sábado, 18 de novembro de 2017

Força; Fonte; Fé


De origem raríssima - À fenda que penetrei se deu por conta de um alinhamento secular para a molécula, porém intercelular e multitranscendental para a mínima compreensão do agora; pois derivo de uma cepa original, e assevero que por outras tantas de mesma raiz sou assistido.


030.o cqe 

Voltemos aos nossos porões


Seria possível aventar que o desafio do homem é retornar aos instintos, uma das questões defendidas por Nietzsche; sem perder as maravilhas conquistadas durante o período que sobreviveu sob o jugo das sociedades escravizadoras?









Ou seria este, justamente seu nó górdio evolucionista?








Ah! Nós; homens das aquisições. Eternamente fadados ao adquirir.





Caso fosse pensada, a tarefa é tornada absurda, observada também, sob o aspecto de que uma vez que manifestamos um retorno a eles; à intuição pura; deparamo-nos com a certeza de que a cada dia mais a sobrevivência humana migra justamente para o oposto de qualquer Vontade Real. Qualquer excitação mais animada sem os propósitos permitidos não passará da ânsia, invariavelmente revolvida e “resolvida” internamente. Qualquer vontade neste sentido é tolhida, proibida e execrada ao confinamento; aos recônditos porões pessoais aos quais já não mais ousamos descer por conta das luzes encantadas das distrações que pairam sobre nossas atenções corrompidas; comandadas por tal desordem obscuras de forças absolutamente contrárias a qualquer espécie de impulso, de retorno ao sentimento.


*

“E eu, que estou de bem com a vida, creio que aqueles que mais entendem de felicidade são as borboletas e as bolhas de sabão e tudo que entre os homens se lhes assemelhem”.

Nietzsche



030.o cqe 

Hi-Herógliphos; ou Meta Pura




A ficção não deve nos servir como referência, mas pode nos mostrar um ser fora do que a nós é; do nosso estar. No entanto precisa ser tão somente assim observada; por conta das perspectivas limitadoras aqui possíveis que restringem o explorar; o evidenciar outros mundos. Não apenas empiricamente, porém de forma alguma a não ser através dos meios ficcionais, romanceados ou instintivos de alguns poucos que conservaram o velho hábito da intuição ou praticantes da sensibilidade. Quanto aos demais, somos limitados incondicionalmente também, por nossas tão obrigatórias quanto necessárias realidades moleculares.





029.o cqe 

Outras formas de auxiliar


Sendo filhos de Deus, é natural que consigamos Seu aval para necessidades determinadas a espaço/tempo devidos naturalmente dispares e apropriados e preparados para assuntos concernentes ao estado agora vigente.  
As Verdades reveladas no homem tanto quanto as anotadas de Deus são tão críveis quanto ou quando essas conclamam ao conhecimento, à liberdade deste como ser que está autorizado a pensar por si mesmo sempre que este remeta ao respeito e ao aumento de seus iguais em assim agir.

*



Segundo estudiosos, “Para Maimônides, não há contradição entre as verdades que Deus revelou e as verdades que a mente humana, um poder derivado de Deus, descobriu.”





028.o cqe

No meio do caminho



Das interpretações malogradas - Mais por conta do acômodo, menos por ingenuidade; o homem foi direcionado, convenientemente, a acreditar que encontraria ainda no caule a resposta exata disposta tão somente à raiz, entendendo ter atingido àquela, e, para muitos destes, ainda agora, não há o que ser discutido.

*



Em quem confiar sobre a origem; ser aquela, a luz conduzida intacta da fonte?



027.o cqe


Da holisticidade dos cenários


Procuro observar o entorno sob a luz de todos os cenários, não quero ser criticado por ler o humano sob esta ou aquela perspectiva particular. Precisamos entender que o homem jamais teve a possibilidade de conhecer-se como agora. Sob todos os aspectos, tento demonstrar que este será seu maior pecado; sua transgressão de maior peso; é a partir desta realidade, deste cenário totalmente aberto que não poderá escapar; eximir-se. Buscando desculpas ou folgar-se no, “eu não sabia”.

*

Contrariamente ao mito positivo da cobra devorando a própria cauda, o homem moderno vem sendo engolido por sua própria obsessão criativa friamente originada; portanto desprovida de qualquer cuidado elementar.



026.o cqe

Pontuações da semana












 “Muitas coisas não ousamos empreender por parecerem difíceis; entretanto, são difíceis porque não ousamos empreende-las.”
Sêneca




“Não ser amado é falta de sorte, mas não amar é a própria infelicidade.”
Albert Camus


“A filosofia é o que nos distingue dos selvagens e bárbaros; as nações são tanto mais civilidades e cultas quanto melhor filosofam seus homens.”

René Descartes


“Não basta conquistar a sabedoria, é preciso saber usá-la.”
Cícero

 

 “A arte é filha da liberdade e quer ser legislada pela necessidade do espírito, não pela privação da matéria”.
Schiller


“Pela beleza, o homem sensível é conduzido à forma e ao pensamento; pela beleza, o homem especial é conduzido à matéria e entregue de volta ao mundo.”

Schiller


025.o cqe 

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Participe com inteligência...













...permanecendo calado.



Se você não tem inteligência para ter uma conversa inteligente, não demonstre isso criticando aqueles que a possuem; isso por si só é um princípio de inteligência.



024.o cqe

sábado, 11 de novembro de 2017

O agora é que é!








O teu hoje é o melhor futuro que tens a mão



023.o cqe

Claro



Temos o bem e o mal
O belo e o feio
A luz e o breu
Cada um de nós escolhe o caminho a seguir
A crônica a escrever
E tudo se converterá no cinza da morte
Cada qual carrega nas cores 
Que antecedem a luz ou a escuridão


Contribuição da Minha Sempre Bem Amada


022.o cqe

“Aventação” afetada


Das armadilhas que nos auto impomos - Dos pequenos holocaustos psicofisiológicos permissíveis por serem inobserváveis ou não mas passíveis de aceite por conta de vieses incontáveis tornados indissolúveis.

*


Determinado periódico perguntou a professora Ágnes Heller se ela está de acordo sobre a existência de questões como o pensamento de que existe um contexto nos EUA e na Europa que permite o ressurgimento de algo similar ao nazismo?

Ao que a filósofa respondeu; “as coisas não podem se repetir de forma concreta, mas sim em sua essência. Erram os historiadores que pensam que se aprende algo com a história e não se volta a errar. A única coisa que se aprende com a história é que nunca se aprende nada com ela. Embora um contexto possa apontar uma tendência, são decisões políticas que realmente dão direção ou rompem tendências. O futuro está sempre aberto”.


A despeito do assunto espinhoso da questão em si, concordamos em parte com esta grande personagem da filosofia mundial; que não aprendemos nada com a história. Onde acreditamos que o povo em si não apenas não aprende em que medida de valor negligencia oportunidades por falta de se impor, e mais, veio assistindo, investido desta passividade ao longo de toda a trajetória, o que ela acertadamente nomeia como decisões políticas, – que, a nosso ver, apenas, tendenciosamente rompem direções - e a isto cabe, temos o dever significativo de observar, que há a necessidade de abrir-se, justamente aqui, um viés nessa colocação, isto é; que determinada classe de homens aprendeu há séculos como tirar proveito dos seus erros que inicialmente não lograram existo em suas formas de domínio, explorando-os no mais alto grau de permissividade. Essa disparidade advém do fato de que, mesmo sendo criativos e inteligentes, na mesma proporção, somos inocentes; mas, existe esta parcela da população que sabe muito bem como manusear os acontecimentos, lançando mão, principalmente, dessa mansidão, dessa lenidade, e como consequência, paulatinamente, retirar e engendrar lições do vivenciado que lhe faculte tão somente os benefícios ordinários. E esta porção aprendeu, diríamos não sem muita estupidez - foram cometidos erros crassos; é só observar nosso histórico – como não cometer as mesmas falhas fisiológicas no que se refere à perpetuação do mal feito por um tempo maior por conta da lição aprendida. E tão somente por esse viés de caráter, invariavelmente este grupo ascende ao comando de todo o restante. No entanto, por conta de sua criatividade ou quem sabe, apenas por serem tomados de alguma “sorte” inaudita, os sobreviventes, agora cooptados a pequenos holocaustos particulares, vez ou outra encontram – ou lhes são oportunizadas - brechas que os mantêm com uma espécie de sobrevida que é comemorada fazendo com que esqueçam que a arfada de ar, a migalha, se trata apenas de um armistício ou uma permissão controlada: espasmos de sobrevivência para o ajuste na pressão do torniquete. É a partir daí que se dá a evolução tolerada, o aprendizado entre campos, distritos, gulags e guetos, permissíveis por leis mais ou menos duras de uma liberdade vigiada que, ainda que necessária – muitíssimo mais acentuada hoje -, invariavelmente é arbitrária, quando insiste em não premiar ou mesmo destacar – quando não ataca - qualquer um que não comungue com a ideia viciada ou evidencie a necessidade de mudanças mais abruptas as acomodadas diligências. Porém a questão que por milênios poderia ter sido aventada, quando apenas se perpetua e é abafada sob outra pressão aleatória, apressada, sob novos espectros de ameaça é: e a partir de então, o que pode estar sendo gestado dessa política direcionada por grupos que buscam perceber os erros históricos apenas ao que concerne a legislação de leis que a cada século encaixotam em cubículos distintos seccionando pessoas cada qual a confinamento distintos!?! Ao que pode levar esse desequilíbrio de forças que se mantém por conta de obrigações e leis cujo ponto de equilíbrio precisa ser mantido sob o risco do desconhecimento!?! Daí; pode que tenhamos não uma certeza de que a história nada nos ensina e sim, que não é possível prever que tipo de silenciosas patologias sociais sejam gestadas de históricos que vieram a ser infectados por conta de todo o tipo de mãos contaminadas; manipulados a seu bel prazer por toda espécie de mais e mais filhos bastardos – e algumas aberrações (como temos assistido) - gerados de múltiplas e infindáveis ligações arranjadas cujos interesses reais nunca foram pensados de forma a garantir o livre pensar dos comandados.


Ao finalizar foi questionada se o papel do intelectual no debate político mudou com as redes sociais?

Ao que respondeu; que “intelectuais devem estar longe das redes sociais. Eles devem influenciar por seus livros, seus escritos, suas participações em congressos acadêmicos, ainda que isso limite o alcance da mensagem. A essa altura, me soa hipócrita que se discuta o papel do intelectual quando nunca se ofereceu de fato um papel para eles na sociedade” completou. 

Quanto às redes sociais, não há dúvida; mas quanto a sua acertada resposta final, podemos entender e acrescentar que talvez seja porque eles façam parte do mísero grupo, - membros outros de um nicho também miserável, em meio a tantos campos de confinamento - que auxiliaria na construção, absolutamente concreta, do acima observado.






021.o cqe

sábado, 4 de novembro de 2017

Evolução?


O único avanço do
homem é para o
seu atraso


020.o cqe

Dos vorticezinhos de importância


Caso fosse observado com seriedade a existência da filosofia da importância, entendendo de uma vez por todas que tudo é importante; nada mais do que nós criarmos ou transformamos com o viés de importância é importante fora dessa perspectiva. 


O considerado importante somente é valorizado a partir da observação – ainda falha - da não existência; da não consciência: de que a desimportância não existe; não faz sentido. Mas este é o sentimento geral e aceitável enquanto o sentido real, obviamente, não vem à tona. Daí a valoração em níveis diversos ou fruto das incontáveis necessidades ou obsessividades psicosociológicas de formação individual ou de grupos em manter latente e prestigiadas, importâncias quiméricas.

...mas “e daí”? Quem se importa!?!



019.o cqe 

“One tree hill”


Não canto mais a velha canção com o mesmo respeito
Já não consigo me mover sob as velhas paixões
Outra vítima a tombar sob a força das armas invisíveis
Palavras inúteis penetram como projéteis
Viciados cérebros a mostra
Acumulam-se, desalojando pensamentos
Zona da morte 
O desespero se tornou o caos ordinário
Nada é mais forte que a mentira
Não tenho forças para vencê-la
Enredados pelo enredo
Uma chama apagada
E a verdade é artigo exclusivo dos poetas
“Nem as mães são felizes”


018.o cqe


Da competição, da competência...





...e do desperdício.

Se me regozijo com pouco, no pouco fico, e esta afirmação tem ao menos duas interpretações totalmente distintas que precisam ser observadas no universo fisiológico; o conformismo e o asceticismo. É possível que em níveis distintos cada qual destes entenda que sua existência adquiriu determinado ponto de conformação, ajustada suficientemente para assim continuar por anos ou décadas a fio sem que nada precise ser alterado devido à condição sócio político vigente, e então, enquanto o primeiro passa seus dias neste conformismo impensado; o segundo, - uma vez acordado para a consciência - pode ter atingido este mesmo estado; no entanto utiliza o tempo disponível para a contemplação, a meditação, o autoconhecimento e o auxílio à comunidade.

*


Haverá por muitas e muitas eras aqueles grandes; constituídos; recordistas, que se iludem no “Há! Eu posso ser maior se assim desejar”; no entanto sempre existirão outros maiores afins, e essa antropofagia, essa canibalização competitiva não tem fim. Que vantagem real existe em pretender-se – mecanicamente - maior se existimos em um universo infinito, quando seus adeptos, muitos, tomados por instintos da socialização por conta de modismos ou necessidades criadas, diz-se não se deixa domar; ao não assumir que somente está à procura da superação por conta do externo? O maior de agora logo se tornará estatística e precisaremos de um novo esforço sobre humano para ser o maior da próxima etapa. Daí, o importante não é o eu, e sim o que está sendo executado. E ao final, o que deveria ser relevante, a observação, passa despercebido – do fazer, do esforço, da dedicação, do vivenciado -, a despeito de toda a energia empenhada.

017.o cqe



Ah! O Mestre!

Retrucou o mestre sobre meu, “possível equivoco”, em responder que já foi pior; entendendo calá-lo em um defensivo revide automático.

Mas, antes mesmo que os pulmões assentassem; de pronto rebateu:

“Está aí um bom motivo pra você melhorar.”


016.o cqe