sábado, 14 de julho de 2018

Beneficência



Doar-se é uma arte; o benfeitor perfeito será sempre aquele que não se mostra.

A beneficência, tanto a correta presencialmente assistida quanto a atropelada, mais prejudica o benfeitor que ajuda o beneficiado. O benfeitor prudente, imparcial, inteligente, entende a hora de dar e a hora de frear a doação, pois, ciente da acertada premissa da vara de pescar, a qual ensina a não dar o peixe e bla, bla, bla; estuda seus beneficiados.


Porém na maioria das vezes o beneficiado não é imparcial, esse julga o benfeitor não raro com o senso da parcialidade; ao final um não ajuda o outro e o que “não foi ajudado” sai ainda mais prejudicado do encontro. 

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Às leis; para quem delas precisem



Não é preciso lei ao homem de bem, e ao que escreve bem também.

Da série;
Não nasci para andar na faixa, mas não consigo me livrar das linhas do titereiro.



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Amizades



Se teu amigo se apresenta asseado e alinhado, porém sempre cambiando uma ou duas mudas de roupa você o repreende?


Assim somos nós, quando não estamos bem, nada está realmente bem.


Homenagem aos nossos amigos e suas adoráveis cretinices





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“Oi Abil!”



“SantoAnjo
doSenhô
meuzelosoguradadô
seatimeconfiô
apiedadedivine
sempremerege
meguarde
gorverne
lumine
Amém”


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“Tamagoshis dos aplicativos”



...

“para ter um impacto mais amplo, para sair do traço de audiência, é preciso alimentar os Tamagoshis dos aplicativos, anunciar na televisão, estar em todas as janelas ao mesmo tempo; ou apelar para um conteúdo explosivo, capaz de se tornar viral.”

“Não sei, sou do século passado. Meu filho de 18 anos lê muito, e checa as redes, e já me mostrou uns sites maravilhosos sobre matemática e filosofia. A internet é um instrumento maravilhoso de pesquisa, o problema é, como sempre, o mau uso dela. A cultura perdeu a importância que teve no século XX, estamos mais imbecilizados, mas qualquer ser curioso, com o tempo, enche o saco do vício e acaba descobrindo o Guimarães, o Machado, Dostoiévski. A lobotomia requer um certo esforço, uma capacidade muito grande de perder tempo. Posso estar, enganada, mas acho que esse deslumbre pelas redes já está esmorecendo, haverá uma guinada, há de haver.”
...


Detalhe da entrevista de Fernanda Torres à LER&Cia.



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sábado, 7 de julho de 2018

Ser




Qual é a questão?

Qual desses caídos; devemos levantar?

Nenhum.

Nem mesmo o altruísmo pode ser imposto ao alijado de Vontades.

Em vão se faz esse esforço. Onde estará você ser iludido - outro entre os transeuntes abjetos que jazem inertes em vontade e ansiosos em automatismos involuntários?

Quem eu quero não se revela e aqueles que aqui estão não estão aqui; nem aí. Inexistem, excluídos; incluídos na existência contaminada.

O ser parece não existir enquanto morrem com suas certezas contrárias.

Não ser sem saber; a conveniência do desconhecimento.

Acreditar na mentira tende a nela manter-se.

Assim não os quero, porém não há fuga.

Nem ao salvador muito menos ao que se debate.

Lágrimas tardias não reverterão o fluxo da torrente acumulada, nem todos os olhos vertendo-as irá limpar o há tanto abandonado.

Meus olhos não conseguem atingir a profundidade, as camadas estão enrijecidas.

A chama preparada para forjar o Belo será desperdiçada para derreter.

AH! Maravilhoso Infinito, fonte do Sempre Eterno.

Quero para todo o sempre olhar suas plenitude e permanência com os olhos profundos do Existir Pleno.

A Força que detém Minha Espera vem da Sua Fonte Eterna.


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Carta ao rei



A Francisco I

Imperador do Sacro Império Romano-Germânico

Frankfurt, 5 de junho de 1753

Sire, é menos ao imperador do que ao mais honesto homem da Europa a quem ouso recorrer em circunstância que talvez o surpreenda, mas que me faz aguardar em silêncio por sua proteção.
Vossa sagrada Majestade irá permitir-me primeiro expor como o rei da Prússia conseguiu que eu, em idade avançada, deixasse minha pátria, minha família, minhas ocupações. A cópia anexa, que tomo a liberdade de confiar à infinita condescendência de Vossa sagrada Majestade, irá deixa-la ao par.
Após a leitura da mencionada carta do rei da Prússia, é natural surpreender-se com o que acaba de acontecer às ocultas em Frankfurt.
Mal cheguei a cidade, em 1º de junho, um sr. Freytag, residente em Brandemburgo,  veio ao meu quarto, escoltado por um oficial prussiano e um advogado do Senado, chamado Rucker. Pediu-me um livro impresso, contendo as poesias do rei seu senhor em versos franceses.
Trata-se de um livro sobre o qual detenho alguns direitos e com que o rei da Prússia me agraciara quando distribuiu obras suas de presente.
Declarei ao sr. Freytag estar pronto a devolver ao rei seu senhor os presentes com os quais me honrou, mas que aquele volume talvez ainda se encontrasse em Hamburgo, em uma caixa de livros pestes a ser embarcada. Acrescentei estar a caminho da estância termal de Plombières, quase moribundo, e supliquei que me permitisse seguir meu caminho em paz.
Ele respondeu que postaria guardas à minha porta e me obrigou a assinar um papel, em que eu me comprometia a não partir até que as poesias do rei seu senhor fossem devolvidas. Entregou-me um bilhete de seu punho, concebido nos seguintes termos: “Assim que chegar o volume que o senhor diz encontrar-se em Leipzig ou Hamburgo, e me houver entregue a Oeuvre de Poëshie, como determinou o rei, poderá partir para onde bem lhe aprouver.”
 Escrevi imediatamente a Hamburgo para que despachassem a Oeuvre de Poëshie em razão da qual me encontro prisioneiro em cidade imperial, sem formalidade alguma, sem qualquer mandado, sem sequer um arremedo de justiça. Não importunaria Vossa sagrada Majestade caso se tratasse apenas de ficar prisioneiro até que a Oeuvre de Poëshie exigida chegue a Frankfurt. Porém, alertam-me que, acreditando agradar a seu amo, o sr. Freytag talvez alimente desígnios mais violentos, aproveitando-se do profundo sigilo que ainda acoberta toda essa aventura.
Longe de mim suspeitar que, por causa desse objeto, um grande rei chegue a extremos que seu status e dignidade desaprovariam – assim como sua justiça -, contra um ancião moribundo que tudo lhe sacrificou, que jamais lhe faltou, que não é seu súdito, tampouco mais seu camareiro, e que é livre. Até eu julgaria um crime respeitá-lo tão pouco, temendo uma ação odiosa de sua parte... Em contrapartida, nada diz que seu emissário não chegue às vias de fato, na ignorância em que se acha relativa aos sentimentos nobres e generosos de seu soberano.
É nesta cruel situação que um doente moribundo lança-se aos pés de Vossa sagrada Majestade para instá-la a dignar-se ordenar que nada se atente contra as leis, contra a minha pessoa, em sua cidade imperial de Frankfurt.
Ela pode ordenar a seu ministro nessa cidade que me tome sob sua proteção, ou recomendar-me a algum magistrado ligado à sua augusta pessoa.
Vossa sagrada Majestade dispõe de mil instrumentos para proteger as leis do Império e de Frankfurt e não creio que vivamos em tempos tão sombrios que um sr. Freytag possa impunemente tornar-se senhor da pessoa e da vida de estrangeiro na cidade onde Vossa Majestade foi coroada.
Gostaria de, antes de morrer, ser feliz o bastante para, por um momento, ajoelhar-me a seus pés. Sua Alteza real, a sra. Duquesa de Lorena, honrou-me com gentilizas. Aliás, acredito que Sua Alteza real levasse a indulgência a ponto de não se mostrar descontente se porventura me couber a honra de me apresentar e lhe falar.
Suplico a Vossa Majestade imperial escusar a liberdade que tomo ao escrever-lhe e, sobretudo, fatigá-la com tão longa epístola; mas sua bondade e justiça são minhas desculpas.
Igualmente suplico que perdoe minha ignorância, caso tenha faltado com algum dever nesta carta, que consiste tão somente em pedido sigiloso e subserviente. Vossa Majestade já se dignou a acenar com um sinal de suas bondades; aguardo um de sua justiça.

Com o mais profundo respeito etc.

Voltaire

Do livro:
Voltaire
Cartas Iluministas
Zahar
P167





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Sabotadores




Os maus sabotam os bons

não apenas lançando mão da vilania que

qual hérnia assumida...

acompanha o déspota.

Há um motivo ainda mais baixo

e haver com o único sentimento reservado aos covardes

a cobiça ao que lhe parece impossível

Para estes tipos é preferível perder uma vida

boicotando e maldizendo a pureza nata...

com o propósito miseravelmente obcecado...

sua droga mais reconfortante

o alimento de seu vício natural...

destruir...

para não continuar assistindo de alguém que não considera...

Obras, atos e ações maravilhosos

as quais não foram eles próprios

proprietários de estupidez precoce

e equivocados sobre o senso de superioridade...

capaz de fazê-lo.

*



A perseguição do sabotador

ainda que incômoda, é antes...

Um balizador natural originado do meio avesso e disforme

resultante do humano ainda brutalizado...

Vença a animosidade espontânea

e a observe como parte da vitória...

Mas prepare-se...

Os covardes...

uma vez descobertos...

aumentarão ainda mais a carga

ao saberem estar sendo relegados

ao buraco pútrido de suas vontades

miseráveis.

  
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sábado, 30 de junho de 2018

O que te move?




O que te move, o que te faz agir? Em que são baseadas suas ações?

Tomamos centenas de milhares de decisões por dia, e todas, indistintamente levam em consideração um sem número de correlações físico-psicológicas perceptíveis ou não, arrazoadas ou apaixonadas intrínsecas à personalidade, formação, cultura, ao imbróglio social, vontades particulares, conhecimento e interesses coletivos, no entanto, todas dependem ou estão ligadas diretamente em maior ou menor grau a um feixe que amarra tudo isso; o querer individual.

E o que eu quero? O que sabemos sobre o que queremos? O meu querer é individual ou coletivo? E o mais importante; o que sei realmente sobre as minhas vontades?



O quanto sabemos sobre quais tomadas de ação são relevantes e antecipadamente levam em consideração a necessidade de ser pensadas em caráter individual e ao mesmo tempo, em que grau precisam que os resultados acolham o coletivo? E qual o nosso nível de planejamento ao decidir? Dias, anos, eras? No entanto onde se dá o culminar das minhas ações? Onde todo o emaranhado do meu existir, o seu ápice se encontra: ele é altruísta ou egoísta?


Qual é o meu nível de consciência granjeado ou ao menos vislumbrado, sobre a profundidade do meu existir como uma célula humana de importância tanto individual quanto universal?

*


Esta semana um texto de Adam Smith despertou as questões aqui expostas e outras tantas. Até onde minhas colocações dissertativas remetem sempre ao interesse puro e simples, visceral, primeiro? O objetivo estritamente focado de todo aquele que busca sobreviver melhor que o semelhante nesse cotidiano disputadíssimo! Isto é, qual é o meu grau de individualismo? Quanto o mantenho intacto e a quantas anda minha percepção sobre em que nível esse comportamento – macro ou individual - egoíco afeta o meu entorno e consequentemente o universo? 

Mesmo o indivíduo que parece repousar em águas calmas está atento a qualquer ondulação anormal em um leito que se mostra estagnado.



Ainda que não pareça, somos uma aranha alerta ao movimento mais sutil. Estranho a nossa rede de interesses; porém, o que realmente queremos com tudo isso? Qual é o objetivo final, afinal?

Vencer o que? Para que? Ou para quem? Somos individuais ou coletivos?

Quem anda ganhando com nossos esforços?

Durante a leitura trabalho meu pensamento sobre as colocações do autor e finalizo com uma ideia constrangedoramente díspar à inicial.

E o mais incrível é que não foram as palavras lidas que me convenceram, descubro agora que a ideia é minha; aliás, concluo: ninguém nos convence.

Somos nós que pensamos nossos direcionamentos, os eventos em nosso entorno tão somente desperta para o que já sabemos. Por isso o orgulho em não mudar de opinião é o mais absurdo equívoco. Na verdade, quando nos mantemos turrões – sem trabalhar o que realmente está em jogo - não estamos indo contra uma tese alheia, e sim, contra nós mesmos.



O alheio; venho tentando assimilar, todo ele, é tão somente um espelho, um andaime, um instrumento, uma referência para a construção do que é mais importante a cada um; sua individualidade. Sim, é também um muro, mas somos nós quem define sua dureza.

No entanto, a partir de uma busca demorada e diligente, acordei em meu estado dormente a certeza de que o foco não deve ser o interesse particular, jamais. O foco, sempre; o que nos move, sempre; deve levar em consideração o coletivo; o Todo, aqui mais uma vez apreendido, que tudo é uma troca. Há a individualidade; há a particularidade; há a personalidade; e quanto mais esse singular é construído; forjado; maior sua contribuição para o Uno Heterogêneo. 

A resenha altruísta do: “somos todos um” é, definitivamente, uma realidade e nossas atitudes precisam ser observadas se inicialmente a tomada de ação é, sem sombra de dúvidas baseada no aqui agora momentâneo, isto é, se aquele movimento parece ser individual, embora, não mesquinho a ponto de ser imaginado unicamente em causa própria. Se a ação específica é consciente a ponto de o benefício ser apenas instantaneamente uma necessidade particular, no entanto, o foco a longo prazo, o planejamento maior esta diretamente linkado, focado na Onisciência, ou seja, voltado à adquirir uma Consciência Coletiva Única!

A princípio o individual é necessário, mas em nenhum momento este pensamento “pensado momentaneamente” com um viés bastante particular está desvinculado, enquanto é arquitetado, do Coletivo Universal. Assim, se eu faço – minha ação pessoal, na minha (nada) insignificante particularidade - o faço em prol de todos, e através de mecanismos que nem mesmo conseguimos ainda imaginar, de alguma forma o universo recebe, e, se ele recebe, eu também, especialmente, sou beneficiado.



Apossados desta ciência substituímos o frio interesse por uma expressão igual, no entanto mais abrangente; a relevância que leva a utilidade e a importância, eliminando de uma vez por todas a mesquinhes individualista, substituindo-a agora, por um propósito focado no benefício comum ao Ilimitado Todo.

Partindo desse princípio, se como sabemos a palavra é transformada em matéria, o que é possível fazer a partir da vontade, do querer?


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Da mecânica à prática




Da série, "Mecânicas para um viver melhor"; venho trabalhando uma bastante oportuna. É claro, quando meu auto policiamento e disciplina permite dela lembrar–me.

Esta prática consiste em agir como se tivesse atingido a maturidade, isto é, se a decisão imediata leva a opção de uma atitude intempestiva, busco, imediatamente antes da reação, me imaginar alguns passos a frente do meu estado atual.



Imaginar-se superior aquele estado momentâneo, quando já há alguns anos à frente do flagrante, obrigatoriamente mais maduro, portanto esperto e vivido, automaticamente entender-se-á que aquela ação desregrada não faz sentido algum.

Tente este exercício; antes de agir avance alguns paços à frente – mas não em direção ao oponente. Use a mecânica do passo a frente. Não sou o que sou agora, sou o que sou depois; em verdade somos.

Pensando assim, quantas das nossas atitudes terão outro sentido, caminharão para outro resultado, no entanto, muito provavelmente, trazendo um bem viver para minha alma agitada, sempre pronta à primeira resposta, a mais agressiva, a derradeira.

Para acessar melhor esta ideia, imagine-se alguns anos antes do instante atual – mais ou menos duas décadas do teu agora - lembre-se de algo que o incomodava demais e hoje não faz o menor sentido a atenção dispensada à época; esta é a questão; porque já não faz mais sentido?



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Robert Lee Frost



"Um júri é um grupo de pessoas escolhidas para decidir quem tem o melhor advogado."


"O cérebro é um órgão maravilhoso. Começa a funcionar assim que você se levanta da cama e não para até que chegue ao escritório."



"A razão pela qual a preocupação mata mais pessoas do que o trabalho é que as pessoas preocupam-se mais do que trabalham."

"Bancos são estabelecimentos que nos emprestam um guarda-chuva num dia de sol e pede-o de volta quando começa a chover."


"Trabalhando dedicadamente oito horas por dia talvez acabes em chefe a trabalhar doze horas por dia."

"O mundo está cheio de pessoas com vontade; algumas com vontade de trabalhar e as outras com vontade de as deixar trabalhar."



Robert Lee Frost



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domingo, 24 de junho de 2018

Instrumento Quântico




Penso, logo existe.


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Instrumento Quântico II








Haverá um tempo onde poderemos iniciar uma conversa sobre quando todos estarão capacitados à entender que há uma forma de Revolução Universal ao mesclar, paulatinamente, o mundo consciente ao Universo Senciente?




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Instrumento Quântico III










Portais estão sendo preparados, pois, entre os Anciões do Conselho, é consenso que estamos a um átimo da era que determina o espaço tempo originado de conversas que sempre estiveram abertas: sobre o ciclo iminente onde todos estão capacitados à entender que há uma forma de Revolução Universal latente e indissociável do existir continuado, o qual mescla, progressivamente, o Mundo Consciente ao Universo Senciente.



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Instrumento Quântico IV





Para aquele que já entende e entende que a religião é ainda um ponto obscuro e razão do obscurantismo de algumas dezenas de povos, Eles escreveram que há algo muito além desse entendimento ainda que não esteja totalmente envolvido da inverdade, mas, inequivocamente equivocado; A Verdade, ela sim deve ser temida, no entanto, asseveram que não há o que ser feito aqui quanto a isso em relação ao entendimento e no universo: quanto a essa máxima.

Da série; a religião não é um fim.


Faça o que puder agora, com as ferramentas que tens à mão; é muito provável que jamais as domine novamente.


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