sábado, 27 de dezembro de 2014

#Faça do sofrimento um aliado



Trava-língua; ou seria outro paradoxo?

Nenhum sofrimento é de todo ruim, mas sofrer inconscientemente o é tanto... quanto ineficaz.

O sofrimento é um instante da existência, e com certeza, jamais será o maior... ou inexplicável a ponto de superar tudo o mais.

Aprender a aproveitar o sofrimento; este é o plano.


006.i cqe

E sobre as grandes jornadas?






“Não participei de nenhuma viagem mística
por estar, 
enquanto vivo, 
transformando a minha vida 
em uma viagem mítica”, disse.


005.i cqe

Literal idade





Estou careca de não saber


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sábado, 20 de dezembro de 2014

Disco arranhado



A zona de conforto o joga no escaninho. E que serventia tem uma prateleira, uma gaveta, um armário? Para que sejam depositadas coisas. E é exatamente isso que nos transformamos na escala evolutiva quando assumimos, conscientemente ou não, que estamos bem, que chegamos ao nosso máximo, ao nosso limite. Que fizemos o que podíamos ao nos tornarmos meros depósitos de tudo o que aprendemos e absorvemos; quando isso é apenas parte do processo. Ainda que tão caro quanto complexo, o nosso aprendizado não é superior a uma mísera base para que a nossa passagem pela Terra se torne a mais proveitosa possível.

E sem medo de errar, não é isso o que acontece ao assumirmos uma postura de vencedor. Não existe uma escala, nem aproximada, através da qual podemos demonstrar que somos melhores ou não, que outros tantos. Na escala evolutiva o que existe é um ad continuum. E nossos parâmetros morrem se nos nivelarmos no existente, ou nas representações que nos são permitidas. Precisamos vencer, com muita atenção, este que é um consolo que conduz também a outros níveis da mesma sensação de segurança.

Quando buscamos um mínimo de entendimento, compreendemos rapidamente que o já visível é nada frente ao nada invisível - ao que não imaginávamos. Simplesmente por sermos um projeto ainda que rico, insignificante, frente ao inimaginável. É bastante claro que apenas a compreensão desse pensar leve muitos à desistência; porém nem todos o fazem, ou seja: uma mínima parte segue persistindo. 

Aquele que morre para o evoluir, transforma-se em um disco arranhado. Entendendo-se como pronto ou preparado naquilo que escolheu suficiente. Vive a florear suas velhas receitas ou ainda pior: contar histórias repetidas, no mais das vezes ainda mais alto do que as novidades, abafando estas. Sem entender tratar-se isso de uma mecânica. Estratégia escolhida para que não o censurem; distração, astúcia, para não ter descoberta sua indolência assumida. Um processo psicológico conhecido como recalque; mecanicamente rearranjado para manter-se à zona de conforto.


004.i cqe

Dos inteligentes e dos anormais



Não é a decisão coletiva mais acertada situar eternamente no mesmo patamar o pensador e o pensado, se esse – o segundo -, pode ou puder ser contextualizado independentemente do tempo decorrido do seu registro. Afora umas poucas sumidades verdadeiramente dignas de crédito, no mais das vezes aqueles que despontaram com algumas poucas idéias revolucionárias não fizeram mais que isso: papagaiaram-nas – ou as tiveram feito - como saídas de mentes privilegiadíssimas, quando a bem da verdade, não passavam de beneficiados por prerrogativas na corte ou associações ao gênero.

Precisamos tomar cuidado e separar o pensamento; a ideia, do autor. Em situações que fogem a qualquer estatística, é preciso anotar: um número incontável de pessoas coabitou esse plano sem que um único traço pensado tenha sido apontado, entes, muitas vezes com inteligência desperta: passaram ao largo por não se submeterem ao processo que os qualificassem como socialmente adestrados. Vivendo à margem, (preferiram viver) como loucos, esquisitos, (ouvidores de vozes) e é claro, muitos também carregavam, fazendo par com seus genes de gênio, outros tantos com uma carga de disfunções patológicas, privando-os de um desenvolvimento (tido como) normal, mais por conta de um meio também doente, impingindo, em um diagnóstico dificílimo, uma espécie de auto impotência infligida.

Alguém de inteligência invejável precisa também adquirir sabedoria para não entender-se superior ao todo. O fato de ser bem nascido e então ter sido reconhecido, nada mais é do que um acúmulo, um alinhamento invisível que cedo ou tarde será compreendido.

Resta a estes privilegiados e a todos os demais que os mantêm em lugar de destaque então, não apenas especular, mas ponderar; compreender que ao final, esse é apenas mais um instante em nossa existência.


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sábado, 13 de dezembro de 2014

Tennis



Para o tenista ou qualquer competidor de alto nível, as altas porcentagens combinadas de segurança, instinto, treino, sangue frio, concentração, domínio e controle nos momentos mais estressantes aliado a muito respeito e auto confiança, são essenciais e fazem a diferença em partidas onde milímetros contra ou a favor decidem horas de tensão observadas por muitos, mas vividas somente por eles. 

Somente um jogador qualificado sabe; percebe estas orquestrações. Alguns outros as entende tanto, quanto a impossibilidade de obtê-las apenas com o que possuem, e outro número diametralmente maior que nada observa além do jogo, não tem conhecimento e não acredita na existência dessa combinação, e se fosse diferente, o máximo que poderiam fazer é acreditar que nasceram apenas para aceitar isso, sem participar dessa mágica.

Competição é isso. Alguns sabem, outros permanecem alheios, e um número ínfimo vive sua vida como se, verdadeiramente, tudo em volta o assistisse. E porque não é perfeito? Porque todo o resto não carrega a mínima porcentagem de entendimento de que isso tudo é somente um momento.


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Caso pensado



“Não me declarei
a Ela
para que me deixasse
a seu lado...
se o tempo
a porta abrisse

poderia ser encontrado...”


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Uma resposta



Então ele me respondeu que muitas vezes não dá certo porque o homem não gosta de se incomodar, e algumas mulheres só incomodam.


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Práticas Universalmente Positivas



Reforçando a tese de que, ao contrário do que se pensava; as ações não são comuns a todos.

Em todo o indivíduo existe uma espécie de bloqueio real que o mantém preso em um vórtice de representações necessárias o suficientes para que sua condução se desenvolva no limite pré estabelecido, de forma tal, que estas escolhas não ultrapassem um limite também estudado que o entretém no que ele entende por segurança para seguir na coletividade.

Independentemente disso, todos estão sujeitos – como sujeitos livres - a assistirem as mesmas e mais diversas ações, lerem e ouvirem as mesmas palavras de significados outros, digamos assim, mais a ver com grupos distintos, o grupo maior, a miscigenação universal, mas as interpretações, é natural, são as mais variadas e pode ser opostamente diferentes, tomando até rumos inusitados, justamente porque ela passa antes por um crivo muitíssimo pessoal – ainda que respeitando o vórtice citado - que a classifica como boa ou má no que se refere a sua condição escolhida para sobreviver ao exclusivo meio coletivo, porém, essa ocorrência somente se verifica quando o “estranho”, o “diferente”, o não costumeiro acessa quase acossando nossos personagens, ao passar por sua peneira pessoal. No entanto, não são julgadas muito menos decodificadas as representações ordinárias ou consideradas de praxe. O óbvio, o comum, a ação corriqueira tem passe livre, mas em algum nível, ainda que nada possa ou deva ser feito no momento para mudar este quadro que se estende desde os ancestrais mais remotos; a culturalização, a evolução, o desenvolvimento do homem contemporâneo poderia aprender a ser mais flexível com as culturas, os costumes, hábitos e tradições práticas e construtivas de outros grupos distintos, fazendo com que a humanidade, dessa troca, seguisse rumo a uma evolução tão criativa quanto positiva.

Neste instante, as pessoas, por mais iguais que possam parecer no que se refere a estudos, intelectualidade, inteligência: não percebem; não recebem de igual maneira uma mesmas representação, uma mesma mensagem, uma mesma novidade. Realinhei esse pensamento hoje ao rever o documentário do History “O livros tibetano dos mortos”, onde uma série de informações importantes e reveladoras são passadas, mas, ainda assim, poucos se dão conta. São informações que dizem respeito a um nicho exímio se levada em consideração a população humana, porque parto do princípio que ainda aqueles que professam a doutrina budista, dificilmente acessam efetivamente as informações contidas neste rico coletar de dados ali compilados. 

A princípio, observado com atenção, parece que uma parte absurda das pessoas age como se não estivesse acontecendo, como se houvesse uma espécie de bloqueio a essa parte populacional que se dignou a estudos, a observações outras; opostas e contrárias as representações da cultura já assimilada. Não dando espaço para reformulações distintas e sossegadas; caladas na intenção de todos. Não há interesse no diferente, na novidade que acresce o conhecimento; naquilo que foge ao seu controle. Apenas acontece sob o aval terceiro de um membro honorário da sociedade, se alguém de sua confiança assim testemunhe – avalizado, sim; tudo então é digno de crédito. É certo que a preguiça somada a agitação obrigatória pode ser usada como falta de interesse por assuntos que não os tire do cotidiano alinhavado, ainda que por ventura possa importar a seu desenvolvimento; não é possível, ou dá de ombros. Como se aquilo não lhe dissesse respeito ou simplesmente prefere-se permanecer alheio ao assunto.

É bastante difícil esmiuçar; traduzir um pensamento favorável ao teor em epígrafe quando é sabido que a nós ocidentais enumeras tradições estrangeiras correm totalmente avessas aos nossos hábitos, porém, ainda assim arrisquei algumas linhas, e não é demais afirmar que entendo esse proceder como uma dever; uma espécie de propaganda, e, que ao tentar chamar atenção para um costume diametralmente diferente do que estamos acostumados, acredito estar prestando um testemunho a uma longínqua tradição que, antes de tudo, tem em sua prática, única e exclusivamente, a compaixão.


098.h cqe

sábado, 6 de dezembro de 2014

Saudades do "Movie"



Como não poderia ser diferente, com o barateamento do sinal deu-se a popularização do audiovisual em rede, acachapando de vez qualquer vontade arraigada – intocada - à sensibilidade ao belo do homem comum já abandonado a própria sorte da desculturalização em massa tão agressora quanto imune quando na proporcionalidade inversa não há interesse em mecanismos que revertam quadros que incentivam a distração.

Ao final, o bordão de que o barato sai caro de longe não se aplicar no caso - nossa condição deteriorou-se. Estamos a analisar um efeito ainda mais nefasto, afinal, o empobrecimento do sentido crítico, ainda mais freqüente nessa salgalhada miscigenada que obtemos ao analisar essa massa “audiovisualetrônica”, vem se temperando no fácil, e é muito pouco o que se adquire nessa condição. O fácil é irmão gêmeo do barato e o barato, quando utilizado com desleixo, ou seja, sempre, é depreciado muito antes de sua pretensa validade (procurada, mas nunca válida).

*

Na outra ponta: tortos requerendo direitos.

No mesmo compasso; por que abundam fóruns de reclamações sobre assuntos ligados a toda a rede de eletro eletrônico em países que se querem consumidores, quando, porém, o são apenas porque esses foram convencidos a negociar suas migalhas, suas parcas economias ao comprar produtos que a bem da verdade não passam de entulhos supérfluos em residências que não possuem o básico? Justamente porque estamos consumindo antes de compreender a cultura do consumo, e mais e principalmente, justamente porque ao reclamarmos, não nos damos conta de que a indústria do consumo existe exatamente para isso, para que seus produtos sejam consumidos, o que significa que uma fatia bastante grande de sua produção precisa ser descartada já nos primeiros dias de utilização, e, se não de propósito, o que ela não pode é convencer o cliente disso, embora fosse ótimo se ele adquirisse a cultura de que uma nova compra; ao repor a quinquilharia quebrada: ele estará auxiliando na movimentação do quadro social da economia mundial, e isso não é de “todo mal” hoje, devido à necessidade: tornada obrigação por conta das transformações da política mundial que exigem acertos cada vez mais urgentes.

*

Em tempo, desta feita, digo que: falta apenas o marqueteiro convencer o cliente de seu cliente de que, ao comprar ele estará contribuindo socialmente; que seu ato de comprar foi transformado em altruísmo. Então o ciclo da base da sustentação econômica terá atingido a perfeição nefasta da nova economia que despertou um monstro chamado consumo e o soltou em nossos quintais como bicho de estimação. Não acredita? É porque também estás a ver vídeos como todos os demais. 


097.h cqe

Nascer é. . .


Estamos em um plano físico para experienciar com a matéria. Entre nós como animais, e nós (nós com nós mesmos), então, todo o tempo que aqui dispomos deve ou deveria ser utilizado para isso.

Podemos fazer uma alusão de que nascer, pode ser observado, em pé de igualdade com a utilização de um laboratório importantíssimo em uma universidade também de igual importância – no caso aqui, única - cuja fila de alunos prontos a entrar e gerar seus experimentos é interminável, de parte disso, deveríamos exercitar nossa concentração para jamais esquecer esse detalhe capital; que o tempo para manusear os tubos de ensaio é contado e limitadíssimo, e voltar para a fila de agendamento é enfrentar toda a burocracia das leis naturais ao caso, então, uma vez dentro, deve-se utilizar esse espaço com consciência, tendo em mente o quanto foi custoso estar ali entre os experimentos.


096.h cqe

Não exposição




Falou-me então da discrição:

Nosso pensar é um catueiro lançado na imensidão estéril da matéria, cuja isca, caso aferre um que outro em seu vagar atento, dar-nos-á ao menos uma certeza: há esperança para o sentimento.


095.h cqe

sábado, 29 de novembro de 2014

Ovos fertilizados



Dentro do pesar depositado em registros, o homem novo, ao procurar com vontade, eventualmente encontra o que podemos considerar como uma ninhada de ovos galados que, explorados com atenção, revela a oportunidade de conferir sua devida fertilidade; quando, até ali pareciam inertes, na verdade estavam esperando que alguém os fizesse eclodir, dando assim sobrevida ao que aparentemente “dormia”. Devemos entender isso como a continuidade da decodificação sem termo.

O legado que nos transmitiu o homem honesto que procurou pensar a existência humana e seu desenvolvimento com generosa seriedade; ao decifrar os comos e porquês de nossa passagem por esta Estação Planeta, está agora consignado em livros ou anotações, e, devido a minha insistência; ao fascínio especial que possuo por nosso pensar, entendo que até mesmo esse que aquele o fez, não foi perdido, ainda que não tenha sido registrado pelas vias normais conhecidas, ou seja, acredito que ainda que apenas tenha ele captado suas idéias em pensamentos e assim as mantido, não é demais imaginarmos que em breve descubramos a possibilidade de acessá-las também, embora eu não duvide de qualquer notícia confirmando já o estarmos fazendo.

Considero tais registros como ovos devidamente encubados, onde a cada instante, a cada época, a cada século que algum indivíduo verdadeiramente interessado e fazendo par ao querer do autor, e que possua a chave tão única quanto própria para acessar os caminhos que conduzam a esses registros, merecidamente o faz. Conseguindo então, a sua maneira, obter sua eclosão. É possível sim, que ele, manuseando com cuidado essa peça frágil, possa gerar também, ainda um novo rebento a mais do velho pensamento, repaginando agora, de posse de novos arquétipos, velhos códices, prosseguindo na continuidade de uma espécie que jamais esteve ameaçada; apenas esperava.

Ainda que seja perigoso afirmar isso, a espécie jamais esteve ameaçada. O que assistimos em verdade é a sua destruição/transformação paulatina frente ao descaso ou falta de conhecimento e, ainda que alguns sofram, ela apenas deixará de existir como a conhecemos, e aqui então entra o que os mais sensibilizados entendem por pena e acabam sofrendo, alguns verdadeiramente, então por desconhecer os meandros das leis infinitas, uma parte outra por conhecê-la e entender a decrepitude em que se transforma o planeta devido às ingerências que se intercalam, mas ainda assim é fato que teremos a disposição mecanismos, ferramentas para, se não salvar o que restou, nos fornecer instrumentos para sobreviver em meio ao mundo novo que surge a cada era; justamente por conta de homens que espalharam pensamentos em forma de sementes fertilizadas ao longo da história.


094.h cqe

Paleta



O que é um planeta frente ao universo?

O que é uma vida frente à vida do planeta?


O que é um dia frente à vida?

A vida não é mais que uma pincelada no tempo

Mas, assim como o construir de uma casa se desenha ao sobrepor-se um tijolo por vez, de colherada em colherada de argamassa. Como a pintura mais perfeita formou-se de uma pincelada somada a milhares a cada imaginação do artista; assim como o mais belo tapete foi urdido ponto a ponto, também a obra da nossa vida está sendo construída a partir da quimera de apenas um dia após outro; você consegue pensar esta proporção frente ao seu existir infinito?

Ainda que isso pareça insignificante; é da atenção em cada pincelada que seu criador - você – terá a obra a apresentar.

Da série; pieguice negligenciada. . .

               ou...

para quando deixar de ser piegas.

093.h cqe

Apenas representando...







...ou, 
porque você não escolheu nascer um pé de alface.



*



Quando o não ser não basta e mergulha-se então no ser inferior, em suma, a resposta de o porque podemos ser tão medíocres, ou ainda,
porque pode nossa mediocridade atingir níveis inconcebíveis frente a outros que tanto os consideram.

*

Em sua representação nada consciente, o homem que pensa que a possui acaba tornando-se uma ainda inferior a representações menores; agregadas, afinal, nesse grupo se é o que é. É o em si. Enquanto o homem que apenas insiste ser jamais o será.


092.h cqe

Representações autorizadas




Sou mais a pureza do velho circo, o teatro me enoja, é muito difícil assistir a uma peça onde o ator se quer superior, ou sobressair-se ao personagem. Ainda que entenda a complexidade de desvestir-se de si mesmo, essa dificuldade é potencializada quando no palco.

No cotidiano somos obrigados a assistir a representações amadoras, mentirosas ou não, ou melhor, puras ou nocivas, do que se convencionou sociedade aceitável, quando temos então - se, ou quando atentos; à espinhosa tarefa de suportar o que nos impõe, portanto, toda uma série de personagens bem ou mal intencionadas.

Já nas artes oficiais, onde as máscaras, onde a mentira é o mote de sua existência, envolto em magias e truques a nós ocultos, está à trupe de representantes oficiais em uma espécie de pleitear servil, aos quais, deliberadamente pagamos para escutar anedotas e toda espécie de idiotices que possa fazer-nos esquecer, mesmo que um pouco, da trupe real que nos cerca, porém, para completar o quadro, ao final das contas, seria bastante interessante compreender todas as peças ou minimamente ater-se apenas a pureza do que foi proposto, e então, quando disposto a pagar para ser enganado, o fazer com um mínimo de conhecimento de causa.

    Quando isso não ocorre, não se cumpre também a oficialização desse ofício quando sério, que é qualificado como entretenimento cultural, pois, a falta de entendimento miscigena os grupos numa espécie de patacoada geral que, observada de fora dá a entender que tudo é parte de uma peça única. (“é? Ou não é?”) 


091.h cqe

"No contaban con mi astucia"


sábado, 22 de novembro de 2014

Outra pequena alavanca . . .



. . . para aqueles que já O têm em alta conta . . .

A despeito de todos os teóricos apocalípticos que apenas tumultuam com seus improdutivos recalques; se existe algo que não pode passar ao largo em relação ao mergulho de Cristo a Terra, é o fato de termos a segurança de que: por aqui não é possível que fiquemos eternamente... Ele não o faria se houvesse esse risco.

...para os outros, serve como mais um exemplo.


090.h cqe

Do sofrer ilibado



Quem disse que somos nós os responsáveis sobre nós mesmos?

Mas ai daquele que descansa no pensamento de não o ser.




089.h cqe

Alegria não é sinônimo de felicidade II



Diferentemente do estado feliz, o que praticas na alegria pode ser motivo de tristeza... passado o torpor.

Mas... isso não é motivo para tristeza.

Da série;
das colas que não deveríamos esquecer

088.h cqe

sábado, 15 de novembro de 2014

Próximos



Aproximas
Antes de os olhos umedecerem
Tornam-se cegos para tudo o mais
Sou completo quando estás próximo
Sua aproximação estremece
Droga alguma supera isso
Ninguém fica indiferente
Todas as minhas reações são vãs
O externo não sente o que sinto
O que eles sentem jamais sentimos
Tantas vezes vivemos esse ritual
Em todos sou o mesmo em reações
Jamais fui o primeiro
Não acredito que existirá o último
O momento derradeiro para nós
Você, outro elemento
Pareces pronta, imutável
A mesma de então até agora
Você transforma o que tocas
Nós, a matéria bruta
Ou nos deixamos
Ou temos que deixá-la
Sem negociação
Sem trocas
Ainda que digas o contrário
Compreendo eu minha dádiva
E silencio quando possível
Você o domina
Eu o venço e a culpa é sua
Essa minha ânsia
Você sabe tudo...
Mas não sabe o que é ter Você


087.h cqe

Passagens



Ao final, restam também, os alienistas

Podemos “afirmar” que superamos alguma deficiência ao tê-la assistido em outrem; mas isso sempre será uma mentira.

Esta afirmativa se mostra muitíssimo difícil devido as nuances singulares do assunto. Primeiramente porque ao olharmos um terceiro cometendo o que entendemos ser suas condenáveis insanidades, é muito provável que em nossa auto-análise não acreditemos, ou não admitamos fazer nada parecido, quando quase sem exceção, ao agirmos, fazemos exatamente igual se não pior. Devemos ter em mente sempre, que apenas não tivemos a oportunidade de demonstrar nossa incapacidade de não fazer o que sempre acreditávamos não ser capazes – em se tratando de ações condenáveis que aleatoriamente assistimos.

E, se ao contrario, fazemos parte de algum grupo exclusivíssimo, daqueles onde os membros, como exercício: buscam enxergar-se na falha alheia; existe o crédito, mas ainda não é possível afirmá-lo, depois de anos de observações, que está curado.

Não é fácil admitir, na íntegra, o descrédito assistido. Mesmo para alguém que pratica a auto-vigilância. Curar-se através dessa hipótese não é para o vigilante comum, portanto, ao trilhar esse caminho a ponte é bastante frágil em direção ao caos da redenção, afinal, desanimem todos, por que, este processo de superação acaba se mostrando praticamente impossível.

Existem os especialistas, mas isso é um capítulo delicado e de expectativas sombrias e muitas vezes espetaculosas, onde os pecados permanecerão escondidos e intocáveis no que se refere ao doutor. 

Generalizando e aprofundando o tema; temos também àquele que vivencia as experiências sem se dar conta, - que sofre a esmo (o réu, o carrasco, a vítima, ou seja; todos) - sem prestar atenção, sem saber ou entender as razões de experiências tidas como negativas; acredite: também assim não se aprende nada, - está apenas pagando, como diria certo colega.

Finalmente,  sem a mínima intenção de assustar, existe uma constatação mais complexa e perversa que traz escondida seguramente o motivo de todo sofrimento intocável, e que está diretamente atrelada a nossa falta de coragem em prosseguir quando frente ao perigo eminente: somente é seguro afirmar que superaremos nossas fraquezas quando as vivenciarmos com consciência; é difícil admitir – ou antes –; acreditar, afinal é justamente este momento tão escuro e decisivo, quando todos os caminhantes que inequivocamente passarão por ele, e onde a maioria retorna ao ponto inicial por não entender o porquê dessa “desventura”, julgando-o manifestamente desnecessário, que permitirá, ou melhor, que será seu salvo-conduto ao degrau próximo.

Oxalá não nos enganemos jamais e conquistemos a coragem necessária para enfrentar nossos medos, entendendo que é somente a partir da escuridão atroz que vislumbraremos algo novo.


086.h cqe

Condomínio Terra



Dignidade, direitos, espertezas, mas, de arrasto e inegociável, o atraso

*

Obrigatoriamente e automaticamente a caminhada social deve aparelhar todos os membros indistintamente e independentemente a que tribo pertençam, sobre seus direitos e deveres; isso é água morro abaixo. No máximo, o que o comando maior pode fazer por conta de seu caminhar desajustado para continuar negando-lhes alguns dos primeiros, é engastar medidas paliativas para que vontades ainda contrárias não atropelem o pensar macro, burocraticamente lento que veio sendo costurado há séculos por cabeças que instituíram cada qual a seu modo, muitas vezes a revelia, necessidades e interesses de sua época, se não particulares e indiferentes ao processo contínuo.

  Em contraparte, compreender agora, apenas uma fração do que significa dignidade e então falar apenas dela em refrões de protesto descuidados sem uma base de sustentação condigna, exigindo o que o grupo ouviu que lhes é de direito, sem também a preocupação de que nem toda a música lhes foi devidamente ensinada, não se torna apenas um ato falho como municia os síndicos na inevitável ação que mais uma vez negará, - com bases - dando-lhes o direito de proibir a execução da canção e até de rechaçar com truculência as propostas; fica então – ou continua – subentendido ou não para todos os grupos que uma parte de seus direitos seguem sendo negligenciados; mas, ainda assim, não é essa uma verdade incompleta?

Para se ter dignidade é preciso antes entender todo o processo, e geralmente quem é desrespeitado em seus direitos, de alguma forma falhou nesse aprendizado. Se não isso, é certo que algo capenga.

Queremos exigir o que entendemos ser nosso de direito sem nos preocupar que toda a sociedade em algum nível, não é realmente digna da convivência, creditadas com as vênias devidas, repito; toda. Portanto isso não se constitui, afinal, um direito pleno ou na sua totalidade. Está mais para um regatear exclusivo, que por desconhecimento ou esperteza volteia camuflado entre a mesquinhez e o desentendimento, exigindo respeitos que mais hoje protestam vestidos de valores novos, adequados a uma realidade não concretada, baseada nos velhos, quando ainda faziam sentido.

Novidade aqui? Nenhuma. Esse é apenas mais um registro da nossa visão do conjunto, ou seria nossa versão? Apenas mais um pouco do mesmo que ao final, em poucas palavras, resume o que alguns de nós sabemos, mas pouco se pode fazer. Em resumo: enquanto não nivelarmos o conhecimento em bases aceitáveis não será possível paz entre os condôminos.


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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Da volatilidade das certezas mal construídas



O homem inteligente está sempre questionando seus padrões e conceitos - consistem-se um fim em si mesmo ou fazem parte de uma continuidade ainda não possível...(!?!)

...a diferença reside no fato de que ele, incansável, jamais desiste de mudar... se necessário.

E onde todos entendem como volubilidade, sabe-o que professa algo ainda não atinado no vale... tudo, exatamente tudo é mutável.

Então, pode ele até alterar uma que outra posição por falta de evidências concretas, mas a fé auto construída nesse processo sustenta sua crença e mantém sua determinação inabalável, e, o seu silêncio, guarda também a espreita, pois, se suas suspeitas dificilmente não se confirmam... no mínimo, o lançam ao próximo degrau. 

- - -

 “ao próximo degrau”, lendo de pronto, pode entender-se que ainda assim as ações não totalmente acertadas podem conduzir a outro estado de evolução, porém, ainda que isso possa conter algo de verdade, este não é o ponto aqui, porque estamos falando de alguém com muita paciência ou consciência da longevidade de toda a existência, e que não está preocupado em galgar o conhecimento pelo conhecimento; atingindo a sabedoria pura e simplesmente, então, deixei este final por falta de uma palavra que remetesse – sem comprometer a minha forma de escrita - apenas a: “alinhar os passos rumo ao degrau*”, sem que existisse o alcance do degrau, isso significa, partindo de uma interpretação mais pobre que, galgar um degrau para alguém neste estado de compreensão não é lá tão difícil, afinal quando preparado salta-se além do degrau próximo, mas ainda assim é possível que nem todos se convençam, por isso é necessário que essas palavras finais sejam interpretadas lembrando que caminho algum ruma a um terminal estanque, quando sempre bifurcam-se para indizíveis outras portas, aí então o “no mínimo lançam...” fecha de acordo.  

* Em tempo: 
Degrau; não necessariamente. 
Esta palavra serve aqui também, 
mais como representação. 
Qualquer alusão a alcance, 
a atingir, desqualifica o que representa 
“longevidade”; citado anteriormente.  

Contribuição da Minha Sempre Bem Amada

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sábado, 1 de novembro de 2014

Traições



Oposição, até que . . .


É tão confortante o discurso do pós eleição; dá até esperança no leigo. Sofremos nós que não o somos, pois ao final o que se aplica é a máxima da política canalha: pior que o povo que esquece por ignorância é a oposição que esquece por interesse.

Com a contribuição da Minha Sempre Bem Amada


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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Dos desconhecidos e seu desconhecimento



Momento ruim esse para a justiça, por se ter esquecido do que se trata ética, digo ser muito mais simples sobreviver socialmente, - ainda que no condomínio impere o caos - dado nosso desconhecimento moral, afinal, em momento algum (já) nos sentimos imprudentes por não carregarmos a tramela da ética, ou, se a entende, não raro entendemos também que é preciso estar tão atento quanto os outros, - desconfiados – para compreender o momento de desvesti-la – e como tornou-se natural fazê-lo.


“Vivemos uma era de dureza para a justiça.”


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Quando sabemos quando não?



Da série; quando saber quando*

No mais das vezes é aquele que detém o conhecimento quem encerra a discussão, por, invariavelmente, pensar o conjunto.

*

Disse-me ele:

“Tentei concluir, mas calei-me; – por entender ser em vão por parte dele e parecer ato vulgar da minha - onde ainda cabia que o refutasse com o argumento de que, se não possuímos o conhecimento do oponente não podemos sustentar nenhum tipo de discussão, e vou além, ainda que possuamos argumentos, dado o conhecimento equiparado, uma série de outros pontos devem ser considerados, por exemplo: convicções, cultura, ou simplesmente, interesses diversos; é por isso que as discussões que não servem para melhorar o relacionamento precisam ser evitadas, e, em algum momento aceitaremos que - é importante anotar –, temos toda a eternidade para que o calar seja revelado. Isto serve em se tratando de amizade ou não; talvez seja por isso que um velho amigo sempre repetia:’devemos repetir mais vezes: isso não tem importância’”.

*Em resumo, somente poderemos ter algum tipo de certeza – ainda assim ela pode ser momentânea - quando adquirirmos conhecimento suficiente para o caso em questão; quando analisado imparcialmente todo o assunto. Sempre observando o nosso e o comportamento dos envolvidos e, ainda assim, precisaremos ter a certeza de que atuaremos com neutralidade e bom senso, para que então ao final fique demonstrado que ao menos você adquiriu autoconhecimento suficiente até para, se for o caso, sair-se desconfortável com o resultado. 


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