domingo, 28 de outubro de 2012

Longevidade




Quanto mais cedo nos conscientizarmos de que iremos ficar velho mais longe levaremos nossa velhice.
 
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domingo, 21 de outubro de 2012

Faltou a reengenharia Divina




Como é possível que o homem tenha dado um imenso salto evolutivo com relação a tudo, indústria, ciências, tecnologia, automação, nanotecnologia, farmacologia...

Estamos enxergando cada vez mais distante no que diz respeito a universo. Corrigimos a miopia de nosso principal telescópio espacial em plena orbita, estamos cavoucando cada vez mais fundo; atingindo profundidades jamais imaginadas em nossos mares.

Qualquer perspectiva feita com seriedade em qualquer passado que seja previu a evolução alcançada com relação à comunicação de que dispomos hoje.

Recordes inimagináveis são alcançados num dia e superados no outro; físicos e particulares, e isto independe do campo. Quando em grupo: na produção ou superação com o auxílio das mais incríveis máquinas e equipamentos, da robótica a genética.

Nossa produção na área de fomento e commodities é um espetáculo a despeito dos custos ao planeta, afinal sempre haverá um preço, mas em suma, se levarmos em conta uma contabilidade otimista e positiva, – que ao final é a única que realmente conta – proporcionalmente, jamais o mundo esteve em uma zona de conforto comparável a vivida hoje garantem sociólogos especialistas de renome autorizados a falar oficialmente a respeito, e que vem estudando e analisando a fundo e há séculos o gênero humano.

but”, e o essencial?

 Gostaria de não jogar um balde de água fria por sobre um apanhado tão otimista de vitórias jamais pensadas, tão diversas quanto incontestáveis, reveladas em pequenas e grandes vitórias entre milhares delas sempre evidenciando o sucesso, mas o fato é que a cada dia mais estamos relegando a essência para um canto, para um destes milhares de porões de quinquilharias que se avolumam somando em nossas casas devido aos excessos que invariavelmente cometemos, assim, concomitante a este descaso com a nossa essência, era preciso perceber que não nos preocupamos em reciclar, qualificar, contextualizar o significado maior de existirmos.

Não trabalhamos com o mesmo afinco um item que deveria ter evoluído par e passo com nossas alegrias materialistas que é o significado de possuirmos uma vida; de existirmos.

Nascemos apenas para a conquista? Para mostrarmos ao próximo que somos melhores ou para alguns poucos, de forma um pouco mais amena, porém ainda não totalmente correta de provar a si mesmo que é capaz? Ou seria para mostrar a Deus que ele colocou no mundo pessoas tão boas quanto Ele? Talvez este último item seja demais, afinal os cientistas não conseguiram provar ainda sua existência.

Gostaria de não usar o nome “Deus” aqui, porém quero que entendam que O utilizarei apenas como um símbolo, afinal existe tantos que não O aceitam, mas o fato é que, no que se refere as Forças Superiores, em hipótese alguma conseguimos – e as respostas de o porque, são tão diversas quanto nossas incertezas: evoluir nosso respeito pelo Sagrado em uma milésima parte daquela buscada para obter nossas conquistas pessoais.

Falamos de peito abeto com um ar de orgulhoso jamais visto, sobre aonde chegamos, porém continuamos com a mesma ladainha no que diz respeito ao Poder Superior. Isto quando nos lembramos em meio a euforia, porque no mais das vezes, só o fazemos quando ela se esvai.

Como veríamos Deus hoje? O mesmo arquétipo que há milhares de anos vem sendo vendido da mesma forma? Por que seu design não evoluiu na mesma proporção que evoluiu a roda?

Como Ele seria representado se nos preocupássemos em apresentá-Lo tal e qual um dos melhores produtos fruto de nossas incontáveis e orgulhosas conquistas ou alvo de nossa maior cobiça?

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Esta historieta é para aqueles que não conseguem acreditar na existência do Sagrado.

Entendo que todo aquele que não acredita na existência de algo superior poderia seguir o exemplo do personagem desta história, eu mesmo já recorri a ela no passado.

 Sempre que estava esquecendo-me do dever (uso esta palavra devido a minha educação) de manter um vínculo pessoal mais estreito com o Sagrado me lembro de uma história de meu tio que, muito simples e de poucos estudos vivia da roça, e me disse certa vez que ali, naqueles canfundó, eles eram obrigado a aceitar tudo o que ouviam no rádio, e que, invariavelmente, se ouviam falar, algo ali havia. Mais ou menos como o velho ditado “onde há fumaça a fogo”. Ele então partia desse princípio e acreditava em tudo que lhe contavam, mas não se atirava em história alguma, porém não contestava nenhuma delas, e assim viveu e morreu como uma pessoa de bem.

Da minha parte então, prefiro em raros casos semelhantes, afinal nossos cientistas tem provado a existência de quase tudo, acreditar que “onde há fumaça a fogo”, digo isso num sentido bastante ilustrativo, afinal somos homens inteligentes e entendemos a diversidade de situações que nos ocorrem diariamente, porém devo admitir que se, por um momento eu duvidasse do Sagrado, ao menos, eu recorreria ao expediente deste simplório parente, onde deveria então entender que: se tantos falam sobre a existência de algo superior, a primeira coisa que deveríamos fazer é não duvidar, muito menos contestar, por outro lado não é bom não acreditar, mas era importantíssimo ao menos respeitar, por que, se existir, quanto verbo não foi perdido desde que começamos a viver por isso que muitos acreditam ser: por conta própria.

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Para descontrair

Em outra situação, um colega taxado como louco insiste que não; jamais seria possível que as buscas na área do divino se provassem eficazes, afinal, se aparecessem com a prova do Deus Real, quantas igrejas teriam que fechar as portas. Há verdades, afirma ele, que devem continuar como improváveis, vivemos em tempos de ganhos e lucros, nada pode realmente existir que desestabilize esta máxima, ou seja, pra que procurar o que não se quer encontrar.
 
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domingo, 14 de outubro de 2012

Há mais




Pensei bastante e falei então a ele, estava mais uma vez tentando, - sempre imaginando se não prestaria atenção na minha impertinência, afinal ele não respondia quando entendia que a curiosidade se fazia presente ou era mais forte que o desejo de aprender – através de meu mestre, entender se haveria a possibilidade de virar o jogo, mudar, abrangendo um número maior de pessoas, no que ele chama de Corrente de Entendimento do Existir Terreno, onde sua definição dispensa explicação por estar, logicamente, inserida na própria proposta.

Uma breve ilustração sobre o significado de Corrente de Entendimento do Existir Terreno: tem a ver com a conscientização do que realmente importa para o homem saber sobre seu nascimento neste planeta - o saber inserido aqui não tem nada a ver com o nosso saber comum, de aprendizado, tem a ver com sentir que se é mais, tem a ver com sentir que há mais, tem a ver com sentir mesmo que por um único insight (e então agarrar-se a este momento) que tudo o que aprendera até então foi importante, porém a pessoa, por si mesma, entende, sem que ninguém o transmita diretamente: que somos essência e ao mesmo tempo entende a essencialidade de aqui estar; e como assim finalmente nos descobrimos, passamos a compreender todo o processo de existência com outros olhos, com outra importância, com o que o mestre diz ser: “o primeiro toque da verdadeira luz sobre o néctar adormecido do sentimento de exclusividade diante do Todo”. Mas não podemos nos enganar, - nós, mero ouvintes deste acontecimento - ensina o mestre, que esta exclusividade o mantém egoísta como sempre foi, ao contrário, ao tocar sua exclusividade interior ele se vê igual a todas as criaturas e também criadores do universo, e complementa: “é neste momento que todo o universo volta-se para este pequeníssimo ser, e esta ínfima partícula que foi finalmente tocada, dá um gigantesco passo em direção ao todo universo”.

Uso aqui, porém: “um maior no úmero de pessoas”, apenas como ilustração, afinal a informação que se tem a este respeito é que este número é muitíssimo reduzido; seus registros apontam que um dos maiores empecilhos para tal entendimento se dá pelo fato de que a maior abrangência de indivíduos que aplica uma disciplina mínima em entender realmente o porquê aqui está, está diretamente vinculada a alguma instituição religiosa ou algo que a isto remeta, o que o mestre entende como perfeitamente normal. Diz ele que para nós esta é a maneira mais fácil, embora não precise ser assim para que as pessoas aos poucos entendam a continuidade da vida e que não julguem o estar aqui apenas como uma evolução calcada em princípios de realização pessoal.

   O problema reside no fato de que, com o passar dos anos a instituição, assim como pensa o homem, - pois ele é o comando de tudo - se quer maior que a obra ensinada, e isto nunca será algo bom para o nosso despertar; nunca, e para ninguém. Portanto, ao longo de um período qualquer a ideia inicial continua inicial, se perde, ou é direcionada para outros interesses totalmente avessos a proposta que mesmo sendo ainda utilizada como a correta, há tempos foi desviada de sua rota original. Por outro lado, diz o mestre, este desvio é prejudicial principalmente porque muitas portas para novos entendimentos são trancadas para sempre, ensina ele que mesmo que o aprendizado se baseie em um ponto principal, primordial, essencial, e é a partir de então que se forma todo um complexo de ideias, estudos e iniciações: todo esse processo não é somente isto, (ele é infindável, não é possível que pare; pode ser parado, mas não existe um fim como nós o conhecemos) e aí está a pior perda: a falta de entendimento sobre a continuidade eterna e perene de todo o processo.

Há, conclui o mestre, uma perda descomunal ao ficar-se martelando apenas a ideia inicial, acreditando que o cerne é o mais importante ou a única fonte que importa, o cerne; a semente é o princípio; ela invariavelmente brota e morre, o que vale é a continuação da proposta de o que existe dentro da semente, isto, aqueles que se dizem maior que o processo não ensinam porque também não buscaram sair da semente.

É importante lembrar aqui que não estamos falando em graus inalcançáveis que remetem a disciplinas duríssimas. O conteúdo aqui remete única e exclusivamente ao fato de que aos poucos nos entendamos superiores em essência, acordados no que diz respeito à continuidade de uma existência calcada em seguir o fluxo porque uma serie de outros entende que assim sempre foi e assim sempre será, esta máxima não é necessariamente mentira ou inventada, afinal é preciso que compreendamos que tudo continuará sempre sendo como sempre foi. O que busca a Corrente de Entendimento do Existir Terreno, é que se faça; que se trilhe o caminho deste “sempre”, com uma chama acesa no peito, a chama de que se é especial, de que temos todo um universo a ser desbravado, na continuidade do existir como ser, mas principalmente não na esperança terrena, mas na certeza alinhavada nada menos do que pelo universo, pois devemos acreditar que, como somos parte do universo o universo pode se comunicar conosco, então avalizados pelo universo entendermos finalmente que: há mais.

Há mais e nós todos podemos tê-lo. Podemos a partir de então ser mais ousados contextualizando o que todos nos dizem sobre o fato de que podemos alcançar as melhores notas, os melhores cargos, fazermos os cruzeiros mais fantásticos por todos os mares conhecidos e possíveis, podemos ser o ator, o cantor, o diretor, o cientista que irá ser o primeiro a pousar em Marte, mas, a partir do “há mais”, nós poderemos ser ainda superior ao cientista, ainda superior mesmo ao presidente, porque todas estas situações nos limitam a leis relativas e necessárias apenas a nós agora, então nós podemos ser tudo isso e ainda imaginarmos que depois de vivermos como a maior dos atores, poderemos, não descansar, mas sim continuar imaginando e concretizando vontades ainda a nós inimagináveis, e tudo isso vem apenas de um ponto bastante comum que é buscarmos entender, realmente, como e porque estamos aqui agora.

E a resposta mais rápida e simples para esta conscientização está no fato de que o universo não é uma matéria estática; parece brincadeira colocar assim, porém este é um dos pontos chave a ser explorado na busca para um entendimento pessoal interno.

É importante fazer mais um aparte aqui lembrando que alguns estudiosos insistem que o primeiro e melhor processo de resolvermos nossos problemas é descobrir-se com o problema, ou seja, na maioria das vezes não temos a real dimensão do que estamos enfrentando, de com o que estamos verdadeiramente lidando.

Voltando. A partir de então, o mestre se vale da constituição do universo que bem sabemos está em expansão constante e eterna. Insiste ele, perguntando: “como se é possível que um ensinamento se mantenha estático por milênios quando tudo no mundo é relativo se partirmos do ponto de vista da evolução perene e eterna?”, e aqui dá uma alfinetada; “afinal alguns cientistas já provaram a ocorrência desta expansão”; o que significa que devemos entender que especialistas autorizados já avalizaram esta informação, portanto, ela é verdadeira, basta aplicá-la em sua abrangência levando em consideração cientistas outros que descobriram o intrincado processo de que toda a estrutura a nós importante é um universo em miniatura, ou seja, ela repete o universo maior (pelo menos aqueles a eles revelados), porém para isso, é preciso que vença-se a inércia pessoal, outra lei facilmente explicada pela ciência.

Finaliza afirmando que é este processo de entrar em um tipo de módulo de espera, onde é pior, não se sabe o que esperar, e ainda muito pior, não se sabe que se está em módulo de espera, tudo é mostrado como se aquele fosse o processo normal, como se é assim que é, quando ele e sua equipe de mestres insistem sempre: jamais é. A estática é importante, porém nunca na evolução do aprendizado, na evolução do seguir em frente descobrindo o que realmente há por trás da próxima de milhões de cortinas que somente se desvelará se este continuar que deveria ser comum e de fácil entendimento acompanhasse o pulsar do universo.

Sempre, tudo, me parecia tão claro, porém eu não estava ali para ouvir uma vez mais o que já aprendera, assimilara e repassara para mais de uma centena de pessoas, e embora soubesse da dificuldade que é aplicar esta ideia, estava novamente tentando encontrar uma forma de melhorar, pinçando argumentos, palavras impregnadas de energias que ao serem formuladas atingisse o objetivo maior que era fazer com que as pessoas mais próximas mesclassem a seu existir cotidiano, principalmente ao seu querer, ao que buscaram até então, alguns novos interesses. Que fosse neles despertada a semente do depois. Embora entendendo que o importante é o agora; minha intenção era que este agora ficasse mais interessante quando estas entendessem o real significado de aqui terem nascido.

“Acalme-se meu filho,” disse-me ele, “tudo está certo como está. Quantas vezes terei que explicar que a tudo há seu tempo. Esta lição é mais antiga que andar para frente, iremos mais uma vez gastar energia com isto? E mais uma vez: não existe fórmula mágica para o despertar, isto é exclusivo, único e distinto para cada um. Eu poderia enumerar mais uma série de palavras que designam unidade, porém acredito que não preciso, certo! Cada qual tem seu momento, não tem nada a ver com o querer, tem a ver com o sentir. É claro que não é por isso que deixarás de praticar a tua vontade de mostrar o que agora vês, mas pensa: de que adianta levares uma criança ainda de colo para ver um filme infantil  que desperta o fascínio de seus irmãos mais velhos? Não raro ela acabará por incomodar todos os demais, e por outro lado, não existe todo o processo que já foi lhe explicado centenas de vezes com relação a evolução constante do universo! A partir deste conhecimento, - vamos voltar ao filme infantil - é certo que aquele que não puder assistir o filme hoje, poderá fazê-lo outro dia e sentirá com certeza o mesmo que todos sentiram, por outro lado se isto se der muito além do nosso agora, provavelmente outros diretores construirão filmes ainda superiores que despertarão emoções ainda mais forte que o anterior, e então, pode que a criança tenha crescido ao ponto de poder ou se interessar também por este tipo de filme.”

“O processo é lento”, continuou, “e isto é somente aqui, este é o seu plano atual, não há o que se possa fazer, muita coisa mudou. Praticamente todo o processo inicial foi corrompido, o planeta Terra tomou outros rumos, porém nada está realmente perdido. O que é “isso tudo”, que você diz, frente ao universo que apenas o homem conhece? Digo apenas porque me refiro a mente atrofiada do homem, e quando digo atrofiada não me refiro de modo pejorativo, é assim porque se fosse diferente seria ainda pior, alguns que aqui vieram com mentes mais desenvolvidas acabaram não suportando a pressão ou mesmo não souberam como lidar com a diferença, porém todos a terão um dia em algum lugar, na sua plenitude, e acrescento: somente se assim o desejar. Ao final de alguns pontos a partir daqui, as escolhas tomam rumos tão diversos quanto o número de estrelas que existem no céu; tanto teu quanto meu, diga-se de passagem.”

O que eu iria dizer então, mais uma vez saí com uma mão na frente e outra atrás, não adianta, pensei, minha ânsia deve ser acalmada por si só, porém mesmo não parecendo, é tão bom reviver ensinamentos, e pensei mais uma vez o quanto somos egoístas, mesmo que pareça estarmos buscando algo para todos, não raro, ao final, saboreamos felizes e sozinhos o que conseguimos para nós.
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domingo, 7 de outubro de 2012

Sobre o que realmente importa


 

Chegará um tempo onde será entendido que alguns homens, há tempos, não precisam, necessariamente, passar seu conhecimento aos demais da forma ainda comum a todos.

Mesmo que estes desenvolvam todo um processo de descobertas e acessos, que, por algum motivo qualquer não consigam ou possam transmitir aos demais, ou então não consigam publicar uma décima parte de seus ricos estudos, é certo que um número infindável de outros próximos, companheiros em nível de consciência, mesmo que, por “próximos”, entendamos que estão de alguma forma, assim e apenas, conectados no mesmo plano Terra, receberão em partes ou completamente, em forma de ideias, através de pensamentos afinados, os registros desenvolvidos, resultados até, de uma vida interira dedicada as pesquisas.

Soma-se a isso um intrincado processo de leis a nós desconhecidas, ainda assim, ou, por conta disto: nada irá se perder.

 Ou ainda, é justamente e/ou exclusivamente por conta disso que dar-se-á a disseminação da essência do material apurado.

Todo este processo transforma alguns pesquisadores em instrumentos; verdadeiros receptáculos do que flui no universo. O que não os descredita de forma alguma.

Diferentemente; quando, e se isto ocorrer com um pesquisador, não deveremos tê-lo apenas como um instrumento, tem ainda mais crédito este, por entender-se que possui qualidades ainda superiores aos demais.
 
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