sábado, 16 de junho de 2018

Cotação em baixa



















Quanto vale uma vida, hoje?

Logo nós, que nos envaidecemos de ter nos tornado os melhores fabricantes de dinheiro de todos os tempos; de desenvolvermos a tecnologia mais avançada, senhores da ciência, podemos hoje com folga assumir, apoiados nos números da violência, nas propagandas e falta de amor próprio que vem elevando os casos de suicídio. No aumento exponencial de doenças, paradoxalmente, não originadas da falta de recursos, ao testemunharmos agora o inverso, serem originadas do excesso de oferta de opções plásticas e superficiais de toda ordem; a partir daí não é demais afirmar que a vida, ao contrário do valor do dinheiro, vem, irracionalmente, perdendo preço.



















PS.: Um que outro desatento pode questionar que as guerras mataram mais; contradigo afirmando que em algum grau elas ainda existem, mas é verdade, seus números são menores, porém nosso reflexo – o acima exposto - é ainda pior, nossas mortes, a maioria delas, poderia ser classificada de individualizada: ou são provocadas por nós mesmos ou por uma série de insanos originários de todos os cantos do mundo; insisto: os Senhores da Guerra, aconchavados, se estreitavam em menor número.









038.p cqe

Reféns e conivências



Quem rouba o pouco rouba o muito – no mais das vezes, apenas se for flagrado por alguém contumaz ao abuso, quando passa a ser refém deste, também na ação de grande monta.




037.p cqe

Falador!



Precauções do velho - Meu pai pouco me ensinou; deste pouco, há uma lição que não esqueço e a cada dia mais a coloco em prática, e a qual ainda revisitei esta semana ao ouvir um relato da Minha Sempre Bem Amada.

Ele alertava que deveríamos ter cuidado com a pessoa que aleatoriamente fala bem e fala mal daqueles que lhes caem ao raio de visão. É bom tê-lo por perto, dizia. Por um motivo bastante acertado, que continua atual. Considerava que, o indivíduo, ao estar a falar contra alguém, um que outro, desligado, pode dar atenção ao que ele está falando ainda que se saiba que o falador não faça distinção ao emitir sua opinião ferina sobre todos indistintamente, portanto, trate-o bem ainda que o mal que ele espalha não tenha valor, insistia; “afinal, por menor que seja a importância que pessoas inteligentes reservam ao leviano que assim se comporta, é sempre melhor, concluia, que ele não fale mal de você”.


Contribuição da Minha Sempre Bem Amada



036.p cqe




Baruch de Espinosa












Em 1656, quando Espinosa ainda não havia completado 25 anos, escorraçaram-no da sinagoga com o seguinte motivo:





         Com o juízo dos anjos e a sentença dos santos nós declaramos Baruch de Espinosa excomungado, amaldiçoado, execrado e expulso, pronunciando contra ele todas as maldições possíveis escritas no Livro das Leis. Que seja amaldiçoado de dia e de noite. Que seja amaldiçoado quando se levanta e quando se deita. Que possa o Senhor nunca mais perdoá-lo. Que o seu nome seja apagado de todas as tribos de Israel e que jamais possa subir ao céu.

O seu grande crime era a dúvida. Certo dia ofereceram-lhe até uma remuneração de mil florins por ano para que deixasse de duvidar da fé hebraica, e ele desdenhosamente recusou.

Contrataram então um “matador” para apunhala-lo. Graças a Deus, no entanto, ele só teve o prejuízo de uma capa rasgada. P23/24
"

Livro
De Descartes a Kant
História da Filosofia Moderna
Luciano de Crescenzo.

035.p cqe

domingo, 10 de junho de 2018

Nada é um fim



Buda indicou o barco ao discípulo e advertiu-o; "estou lhe dando o barco, mas ao chegar a outra margem continue"; Ele não disse para arrastar o barco, não disse para olhar ou não para trás, não disse para não esquecê-Lo, disse, simplesmente, "continue".

034.p cqe




sábado, 9 de junho de 2018

Antes das convulsões




Também sou dado à crítica gratuita. Infelizmente não estou só. Basta olhar apenas uma vez para alguém que entendemos “esteja se passando” isto é, que não condiz com nosso padrão social de comportamento. Alguém cujo espírito; não temos a mínima ideia da formação anterior àquele instante, ainda assim apontamos o dedo.


Ouvi sobre o Ghandi, ainda na minha juventude; uma mãe levou seu filho para que o Mestre da Compaixão desse algum conselho para o filho sobre a ingestão de açúcar; ao que Ghandi respondeu que voltasse dentro de um mês. Passou-se o tempo solicitado e a mãe retorna e o filho ouve “meu filho, não coma mais tanto açúcar; porque tudo em demasia ao corpo se torna veneno”. A mãe imediatamente o questiona, por que não o aconselhou no primeiro encontro? E O Mestre respondeu “porque eu ainda comia açúcar”.


Carrego esta pequena passagem há anos – e provavelmente já a utilizei neste espaço - e recentemente tenho pensado sobre alguns colegas do cotidiano aos quais venho agindo como o personagem anterior cuja primeira reação é apontar o dedo, mas, finalmente, após anos de ataques impetuosos venho tentando me recolher freando o primeiro ataque, a primeira resposta, entendendo que se as minhas ações de compreensão, de entendimento sobre o respeito não mudam: jamais posso apontar e muito menos especular a ação alheia.

E por que colocar este clichê, esta observação óbvia contida em milhares de textos de autoajuda?

Devido à dificuldade que estou encontrando, onde, ainda que saiba o que precisa ser feito, como devo me comportar, não o faço. E, ao mesmo tempo em que confesso minha dificuldade, entendo que ao registrá-la, não apenas meu compromisso tende a se materializar de alguma forma como também penso tornar, a partir deste apontamento, mais um instrumento – torna-lo uma prática - para vencer esta luta, demonstrando antes de tudo, com esta exposição, minha vontade verdadeira de alcançar o objetivo.


Esta preocupação maior vem se apresentando a partir do instante vivido ao qual temos assistido uma série de pessoas se exasperando e falando o que querem nas mídias e redes sociais. Pessoas até com muito poder de influência, tendendo a polarização perigosa da opinião que carrega toda uma série de seguidores que pouco ou nada sabem sobre o assunto em epígrafe, sobre o contexto, e menos ainda, sobre o que se esconde sob as vontades ali, não explicitadas.


É muito perigoso expressar-se, e ainda mais se esta conversa leva a polarização. Nada do que é tendencioso sem o conhecimento devido deve ser explicitado, muito menos por pessoas que possam angariar partidários para uma causa que não se sabe as razões às quais se deu.

Voltando ao clichê da autoajuda; se quero mudanças, preciso promover a mudança, primeiro, a partir do meu entendimento.

032.p cqe 



Antes das convulsões (parte II)



Se por um lado vivemos tempos de descrença a respeito de pessoas conselheiras, por outro nunca fomos tão refratários à palavra que aconselha, que observa, que pontua ações que desviam colegas, irmãos, amigos de um caminhar menos digno.

Se por um lado nos assenhoramos de posições que acreditamos ter direito apenas por entender que elas existem em próximos que as conquistaram com louvor, por outro desconhecemos e pouco nos importamos se a dominação que exercemos sobre o pequeno burgo; a pequena rede social em que esbravejamos, não é, por si só, salvo-conduto para saltos verdadeiramente ousados na sociedade real.

As correntes mais diversas insistem na polarização; isto é o inverso de uma das forças filosóficas mais antigas que conhecemos: o equilíbrio. A luta imemoriável em busca da comunhão entre as pessoas, o ajuste, o entendimento, e porque não, a sociedade.

Ao mesmo tempo em que nos parece paradoxal que há anos o mundo se vanglorie e comemore o que chamamos de conquista da globalização, é de uma ambiguidade estupenda que em tão pouco tempo a palavra de ordem, e não sem uma aura de animosidade; nosso enroscado desenvolvimento grita justamente o contrário: à divisão – em forma de polarizações a toda ordem.

Tudo muito bem demarcado, limites, fronteiras. Direita; esquerda. Sul; norte. O bairrismo, o sentimento ainda mais desconhecido de patriotismo retorna da pior maneira possível, sob o asco da reles política. Do partidarismo. Enquanto, justamente, suas vítimas são fabricadas do desconhecimento, lançando mão do pequeno escravo da vaidade que se entende erradamente, e inadvertidamente, senhor de si, sob alcunhas pomposas como: indivíduo, dignidade, empoderado...

Inversamente, recolhem-se, aqueles poucos que muito observam e estudam. Os conselheiros, se já não precisam ser ouvidos, quando bons, não buscam falar. Entendem que tanto o verbo quanto sua verbalização é Sagrada e precisam ser respeitados quando ainda resta um mínimo de essência nesse querer.

Assim, se por um lado, daqueles poucos conselheiros remanescentes existe um número ainda menor deles realmente dispostos a falar ao público a antiga língua do equilíbrio; ainda se deseja que menos isso aconteça entre a maioria esmagadora, refratária às velhas escolas. A globalização talvez tenha nos aproximado de tal maneira, entrando em nossas vidas inicialmente como um presente, onde a tão esperada união dos povos finalmente tivesse sido alcançada, quando, ainda é cedo para afirmar, ao final – em verdade - esperamos não ter recolhido o cavalo de Tróia para dentro de nossos muros, onde o inimigo, antes verdadeiramente polarizado, está agora, mais próximo do que nunca.

033.p cqe



Quanto melhor pior









O falso, o dissimulado, perde ainda mais. 
Se for ótimo no ato do encantamento, do escamote, ele passa batido à maioria do seu entorno, perdendo então a mínima oportunidade de ser avisado sobre sua ilusão.

031.p cqe

Onde reside o perigo



O perigo se esconde onde menos esperamos.

Comentei sobre um texto com me camarada de assuntos correntes que já faz parte do meu cotidiano há bem uma década, insistindo, como sempre, mais como uma provocação, para que tomasse cuidado, pois o texto que lhe havia indicado era perigoso. No dia seguinte voltou comentando que leu, porém não encontrou ali o perigo previamente anotado.

E realmente as coisas são assim; somos nós que damos o peso a elas. Tenho a mania de provocar uma ação, carregar nas tintas, provocar uma reação e adoro quando fazem isso comigo – isso vem da convivência com minha esposa, digo isso no melhor sentido que possa existir, ela é minha maior incentivadora á Vontade, ao Querer -, embora, devo confessar que às vezes sou pego desprevenido – muitas vezes - e revido com descortesia, que, é claro, logo me arrependo – como se isso resolvesse.

Tentando não fazer uma digressão ao responder, falei, sob a minha ótica, que entendo que a coisa é perigosa quando ela nos torna um caminhante – o assunto que gerou isso era justamente sobre as pessoas caminharem aleatórias ou coisa que o valha. Ela se torna perigosa quando nos traz o sossego; uma paz negociada; uma tranquilidade amarrada a rédeas. E consequentemente, leva à inércia descuidada e, finalmente, a zona de conforto do caminhante expectador, isto é, o coadjuvante; jamais o protagonista. Acredito que isso nos enreda e nos mantém preso àquele caminho, daí: o abandono ao ímpeto da vontade e consequentemente o afastamento ou o não acordar da nossa essência de buscador; ai está o perigo.

030.p cqe

Ainda tentando...





















“Se nasci para enfrentar o mar, 
ou faroleiro”

Música;
 Tanto Amar
Chico Buarque










029.p cqe






Leia, e decifre o universo



Se você não lê, a maioria das boas escritas; é assim que lhe parece.

028.p cqe

Simbolismos e oportunidades




Aprendam, refugiados, como eles os querem.

Se você fizerem isso, se comportarem e se arriscarem por eles...

...então sim.

Vocês serão bem vindos...

...ao menos enquanto as câmeras estiverem ligadas.


Das oportunidades inegociáveis para instrumentalizar


"Vocês me matam porque eu moro na outra margem, 
e são por isso considerados heróis. 
Mas se eu morasse na sua mesma margem, 
seriam considerados assassinos"

Blaise Pascal

Nossa homenagem à Mamoudou Gasama e a todos os refugiados; 
que eles encontrem paz onde quer que estejam.


027.p cqe 

sábado, 2 de junho de 2018

Pureza











Animado, elogiei a Consciência.

Bullshit, disse Ele; não em inglês.
Mas falou algo do gênero.
Recolhi-me 
Venho praticando com Ele.
A introspecção é como a roupa do Pantera Negra.
Isso foi quando? Há uma década?
Ainda assim venho insistindo com ela.
Hoje, ainda na cama, veio o insight.
Tudo é um caminho para que?




À volta; o retorno à Pureza.
A paixão leva a não paixão.
A não paixão...
Não é a ausência de paixão.
É a paixão consciente; medida.
O Caminho do Meio novamente.
Porém...
Não é mais o Caminho do Meio.
Não é mais escolha; É Ser.



Não desejo; não querer; não busca.
É a busca incansável estancada na não busca.
O que é lindo? O que é o Belo?
O Puro.
Porém o puro que conhecemos somente é lindo.
Ele apenas tem, possui o conhecimento nato.
Após ele, depois de muita busca.
Após certo domínio do conhecimento.
Vem a Consciência; a Sabedoria.
E aí está o “Bullshit”.
Tudo será suplantado pela não pureza.
E então temos o “but”, o mais importante.
A Pureza após sua Conscientização.


026.p cqe

Extremos



Da visão funcionalista que passa por um gestionarismo amador e uma vontade alquebrada.

O sistema governamental político se auto obrigou a uma corporação, a um conglomerado, a uma instituição lucrativa ou tão somente de obtenção de renda sustentável para uma série de senhores desocupados com a fraternidade pura, ourives na arte de omitir; não envolvidos com a necessidade alheia e aptos, ávidos, abertos à oportunismos terceiros. Não há mais uma instituição governamental envolvida com as necessidades do sistema social/evolutivo; menos comprometido ainda, com projetos de longo prazo.


A situação do nosso país é bastante constrangedora e fonte desse meu pensar, peço desculpas se extrapolo as divisas da generalização por conta das limitadas perspectivas às quais diviso e que estamos todos inseridos.

No entanto é bastante preocupante que não chegarmos, em pleno século XXI, com todo o aparato tecnosocial científico avançado de que dispomos - instrumentos inegáveis de demonstração de inteligência - observando que mais do que nunca estamos obrigados a uma total passividade ansiosa por conta da forma como afunilamos nossa governabilidade sem que nada possamos fazer frente às injustiças ou para reorganizar o sistema arranjado: ocupando-nos com aquela que deveria ser a pauta inegociável, irrevogável, de todos os poderes nacionais – corrigir a rota calamitosa que levará nossa nação a desmandos ainda mais estarrecedores daqueles, recentemente assistidos - enquanto não fossem alinhados todos os principais pontos para a devida correção.



Voltando-se ao nosso estado vigente. Vivemos o mais próximo do que a degradação social/politico evoluída possa imaginar – ainda que mascarada sob o peso ficticiamente aludido de uma constituição -, ao aventar, com requintes de única saída, que urge como resolução extrema, a intervenção do exército; um desfecho absurdo, invulgar, porém necessário, diante do caos instaurado.


(espero que a leitura desta seja apenas observada como provocação, afinal, ainda que o conteúdo tenha seu cunho de seriedade, - já não há como estimular alguém para uma mudança honrosa - não entendemos mais ser aplicável, como também já não temos sociedades de brio e com força suficiente para tanto, que estejam descontaminadas do envolvimento com as bases que comandam os interesses por trás do irrevogável estado atual)


025.p cqe




Espiritualidade e dinheiro



O dinheiro; a vaidade nata ou camuflada em modismos que se multiplicam perpetuando-se até a velhice; algum orgulho maldito ou uma ideologia agarrada a um erudito aleatório escolhido sob o pretexto de páginas amareladas que escondem quão contaminadas estão por conta de interesses seculares o acompanham a manter-te estimulado, focado, frio e calculista à vontade inegociável? Inverte isto; consiga a mesma frieza na busca do conhecimento e, portanto, de um pensamento elevado, este sim, deve ser seu maior proposito, aliás... O Único.



024.p cqe



Há muito, muito tempo...


As Redes Sociais lançaram a desconfiança sobre o semelhante e sobre tudo, a outro patamar; mas tudo bem, afinal a confiança já não tem mais a importância de antes delas.


023.p cqe




Roman J. Israel, ESQ



“You know, all those years of practicng scouring, law, books, achieving, technical, triumphs, through loopholes, and ambiguities none of which were adequate to save me from the reality of my present situation.

Then today, in the middle of nowhere, lost, had a revelation. An insight. So sweeping, so clear.

It's me, George. See.

I didn't see it before because a never experienced the other side. I'm the defendant and the plaintiff simultaneously. I file against myself. I represente myself. I convict myself. Hereby expanding the full scop of the legal desert because the judgement's built in. The only thing left is forgivenes, and i grant that to myself.

An act doesn't make the person guilty unless the mind is guilty as well.”

022.p cqe

sábado, 26 de maio de 2018

As Flores do Quarto Mundo



Eis que te encontrei meu querido Girassol do Quarto Mundo.

Amigo Amado.








Tu és ainda muito mais especial na esfera celeste em que estás. 

Condutor involuntário.







Foste trazido para este mundo tão debilitado e mesmo assim vejo o tom resplandecente de tua aura; como se fosse encontrar-te em seu mundo.












Nem parece que passastes por distintas mudanças entre as dimensões.

Saúdo-te e louvo-te. 

Oh! Meu Rei.





Espero o encontro e a magia dos dois dias de páscoa, para junto com os outros nove, encontrar-te em teu reino.

E assim será!!!



Oh! Bem Amado Girassol.

Sabeis pois...!!!

Que estarei lá!!!
Obeah


021.p cqe