sábado, 23 de maio de 2026

Das faces da confiança

 










Se o impuro tem o puro de ações com desconfiança. Se seus olhos inquisidores veem ou nele procuram sinais de desonestidade; não há nada a ser feito. Assim como é muito fácil ao impoluto manter-se na retidão da lucidez, do amor fraternal; na proporção inversa, se comparado ao indivíduo vil, de humores afetado; devemos entender a impossibilidade de uma mente doente superar seus vícios, na proporção que o indivíduo de boa índole jamais conseguirá levantar falsos contra quem quer que seja.










O gentil, precisa aprender a lidar com o ser ainda fraco, pois esse, inseguro, e sem explicações que o convençam, com a mente sobrecarregada se pergunta, tanto quantos outros de mesma índole; como o probo permanece a seu lado; quando a grande maioria o tem como um camarada do bem; um exemplo. E questionam aqueles que ignoram: se é uma pessoa que realmente pratica o bem, portanto, conhecendo o histórico do irascível, porque não o trata como merece, afinal já deu provas de que é um pária social; uma vez que, ao invés disso, o considera com respeito?










Já disseram que o homem integro enxerga o bem até mesmo em um coração afetado, ainda que o próprio amparado não consiga fazê-lo, e isso, ao homem de maus pensamentos, mesmo que mantenha aquele que o suporta imerso em sentimentos de dúvida, como não poderia ser diferente: toma partido para si; e acaba por utilizar o que não entende: como um aval à ignorância intrínseca; pois esse não é capaz de enxergar nem mesmo o próprio coração.










A cada dia mais, fazer o bem, gera desconfiança, o que é uma pena. Nos parece que caminhamos para a força da desconfiança contra o esquecimento da gentileza.










Sim, mas a pessoa de má intenção sabe se aproveitar em causa própria do auxílio dado, argumentam aqueles que pouco conhecem. E essa é uma verdade, porém não deve ser usada como desculpa, afinal, aqui temos duas forças antagônicas diante dos embates da vida, e ambos possui consciência suficiente de seus atos e inteligência para usar cada qual esses instrumentos, um para solicitar e o outro para atender; cabe somente ao agente a decisão de como usá-lo, de outra feita, se aquele que pode não faz por alguma desculpa preguiçosa, é fato que provavelmente deixará ao relento muitos outros que, ao não usar o mau expediente do necessitado ardiloso, continuam sofrendo sem nada poder fazer ao não ser auxiliado.








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