão



023.o cqe

Claro



Temos o bem e o mal
O belo e o feio
A luz e o breu
Cada um de nós escolhe o caminho a seguir
A crônica a escrever
E tudo se converterá no cinza da morte
Cada qual carrega nas cores 
Que antecedem a luz ou a escuridão


Contribuição da Minha Sempre Bem Amada


022.o cqe

“Aventação” afetada


Das armadilhas que nos auto impomos - Dos pequenos holocaustos psicofisiológicos permissíveis por serem inobserváveis ou não mas passíveis de aceite por conta de vieses incontáveis tornados indissolúveis.

*


Determinado periódico perguntou a professora Ágnes Heller se ela está de acordo sobre a existência de questões como o pensamento de que existe um contexto nos EUA e na Europa que permite o ressurgimento de algo similar ao nazismo?

Ao que a filósofa respondeu; “as coisas não podem se repetir de forma concreta, mas sim em sua essência. Erram os historiadores que pensam que se aprende algo com a história e não se volta a errar. A única coisa que se aprende com a história é que nunca se aprende nada com ela. Embora um contexto possa apontar uma tendência, são decisões políticas que realmente dão direção ou rompem tendências. O futuro está sempre aberto”.


A despeito do assunto espinhoso da questão em si, concordamos em parte com esta grande personagem da filosofia mundial; que não aprendemos nada com a história. Onde acreditamos que o povo em si não apenas não aprende em que medida de valor negligencia oportunidades por falta de se impor, e mais, veio assistindo, investido desta passividade ao longo de toda a trajetória, o que ela acertadamente nomeia como decisões políticas, – que, a nosso ver, apenas, tendenciosamente rompem direções - e a isto cabe, temos o dever significativo de observar, que há a necessidade de abrir-se, justamente aqui, um viés nessa colocação, isto é; que determinada classe de homens aprendeu há séculos como tirar proveito dos seus erros que inicialmente não lograram existo em suas formas de domínio, explorando-os no mais alto grau de permissividade. Essa disparidade advém do fato de que, mesmo sendo criativos e inteligentes, na mesma proporção, somos inocentes; mas, existe esta parcela da população que sabe muito bem como manusear os acontecimentos, lançando mão, principalmente, dessa mansidão, dessa lenidade, e como consequência, paulatinamente, retirar e engendrar lições do vivenciado que lhe faculte tão somente os benefícios ordinários. E esta porção aprendeu, diríamos não sem muita estupidez - foram cometidos erros crassos; é só observar nosso histórico – como não cometer as mesmas falhas fisiológicas no que se refere à perpetuação do mal feito por um tempo maior por conta da lição aprendida. E tão somente por esse viés de caráter, invariavelmente este grupo ascende ao comando de todo o restante. No entanto, por conta de sua criatividade ou quem sabe, apenas por serem tomados de alguma “sorte” inaudita, os sobreviventes, agora cooptados a pequenos holocaustos particulares, vez ou outra encontram – ou lhes são oportunizadas - brechas que os mantêm com uma espécie de sobrevida que é comemorada fazendo com que esqueçam que a arfada de ar, a migalha, se trata apenas de um armistício ou uma permissão controlada: espasmos de sobrevivência para o ajuste na pressão do torniquete. É a partir daí que se dá a evolução tolerada, o aprendizado entre campos, distritos, gulags e guetos, permissíveis por leis mais ou menos duras de uma liberdade vigiada que, ainda que necessária – muitíssimo mais acentuada hoje -, invariavelmente é arbitrária, quando insiste em não premiar ou mesmo destacar – quando não ataca - qualquer um que não comungue com a ideia viciada ou evidencie a necessidade de mudanças mais abruptas as acomodadas diligências. Porém a questão que por milênios poderia ter sido aventada, quando apenas se perpetua e é abafada sob outra pressão aleatória, apressada, sob novos espectros de ameaça é: e a partir de então, o que pode estar sendo gestado dessa política direcionada por grupos que buscam perceber os erros históricos apenas ao que concerne a legislação de leis que a cada século encaixotam em cubículos distintos seccionando pessoas cada qual a confinamento distintos!?! Ao que pode levar esse desequilíbrio de forças que se mantém por conta de obrigações e leis cujo ponto de equilíbrio precisa ser mantido sob o risco do desconhecimento!?! Daí; pode que tenhamos não uma certeza de que a história nada nos ensina e sim, que não é possível prever que tipo de silenciosas patologias sociais sejam gestadas de históricos que vieram a ser infectados por conta de todo o tipo de mãos contaminadas; manipulados a seu bel prazer por toda espécie de mais e mais filhos bastardos – e algumas aberrações (como temos assistido) - gerados de múltiplas e infindáveis ligações arranjadas cujos interesses reais nunca foram pensados de forma a garantir o livre pensar dos comandados.


Ao finalizar foi questionada se o papel do intelectual no debate político mudou com as redes sociais?

Ao que respondeu; que “intelectuais devem estar longe das redes sociais. Eles devem influenciar por seus livros, seus escritos, suas participações em congressos acadêmicos, ainda que isso limite o alcance da mensagem. A essa altura, me soa hipócrita que se discuta o papel do intelectual quando nunca se ofereceu de fato um papel para eles na sociedade” completou. 

Quanto às redes sociais, não há dúvida; mas quanto a sua acertada resposta final, podemos entender e acrescentar que talvez seja porque eles façam parte do mísero grupo, - membros outros de um nicho também miserável, em meio a tantos campos de confinamento - que auxiliaria na construção, absolutamente concreta, do acima observado.






021.o cqe

sábado, 4 de novembro de 2017

Evolução?


O único avanço do
homem é para o
seu atraso


020.o cqe

Dos vorticezinhos de importância


Caso fosse observado com seriedade a existência da filosofia da importância, entendendo de uma vez por todas que tudo é importante; nada mais do que nós criarmos ou transformamos com o viés de importância é importante fora dessa perspectiva. 


O considerado importante somente é valorizado a partir da observação – ainda falha - da não existência; da não consciência: de que a desimportância não existe; não faz sentido. Mas este é o sentimento geral e aceitável enquanto o sentido real, obviamente, não vem à tona. Daí a valoração em níveis diversos ou fruto das incontáveis necessidades ou obsessividades psicosociológicas de formação individual ou de grupos em manter latente e prestigiadas, importâncias quiméricas.

...mas “e daí”? Quem se importa!?!



019.o cqe 

“One tree hill”


Não canto mais a velha canção com o mesmo respeito
Já não consigo me mover sob as velhas paixões
Outra vítima a tombar sob a força das armas invisíveis
Palavras inúteis penetram como projéteis
Viciados cérebros a mostra
Acumulam-se, desalojando pensamentos
Zona da morte 
O desespero se tornou o caos ordinário
Nada é mais forte que a mentira
Não tenho forças para vencê-la
Enredados pelo enredo
Uma chama apagada
E a verdade é artigo exclusivo dos poetas
“Nem as mães são felizes”


018.o cqe


Da competição, da competência...





...e do desperdício.

Se me regozijo com pouco, no pouco fico, e esta afirmação tem ao menos duas interpretações totalmente distintas que precisam ser observadas no universo fisiológico; o conformismo e o asceticismo. É possível que em níveis distintos cada qual destes entenda que sua existência adquiriu determinado ponto de conformação, ajustada suficientemente para assim continuar por anos ou décadas a fio sem que nada precise ser alterado devido à condição sócio político vigente, e então, enquanto o primeiro passa seus dias neste conformismo impensado; o segundo, - uma vez acordado para a consciência - pode ter atingido este mesmo estado; no entanto utiliza o tempo disponível para a contemplação, a meditação, o autoconhecimento e o auxílio à comunidade.

*


Haverá por muitas e muitas eras aqueles grandes; constituídos; recordistas, que se iludem no “Há! Eu posso ser maior se assim desejar”; no entanto sempre existirão outros maiores afins, e essa antropofagia, essa canibalização competitiva não tem fim. Que vantagem real existe em pretender-se – mecanicamente - maior se existimos em um universo infinito, quando seus adeptos, muitos, tomados por instintos da socialização por conta de modismos ou necessidades criadas, diz-se não se deixa domar; ao não assumir que somente está à procura da superação por conta do externo? O maior de agora logo se tornará estatística e precisaremos de um novo esforço sobre humano para ser o maior da próxima etapa. Daí, o importante não é o eu, e sim o que está sendo executado. E ao final, o que deveria ser relevante, a observação, passa despercebido – do fazer, do esforço, da dedicação, do vivenciado -, a despeito de toda a energia empenhada.

017.o cqe



Ah! O Mestre!

Retrucou o mestre sobre meu, “possível equivoco”, em responder que já foi pior; entendendo calá-lo em um defensivo revide automático.

Mas, antes mesmo que os pulmões assentassem; de pronto rebateu:

“Está aí um bom motivo pra você melhorar.”


016.o cqe

sábado, 28 de outubro de 2017

Bullying – A valorização do que não precisa ser valorizado.


A cada crime absurdo ou mesmo acontecimento que despertam às atenções generalizadas, muitas vezes até mundiais, causados em nome do Bullying; acode a mídia a especialista de toda monta a pontuar notas as mais acertadas à ocorrência, quando são, ambos, os maiores culpados pela atenção dada. O carregar das tintas sobre o aparecimento e sabidamente – se não propositalmente – o evoluir de um comportamento que sempre existiu e tão somente transformou-se em acontecimento por conta da urgente e sempre mais necessitada cultura contemporânea.


No entanto, até onde não se valoriza devidamente, com profissionalismo e responsabilidade a má ação? Quando a luz verdadeira, justa, da razão, se voltará sobre as reais necessidades desfazendo os recorrentes “abafa”, os panos quentes que postergam medidas há muito obrigadas?


Ao teatralizar o “incidente” fazendo dele uma bela e sempre oportuna catapulta para especialistas dissimulados que se aproveitam da “vibe” geradora – mais – da gritaria oportuna, para impulsionar sua desgastada carreira, ou talvez, falta de profissionalismo; o que dará algum folego a sua escolha insossa, sua – agora - obrigada e inadvertida profissão que alude como sua ocupação e, com sorte, com a ajuda de uma série de especialistas de outras áreas em situação semelhantes; estamos sendo coniventes com um estado omisso e tão somente planejando um quadro ainda mais sinistro para nossas gerações futuras.


014.o cqe



Patologias ainda desconhecidas



Quantas das minhas doenças serão devotadas as minhas fraquezas?

Reconhecidas ou não, todos temos manhas, manias, birras ou patologias as quais na sua maioria, independentemente das nossas vontades, nos acostumamos e possivelmente apresentamos humores obrigatoriamente instáveis, ao vivermos desconfortos diários por conta da ânsia que reside na própria causada: a ciência desta realidade.


A luta em resolvê-las – quando finalmente definida - é determinada por várias e austeras frentes em inúmeras situações, mas, pode que na mesma proporção se mantêm manifestas e intactas também, simplesmente devido à falta de vontade de conscientizar-se do problema.


Difícil, e bastante natural, igualmente, é constata-lo e não saber como agir. No entanto a não admissão seja como uma mecânica auto protetiva, por desacreditar o alerta de um que outro – às vezes em tom de brincadeira - que se arrisque ou mesmo da fraqueza natural do enfrentamento de outros tantos, se torna doloroso a todos aqueles que nos amam. Pois nada podem fazer enquanto observam o lamentoso fardo anexado, ampliando a triste e amarga sobrevivência do ente querido.



Em rápidas pinceladas, acreditamos que ao se constatar; quando desconfiamos que algo em nós precisa ser mudado, enfrentamos talvez o que venha ser o muro mais alto entre nós e a cura: a disciplina espartana para sanar a incômoda descoberta. E ao que parece, ao analisar historicamente nosso comportamento, é bastante provável que muitos de nós, pressentindo o espinhoso embate, preferimos não luta-lo.

Porque não se trata apenas da dificuldade no autopoliciamento; afinal, é possível que o período de recuperação consuma o mesmo espaço tempo tomado por determinada disfunção para assumir sua, agora constatada, indesejável existência.


Manter-se em vigília constante e meditar a incansável postura de determinação ao perceber-se pronto a enfrentar a ilusão doentia que nos assolou por anos, serão, provavelmente, as maiores dificuldades, ou talvez as provas mais difíceis a serem vencidas a fim de nos livrarmos de apêndices há muito descartáveis, quando finalmente se sabe atacado e se conscientiza de que precisa resolver-se.



013.o cqe



Pela desprofissionalização da arte












E se o artista trocasse o dinheiro, o acontecimento, o recorde, pela Arte?





012.o cqe

sábado, 21 de outubro de 2017

"EU ESTOU VIVO"



Este é o mantra mais importante a ser praticado diariamente.



011.o cqe



Ah! Jovem audaz...



...pleno de paixão e Vontade pura!



Ao assistir determinadas películas de generalizadas insurgências fictícias ou documentamentais, podemos fechar concluindo, inclusive, que a revolta quando despertada no ser ainda jovem invariavelmente é precoce e será aplacada em pleno vigor por mais embebida que esteja de honrosas dignidades ou vontades das mais execráveis ou não, por conta de ínsitas forças íntimas tão potentes quanto as externas e que, se não forem moderadas, conseguindo amadurecer no homem adulto, ainda aí poderão ser apaziguada pela razão; mas, se refletirmos contidamente, - nós, acovardados destruidores de emoções - precisamos frear o, as vezes, arrazoado pensamento que não revolve águas estagnadas por conta do gerenciamento insosso, onde então, temos a obrigação de brindar as forças revolucionárias da alma ativa que nos obriga a concordar e a aceitar que são alentadores também, os históricos da existência de uma série de jovens heróis entregues as paixões mais inauditas; do contrário não teríamos tido várias, importantes e necessárias revoluções a que o mundo se obriga a reverenciar - quem sabe tão escassas hoje quanto foram necessárias ontem.


010.o cqe



Um pequeno ponto no universo...















...tão grande quanto.



Somos extremamente importantes, porém ofuscamos essa realidade ao nos darmos demasiada importância.



009.o cqe

End line


As vezes tenho a impressão de que não vivemos mais em um tempo onde as coisas envelhecerão.









Dos êxodos, evacuações, diásporas 
e da falta de atenção; 
da desimportância a significativos volumes 
não contabilizados.



*


Myanmar - Estamos chegando a um tempo onde o homem não, mas a sua carne sim, tem valor.



008.o cqe

sábado, 14 de outubro de 2017

(in)certas certezas



















A ciência dá a certeza a todos, mas quão inspirador é o saltar solitário no imaginário.





007.o cqe

Janelas abertas


“Vivemos em tempos apocalípticos, como a história já está revelando. Os que sentem em seu coração alguma espécie de resposta, ainda que tênue, deveriam ser fiéis a essa intuição preciosa e permitir que ela os guie até que estejam salvos.”

Paul Brunton

*

Aqui e ali encontramos anotações a pontuar nossa atenção, como se fossem janelas abertas. Nossa aplicação ora desperta ora não, ora assimila ora não: boas insistências ao nosso bem estar; mas, a despeito do bem provocado, os burburinhos do cotidiano devagarinho voltam a se tornar o comandante do nosso pensar, e logo o barulho ensurdecedor do dia, que cobra a realidade que por hora se faz necessária, escamoteia qualquer silêncio: para escaninhos que possivelmente jamais serão revisitados. Esta se tornou a nossa prática. Administrar tão somente o necessário para ontem. Ultrapassamos o agora sem nem mesmo nos dar conta de sua importância; era importante que tentássemos voltar a ouvir nosso coração.





006.o cqe