sábado, 29 de agosto de 2009

Side Walk

Um salto de sapato vagabundo ou um indiscreto pum desperta, discretamente, minha atenção ao cruzar com um transeunte talvez nem um pouco preocupado com as etiquetas da Glorinha Kalil e sim, respeitando a sagrada natureza.

Entre pensar que o salto plástico ao roçar o calçamento possa ter maliciosamente imitado um flatulento barulho, e acreditar que não, maliciosamente vou para o sim; prefiro crer que o homem sem se importar com quem estava ao lado, resolveu aliviar gases incômodos advindos de um pastel rapidamente engolido, e, é claro, que ao ser frito, fora mergulhado em um azeite tão saturado quanto seu reclamão estomago, naquele momento; escolho o segundo então.

Penso ser muito mais interessante, por mais nauseante que possa ser, imaginar que meu semelhante peidou, que relegar todo esse pensamento a mais um mero e insignificante arrastar de alpargatas plástica pelo mercado.
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