sábado, 22 de julho de 2017

Não às acaloradas discussões inócuas...



...que promovem tão somente o polemista.


Ainda que seja repetido a exaustão que a palavra é gerada em energia equivalente, continuamos não fazendo caso e acabamos por ultrapassar nos mais variados graus este estágio inobservado por conta de empregar vontades transformadas em energia nada recomendáveis turbinando nosso destempero na palavra proferida.


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De uma vez por todas; ou iniciamos uma convivência onde nos tratamos em igualdade de amor e respeito ou nos arrastaremos eternamente nos acusando de discriminador e discriminado sem qualquer tipo prático de resultado aceitável.

Não se muda em uma vírgula o racismo, a discriminação e a intolerância ao falar sobre eles – quando não observado com propriedades: mensageiro/receptor/mensagem -, a não ser o grau de interesse naqueles que provocam o assunto – e toda a exibição pretensiosa advinda dos holofotes a cada dia mais desperta.


Invariavelmente são mais pró-racismo estes que reclamam e insistem em trazer a tona toda a sorte de assuntos que apregoam que somos deficientes entre irmãos do que surte efeito benéfico ao público que tanto constante quanto obrigatoriamente com esse expediente mascarado é prejudicialmente atingido. Era preciso prestar atenção em que grau está sendo tão somente inflamada/inflada a observação ou que o pontuar não passa de mais um em busca da reles celeuma?


Não há como vencer qualquer discriminação que seja a não ser atacar o problema de forma a não expô-lo ou ainda melhor: trabalhando o próprio discriminado; somente este poderá ajustar seu comportamento ao descobrir que é superior ao que discrimina, tão somente por isso. E então, ao não valorizar o desacato, somado a leis energicamente aplicáveis a desprezível conduta humana, seria possível, paulatinamente, erradicar o que acreditamos se tratar da falta de conhecimento consoante ao desentendimento de ambos. Hoje, não atingimos nem mesmo isso.


O atraso dos racistas e discriminadores não deveria ultrapassar a falta de conhecimento ou aculturamento do atacado – falta instrução aos dois, mas é apenas com o desprendimento do segundo do abandono a autocompaixão – muitas vezes, mesmo, nascida da condição aqui descrita - que fará com que os atos execráveis dos primeiros disso não passe e finalmente se tornem inócuos.

Precisamos implantar ou voltar à vergonha; ao ter vergonha; ao respeito, ou quaisquer outros valores que possam somar nessa batalha arrastada e totalmente desprovida de sentido, e à crença e não o aporte em uma Lei Superior que comande o equilíbrio dos universos não para temê-la, mas para entender que há algo maior e que então, o participar de sentimentos tão mesquinhos quanto à discriminação, qualquer que seja: é permanecer parasitado ao rasteiro universo da infâmia e suas tramas traiçoeiras – este sim, desprovido de qualquer lei humanitária.




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