Se o impuro
tem o puro de ações com desconfiança. Se seus olhos inquisidores veem ou nele
procuram sinais de desonestidade; não há nada a ser feito. Assim como é muito
fácil ao impoluto manter-se na retidão da lucidez, do amor fraternal; na
proporção inversa, se comparado ao indivíduo vil, de humores afetado; devemos
entender a impossibilidade de uma mente doente superar seus vícios, na proporção
que o indivíduo de boa índole jamais conseguirá levantar falsos contra quem
quer que seja.

O gentil,
precisa aprender a lidar com o ser ainda fraco, pois esse, inseguro, e sem
explicações que o convençam, com a mente sobrecarregada se pergunta, tanto
quantos outros de mesma índole; como o probo permanece a seu lado; quando a
grande maioria o tem como um camarada do bem; um exemplo. E questionam aqueles
que ignoram: se é uma pessoa que realmente pratica o bem, portanto, conhecendo o
histórico do irascível, porque não o trata como merece, afinal já deu provas de
que é um pária social; uma vez que, ao invés disso, o considera com respeito?
Já disseram
que o homem integro enxerga o bem até mesmo em um coração afetado, ainda que o
próprio amparado não consiga fazê-lo, e isso, ao homem de maus pensamentos,
mesmo que mantenha aquele que o suporta imerso em sentimentos de dúvida, como
não poderia ser diferente: toma partido para si; e acaba por utilizar o que não
entende: como um aval à ignorância intrínseca; pois esse não é capaz de
enxergar nem mesmo o próprio coração.
A cada dia
mais, fazer o bem, gera desconfiança, o que é uma pena. Nos parece que caminhamos
para a força da desconfiança contra o esquecimento da gentileza.
Sim, mas a
pessoa de má intenção sabe se aproveitar em causa própria do auxílio dado,
argumentam aqueles que pouco conhecem. E essa é uma verdade, porém não deve ser
usada como desculpa, afinal, aqui temos duas forças antagônicas diante dos
embates da vida, e ambos possui consciência suficiente de seus atos e inteligência
para usar cada qual esses instrumentos, um para solicitar e o outro para
atender; cabe somente ao agente a decisão de como usá-lo, de outra feita, se
aquele que pode não faz por alguma desculpa preguiçosa, é fato que provavelmente deixará ao relento muitos outros que, ao não usar o mau expediente do necessitado ardiloso,
continuam sofrendo sem nada poder fazer ao não ser auxiliado.
023.ad cqe