sábado, 26 de agosto de 2017

Ruim com; pior sem...


...ainda que o resultado venha se mostrando um desastre.

- Nietzsche; talvez Paulo previra que a Arte; a essência da Beleza Grega não vingaria entre as gerações vindouras dos homens de má vontade, ou; quais será foram, no momento da queda, os segredos do Cristo para com ele!?! Provavelmente ele fora de alguma forma alertado sem que tenha sido pontuado – não podemos aventar a incerteza desta ciência. Onde, ainda que profanando conscientemente templos e tempos míticos, sabia que o cristianismo, mesmo que não passasse como sua vontade aguerrida de apóstolo máximo do cristianismo; e aí há que se dar um voto de confiança – observado sob o seu ponto de vista -, afinal é factível avaliar sob o ângulo de seus excepcionais esforços onde é fato entrever que a humanidade poderia ser menos ordinária com ele observando que: o que seria dos gregos e do resto do mundo se o cristianismo não amenizasse minimamente o que veio a acontecer com o homem – onde ele se mostra ainda pior do que sua observação mais adjetiva?


Ok, um adendo; vamos considerar a inquisição um ponto fora da curva e os abusos do clero em geral uma intervenção humana; uma infiltração do homem abjeto realmente profanando, ou se utilizando de uma ferramenta magnífica para seu bem comum; isso é próprio nosso – a natureza rasa, material, ainda no comando. Não podemos nos furtar a isso, a vileza humana se vale das mais inusitadas máscaras para esconder suas vontades mais desprezíveis.

Talvez agora você conseguisse aceitar que o homem deu provas suficientes de que poderia ser ainda mais indolente sem eles por não ter previsto que a vontade que pregastes cada um de nós possuirmos é muitíssimo mais difícil de acessar nas condições em que nos encontramos – o caos vigente mostra que sua vontade tornou-se utópica; ou estou me precipitando e tão somente rumamos ao finalmente pregado colapso; o niilismo que fará com que a má erva arda.


Para corroborar esta análise recordemos que Goethe já afirmava: “Agradeço a Deus por não ser jovem em um mundo inteiramente liquidado”, no entanto, não se pode subestimar o homem sobre sua vontade de revolver-se em seu próprio meio, afinal, diferente do pregado por Goethe, o mundo conseguiu arrastar-se até agora sob aspectos ao próprio, a ele e mesmo a você; inimagináveis.

O símbolo ainda mais preciso da humanidade decadente; um rico e superlativado resumo de suas previsões. Parte do que seria e é a humanidade se satisfazendo com o arrebanhamento encontrando-se no ser mediano e aninhando-se nesse aceitar barato entendido como suficiente e fazendo daí uma execrável zona de conforto; não é o que temos para hoje?


Talvez o cristianismo desfigurado não tenha sido o único causador do quadro exposto, ele pode ter sido mais uma importante ferramenta para suportar o homem sobre o planeta amenizando o que estaria por vir, ainda que seja difícil entender todo esse estado de coisas por conta de deturpações a toda prova; ou porque permanecemos contidos em uma espécie de vórtice da Torre de Babel, mesmo que tudo possa parecer indesculpável e não te convenças a mudar em nada suas irretocáveis observações.


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Filosofia adimensional



O verdadeiro filósofo não pulsa com seu tempo – e talvez com tempo algum. Não coaduna com conterraniedade alguma. E ainda que pontue o Espírito do Tempo (Zeitgeist) é uma espécie de inimigo de seu tempo; tendo a pensar que o filósofo maior, ao apontar seus grifos, luta também contra o pensamento da sociedade futura – por prevê-la no que vê; ao acertadamente espelhá-la no seu agora. Ele não apenas é extemporâneo ou póstumo, dono de alguma espécie de filosofia com validade, ele é atemporal, não condicionado a planos... inalcançável ao propósito Terra.


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Empoderamento


A palavra da vez é empoderamento; mas primeiro não deveríamos lutar contra o empoderamento da instituição que prima tão somente o corporativo, para assim, finalmente, construir o empoderamento do homem e então fazer algo somado, inclusivo, abrangente, a ponto de nos orgulhar verdadeiramente?


Porém, é tarde demais, o velho Marx já “deu a letra”, e se à época não foi possível; agora, se bem observado, sabemos onde e quando esta expressão, por mais força que possua é absurdamente subutilizada. 


 


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Segue-se que...


Ou temos autoridade e impomos ou temos razão e convencemos, então segue-se que...

Ao investigar nosso agora através das ultimas ações a que nos entregamos, convém que o fato de se ter autoridade, automaticamente discorre para o impor-se; quando somente quanto a posse dos ângulos da razão, e apenas aí: há o convencer que se é o imperador da continuidade verdadeira.




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domingo, 20 de agosto de 2017

Cora Coralina - Aninha e suas pedras


Hoje, 20 de Agosto; aniversário de Cora Coralina


Aninha e suas pedras

Não te deixes destruir…
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.
Cora Coralina

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sábado, 19 de agosto de 2017

Nada estranho


Análoga e fisiologicamente falando, se pudéssemos fazer uma pilhéria com alguns estranhos seres que chegaram aos nossos tempos e refletir sobre o desinteresse humano com o pensar reto e acertado, poderia muito bem elucubrar aforismos e aventar citações normais ao estado plástico techno-eletrônicizado lançando mão do pensamento abstrato onde tudo cabe; incrementando às descerebradas barbáries verborrágicas em meio ao novo mundo virtualizado de vídeo, fakes e ações virulentas coisas outras inúteis, que nada acrescem.

*


Distamos do “é” de Parmênides ainda mais por não compreender que o “não é”, é ainda mais no nosso agora.

Inacreditavelmente hoje, soa mais estranho aos estranhos homens dominantes o pensamento de Parmênides.

No entanto precisamos aceitar que é como é.

 “O ser é e o não ser não é”
Parmênides




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Aprender











“Como separar a dor, do aprendizado? Antes da atenção à dor era preciso que entendêssemos a necessidade implícita da lição proposta.”

Irmã Marina Fidélis






*


Ante a todo desconforto; na dor, na expiação, antes de tudo; é comum sucumbirmos. Deixarmo-nos paralisar, ficarmos desacorçoados e automaticamente nos entregarmos à auto compaixão, à desordem, às súplicas ou mesmo às choradeiras e até nos revoltamos contra Deus e o mundo, onde no destempero é mais fácil julgar que todos são culpados, enquanto uma e talvez a mais importante lição passe ao largo no flagrante dos acontecimentos: o que devemos aprender com o momento!?!

Equilibrar-nos e perceber que nada será resolvido sem que o bom senso tome as rédeas da situação, onde finalmente percebemos que estamos diante da matéria mutável, tudo aqui é passível de transmutação, e enquanto essa transformação acontece temos ao nosso dispor a mais variada gama de ações para praticar a doutrina da maturidade e observar o quanto seguro estamos para enfrenta-las, ou para aprender a crescer com todos os exercícios diários que nos são apresentados.



A sábia lição da passividade positiva nos ensina que o ser que aprendeu a controlar suas emoções ainda que sinta toda a dor da injustiça ou do tempo a equilibrar a balança que a todos chega com a conta; em situações inesperadas e em muitas delas parecendo fora de hora e mais indigesta e injusta que o preparo devido; onde a sabedoria aconselha que não há nada a fazer a não ser aceitar, pondera - o reconhecimento contrito do sábio. Não é questão de frieza. Não é descaso e jamais será displicência; é o mais puro e simples entendimento da lição em curso.


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Otimizando a vida



80 anos é tempo suficiente. Até um quarto de século, por pior que possamos ser; podemos gastar quase todo este precioso tempo com entretenimentos e distrações. Caso sobrevivamos a este arriscado período, ainda que pareçamos corretos. Daí até os cinquenta não é possível que não acordemos para algo maior que a conjunção com a materialidade, e então teremos um tempo suficiente para nos entender com o passado e os ajustes necessários a nossa próxima caminhada, e então partir. E em não sendo assim, não devíamos entender como necessário aqui permanecer além da meia idade, nos parece um desperdício.

Claro, isso tudo cabe mais aos nascidos nos trópicos e aos hedonistas ao avesso, aos quais parece mais aceitável o desperdiçar da vida; o viver folgado, entendendo-se dono da situação.


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Outros valores


Religião dinheiro - O valor econômico desapareceu – não apenas por falta de conhecimento - do senso da razão por ter sido oportunamente incorporado ao senso comum da não percepção.

*

O véu invisível da vantagem

Tudo implicitamente é valorado. Se não diretamente, nossas observações incorporaram intrinsecamente o peso do interesse consoante ao custo benefício antecedente as ações a serem praticadas.

Se não tens dinheiro, mas pode gerar algum para quem o possui; você ainda poderá permanecer nas estatísticas dos até então viáveis. Do contrário desapareces, e, provavelmente será tratado como invisível ou estorvo. Em ambos, qualquer atenção maior pode tratar-se meramente de um ato hipócrita de alguém que enxergou nesse nicho uma oportunidade de assim manter-se “visível” - voluntariado altruísta, hã? Do lance da mão esquerda com a direita!?! Esqueça. É muitíssimo raro que alguém tenha passado para esta fase com este Valor.



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"O silêncio"



Onde quer que você esteja, seja a alma deste lugar…

Discutir não alimenta.
Reclamar não resolve.
Revolta não auxilia.
Desespero não ilumina.
Tristeza não leva a nada.
Lágrima não substitui suor.
Irritação intoxica.
Deserção agrava.
Calúnia responde sempre com o pior.


Para todos os males, só existe um medicamento de eficiência comprovada.

Continuar na paz, compreendendo, ajudando, aguardando o concurso sábio do Tempo, na certeza de que o que não for bom para os outros não será bom para nós…


Pessoas feridas ferem pessoas.
Pessoas curadas curam pessoas.
Pessoas amadas amam pessoas.
Pessoas transformadas transformam pessoas.
Pessoas chatas chateiam pessoas.
Pessoas amarguradas amarguram pessoas.
Pessoas santificadas santificam pessoas.


Quem eu sou interfere diretamente naqueles que estão ao meu redor.


Acorde…


Se cubra de Gratidão, se encha de Amor e recomece…

O que for benção pra sua vida, Deus te entregará, e o que não for, ele te livrará!


Um dia bonito nem sempre é um dia de sol…
Mas com certeza é um dia de Paz.


A vida na Terra é uma passagem, o amor uma miragem, mas a amizade é um “Fio de Ouro” que só se quebra com a morte. Você sabe! A infância passa, a juventude a segue, a velhice a substitui, a morte a recolhe.

A mais bela flor do mundo perde sua beleza, mas a amizade fiel dura para a eternidade Viver sem amigos é morrer sem deixar lembranças.

Chico Xavier




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sábado, 12 de agosto de 2017

“Barco à Velas”


Somente quando assumimos que jamais poderemos ser livres é que atingimos aqui a liberdade.

*


“Tudo é importante”
e
 “A simplicidade é a chave”
e ainda
"Aqui tudo é coisa"

*



Hurricane

Pistol shots ring out in the ballroom night
Enter Patty Valentine from the upper hall.
She sees the bartender in a pool of blood,
Cries out, "My God, they've killed them all!"
Here comes the story of the Hurricane,
The man the authorities came to blame
For somethin' that he never done.
Put in a prison cell, but one time he could-a been
The champion of the world.

Three bodies lyin' there does Patty see
And another man named Bello, movin' around mysteriously.
"I didn't do it," he says, and he throws up his hands
"I was only robbin' the register, I hope you understand.
I saw them leavin'," he says, and he stops
"One of us had better call up the cops."
And so Patty calls the cops
And they arrive on the scene with their red lights flashin'
In the hot New Jersey night.

Meanwhile, far away in another part of town
Rubin Carter and a couple of friends are drivin' around.
Number one contender for the middleweight crown
Had no idea what kinda shit was about to go down
When a cop pulled him over to the side of the road
Just like the time before and the time before that.
In Paterson that's just the way things go.
If you're black you might as well not show up on the street
'Less you wanna draw the heat.

Alfred Bello had a partner
and he had a rap for the cops.
Him and Arthur Dexter Bradley were just out prowlin' around
He said, "I saw two men runnin' out,
they looked likemiddleweights
They jumped into a white car with out-of-state plates."
And Miss Patty Valentine just nodded her head.
Cop said, "Wait a minute, boys, this one's not dead"
So they took him to the infirmary
And though this man could hardly see
They told him that he could identify the guilty men.

Four in the mornin' and they haul Rubin in,
Take him to the hospital and they bring him upstairs.
The wounded man looks up through his one dyin' eye
Says, "Wha'd you bring him in here for? He ain't the guy!"
Yes, here's the story of the Hurricane,
The man the authorities came to blame
For somethin' that he never done.
Put in a prison cell, but one time he could-a been
The champion of the world.

Four months later, the ghettos are in flame,
Rubin's in South America, fightin' for his name
While Arthur Dexter Bradley's still in the robbery game
And the cops are puttin' the screws to him,
lookin' for somebody to blame.
"Remember that murder that happened in a bar?"
"Remember you said you saw the getaway car?"
"You think you'd like to play ball with the law?"
"Think it might-a been that fighter
that you saw runnin' that night?"
"Don't forget that you are white."

Arthur Dexter Bradley said, "I'm really not sure."
Cops said, "A poor boy like you could use a break
We got you for the motel job
and we're talkin' to your friend Bello
Now you don't wanta have to go back to jail,
be a nice fellow.
You'll be doin' society a favor.
That sonofabitch is brave and gettin' braver.
We want to put his ass in stir
We want to pin this triple murder on him
He ain't no Gentleman Jim."

Rubin could take a man out with just one punch
But he never did like to talk about it all that much.
It's my work, he'd say, and I do it for pay
And when it's over I'd just as soon go on my way
Up to some paradise
Where the trout streams flow and the air is nice
And ride a horse along a trail.
But then they took him to the jail house
Where they try to turn a man into a mouse.

All of Rubin's cards were marked in advance
The trial was a pig-circus, he never had a chance.
The judge made Rubin's witnesses
drunkards from the slums
To the white folks who watched
he was a revolutionary bum
And to the black folks he was just a crazy nigger.
No one doubted that he pulled the trigger.
And though they could not produce the gun,
The D.A. said he was the one who did the deed
And the all-white jury agreed.

Rubin Carter was falsely tried.
The crime was murder "one," guess who testified?
Bello and Bradley and they both baldly lied
And the newspapers, they all went along for the ride.
How can the life of such a man
Be in the palm of some fool's hand?
To see him obviously framed
Couldn't help but make me feel ashamed to live in a land
Where justice is a game.

Now all the criminals in their coats and their ties
Are free to drink martinis and watch the sun rise
While Rubin sits like Buddha in a ten-foot cell
An innocent man in a living hell.
That's the story of the Hurricane,
But it won't be over till they clear his name
And give him back the time he's done.
Put in a prison cell, but one time he could-a been
The champion of the world.

Bob Dylan

Homenagem a “Hurricane”





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Braços invisíveis



E quanto à aleatoriedade? - Adaptações são essenciais, tão essenciais que somente organizações comprovadamente inteligentes podem ser chamadas à responsabilidade de executá-las com excelência.

*


A evolução propriamente dita deve apenas uma pequena fração; um pequeno algoritmo às causas essenciais diretamente ligadas e passíveis de provas às reconhecidas ciências biológicas.

Situações diversas e a nós incompreensíveis são especialmente consideradas e admiravelmente comparadas; ações estudadas e promulgadas e minuciosamente observadas e somente aí: colocadas à disposição da matéria por conta de comisões; juntas a nós ainda inimagináveis.


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