segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Um Maldito Iluminado


51 – Saber Ser Pequeno

Perto das flores, da erva e das borboletas,
devemos saber abaixarmos à altura de uma
criança que mal as ultrapassa. Mas nós, de idade,
crescemos acima dessas coisas e devemos nos
curvar até elas; creio que a erva nos odeie quando
confessamos o amor que temos por ela. – Aquele
que quiser tomar parte em todas as coisas boas
deve também se dispor a ter horas em que é pequeno.

Friedrich Wilhelm Nietzsche
"O Viajante e Sua Sombra"

Você não precisa entender Nietzsche, entenda
o que diz ele aqui, e você entenderá toda a
essência deste magnífico Ser

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sábado, 29 de agosto de 2009

Side Walk

Um salto de sapato vagabundo ou um indiscreto pum desperta, discretamente, minha atenção ao cruzar com um transeunte talvez nem um pouco preocupado com as etiquetas da Glorinha Kalil e sim, respeitando a sagrada natureza.

Entre pensar que o salto plástico ao roçar o calçamento possa ter maliciosamente imitado um flatulento barulho, e acreditar que não, maliciosamente vou para o sim; prefiro crer que o homem sem se importar com quem estava ao lado, resolveu aliviar gases incômodos advindos de um pastel rapidamente engolido, e, é claro, que ao ser frito, fora mergulhado em um azeite tão saturado quanto seu reclamão estomago, naquele momento; escolho o segundo então.

Penso ser muito mais interessante, por mais nauseante que possa ser, imaginar que meu semelhante peidou, que relegar todo esse pensamento a mais um mero e insignificante arrastar de alpargatas plástica pelo mercado.
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Nem sempre estamos certos



Um amigo; destes meio estranho, por se tratar de um ser alheio aos gostos normais aos mortais comuns; culto e reto, desprovido de apelo sensual algum e de idade avançada, – no fim deste será entendido o porque de todas estas observações sem graça – diz-me num momento qualquer.

“Sempre notei, porém nunca verbalizei com ninguém esta observação: não raro ao caminhar nas calçadas por entre transeuntes, quando ao encontro, seja de moçoilas ou senhoras, já de longe meneio de leve a cabeça para baixo em sinal de respeito e assim permaneço, porém, perto, tenho a necessidade sempre de tirar uma dúvida, como se fizesse parte de uma tese, em que as mulheres, - sempre inseguras jamais me surpreenderam - tem a necessidade de se fazerem notar, e então, ao me aproximar, tento, com a maior sutileza que me é possível, constatar mais uma vez que: elas voltam e olham com a intenção, com certeza, - no meu caso - de observar se foram mais uma vez notadas. Cito o meu caso porque entendo que a insegurança de algumas mulheres não tem limite, e independente de quem as esteja observando/notando o importante para elas é que isto continue acontecendo e de preferência, que isto se multiplique”


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Chiesa


O fato de pensarmos que o simples ato de irmos procurar um local onde possamos redimir nossos milhares de pecados semanais, pode ser em parte o motivo de vermos um número bestial deles entulhar-se em nossas cidades.

Pensem bem, aqueles que defenderão a tese de que sempre foi assim ao tentar se esconder na desculpa sem razão de que a população só aumenta.
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Perguntar tá na moda



Eu faço as perguntas, mas parece que as respostas não batem.




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Perguntar tá na moda II



Se as
respostas
dadas
convencem,
dá impressão
que o
culpado
mudou de
posição.

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Perguntar tá na moda III



Se a forma como eles respondem te convence por que você vai encanar né !?!


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Somos céticos; e isso por si só . . .


O tempo que levamos para provar algo que
acreditamos possa ser verdadeiro, pode ser
ainda maior que aquele levado para chegar
à conclusão primeira.

Seria isto o motivo de todo o nosso atraso?

Pois para chegarmos a alguma conclusão
que o valha, por mínima que seja, é
preciso primeiro gostar de pensar.


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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Das coincidências das definições


A palavra “erro” vem do latim errare, que significa
extraviar, vaguear, andar sem direção fixa.
Bastante providencial neste momento
ter topado com esta definição.

Eliminemos então o erro em si, aquele ao qual
estamos acostumados; o erro propriamente dito,
fixando-se somente no significado; no sinal.
Não me é então possível, deixar de fazer uma
ligação de muita força nessa definição,
como também, desviar de uma questão:
o que de comum existe com respeito ao
indivíduo não interessado na busca?


Portanto; que mais clareza existe,
o que mais falta entender aqui, a não
ser que por si só o fato de a humanidade
ter perdido o rumo, o foco; que a idéia
da existência de um Verdadeiro Caminho
é um fim, e a qual, há muito se perdeu, e
que andamos a mercê de forças alheias;
quer mais extraviado que isso?


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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Pela Ordem




Comentava dia desses com um amigo exclusivo:

Nas Ordens que freqüentei via a necesidade de muitos chegarem à exclusividade do topo.
Por si só o fato de lá estar constrói no seu ego um sentimento de diferença.
Mesmo que esta se faça de milhares de iguais pelo mundo.
Porém, ao figurar entre os dez por cento do todo igual, já é motivo para sentir-se inflado.
Na sua eterna busca pela diferença tenta chegar ainda mais perto do Mestre.

Pessoas desistem, o tempo passa e mestres morrem.

Velho, rejubila-se ao ver que sua dedicação finalmente foi reconhecida.

É um Mestre afinal.

Sente-se bem por ter sido o único a não desistir;
o único a sobrevir às agruras da subida.

-0-

Por que essa nossa necessidade de nos tornarmos únicos para os outros?

Não é possível que nos tornemos únicos apenas para nós mesmos?

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A certeza da morte

Dia desses conversando com a morte; queixou-se ela.
Disse ser-lhe um castigo; o que muitos nela a invejam.
Que a certeza única, não lhe dá opção.
“Minha vida é monótona; minha eternidade é o maior dos castigos”
E como não poderia ser diferente finalizou com uma pergunta:
“Que graça existe na certeza?”
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domingo, 23 de agosto de 2009

O que queremos dizer quando dizemos?



“Tudo o

que os

Punk’s

tem a

dizer

cabe

em um

filme de 3

minutos”


Don Letts


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Não por isso o Todo foi prejudicado



O mundo poderia ter a mim
O universo poderia Tê-la
Porém o mundo não me quis
E o universo emprestou-A

E assim nos temos apenas um ao outro.
cqé
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Megalomanias de um pequeno ser




Não faço parte disso porque eu pertenço a mais que isso


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sábado, 22 de agosto de 2009

O que dizer sobre Raulzito?


O que dizer sobre Raul Seixas?

É impossível falar sobre ele, - pelo menos para mim - ele se diz por si só.
Posto abaixo algumas frases de uma de suas entrevistas, e o único direito a que me reservo é o de defendê-lo.

Sei que muitos devido ao fato de – é justo – ignorarem a real personalidade deste gênio, costumam taxá-lo num primeiro momento - e no último também - de irresponsável, quero aqui ao menos prestar-lhe uma homenagem contrariando a massa ignorante que não o admira também pelo fato de conhecê-lo além do que diz o Monstro Sist: Raul Santos Seixas foi e é, - porque ele mesmo defendia a tese de o que é é - uma das pessoas mais responsáveis que já existiu neste país.

O que segue abaixo foi retirado do site:
http://raulsantosseixas.multiply.com/journal/item/96

Aniversário dos 20 anos sem Raulzito


"Eu gosto de ficar com minha mulher, assistindo ao videocassete. Fico fazendo minhas bombinhas dentro de casa e jogando para fora e dando risada, vendo como estoura lá fora. Não gosto de me expor. Por isso gosto mais de estúdio que de show. Você expõe muito seu corpo num show. Mas o que foi que você perguntou mesmo?"

Aniversário dos 20 anos sem Raulzito II


"Até hoje a Sociedade Alternativa fica comigo como uma boa lembrança. Não guardo nenhuma cicatriz psicológica sobre minha saída daqui, que foi braba. Eu pertencia a esta AA (Argentum Astrum), tanto aqui como nos EUA. Fui neófito dessa sociedade. Mas, como eu enrolei um baseado num papiro egípcio, queimei o papiro deles, que era tido como uma coisa sagrada, eles me botaram para fora. E ficou por isso mesmo. Fui expulso e não voltei mais. Cheguei a iniciar onze pessoas nos EUA. Coisa de maluco, mesmo. Cheguei a freqüentar a livraria onde os grandes mestres se escondiam e se encontravam. Eu falava - e falo - fluentemente inglês. Não foi difícil, até aquela besteira que eu fiz e eles não gostaram nada. Tinha de fazer os exercícios que estavam escritos no papiro, e eu não fazia. Também, eu estava muito confuso nos EUA. Estava sem dinheiro, ficava cantando country music nas esquinas para ganhar dinheiro - botava um chapéu de caubói e metia bronca. E ganhava grana. Porque lá eles dão valor."

Aniversário dos 20 anos sem Raulzito III


"Exato, meus comprimidinhos! Sem eles eu não durmo. Mas o caso da censura é o seguinte: eles têm algo comigo, com meu nome, eu não sei... desde a época da Sociedade Alternativa, de "Gita"... cada hora a censura muda para uma fase: fase que não pode falar de sexo, fase que não pode falar de drogas, fase que não pode falar de política. Agora está aberta para a política. Quer dizer, músicas que o ano passado jamais passavam estão passando agora. Regravei duas delas. Agora estão na fase de drogas. Não sei o que eles estão pensando. Estou esperando alguma coisa em matéria de censura, para eu poder fazer passar "Check-Up" e "Não Quero Mais Andar na Contramão", pois são duas músicas belíssimas, como um hino para mim... a gente pari e tem que criar. É difícil pra mim vê-las vetadas desse jeito..."

Aniversário dos 20 anos sem Raulzito IV


"Mas em 59 ele ( o Rock) sofreu uma queda - o rock'n'roll mesmo, aquela coisa da dança enfim, o rock era, na medida que eu conheço, um movimento comportamentista - ter o cabelo assim...

...cantar desse jeito, de uma maneira tão estranha que as mães tiravam os filhos da primeira fila, pensando que eles estavam tendo ataque de epilepsia. E esses conjuntos de hoje estão fazendo uma coisa muito chegada ao que estão fazendo nos EUA. E lá está uma decadência! Musicalmente, é horrível! Música é música. Música é uma coisa bem feita, tem ritmo, é gostosa. E o que está acontecendo é que a coisa não está rendendo. Não estão mostrando uma coisa nova. Estão, isso sim, atrasando a música verdadeira. Qualquer pessoa pega no contrabaixo e fica dando uma nota só. Cansei de ver isso, ouvir. Ouço até hoje. Então esse disco vai, assim, como um presente meu, para não deixarem o rock morrer. É um disco só de rock'n'roll. É isso!"

Aniversário dos 20 anos sem Raulzito V


Visita a John Lennon


"- O John, eu fui até com um cara, repórter da revista O Cruzeiro. E esse cara se atreveu a perguntar sobre a separação de John e Yoko. O John mandou o guarda-costas dele botar o cara para fora. Aí eu disse que não tinha nada a ver com isso, que meu assunto era outro. Ficamos conversando o tempo todo sobre as grandes figuras da humanidade: sobre Jesus Cristo, Einstein, Calígula, Crowley; enfim, figuras que modificaram o rumo da humanidade, basicamente. Aí teve um momento em que ele me perguntou: "E lá no Brasil? Quem tem?" aí eu fiquei todo nervoso e larguei um Café Filho qualquer. E ele: "Hein?!?!" Eu disse: "Nada, nada. It's all right... não tem ninguém, não".

E ficou por isso mesmo."

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Porém, nada justifica o inerte e destrutivo aquietar-se














A luta nada mais é que o sempre desabrochando no nada e deixando nada para trás e se avolumando em algum lugar como se fosse um buraco negro de sabedoria e experiência incomensurável; se expandindo a cada nova luta sem nunca chegar a lugar nenhum porque nada existe a partir do teu despertar; todas as lutas foram muitos nadas...

 
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sábado, 15 de agosto de 2009

O Pensador e suas questões duca...


43 – O Problema do Dever e da Verdade

O dever é um sentimento imperioso que impele à ação, um sentimento que chamamos bom e que consideramos indiscutível (não falamos e não nos agrada que se fale de suas origens, de seus limites e de sua justificativa). Mas o pensador considera qualquer coisa como o resultado de uma evolução e tudo o que “se tornou” discutível; é, portanto, o homem sem dever – enquanto não é pensador. Como tal, ele não aceitaria, portanto tampouco o dever de considerar e de dizer a verdade e não experimentaria esse sentimento; ele se perguntaria: de onde ela vem? Para onde vai? – Mas essas mesmas perguntas são consideradas por ele como problemáticas. Ora, não teria melhor resultado se a máquina do pensador não funcionasse bem, se pudesse verdadeiramente se considerar como irresponsável na busca do conhecimento? Nesse sentido poder-se-ia dizer que, para alimentar a máquina, é necessário o mesmo elemento que deve ser examinado por meio desta. – A fórmula poderia talvez se resumir admitindo que existe um dever de reconhecer a verdade; qual é então a verdade com relação a toda outra espécie de dever? – Mas um sentimento hipotético de dever não é um contra-senso?

Retirado da pg. 44 do livro: O Viajante e Sua Sombra de F. W. Nietzsche. Editora Escala.

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O Pensador e suas questões duca... II





















Aquele que realmente pode ser adjetivado como pensador não apenas é capaz de acordar, levantar uma boa questão. Ele o faz e logo em seguida contrapõe nova situação mantendo assim apenas claro que algo existe ali, e não contente em soprar um vulcão adormecido, silencia-se em seguida, fazendo com que os incautos, arrogantes, proprietários da “verdade”, especialistas etc, etc, etc, ou seja, aqueles que ignoram; que se fazem de desentendidos, mesmo que tenham tentado entender o proposto, continuem o sono eterno, no mínimo da inveja, apenas sabendo que algo mais existe, e que mesmo que o verdadeiro sábio diga, pouco podem fazer.

Cabe ao que está acordando naquele momento, tentar procurar, por conta própria, o que está a dizer aquele exemplar especial da espécie.

Por outro lado; demonstrando não fazer parte do todo envolvido, como alguém alheio ao meio, o soberbo observador apenas continua sua caminhada, como se nada tivesse acontecido; deixando claro que aquilo não lhe pertence. Subliminarmente faz apenas o que lhe é cabido, entende com quem está a lidar; seu papel é apenas o de observador, afinal estas quimeras que acabam com a vida de milhares nunca lhe atingirão, como um cavaleiro que ao passar a galope por uma cidade empoeirada que nada lhe diz, entende que está não lhe causará dano algum, e o fato de ela (a poeira) sempre ter estado ali é devido à negligência de seus habitantes e o dano causado às casas com as partículas que foram revolvidas, pouco importa a maioria; já acostumados com mais este inconveniente, por conta disso, sabe não precisar se importar, se seu passar fará ou não alguma diferença.

Este é o verdadeiro contra-senso, um paradoxo maravilhoso que faz com que apenas o que pensa tenha razão, sobrando para os reles assistentes, o dever de fazer com que as peças de um quebra cabeça que nunca irá se encaixar pareça perfeito; única maneira para que continuem encontrando uma forma de sustentar as suas verdades.

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Do Retorno inquestionável




“Quando

iniciamos

a volta

estamos

finalmente

indo para

frente”



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Poder escolher é sempre a melhor opção


Algumas leituras me levaram a pensar que:

Se tiveres a sorte de escolher, se tiveres infligido, devido sua ignorância fruto do desconhecimento e por isso desavisadamente, um dissabor sem sentido a um deus; o faça optando pela correção imediata, impetuosa. Esta, no mais das vezes, se manterá branda mesmo que ao chegares em casa, tenha sobrado dela apenas as cinzas quentes e ainda um forte odor de carne queimada; ainda isso é melhor que uma vingança que aguarda abrigada em um canto sombrio de uma mente paciente.

É preferível dormir após um longo período de choro a viver a lastimar-se por um ato que nunca poderá ser desculpado, na eminência de que o universo venha cobrar-lhe a conta assim que o tempo inexorável tenha entendido que o sol despertou para o que não pode mais permanecer impune.

Portanto, se não tiveres a sorte de que a primeira opção se conclua, é no desespero da espera que viveras dia-após-dia imaginando todo o tipo de paga que não tardará a vir até que uma possa enfim concretizar-se. Talvez uma ainda pior que aquelas há tanto imaginado.

Este tempo de martírio por si só, - levando em consideração apenas o que sua consciência crítica entendeu até então como sua cota de merecimento por tão absurdo ato do passado - poderia quitar tal insanidade cometida, porém, não é assim que o universo conspira, quando o faz parecendo estar contra, ao mostrar que o perdão é apenas um paliativo por nós inventado para esquecer-nos do que somos capazes.


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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Vãos


Eu sou

um vão

livre onde

o universo

prende o

cadarço do

existir


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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Modéstia do homem


Quão pouco prazer é suficiente à maioria para julgar boa a vida; como é modesto o homem!


Do pequeno livro: "O Viajante e Sua Sombra".
de: Friedrich Wilhelm Nietzsche

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domingo, 2 de agosto de 2009

Não tenho a pretensão de influenciar ninguém


Não quero influenciar ninguém, muitos menos tenho a pretensão de servir de modelo para alguém, afinal tenho uma visão bastante singular de sucesso; porém me deparei com esta citação quando ainda estava na casa dos vinte e poucos anos e a carrego comigo até hoje:


Sucesso

"Rir muito e com freqüência;

ganhar o respeito de pessoas inteligentes,
merecer a consideração de críticos honestos
apreciar a beleza,
encontrar o melhor nos outros;
seja pôr uma saudável criança,
um canteiro de jardim
ou uma redimida condição social;
saber que alguém respirou mais fácil porque você viveu.


Isso é ter tido sucesso. "


Ralph Waldo Emerson




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sábado, 1 de agosto de 2009

. . . quando então se abrirão os portões.


Eu não vim trazer a paz, mas, a divisão.


Cristo disse:

"Vim para lançar fogo à Terra; e que é o que desejo senão que ele se acenda? -Tenho de ser batizado com um batismo e quanto me sinto desejoso de que ele se cumpra!"

S. Lucas
040.a cqe Photo Credit: Matt Walter, Wentzville