sábado, 27 de dezembro de 2014

#Faça do sofrimento um aliado



Trava-língua; ou seria outro paradoxo?

Nenhum sofrimento é de todo ruim, mas sofrer inconscientemente o é tanto... quanto ineficaz.

O sofrimento é um instante da existência, e com certeza, jamais será o maior... ou inexplicável a ponto de superar tudo o mais.

Aprender a aproveitar o sofrimento; este é o plano.


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E sobre as grandes jornadas?






“Não participei de nenhuma viagem mística
por estar, 
enquanto vivo, 
transformando a minha vida 
em uma viagem mítica”, disse.


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Literal idade





Estou careca de não saber


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sábado, 20 de dezembro de 2014

Disco arranhado



A zona de conforto o joga no escaninho. E que serventia tem uma prateleira, uma gaveta, um armário? Para que sejam depositadas coisas. E é exatamente isso que nos transformamos na escala evolutiva quando assumimos, conscientemente ou não, que estamos bem, que chegamos ao nosso máximo, ao nosso limite. Que fizemos o que podíamos ao nos tornarmos meros depósitos de tudo o que aprendemos e absorvemos; quando isso é apenas parte do processo. Ainda que tão caro quanto complexo, o nosso aprendizado não é superior a uma mísera base para que a nossa passagem pela Terra se torne a mais proveitosa possível.

E sem medo de errar, não é isso o que acontece ao assumirmos uma postura de vencedor. Não existe uma escala, nem aproximada, através da qual podemos demonstrar que somos melhores ou não, que outros tantos. Na escala evolutiva o que existe é um ad continuum. E nossos parâmetros morrem se nos nivelarmos no existente, ou nas representações que nos são permitidas. Precisamos vencer, com muita atenção, este que é um consolo que conduz também a outros níveis da mesma sensação de segurança.

Quando buscamos um mínimo de entendimento, compreendemos rapidamente que o já visível é nada frente ao nada invisível - ao que não imaginávamos. Simplesmente por sermos um projeto ainda que rico, insignificante, frente ao inimaginável. É bastante claro que apenas a compreensão desse pensar leve muitos à desistência; porém nem todos o fazem, ou seja: uma mínima parte segue persistindo. 

Aquele que morre para o evoluir, transforma-se em um disco arranhado. Entendendo-se como pronto ou preparado naquilo que escolheu suficiente. Vive a florear suas velhas receitas ou ainda pior: contar histórias repetidas, no mais das vezes ainda mais alto do que as novidades, abafando estas. Sem entender tratar-se isso de uma mecânica. Estratégia escolhida para que não o censurem; distração, astúcia, para não ter descoberta sua indolência assumida. Um processo psicológico conhecido como recalque; mecanicamente rearranjado para manter-se à zona de conforto.


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Dos inteligentes e dos anormais



Não é a decisão coletiva mais acertada situar eternamente no mesmo patamar o pensador e o pensado, se esse – o segundo -, pode ou puder ser contextualizado independentemente do tempo decorrido do seu registro. Afora umas poucas sumidades verdadeiramente dignas de crédito, no mais das vezes aqueles que despontaram com algumas poucas idéias revolucionárias não fizeram mais que isso: papagaiaram-nas – ou as tiveram feito - como saídas de mentes privilegiadíssimas, quando a bem da verdade, não passavam de beneficiados por prerrogativas na corte ou associações ao gênero.

Precisamos tomar cuidado e separar o pensamento; a ideia, do autor. Em situações que fogem a qualquer estatística, é preciso anotar: um número incontável de pessoas coabitou esse plano sem que um único traço pensado tenha sido apontado, entes, muitas vezes com inteligência desperta: passaram ao largo por não se submeterem ao processo que os qualificassem como socialmente adestrados. Vivendo à margem, (preferiram viver) como loucos, esquisitos, (ouvidores de vozes) e é claro, muitos também carregavam, fazendo par com seus genes de gênio, outros tantos com uma carga de disfunções patológicas, privando-os de um desenvolvimento (tido como) normal, mais por conta de um meio também doente, impingindo, em um diagnóstico dificílimo, uma espécie de auto impotência infligida.

Alguém de inteligência invejável precisa também adquirir sabedoria para não entender-se superior ao todo. O fato de ser bem nascido e então ter sido reconhecido, nada mais é do que um acúmulo, um alinhamento invisível que cedo ou tarde será compreendido.

Resta a estes privilegiados e a todos os demais que os mantêm em lugar de destaque então, não apenas especular, mas ponderar; compreender que ao final, esse é apenas mais um instante em nossa existência.


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sábado, 13 de dezembro de 2014

Tennis



Para o tenista ou qualquer competidor de alto nível, as altas porcentagens combinadas de segurança, instinto, treino, sangue frio, concentração, domínio e controle nos momentos mais estressantes aliado a muito respeito e auto confiança, são essenciais e fazem a diferença em partidas onde milímetros contra ou a favor decidem horas de tensão observadas por muitos, mas vividas somente por eles. 

Somente um jogador qualificado sabe; percebe estas orquestrações. Alguns outros as entende tanto, quanto a impossibilidade de obtê-las apenas com o que possuem, e outro número diametralmente maior que nada observa além do jogo, não tem conhecimento e não acredita na existência dessa combinação, e se fosse diferente, o máximo que poderiam fazer é acreditar que nasceram apenas para aceitar isso, sem participar dessa mágica.

Competição é isso. Alguns sabem, outros permanecem alheios, e um número ínfimo vive sua vida como se, verdadeiramente, tudo em volta o assistisse. E porque não é perfeito? Porque todo o resto não carrega a mínima porcentagem de entendimento de que isso tudo é somente um momento.


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Caso pensado



“Não me declarei
a Ela
para que me deixasse
a seu lado...
se o tempo
a porta abrisse

poderia ser encontrado...”


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Uma resposta



Então ele me respondeu que muitas vezes não dá certo porque o homem não gosta de se incomodar, e algumas mulheres só incomodam.


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Práticas Universalmente Positivas



Reforçando a tese de que, ao contrário do que se pensava; as ações não são comuns a todos.

Em todo o indivíduo existe uma espécie de bloqueio real que o mantém preso em um vórtice de representações necessárias o suficientes para que sua condução se desenvolva no limite pré estabelecido, de forma tal, que estas escolhas não ultrapassem um limite também estudado que o entretém no que ele entende por segurança para seguir na coletividade.

Independentemente disso, todos estão sujeitos – como sujeitos livres - a assistirem as mesmas e mais diversas ações, lerem e ouvirem as mesmas palavras de significados outros, digamos assim, mais a ver com grupos distintos, o grupo maior, a miscigenação universal, mas as interpretações, é natural, são as mais variadas e pode ser opostamente diferentes, tomando até rumos inusitados, justamente porque ela passa antes por um crivo muitíssimo pessoal – ainda que respeitando o vórtice citado - que a classifica como boa ou má no que se refere a sua condição escolhida para sobreviver ao exclusivo meio coletivo, porém, essa ocorrência somente se verifica quando o “estranho”, o “diferente”, o não costumeiro acessa quase acossando nossos personagens, ao passar por sua peneira pessoal. No entanto, não são julgadas muito menos decodificadas as representações ordinárias ou consideradas de praxe. O óbvio, o comum, a ação corriqueira tem passe livre, mas em algum nível, ainda que nada possa ou deva ser feito no momento para mudar este quadro que se estende desde os ancestrais mais remotos; a culturalização, a evolução, o desenvolvimento do homem contemporâneo poderia aprender a ser mais flexível com as culturas, os costumes, hábitos e tradições práticas e construtivas de outros grupos distintos, fazendo com que a humanidade, dessa troca, seguisse rumo a uma evolução tão criativa quanto positiva.

Neste instante, as pessoas, por mais iguais que possam parecer no que se refere a estudos, intelectualidade, inteligência: não percebem; não recebem de igual maneira uma mesmas representação, uma mesma mensagem, uma mesma novidade. Realinhei esse pensamento hoje ao rever o documentário do History “O livros tibetano dos mortos”, onde uma série de informações importantes e reveladoras são passadas, mas, ainda assim, poucos se dão conta. São informações que dizem respeito a um nicho exímio se levada em consideração a população humana, porque parto do princípio que ainda aqueles que professam a doutrina budista, dificilmente acessam efetivamente as informações contidas neste rico coletar de dados ali compilados. 

A princípio, observado com atenção, parece que uma parte absurda das pessoas age como se não estivesse acontecendo, como se houvesse uma espécie de bloqueio a essa parte populacional que se dignou a estudos, a observações outras; opostas e contrárias as representações da cultura já assimilada. Não dando espaço para reformulações distintas e sossegadas; caladas na intenção de todos. Não há interesse no diferente, na novidade que acresce o conhecimento; naquilo que foge ao seu controle. Apenas acontece sob o aval terceiro de um membro honorário da sociedade, se alguém de sua confiança assim testemunhe – avalizado, sim; tudo então é digno de crédito. É certo que a preguiça somada a agitação obrigatória pode ser usada como falta de interesse por assuntos que não os tire do cotidiano alinhavado, ainda que por ventura possa importar a seu desenvolvimento; não é possível, ou dá de ombros. Como se aquilo não lhe dissesse respeito ou simplesmente prefere-se permanecer alheio ao assunto.

É bastante difícil esmiuçar; traduzir um pensamento favorável ao teor em epígrafe quando é sabido que a nós ocidentais enumeras tradições estrangeiras correm totalmente avessas aos nossos hábitos, porém, ainda assim arrisquei algumas linhas, e não é demais afirmar que entendo esse proceder como uma dever; uma espécie de propaganda, e, que ao tentar chamar atenção para um costume diametralmente diferente do que estamos acostumados, acredito estar prestando um testemunho a uma longínqua tradição que, antes de tudo, tem em sua prática, única e exclusivamente, a compaixão.


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sábado, 6 de dezembro de 2014

Saudades do "Movie"



Como não poderia ser diferente, com o barateamento do sinal deu-se a popularização do audiovisual em rede, acachapando de vez qualquer vontade arraigada – intocada - à sensibilidade ao belo do homem comum já abandonado a própria sorte da desculturalização em massa tão agressora quanto imune quando na proporcionalidade inversa não há interesse em mecanismos que revertam quadros que incentivam a distração.

Ao final, o bordão de que o barato sai caro de longe não se aplicar no caso - nossa condição deteriorou-se. Estamos a analisar um efeito ainda mais nefasto, afinal, o empobrecimento do sentido crítico, ainda mais freqüente nessa salgalhada miscigenada que obtemos ao analisar essa massa “audiovisualetrônica”, vem se temperando no fácil, e é muito pouco o que se adquire nessa condição. O fácil é irmão gêmeo do barato e o barato, quando utilizado com desleixo, ou seja, sempre, é depreciado muito antes de sua pretensa validade (procurada, mas nunca válida).

*

Na outra ponta: tortos requerendo direitos.

No mesmo compasso; por que abundam fóruns de reclamações sobre assuntos ligados a toda a rede de eletro eletrônico em países que se querem consumidores, quando, porém, o são apenas porque esses foram convencidos a negociar suas migalhas, suas parcas economias ao comprar produtos que a bem da verdade não passam de entulhos supérfluos em residências que não possuem o básico? Justamente porque estamos consumindo antes de compreender a cultura do consumo, e mais e principalmente, justamente porque ao reclamarmos, não nos damos conta de que a indústria do consumo existe exatamente para isso, para que seus produtos sejam consumidos, o que significa que uma fatia bastante grande de sua produção precisa ser descartada já nos primeiros dias de utilização, e, se não de propósito, o que ela não pode é convencer o cliente disso, embora fosse ótimo se ele adquirisse a cultura de que uma nova compra; ao repor a quinquilharia quebrada: ele estará auxiliando na movimentação do quadro social da economia mundial, e isso não é de “todo mal” hoje, devido à necessidade: tornada obrigação por conta das transformações da política mundial que exigem acertos cada vez mais urgentes.

*

Em tempo, desta feita, digo que: falta apenas o marqueteiro convencer o cliente de seu cliente de que, ao comprar ele estará contribuindo socialmente; que seu ato de comprar foi transformado em altruísmo. Então o ciclo da base da sustentação econômica terá atingido a perfeição nefasta da nova economia que despertou um monstro chamado consumo e o soltou em nossos quintais como bicho de estimação. Não acredita? É porque também estás a ver vídeos como todos os demais. 


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Nascer é. . .


Estamos em um plano físico para experienciar com a matéria. Entre nós como animais, e nós (nós com nós mesmos), então, todo o tempo que aqui dispomos deve ou deveria ser utilizado para isso.

Podemos fazer uma alusão de que nascer, pode ser observado, em pé de igualdade com a utilização de um laboratório importantíssimo em uma universidade também de igual importância – no caso aqui, única - cuja fila de alunos prontos a entrar e gerar seus experimentos é interminável, de parte disso, deveríamos exercitar nossa concentração para jamais esquecer esse detalhe capital; que o tempo para manusear os tubos de ensaio é contado e limitadíssimo, e voltar para a fila de agendamento é enfrentar toda a burocracia das leis naturais ao caso, então, uma vez dentro, deve-se utilizar esse espaço com consciência, tendo em mente o quanto foi custoso estar ali entre os experimentos.


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Não exposição




Falou-me então da discrição:

Nosso pensar é um catueiro lançado na imensidão estéril da matéria, cuja isca, caso aferre um que outro em seu vagar atento, dar-nos-á ao menos uma certeza: há esperança para o sentimento.


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