sábado, 30 de março de 2013

Mas por enquanto...


         ...vamos seguindo o riscado.


“Somente chegaremos ao equilíbrio após o caos. Entender-se equilibrado sem isto, sem o estresse deste processo, é contar favas sobre um enrredo ficcional”.

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Daí; dá-se a harmonia.




        Na união não se conjuga a singularidade individual. Na união entre duas pessoas que verdadeiramente se amam e então, se respeitam; o que prevalece é a pluralidade do propósito único destes – e somente destes - dois seres.

Contribuição da Minha Sempre Bem Amada


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domingo, 24 de março de 2013

Porém quando?



“Meu compromisso não é com nada nem com ninguém;

meu compromisso é apenas comigo.”

Porém a questão é:

em que momento posso me entender pronto

 à fazer tão preciosa afirmação?

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Não egoísmo




Ele voltava daquela que fora a sua mais importante jornada até então. Extenuado; por ter se mostrado ela de difícil conclusão.

Não a finalizou, contou, sem o maior sofrimento já assistido. Mas seu semblante nunca irradiara felicidade igual.

Feliz como todos devem estar após qualquer conquista. E com os Mestres não é diferente.

E suas primeiras palavras após breve descanso foram: ”Não sou egoísta. Talvez pudesse privar um a um de vocês de algum sofrimento qualquer em particular. Alguns até bastante sério; que ao final quereriam excomungar-me e me escorraçar de suas vidas por um bom par de séculos por tê-los deixado à míngua. Mas em algum instante tudo voltaria ao normal, e então eu também estaria feliz por saber que não os privei de sofrimento algum”.

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domingo, 17 de março de 2013

Tao; a origem



        O Tao é como um recipiente oco
Quanto mais produz, mais difícil é de esgotar
Parece o manancial de todas as coisas
E em suas profundezas permanece inalterado, eternamente

Suavizando suas asperezas
Ordenando seus meandros
Moderando seu resplendor
Abafando seu próprio estrondo
Obscuro como as águas profundas, parece continuar ignorando de onde provém
Assemelha-se ao Ancestral de tudo
Tao te king – Lao Tse
Ed. Hemus/5a. edição

-0-

O Tao

   Sobre o

      Não início

     O não meio e

O não fim

Sobre o que não foi
E o que não será
E sim
Sobre o é eterno
A permanência do é eterno.

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O nosso Tao



  
        Tudo provém da origem

        Tudo retorna a origem

        A saída é agitada e curiosa

É sinalizada pela balburdia, pela luta

E assim mantêm-se

        O retorno é palmilhado pelo aceitar sincero

        É serenidade, conforto e aceite

        O que vai não entende o que vem

        O que vem entende o que vai

Pois tudo retorna a origem.

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No princípio não era modismo



(Isto sim que é exemplo de Low profile ou mais é menos...!?! ou o que o valha)


Não às pontes entre mim e você

Então o Mestre aconselhou o discípulo que eufórico, vinha anunciado a quem quer que encontrasse, a medida que despertava para a realidade de seu tutor. Sobre a singularidade do velho erudito, se comparado ao que assistiu ao longo do caminho até então trilhado:

“Não busco que convençam outros de quem sou realmente, caso entendam isto ser de alguma valia. Deixem que o façam por si só. Se não procuro eu isto, por entender ser pura falta de tempo, afinal o convencimento jamais será um bom argumento, por que procuraria ou deveria entender como boa, a oportunidade de lançar mão de pontes para essa dificílima tarefa?”

E alinhavou

“Se não é possível que te sintam, não é de bom tom que outros façam isto por você... e ainda menos por mim.”


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Vai vendo!


        
        Variando verdades até visualizar entre várias a Verdade verdadeira

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O instrumento e suas Ferramentas




        Faça o que puderes agora, com as ferramentas que tens à mão; é muito provável que jamais as possua novamente.

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domingo, 10 de março de 2013

Máquina de triturar matéria



Embora a tenhamos como sagrada, a morte não passa de uma máquina trituradora de matéria.

Um ponto estático (estático?) ou uma ponte entre a matéria e a não matéria.

Em algumas situações me pego pensando em como esta máquina irá me encontrar quando for cumprir seu inexorável papel de trucidar a todos?

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Longevidade II



        Viver muito é ótimo, desde que se viva bem, mas por enquanto, e há tempos, vivemos nos preocupando somente com o, viver mais.

Nem mesmo os inventores, os criadores de tempo – cientistas que aventam aumentar a sobrevida humana -, nossos homenageados de hoje, conseguem o prodígio do bem viver.

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Não me adicione




Outra vantagem de quando se é dono de caráter dúbio, (ou algum) em figurar nas redes sociais é que, por ser próprio dos tempos atuais não assumir a personalidade por necessidade do meio ou por medo de ser excluído, é poder então, ainda mais, escamotear suas falsetas de quando se está frente-a-frente com os seus – tarefa que à medida que o tempo avança se mostra tão escassa quanto constrangedora.

A desvantagem, diria o psicanalista especialista que detivesse algum conhecimento e coragem: reside no fato deste indivíduo social virtual levar um tempo maior para entender que o que faz ali é exatamente acreditar no perfil que auto impôs-se. Mesmo que este esconda ainda mais a mentira que sempre foi. Na net ou fora dela.

Este instrumento; acaba aumentando naturalmente o distanciamento do encontro do personagem falso, daquele real, que se mantêm escondido.

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Muito além do óbvio




No livro Ecce Homo, no capítulo “por que sou tão sábio” Nietzsche declara: “Minha humanidade é uma contínua superação de mim mesmo”.

        Por sua vez gostaria de imaginar a humanidade uma contínua superação além de mim.

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domingo, 3 de março de 2013

Sobre o que realmente interessa...




...depois que começar a entender que existem coisas que realmente interessam.

O que você acha, é ou não é?

Não sei se é ou não é; só sei que aquele que se atém a este tipo de questão é mais um que ignora a dimensão em que vive.

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Ainda duvidas?



Ainda que as palavras do Mestre parecessem um pouco ríspidas, todos o conheciam, e sabiam que apenas e justamente o ouvinte principal ainda as entenderia estranhas:

“Que tenhas dúvida é possível que entendamos.
Que duvidas;
só demonstra que ainda não está pronto
nem mesmo para teres dúvidas.”
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Do limite que possibilita o avanço



Geralmente após as guerras ou grandes catástrofes, as pessoas se juntam e levantam suas casas suas cidades, mas em determinado ponto se descobrem, ao observarem os resultados, muito mais fortes do que pensavam ser, do que se imaginavam. E continuam, mas continuam sabendo agora que não conheciam, não sabiam que seus limites eram negligenciados por eles mesmos por lhes serem totalmente desconhecidos. E o mote inicial: voltar com um país nos eixos, concertar o orgulho ferido; já foi superado, já foi alcançado, porém a força interior desconhecida, a revelia de todo o processo, também foi despertada, agora elas descobriam que podem mais, e, dificilmente irão parar. Eles querem mais, eles querem continuar.

Podem, quem sabe, superar ainda uma cidade ou um povo vizinho, ou até um país vizinho e se tornar um ou o maior exemplo do pós-guerra.

Sim, fomos ligados. Alguém conseguiu acionar alguns pontos dentro de todo um conjunto de pessoas que estavam adormecidas a não mais reconhecer alguns limites.

Porém isto é tudo muito complexo, e de alguma forma deveríamos ter um dispositivo a ser acionado onde pudesse ocorrer o que aconteceu com o Forrest Gump no filme, por exemplo.

Ele iniciou uma corrida ao longo de lotes vizinhos ao seu, um trajeto ainda menor do que o alcance de suas vistas, e continuou até o final da rua e até o final da cidade, e então decidiu atravessar o estado, o país. Foi de um oceano ao outro e ainda assim não parou. Até que um dia o faz. Pára, estático, e diz, já é o bastante.

Quando cada um dirá para si, ou se perguntará se pode ou não, se está livre ou não para dizer para si mesmo: já é o bastante.

Quando um governo poderá dizer para um país inteiro, podemos agora diminuir nossa agressividade com relação à superação econômica, bélica, industrial, mecânica ou coisa que o valha?

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