sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Drops of truth


"O progresso é a injustiça que cada geração comete relativamente à que a antecedeu."
Emil Cioran


Garimpando verdades



Seria a inteligência do pensar, exercícios exaustivos ou o sofrimento pessoal que clareia a mente daquele que pensa verdades!?!


free tibet

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Terra; esse manancial de castigos


A paradoxal ambigüidade existente entre as minhas:
monotonia e curiosidade     

Dá série
Criando novos castigos

Sobrevivo coexistindo duplamente castigado, por, através de escolhas próprias, honrosamente, transformar o que deveria, ou ao menos tendo tudo para ser, atos de genialidade em esboços de quase castigo, que só não o é por ser de quem são ou por se tratar de quem é. Dois universos distintos unem o ser singular neste plano, paradoxais, sim. Assim o são devido às nuances, logicamente próprias, que unicamente neste estado é possível se obter prazer: a paz que somente a monotonia como opção de escolha proporciona, onde apenas aquele que o conhecimento detém a vive, e a curiosidade, moto-condutor do gênio que completo, jamais aqui, assim se entende, pois mesmo parecendo que em determinado ponto a busca neste vale limitado é inútil, o faz tão somente e mais como uma recreação, parecendo negligenciar a máxima da inércia que dentro da mecânica perfeita dita, que mesmo estáticas, massas essenciais ao conjunto desempenham papel de fundamental importância a esse todo-conjunto, ou seja, que mesmo toda a atividade perfeitamente necessária carrega em seu “arquétipo” também a necessidade comum aos elementos incomuns que é o descanso.

Somente aqui isto é possível.

Qual é a ação mais valiosa e tarefa tão mais difícil; admitir saber que seu prazer foi limitado por suas próprias alternativas mal escolhidas – assumindo-se autor destas - ou entender que este simples fato o difere de todos os demais que indubitavelmente agiram consciente ou inconscientemente lançando seixos de interferência, numa demonstração não outra daquelas ações que aglutinam saberes equivocados partindo do princípio incondicional, porém de pouca valia entre o vulgar, que, o fator tempo inexiste para aquele que pensa o plano maior e o sofrer nada significa ou, ao menos, não mais que um lapso de nada dentro de um Todo indizível, sabedor que é de que isso tudo pouco se aplica a estes tantos contrários também em pensar!?!

Sofremos então, mais um que outro, por amarmos a curiosidade quando o monótono de unissonância melódica é o estado a ser alcançado, mas tendo este, sofremos também, por saber que aqui jamais vivemos o primeiro e conjuntamente pecamos por saber também, que isto não tem importância alguma, e mesmo que em situações raras isto aconteça, valemo-nos apelativamente num ato de covardia assistida o fato de aqui vivermos, talvez, lançando mão da covardia comum àqueles que sobrevivem prazerosamente, tirando partido apenas das distrações escusas do estado terreno.

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Entendimentos nada práticos . . .



. . . para momentos que o pretende ser.



Novo, o homem vive em um mundo novo,

de descobertas diárias e abundantes;

não nascido com o cerne da curiosidade,

logo encontra algo que o entretém e o estabilize

em seu querer fácil, 

se,

por outro lado,

continua neste caminho de buscas,

acaba por entender que isso foi...

justamente por entender

agora

que não raro desacredita seriamente

depois de tantas portas tentadas

da seriedade do aqui agora...


... ainda assim, persiste.


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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Circunstâncias


No thriller “Monster - Desejo Assassino”; chamou-me a atenção a palavra “circunstância”, a forma como ela foi usada.

Por um instante saí do filme, ou seja, desviei minha atenção e pensei sobre ela, devido ao seu estado “negritado” como foi exposta. O diretor ou sei lá quem resolveu dar um pouco de volume a ela, aquele volume sutil que só os bons profissionais conseguem.

Ao refletir sobre ela casei com o meu pensar já há muito defendido, onde entendo como um ato de bastante, extrema sabedoria parar e tentar entender o porquê, quais circunstâncias o colocaram onde se está naquele momento oportuno, antes de emitir qualquer opinião de contrariedade com relação ao estado constituído, por mais desafortunado que ele possa parecer.

Infelizmente este não é o caso no filme, onde em um momento bastante caótico, - o momento em questão, propriamente dito - na eminência de o personagem ser pego, na verdade é ela, ouve seu amigo, um veterano de guerra discorrer sobre as circunstâncias. Este amontoado de situações; um verdadeiro arcabouço de ações, que nos leva a cometer outros atos nem sempre dignos de serem expostos e que, segundo o relato do ex-soldado, o conduziu, ou o reduziu a um ser degradante que vive em torno de um balcão de bar a beira da estada. Uma clara demonstração de tentar acusá-las (as circunstâncias) de serem as verdadeiras culpadas por um ou outro ato execrável que a vida nos obriga a cometer para que possamos nos safar e continuar vivendo dentro dos padrões tidos como socialmente aceitáveis.

Com relação a isto é bastante normal que todos nós nos entendamos como não totalmente culpados quando virmos a ser condenados por tais atos, tentando por a culpa nas circunstâncias que cercaram nossos caminhos nos levando a fazer tais escolhas, o que na maioria das vezes não é verdade, porque sempre, - se observarmos atentamente - tivemos a chance de negar o caminho que nos foi apresentado, fato é que devido a nossa covardia, ao nosso medo, vislumbramos -“equivocadamente”- com antecedência as acusações que sofreríamos caso optássemos por uma postura corajosa. Se escolhêssemos de forma honrosa uma alternativa que exigisse um caráter além das forças aparentes, assim, é mais fácil contrariarmos procurando um atalho imaginando que jamais seremos pego.

A bem da verdade, tudo ao final acaba dando certo e por um motivo ou outro saímos de mais uma “sinuca de bico”, e, é exatamente aí, devido a um conjunto de coisas, a também essa conivência pacífica (passiva), a esse protelar relaxado, afinal todo mundo é igual, todo mundo erra, ou coisa que o valha, que o fator “circunstância” acaba por pagar o pato e recebendo a culpa.

Uma última situação observada a ser anotada. Em algum ponto do caminho deveremos rever todas as ações vividas até então, – “isto é condição sine qua non para uma passagem de nível” diria o Mestre - e uma vez mais as benditas circunstâncias estarão presente e poderão novamente ser levadas em consideração, e é claro, poderá o infeliz neófito valer-se delas outra vez, - este é um ciclo interminável que apenas aquele que escolhe poderá nele por fim - porém é certo que cedo ou tarde um rearranjo deverá ter início, e por mais que o alinhamento do universo sobre si tenha, assim como o seu entorno, “relaxado”, ele não descansa, e mais uma vez o camarada estará diante de uma condição única, embora seja a primeira vez que esteja consciente, quem sabe, e aí então dá-se o mais importante; depende dele e exclusivamente dele, quais as vontades, quais peças ainda precisam ser alinhadas ou até desalinhadas para que desta circunstância resulte um momento real de evolução no seu existir.

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Solidão; ainda não é o bastante


Por mais que a solidão queira não é possível que a deixemos em paz




Alguém já disse.
“O homem solitário ou é um monstro ou é um Deus”




O fato de a solidão ser abominada pelo ser vulgar é justamente porque apenas o ser singular foi capaz de desvendar seus insondáveis; maravilhosos, e mais ocultos mistérios.

-0-


O homem ainda desencontrado caminha contente


Satisfeito


Procura contaminar a todos com a pretensa conversa de que é feliz


Imagina-se convencendo os seus de juntarem-se a ele


Iludido em seu caminho não caminho


Trilhando uma via totalmente oposta



Aquele encontrado contraria o dito



Este vive o caminho



Caminha sério e cabisbaixo



Sempre taciturno



Parecendo egoísta dá sinal algum quando passa



Mesmo ao encontrar alguém do grupo acima



De modo algum o contraria



Desperdiçando convites para a reclusão



Afinal quem entenderia que vive ele uma plenitude



O absoluto que não pode ser exposto



O pleno que não pode ser distribuído



Silêncio



Nada expressa o Nada



Como se diz o que não pode ser dito



Que encontrou o caminho inacessível



Não, não por egoísmo



Isto se dá



Porque simplesmente não adianta



Estamos a falar do impossível



Da impossibilidade



Como tentar convencer alguém de que se encontrou



Isto simplesmente não é possível



E você não se encontra



O encontrar-se dá assim de um nada



De repente



E daí vem sua impossibilidade



Como!?!



E ao contrário...,



É preciso entender antes...



Acreditar



Que acreditar-se alegre e pronto



Também é nada



Outro nada



E este nada



Significa estar muito distante deste encontro.


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sábado, 10 de dezembro de 2011

Aportemos, pois

“Neste momento, pensando na juventude, exclamo: Terra! Terra! É suficiente, e mais que suficiente, para pesquisas apaixonadas, viagens de aventura por mares sombrios e estrangeiros! Enfim a costa aparece. Qualquer que seja essa costa, é lá que se deve desembarcar e o pior porto ao acaso é preferível ao retorno ao infinito cético e sem esperança. Fiquemos sempre em terra firme; mais tarde encontraremos portos hospitaleiros e, para aqueles que chegarem, facilitaremos a abordagem.”

Texto de Nietzsche:
Da Utilidade e do Inconveniente da história para a Vida, p.115
Da coleção Grandes Obras do Pensamento Universal – 88 - Editora Escala

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domingo, 4 de dezembro de 2011

Animais em extinção

Como se não bastassem as ameaças naturais;
somos campeões em endurecer ainda mais
nossa estada neste vale de lagrimas.

A despeito de todas as atrocidades assistidas até aqui, cometidas da humanidade contra a própria humanidade, com certeza de pouco serviram para amenizar realmente que ações parecidas continuem recorrentes, atrapalhando ainda mais a corrida desta mesma humanidade para uma evolução que parece enterrada bem fundo em algum lugar inacessível a qualquer um que mesmo empenhado a descubra.

É inegável que a todo instante temos ou somos surpreendidos com notícias de descobertas revolucionárias de suma importância que não servem apenas para dar mais sobrevida a todo e qualquer indivíduo, porém muito pouco do que escassos gênios, sumidades verdadeiras, - dando mostras de que neste deserto árido podemos sim, vislumbrar acontecimentos dignos dos mais nobres créditos que se possa conferir a uma alma ativa e vigilante - presenteie-nos com os resultados de esforços que mais parece iluminação, ou que, mesmo estando entre nós, parecem ser possuidores de senhas de acesso a um mundo inimaginável, provando que sim, é possível que todos nós, quando voltados para o bem e dotados de noções de responsividade conseguimos atingir graus, níveis jamais alcançados por nossos iguais vivos, mas, nem mesmo isso é suficiente. No mais das vezes, como prova a história, estes exemplos de pouco valem para a grande maioria de beneficiados além de se fartarem ainda mais em diversões e comodismos propiciados por tais descobertas que não raro são para esse fim adaptadas ou com o tempo, que a partir de então têm poupado, relaxam ainda mais, tornando muitas vezes, verdadeiros milagres em algo pouco mais que ações piegas ou mesmo supérfluas de pouca valia no que diz respeito ao seu significado.

Há mais de cem mil anos o homem vem auto extinguindo-se, barbaramente, covardemente, estupidamente. Na televisão assistimos a programas que aludem ao homo sapiens; “a conquista definitiva...”, ou coisa parecida. De forma enganosa engolimos, aceitamos e nos vangloriamos disto. Festejamos esquecendo-se do nosso passado. Logo nós que tanto damos importância a história e aos museus, porém qualquer antropólogo ou sociólogo pode acenar com um sem número de barbaridades que de forma alguma deveria fazer com que o homem sentisse todo este orgulho que aludem; que nos vendem aqueles que detêm o poder de fazê-lo.

“Não temos culpa disso”, dizem alguns; estes não têm idéia alguma de o que é existir, de o porquê nascemos.

Se somos tidos como inteligentes com certeza a inteligência deve ser medida em graus, e estes níveis, em seus picos, nos parece ser inalcançável, e jamais deverão ser estudados a fundo – na verdade não há interesse, e se houver, provavelmente não serão divulgados - afinal se continuamos conjugando o verbo extinguir, se continuamos ouvindo que existem espécies, em tempos onde todos se entendem como atuais por estarem defendendo a continuidade da vida, devemos também entender que a nossa inteligência engatinha ainda em um nível bastante baixo se avaliarmos o número de animais ameaçados de extinção na Terra, para ficar apenas em um exemplo.

Ao contrário do que possa parecer a um ser carregado de recalque que provavelmente entenda de maneira errada esta série de sinais aqui amontoados, acredito neste plano; acredito na necessidade de aqui estarmos como a mais pura e cara experiência de continuidade à nossa existência, e também, como um patamar, um degrau ou um obstáculo importantíssimo para a nossa caminhada eterna, e é apenas por isso que continuo batendo na tecla há tanto surrada do acordar.

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Ditos contraditos



Certa vez ouvi alguém falar para alguém que acabara de conhecer:
“Nós podemos conversar, porém não quero ser amigo de ninguém”,
assim na lata como se fosse a coisa mais normal a ser dita.

Em outra situação uma frase bastante interessante chamou minha atenção:
“Muitos me admiram pelo fato de que não busco a admiração de ninguém”.

Isto me lembrou o grande Renato Russo que repetiu tanto em sua música:
“Tenho medo de ter medo de ter medo”.

Estes são verdadeiros exemplos da diversidade do pensamento humano.

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